lunedì 15 novembre 2010

Teresa Leonor M. Vale publica na revista da Academia de França em Roma


A historiadora da Arte portuguesa, Teresa Leonor M. Vale, recentemente presente em Roma para a publicação do seu livro "Scultura Barocca Italiana in Portogallo", editado pela Gangemi (http://viadeiportoghesi.blogspot.com/2010/09/presentazione-libro-scultura-barocca.html) publicou no nº8 da Studiolo, a Revista de História da Arte da Academia de França de Roma o artigo:
Les acquisitions d’oeuvres d’art du premier marquis de Fronteira,
João de Mascarenhas (1633-1670), pour sa demeure des environs
de Lisbonne


Muitos Parabéns!

Aniki-bobó (1942) e Singularidades (2009) de Manoel de Oliveira - analisados por Cristina Gemmino


Excelente análise da nossa aluna CRISTINA GEMMINO, no âmbito do Laboratorio di Traduzione e Revisione Testi da Università degli Studi di Roma Tre: dois filmes de Manoel de Oliveira em confronto. Quais os paralelismos possíveis entre a sua primeira longa-metragem, e a adaptação do conto queirosiano "Singularidades de uma Rapariga Loura"? Aqui deixamos esta leitura que louvamos pela profundidade e pelo modo como foi escrita.




“Aniki bebé
Aniki-bóbó
Passarinho tótó
Berimbau, Cavaquinho
Salomão
Sacristão
Tu és Polícia, tu és Ladrão”



Esta é a “fórmula mágica”, podemos dizer, que as crianças recitam para brincar e compreender quem é o ladrão e quem é a polícia: fórmula que, neste caso, também deu o título ao filme...”Aniki-bóbó”.
Esta longa-metragem (de 1942) apresenta de uma maneira tanto subtil quanto incompreensível, um tema que se tornará o tema preferido pelo regista Manoel de Oliveira: o amor por uma rapariga pode condicionar a acção de um rapaz.
Tudo acontece na cidade do Porto (perto do rio) entre três personagens principais, motor de acção nesta longa-metragem: Carlitos, o sonhador, Eduardo, o chefe do grupo e enfim a linda Teresinha que com os seus olhos encanta quer Carlitos quer Eduardo. Na escola, os meninos lançam-se sempre olhares de desafio porque cada um quer conquistar o coração de Teresinha. Este amor leva, Carlitos à “Loja das tentações” (nome que já esconde um possível sinal do futuro projecto de Carlitos) para roubar a boneca de que tanto gostava a Teresinha.
Por outro lado, Eduardo organiza uma reunião com todos os outros companheiros da aula, sem, evidentemente, dizer nada a Carlitos.
Para “assegurar o coração” de Teresinha, Carlitos, de noite, vai pelos telhados da cidade até à janela de Teresinha para lhe oferecer a boneca roubada.
A tensão entre os dois meninos começa subir e chega ao ápice quando Carlitos - enquanto se escondia do dono da loja, que procurava o responsável do furto - vai com alguns companheiros da aula, entre eles Eduardo, até à colina; aqui todos juntos começam brincar, recitando a fórmula mágica de “Aniki-bóbó”.
Ao som da chegada do comboio, os dois rivais começam lutar por um olhar da linda Teresinha e por acidente Eduardo tomba ao lado do comboio em movimento: todas as suspeitas caem sobre Carlitos.
Só a palavra do dono da loja, que estava ali, “salva” Carlitos de qualquer suspeita.
Todos os elementos representados nesta longa-metragem, têm um objectivo comum: traçar as características dos meninos ingénuos (Carlitos e Eduardo) e a originalidade da acção e não-acção de Teresinha, a rapariga maliciosa. Falo de não-acção para Teresinha porque ela é a menina que está à espera de gentilezas, feitas pelos meninos: podemos dizer, neste caso, que Teresinha é a Beatriz de Dante Alighieri na sua “Vita Nuova”, a menina que leva à acção dos seus namorados.
Mais ou menos 67 anos depois, Manoel de Oliveira, apresenta ao Festival do cinema de Berlim 2009, um filme baseado na obra-prima do escritor realista português Eça de Queiróz.
Trata-se, ainda aqui, duma história de amor: o amor de um jovem, Macário, trabalhador no armazém lisboeta do tio Francisco, por uma rapariga loura, Luísa, que ele olhava sempre pela varanda do seu escritório. Numa viagem de comboio para o Algarve, Macário conta as aventuras da sua vida amorosa a uma senhora desconhecida. De facto, ele conta as “singularidades” desta rapariga: o seu leque chinês, os seus cabelos louros, o seu olhar azul... elementos que tinham levado à curiosidade do jovem Macário para conhecer a linda rapariga.
Um dia, Macário, tendo vindo a Luísa à loja de tecidos, desce abaixo para encontrá-la e falar-lhe: é por Luísa, esta rapariga loura, que Macário se apaixona completamente. Macário, então, quer casar-se com ela e pede ao tio Francisco a bênção; mas o tio discorda, despede-o e expulsa-o de casa. Sozinho, Macário começa procurar trabalho em todos os lugares de Lisboa, mas o tio Francisco tem muitos amigos que o conhecem há muito tempo e que, por isso, não o querem desafiar empregando o sobrinho. A fortuna do jovem chega com um trabalho em Cabo Verde; Macário consegue enriquecer ali e quando volta para Lisboa, obtendo a aprovação do seu tio para casar Luísa, ele descobre a verdadeira “singularidade” da rapariga: é uma ladra, que numa joalharia rouba um anel de brilhantes. Ela é desmascarada pelo seu futuro noivo e por ele abandonada.
Também nesta longa-metragem todos os elementos são úteis para sublinhar um aspecto comum com a longa-metragem de “Aniki-bóbó”: as características do homem maduro (supõe-se) que se apaixona por uma rapariga loura.
Em ambas as longas-metragens, a história, em geral, é a mesma mas a “singularidade” (eu prefiro chamá-la assim) está na reacção dos dois (ou três, se incluirmos também Eduardo) protagonistas masculinos, de Carlitos e Macário, face às raparigas por quem eles se apaixonaram.
No primeiro caso, o de Carlitos, a reacção é infantil porque o leva a roubar uma boneca, acto que não é aceitável numa sociedade civil; por outro lado, a reacção de Macário é um pouco mais viril porque a afronta a seu tio e a expulsão do seu escritório, levam Macário (que quer casar Luísa) a Cabo Verde com o objectivo, mais valoroso do que o de Carlitos, de ganhar bastante dinheiro para se casar. Atrás desta acção, de qualquer modo, esconde-se sempre uma forma infantil, ligada ao choro de Macário em frente da rapariga antes de deixar Lisboa para Cabo Verde.
Apesar de apresentar este elemento discordante, as duas longas-metragens têm dois aspectos comuns e também interessantes: o primeiro está ligado ao “ruidoso” silêncio que caracteriza ambos os filmes; “ruidoso” silêncio porque atrás deste se esconde a vontade do realizador, Manoel de Oliveira, de envolver nas acções o público, ou seja, de levar o seu público a sugerir os movimentos dos personagens; ao mesmo tempo, na minha opinião, o objectivo do realizador é também o de apreciar silenciosamente os barulhos de duas cidades preciosamente ricas como o Porto e Lisboa.
William Shakespeare antes e Manoel de Oliveira dois séculos depois, propõem a mesma imagem: a jovem rapariga numa varanda que olha o seu “namorado”. Então, o balcão torna-se o elemento de acção quer em “Aniki-bóbó” quer em “Singularidades de uma rapariga Loura” mas que leva a duas reacções diferentes.
Enfim, quer o balcão, quer o olhar das raparigas, quer o silêncio, quer os dois jovens, são elementos que juntos a muitos outros, fazem destas duas longas-metragens, dois exemplos da vida portuguesa “verosimilmente real”.

CRISTINA GEMMINO

23 novembre: presentazione del libro "Fascino Lusitano"



Leggere:tutti nell’ambito della rassegna Libri&Spritz
giunta al 8° appuntamento settimanale
vi invita alla presentazione del libro


Fascino Lusitano.
Identità e cultura nella società della comunicazione portoghese

(Z!NES editore)
di
Barbara Bechelloni


Martedì 23 novembre – ore 18,00
Concerto di Fado: Chiara Morucci e il Conjunto Romano


CONVOGLIA
Via Giovanni Giolitti 36 (Stazione Termini) – ROMA


Nell’ambito della rassegna Libri&Spritz, iniziativa del mensile di promozione del libro e della lettura Leggere:tutti con la collaborazione di Convoglia Viaggio di Sapori – innovativo ristorante presso la Stazione Termini di Roma – martedì 23 novembre alle ore 18,00 verrà presentato il libro di Barbara Bechelloni, Fascino Lusitano. Identità e cultura nella società della comunicazione portoghese edito da Z!NES.


A presentarlo il sociologo della comunicazione Alberto Marinelli, professore della Facoltà di Scienze della Comunicazione della Sapienza e il lusitanista Giorgio de Marchis, professore della
Facoltà di Lettere e Filosofia di Roma Tre.


Durante gli ultimi decenni, tra gli anni Sessanta e Duemila, la società portoghese ha conosciuto profondi cambiamenti portandola oggi ad essere una società ricca di sfaccettature. L’autrice scopre il file rouge che lega i concetti di identità e cultura , compie un viaggio alla scoperta del sé e dell’altro e analizza attraverso l’osservazione partecipante, le relazioni di identità tra i soggetti alla luce del passato condiviso, del presente e del futuro atteso.


Chiara Morucci e il Conjunto Romano (Felice Zaccheo, Franco Pietropaoli) ripercorreranno il cammino segnato dalla magia lusitana, interpretando alcuni Fado , intensi brani della tradizione musicale portoghese. Un’intensità che nasce dal tipico contraddittorio sentimento della saudade che evoca contemporaneamente la nostalgia del passato e la speranza nel futuro che verrà. Si dice che «il Fado è nato un giorno, quando il vento non soffiava ed il cielo prolungava l’orizzonte del mare e, sul ponte di un veliero, un marinaio triste cantava».


Barbara Bechelloni è dottore di ricerca in Teoria e Ricerca Sociale presso la Sapienza, Università di Roma dove svolge attività didattica. Si interessa a mondo lusofono e italiani nel mondo, media e identità culturali, viaggio e memoria. Ha vissuto in Portogallo e Brasile. Nella sua attività di ricerca si occupa da alcuni anni di comunicazione scientifica e accademica. Tra le sue pubblicazioni, oltre a saggi e articoli sul mondo lusofono, Università di carta. L’editoria accademinca nella società della conoscenza (2010 FrancoAngeli), ha curato il volume (2009)Deportati e internati. Racconti biografici di siciliani nei campi nazisti e (2007) Secondo coscienza. Il diario di Giacomo Brisca 1943-1944 (in collaborazione), entrambi editi da Edizioni ANRP/Mediascape, Roma.

Vilma Gidaro: uma cantiga "Na Capelinha da Senhora do Ó"

Aqui fica uma "cantiga" à moda antiga: um exercício, inspirado numa romaria, feito pela nossa aluna e amiga Vilma Gidaro, a quem muito agradecemos.



Tentava um dia encontrar o meu amor
Rezava, por isso, na casa do Senhor
Não podia esperar um encontro melhor

Tentava um dia encontrar o meu amor
Na capelinha de Igreja de Nossa Senhora do Ó
num jardim cheio de cor

Tentava um dia encontrar o meu amor
O meu coração ansiava à espera do meu amor
o sol do meio-dia dava-me calor

Rezava, por isso, na casa do Senhor
O meu amor, perdido no mar, nunca chegou
A minha alma chora, a minha vida não tem valor.


Vilma Gidaro

Recensão de Duarte Pinheiro: "O Deus do Bosque"


É com grande alegria que aqui pomos à disposição dos nossos leitores a recensão publicada no semanário "Grande Porto" no passado dia 22 de Outubro do romance "O Bom Inverno" de João Tordo - feita pelo nosso colega e amigo Dr. Duarte Pinheiro, leitor de Português nas Universaiaddes de Aquila e de Salerno.

Um grande abraço de parabéns ao Duarte!



O Deus do Bosque

O novo romance de João Tordo - “O Bom Inverno” - baseia-se na história de uma procrastinação. “Que coisa pode ser mais ridícula do que um escritor que não acredita na literatura, embora julgue, paradoxalmente, que esta acabará por o vingar?” (p. 13) interroga-se o narrador da mesma, um escritor desiludido com as falácias do seu mundo e hipocondriacamente coxo. Depois de alguma relutância, o protagonista decide participar num encontro de escritores em Budapeste, onde conhece um jovem mas ambicioso escritor italiano, Vincenzo Gentile; e é este quem lhe propõe, por mero interesse profissional, umas férias de verão (ou será ironicamente 'um bom inverno') na casa de um famoso produtor cinematográfico – Don Metzger – em Sabaudia, Itália. Nessa casa imersa num bosque, o nosso narrador conhecerá gente excêntrica, como Roger e Stella Dormant, realizador e actriz de filmes pornográficos que prolongam os seus ofícios para além das filmagens em noites extasiantes de álcool, sexo e drogas, ou ainda, Andrés Bosco, um artista catalão que, para deleite do seu mecenas (o próprio Don Metzger), constrói balões de ar quente que vagueiam vazios pelos céus azuis do Lácio. Todavia, o nosso escritor não chega a conhecer o anfitrião da casa, ou melhor, conhece-o já morto. E o assassinato deste produtor é o (um dos) ponto(s) de viragem da história, como se descarrilássemos em episódios mais ou menos surpreendentes. As personagens ficam presas no covil do assassino e o destino delas é imprevisível. Mas um escritor raramente poderá contar a verdade, inventando-se mentiroso e cobarde, adiando para tal uma outra existência e refugiando-se no peso indelével das palavras. Nós, leitores, não esperávamos que uma história sobre o destino niilista de um escritor e o lugar da própria literatura - “uma mentira impossível em substituição da vida possível que constantemente recusavam.” (p. 50) – fosse, afinal, um policial cru, espesso, e castrador. Os diálogos fluidos e os jogos semânticos adensam uma história já de si misteriosa e perturbadora, e nem sequer faltam as notas de rodapé que nos fazem recuar estilisticamente até José Cardoso Pires. O autor de As Três Vidas volta a surpreender-nos, escrevendo um romance vertiginoso e cortante, mas que poderá ser apenas mais uma “escusada mentira” (p.288) de quem textualmente encontra na morte uma factível vida.

Duarte Pinheiro

venerdì 12 novembre 2010

Músicos Portugueses na Igreja nacional em Roma

Armando José Fernandes

"CONCERTO DI MUSICA DA CAMERA"


Sabato 13 Novembre 2010, Ore 19:00
Santo António dos Portugueses


Patrocinio: INSTITUTO CAMÕES


Mauro Lopes Ferreira, violino

Luca Peverini, violoncello

Alvaro Lopes Ferreira, pianoforte


PROGRAMMA


Wolfgang Amadeus MOZART (1756 - 1791)

Divertimento in si bemolle maggiore KV 254 (1776)

Allegro assai

Adagio

Rondeaux (Tempo di Menuetto)


Franz Joseph HAYDN (1732 - 1809)

Trio in la bemolle maggiore Hoboken XV: 14 (1790)

Allegro moderato

Adagio Rondo (Vivace)


Armando José FERNANDES (1907 - 1983)

Sonata a tre (1980)

Allegro Scherzo (Allegro comodo)

Aria (Andante sostenuto)

Rondo (Allegro festivo)


Mauro Lopes Ferreira, nato a Roma, si dedica al violino con Felix Ayo e approfondisce lo studio della musica antica con Enrico Gatti e Sigisvald Kuijken. Inizia giovanissimo la sua attività con varie orchestre di musica barocca in Italia e in Francia; suona con Jordi Savall (Concert de Nations, Hespèrion XX), la Cappella de' Turchini, i Sonatori della gioiosa marca e il Concerto italiano, sia in orchestra che in formazioni cameristiche, esibendosi nelle più prestigiose sale di tutto il mondo (Concertgebouw ad Amsterdam, Societé Philarmonique a Bruxelles, Accademia di Santa Cecilia a Roma, Cité de la Musique a Parigi, Arsenal a Metz, Lincoln Center a New York, Palau de la Musica a Barcellona, Teatro Colón a Buenos Aires. E' primo violino del Concerto italiano e primo violino ospite dell'Orchestra barocca di Siviglia, dell'ensemble Zefiro e dell'orchestra barocca Divino Sospiro. Ha registrato per la Opus 111, Armonia Mundi, Astrèe, Alia Vox.


Luca Peverini si è diplomato con il massimo dei voti presso il Conservatorio di Santa Cecilia ed in seguito si è perfezionato con Amedeo Baldovino,Radu Aldulescu e Riccardo Brengola, con il quale si è anche diplomato in musica da camera. Premiato in numerosi concorsi, è stato per cinque anni primo violoncello dell’Orchestra Regionale del Lazio. Attualmente è primo violoncello dell’ensemble barocco Concerto italiano diretto da Rinaldo Alessandrini, con il quale svolge un’intensa attività concertistica nei più prestigiosi teatri nazionali e internazionali. Collabora regolarmente con l’Accademia Nazionale di Santa Cecilia ed ha collaborato con il Teatro dell’Opera di Roma e con il Teatro San Carlo di Napoli come primo violoncello. Alla Scala di Milano ha partecipato come violoncellista nel basso continuo per l’opera Orfeo di Monteverdi. Ha inciso con Naive, Stradivarius, BMG, Opus 111.


Álvaro Lopes Ferreira si é diplomato presso il Conservatorio S. Cecilia di Roma con il massimo dei voti, proseguendo poi gli studi con Lya de Barberiis, Luciano Gante e Giuseppe Scotese. Ha frequentato il corso di perfezionamento in musica d'insieme dell’Accademia Nazionale di S. Cecilia, diplomandosi con Riccardo Brengola. La sua attività concertistica include liederistica, musica da camera con archi e con fiati, con le percussioni, con gli strumenti a plettro, e annovera collaborazioni con l’ensemble Ars Ludi in produzioni di musica contemporanea e la direzione dell’orchestra mandolinistica Costantino Bertucci. Si dedica da anni alla divulgazione della musica di autori portoghesi di cui ha presentato in Italia numerose prime esecuzioni, edite in CD. Ha registrato per la Radio Vaticano e inciso, per la QBForme, la musica di Raffaele Calace per mandolino, mandoloncello e pianoforte. E' titolare della cattedra di musica da camera presso il conservatorio Alfredo Casella dell’Aquila.

Domingo há castanhas em Santo António dos Portugueses


Depois da missa dominical, às 17h00, presidida por Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José da Cruz Policarpo, reunem-se no pátio de Santo António dos Portgueses lusitanos e lusófilos para o tradicional "Magusto".



O Magusto é uma festa popular, cujas formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas ou bolotas para comer, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de São Simão, no dia de Todos-os-Santos ou no dia São Martinho. Inúmeras celebrações ocorrem não só por Portugal inteiro mas também na Galiza (onde se chama magosto, em galego) e nas Astúrias.
(...)
A celebração do magusto está associada a uma
lenda, a qual dizia que um soldado romano, mais tarde conhecido por Martinho de Tours, ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz-se que, neste preciso momento, parou de chover, derivando daí a expressão: "Verão de São Martinho".



IN

http://pt.wikipedia.org/wiki/Magusto