venerdì 12 novembre 2010

Domingo há castanhas em Santo António dos Portugueses


Depois da missa dominical, às 17h00, presidida por Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José da Cruz Policarpo, reunem-se no pátio de Santo António dos Portgueses lusitanos e lusófilos para o tradicional "Magusto".



O Magusto é uma festa popular, cujas formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas ou bolotas para comer, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de São Simão, no dia de Todos-os-Santos ou no dia São Martinho. Inúmeras celebrações ocorrem não só por Portugal inteiro mas também na Galiza (onde se chama magosto, em galego) e nas Astúrias.
(...)
A celebração do magusto está associada a uma
lenda, a qual dizia que um soldado romano, mais tarde conhecido por Martinho de Tours, ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz-se que, neste preciso momento, parou de chover, derivando daí a expressão: "Verão de São Martinho".



IN

http://pt.wikipedia.org/wiki/Magusto


Cardeal José da Cruz Policarpo em Roma


DOMENICA, 14 Novembre 2010


L’Istituto Portoghese di Sant’Antonio in Roma,

sotto il patrocinio di S. E. l’ Ambasciatore del Portogallo presso la Santa Sede,

ha il piacere di invitare la S. V. alla

Celebrazione della Santa Messa
Presieduta da
Sua Eminenza Rev.ma Cardinale José da Cruz Policarpo,

Patriarca di Lisbona
Titolare della Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi

Seguita dal tradizionale “Magusto”

Il Rettore
Mons. Agostinho da Costa Borges

Vilma Gidaro: A Igreja de S. Vítor em Braga

Memórias do Verão passado, em texto e fotografia, que nos foram enviadas pela nossa aluna Vilma Gidaro.
Obrigado, Vilma!




Braga - Igreja de São Victor:(...) Foi mandada edificar pelo arcebispo de Braga - Dom Luís de Sousa (1677-1690) - cujo brasão está representado no centro do frontal triangular da fachada. A data da sua construção é 1686, conforme se lê numa das lápides da fachada. A igreja foi sagrada pelo arcebispo Dom João de Sousa (1696-1703) em 19 de Março de 1698(...)
No passado Verão, ia lendo "Viagem a Portugal", do nosso amado José Saramago, enquanto viajávamos, o Carlo e eu, visitado o Norte de Portugal.
Num dia quente, em Braga, lugar sem vento e que estava com 40 graus centígrados, aconteceu que o Carlo decidiu visitar a Igreja de São Victor para admirar a Virgem de Egipto. Não encontrando a estátua na Igreja, aberta naquele dia somente porque havia um baptismo de um bébé, o Carlo não desistiu e perguntou ao sacristão se era possível vê-la.
De facto, a obra estava, escondida na sacristia.
Foi uma descoberta interessante e ficámos verdadeiramente satisfeitos por tê-la visto e por ter conseguido tirar fotografias, embora através de um vidro, porque parece que não há outras fotografias (ou pelo menos isso é o que disse o sacristão).
Eis as fotografias da Virgem de Egipto e não do "enjeito"... como Saramago conta que a velha senhora chamava a estátua da Virgem.
Beijinhos grandes,
VILMA GIDARO

mercoledì 10 novembre 2010

Cristina Gemmino escreve sobre a poluição do ar em Roma


A nossa aluna Cristina Gemmino escreve sobre os problemas ambientais da capital italiana. Aqui fica o seu texto:


A 22 de Setembro de 2004, depois do encontro sobre o tema “Roma em relação às outras capitais do mundo, sobre a contribuição ao melhoramento da qualidade da atmosfera” foram apresentados os resultados oficiais da poluição de Roma.
Passeando por Roma, todos os habitantes, todos os estudantes, como eu, respiram aquilo a que os italianos chamam “polveri sottili”: trata-se de pequenas partículas sólidas que estão suspensas no ar; quanto mais pequenas são essas partículas, mais perigos existem para a saúde dos homens. A razão principal desses “polveri sottili” é o tráfego urbano das automóveis.
O alarme para a saúde é muito elevado: a poluição está dispersa em toda a capital italiana. A qualidade do ar, na cidade, não é aceitável. Só se se tornar um negócio vantajoso é que os valores da poluição começarão a reduzir-se.
Alguns estudos e pesquisas têm revelado que essas partículas são causadas pela mobilidade urbana, ou seja, pelos meios de transporte urbano, da cidade.
As repercussões desta situação estão relacionadas com a saúde da população: a percentagem dos tumores ligados aos problemas ambientais começa subir rapidamente. Por isso, agora, cada pequenino resultado obtido constitui uma pequena mudança: por exemplo, reduzir as centralizações desses “partículas subtis”, assegura a diminuição das doenças ligadas à poluição.
O estilo de vida de cada pessoa tem que mudar em muitas coisas, porque a simples “paragem dos automóveis” ao fim-de-semana não é suficiente.
Na minha opinião, uma possível resolução para o problema poderia ser a aplicação de um processo que se chama “desenvolvimento sustentável”: os âmbitos de aplicação deste processo pertencem tanto ao nível económico, quanto ao ambiental. O princípio fundamental desse processo é assegurar o desenvolvimento da sociedade actual, sem comprometer o desenvolvimento das futuras gerações.
Como? São diversas as maneiras para assegurar e preservar o futuro das próximas gerações:
- o uso das recursos renováveis: e energia do sol, a energia do vento, o movimento do mar.
Por exemplo, o uso da energia do sol pode reduzir consideravelmente a percentagem de emissão de gás no ar. De consequência, pode reduzir a percentagem de tumores e melhorar a vida das pessoas. Uma outra solução para o problema da poluição pode também ser a da mudança da gasolina dos automóveis para o gás: o implantação do gás parece, de facto, ser uma valiosa solução ao problema da poluição nas cidades, sem constituir também um problema económico para as pessoas.
O que falta hoje em dia é uma campanha de promoção em relação às diversas maneiras para resolver o grave problema da poluição.

CRISTINA GEMMINO

"Roma, io e gli altri" de Gabriele Mazzucco no Teatro delle Maschere

O nosso antigo aluno e encenador teatral Gabriele Mazzucco envia-nos a notícia do seu próximo espetáculo, que aqui publicitamos, fazendo à Companhia ARTIGIALLI os votos dos maiores sucessos:

11 e 12 Novembre
TEATRO DELLE MASCHERE

VIA AURELIO SALICETI 1\3
ZONA TRASTEVERE

Torna a Roma la Compagnia degli Artigialli dopo le rappresentazioni torinesi del mese di ottobre con una serata di presentazione per il nuovo anno, ricca di Sketch divertenti e temi su cui riflettere...

Regia di Gabriele Mazzucco
Con: Renato Bongianni, Silvia Caltagirone, Fabrizio Caratelli, Giuseppe Cosentino, Simone Faraon, Lorenzo Farina, Monica Iannessi, Francesco Lefrevre, Enrica Nizi, Giancarlo Porcari.

Costumi: Camilla Marcelli & Flaminia Spognetta.
Fotografo di scena: Marco Pizzi.

Il Messaggero: " Mazzucco torna con i suoi Gringos nonostante il mirino puntato su di loro !!"

La Stampa: " Mazzucco, Cosentino, Faraon, Iannessi e Caltagirone spopolano a Torino ma le ragazze inseguono il solo Mazzucco non sapendo che la ragazza mena!"

"Il Tempo: " Lo spettacolo della Compagnia degli Artigialli è troppo avanti per essere rappresentato oggi"

La Repubblica: " Fate anche la legge sulle intercettazioni tanto noi abbiamo gli Artigialli che ce la fanno pià a bene !"

Corriere della Sera: " Gli Artigialli chi ??"Maurizio Babbuin: " Mazzucco scrive dei testi che fanno male a chi li vede !"

martedì 9 novembre 2010

Cristina Gemmino: "Occhi per sentire … ragione per vedere"


A nossa aluna Cristina Gemmino enviou-nos esta recensão sobre Fernando Pessoa, da sua autoria, publicada anteriormente na revista salentina "NOBIS", que temos o maior gosto em publicar no Via dei Portoghesi.

Obrigado e parabéns, Cristina!



Sinto-me múltiplo. sou como um quarto com
inúmeros espelhos fantásticos que torcem

para reflexões falsas uma única anterior realidade
que não está em nenhuma e está em todas

Mi sento multiplo. sono come una stanza con
innumerevoli specchi fantastici che deformano
in riflessi falsi una unica anteriore realtà
che non è in nessuna ed è in tutte



Parlare di Fernando Pessoa, avviarsi lungo i suoi tormentosi ed impervi sentieri poetici – che si avvolgono su se stessi in un continuo oscillare tra volute di pensiero apparentemente logico ed un caleidoscopio di stranezze linguistiche – significa perdersi in quella foresta “do alheamento”, dello straniamento linguistico e concettuale: la follia ed il mistero dell’esistenza sembrano essere l’enigma da risolvere nella sua poesia.
Un’ossessiva ed insanabile dialettica tra sentire e pensare, tra sogno e pensiero pervade i testi di Fernando Pessoa: ogni sensazione colta è per lui moltiplicazione di altre immagini. Così, attraverso le sensazioni, ininterrottamente una folla di pensieri si muovono nella sua mente, stabilendo incomprensibili relazioni tra spazio esteriore e spazio interiore.
Tutto questo costituisce di fatto il programma poetico-sensazionista che pervade la personalità di Pessoa, che si potrebbe ben riassumere nell’enunciato: “Sentir tudo em todas as maneira”, sentire tutto in tutte le meniere esposto nel poema Passagem das horas (1916) dell’eteronimo Álvaro de Campos.
Pessoa ha così frantumato la propria unità per dar voce a personalità letterarie separate e diverse dal suo stesso io, che sono gli eteronimi e che rispondono ai nomi di Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Bernardo Soares, Alexander Search, António Mora e molti altri ancora. Pessoa si vede multiplo, sente nel profondo del suo essere una moltitudine. Nelle singole opere, ciascuna delle quali con una specifica poetica, fa muovere esseri umani viventi, con una fisicità e un’esistenza tutta umana, che seppure non abitanti il nostro mondo, lo “vivono” pienamente come persone di finzione perché, come dice Pessoa: “Reale è la finzione”.


CRISTINA GEMMINO

Petição contra a extinção da DGLB – Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas


Chegou-nos o pedido de participar na petição contra a extinção da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, que aqui publicamos.



Cari Amici,


approfittiamo di questo messaggio per segnalarvi una questione che crediamo dovrebbe interessare tutti quelli che sono impegnati, a vario titolo, nella diffusione della letteratura portoghese e lusofona.


Abbiamo scritto una petizione contro la chiusura della Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas. L'ente, per intenderci, che finora ha sostenuto le traduzioni all'estero dei libri portoghesi, contribuendo a far conoscere in Italia e nel mondo più di uno scrittore di lingua portoghese.


Secondo noi, è molto grave e, da italiani, sappiamo che l'accorpamento a un'altra istituzione è solo la premessa a una definitiva cancellazione. Se come noi, credete che non sia attraverso queste misure che si debba risolvere una crisi economica, questo è l'indirizzo per firmare:




Se siete favorevoli, per favore, firmatr. Ma, soprattutto, vi chiedo il favore di spargere la voce tra tutti i vostri contatti che crediate possano essere interessati.

Grazie!


Testo della petizione:


Exma. Senhora

Ministra da Cultura de Portugal

Dra. Gabriela Canavilhas


Tomámos conhecimento do projecto do Governo português em extinguir a DGLB – Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas através de uma fusão com a Biblioteca Nacional de Portugal, privando assim da indispensável autonomia de gestão uma entidade que sempre desenvolveu com sucesso a árdua e meritória missão de promover a leitura em Portugal e divulgar a literatura portuguesa na Europa e no mundo.

Assinalamos que a DGLB é uma instituição de excelência no seio das instituições culturais congéneres na Europa e é com espanto e preocupação profunda que nos dirigimos a V.Exa., na esperança de impedir uma medida que poderá significar consequências nefastas na projecção internacional da língua portuguesa e da literatura e cultura lusófonas. A extinção da DGLB poderá, de facto, limitar a acção de todos aqueles – editores, tradutores, docentes, investigadores e estudantes universitários, organizadores de festivais literários e eventos culturais – que longe de Portugal sempre se empenharam na interminável tarefa de dar a conhecer no estrangeiro a vitalidade e a riqueza da literatura portuguesa. É inegável que, sem o apoio da DGLB, muito do que tem sido feito até hoje não teria sido possível, mas é também evidente que tudo aquilo que está por fazer, sem este apoio, só poderá realizar-se de forma reduzida e com pouca incidência.

Dado que o interesse puramente cultural, em tempos de crise económica, não é considerado relevante e prioritário pelos governantes, chamamos a atenção de V.Exa. para as repercussões positivas que, em termos económicos, uma política cultural hábil e articulada pode produzir. Acreditamos, por exemplo, que para a indústria turística do país tenham contribuído muito mais os romances traduzidos e publicados no estrangeiro do que as campanhas publicitárias promovidas para dar a conhecer aos potenciais turistas os atractivos de Portugal. Quantos escritores portugueses nunca teriam chegado às livrarias da Europa sem o apoio da DGLB? Quantos festivais literários e encontros universitários teriam de ter prescindido da presença de poetas, ensaístas e romancistas portugueses?

Estamos, obviamente, conscientes que na actual conjuntura económica são necessários dolorosos sacrifícios em todos os sectores. Pensamos, contudo, que uma crise económica não se resolve por via do empobrecimento cultural e estamos convencidos de que a política tem o dever de adoptar medidas mais eficazes que o mero, drástico e indiscriminado corte da despesa pública. O risco, neste caso, é que uma política pouco clarividente torne invisível um país e a sua cultura.