martedì 7 dicembre 2010

Isabella Mangani canta il fado stasera all'Auditorium del Massimo


Convidada pela Orchestra del 41° parallelo a nossa fadista do coração, napolitana e portuguesa - Isabella Mangani - vai actuar esta noite no Auditorium del Massimo.
A sua performance incluirá o fado "Ó gente da minha terra" popularizado por Mariza.
Parabéns, Isabella!



Têtes de Bois presenta

Concerto all’Auditorium dell’Istituto Massimiliano Massimo,

Mercoledì 8 dicembre 2010
Via Massimiliano Massimo, 1 – ore 21.00

Orchestra delle donne del 41° parallelo





Un’orchestra di donne in viaggio dal Mar Caspio all’Atlantico lungo il 41° parallelo attraverso Armenia, Bulgaria,Turchia, Grecia, Albania, Puglia, basso Lazio, Roma, Sardegna, Spagna e Portogallo.
L’Orchestra delle donne del 41° Parallelo è nata nel 2009 da un progetto dei Têtes de Bois in collaborazione con Acustimantico.


ospiti: Lucilla Galeazzi, Rita Marcotulli, Isabella Mangani, Raffaella Misiti

Per info e prenotazioni: Auditorium del Massimo Tel. 06 543961


Programma di sala


1. Suite di brani tradizionali sardi (Canto A Muttos, Deus ti Salvet Maria)
2. Danza dei vasai (arr. Cristina Majnero) Bulgaria
3. O’ gente da Minha Terra, fado portoghese (arr. Lucia Ianniello), canta Isabella Mangani
4. Suite di Brani tradizionali greci (koftos, hassapiko, sirtaki)
5. Karsilama (danza tradizionale turca, arr.di Laura D’Ippolito)
6. Koinè, al pianoforte Rita Marcotulli
7. Ninna nanna tradizionale albanese, al pianoforte Rita Marcotulli
8. La strada Invisibile, al pianoforte Rita Marcotulli
9. Surnortesur (suite brani tradizionali spagnoli, arr. Yanina Lombardi)
10. Loosin’ yelav (canzone trad. Armenia), canta Raffaella Misiti
11. Sinnò me moro (Rustichelli-Germi), canta Raffaella Misiti
12. Mamma mamma mamma dammi cento lire (trad. basso lazio), canta Lucilla Galeazzi
13. Padrone mio (tradizionale Puglia, Matteo Salvatore), canta Lucilla Galeazzi.

arrangiamenti di Stefano Scatozza, eccetto dove indicato.

Flauto: Raffaella Barbetti
Clarinetti: Agnese Valle e Simona Galeano
Clarinetto basso: Cristina Majnero
Sax Contralto: Yanina Lombardi
Sax Tenore: Agnese Garufi
Tromba e Flicorno: Lucia Ianniello
Trombone: Alice Noris
Violini: Cristina Romagni e Eliana Quattrocchi
Viole: Arianna Bloise e Camilla Dell’Agnola
Violoncello: Laura Pierazzuoli
Contrabbassi: Joy Grifoni. Cristina Patrizi
Pianoforte: Laura D’Ippolito
Batteria: Cecilia Sanchietti
Percussioni: Mara Rinaldi.

Direttore: Stefano Scatozza

Maria de Lourdes Pintasilgo tra le "Women Inspiring Europe"

Agradecemos a notícia à nossa colaboradora e amiga Federica Forte.


L'EIGE - istituto europeo per l'uguaglianza di genere - ha presentato a Bruxelles il calendario 2011 "Women Inspiring Europe", con foto e storie di 12 donne che rappresentano i diversi volti dell'Europa, donne capaci di lasciare un segno nelle loro comunità e nella società europea. Ebbene, tra le 12 selezionate c'è una italiana, la filosofa Francesca Brezzi (che tra l'altro insegna a Roma Tre) e una portoghese, Maria de Lourdes Pintasilgo.

Maria de Lurdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo (Abrantes, 18 gennaio 1930Lisbona, 10 luglio 2004) è stata una politica portoghese, prima (e unica finora) donna a ricoprire la carica di primo ministro (dal 1 agosto 1979 al 3 gennaio 1980) nonché la seconda donna in Europa (dopo Margaret Thatcher).
Nel 1986 fu candidata alla carica di Presidente della Repubblica. Cattolica, all'inizio della sua carriera politica non era affiliata a nessun partito pur essendo vicina al Partito Socialista, al quale si iscrisse successivamente alla sua esperienza governativa e per il quale divenne deputata al Parlamento europeo dal 1987 al 1989.

lunedì 6 dicembre 2010

Novo conto de Stefano Valente: "Pirkko Künnap ou o regresso ao Espaço Percebido"

O nosso excelente amigo, excelente escritor e excelente aluno Stefano Valente, de vez em quando mimoseia-nos com estes seus textos inéditos... Grande honra e grande alegria para este blogue!
Nascido de um exercício escolar um conto extraordinário que faz rir... e meditar!
Obrigado, Stefano!


Pirkko Künnap
ou o regresso ao Espaço Percebido




A história da vida – e da carreira – de Pirkko Künnap pode resumir-se à expressão «volta para trás». Vejamos como.

O futuro teórico da Arquitectura do Espaço Percebido, e também fundador da chamada Escola Künnapiana, nasce casualmente (porque o pai, o insigne divulgador do Urbanismo Neo-lapónio Ago Künnap, encontrava-se aí para uma conferência internacional sobre o estilo manuelino) em Lisboa. É o dia 7 de Setembro de 1957. Vê a luz enquanto a mãe está a acabar o penúltimo mês de gravidez e, de facto, anos depois – quando ele já é um dos máximos expoentes da arquitectura europeia – a mulher confessará que teria querido dar ao filho o nome de Sétimo, e que não o tinha feito só por um «longínquo e inexplicável sentido de pudor».

Pirkko Künnap é um rapaz extraordinariamente vivaz, difícil de manter sob controlo. Para exercitar sobre ele a sua autoridade, o pai Ago recorrerá muitas vezes ao sistema do «Escaninho da Lapónia»: um pequeníssimo quarto sem luz (ou, mais provavelmente, uma velha sauna abandonada) no qual o jovem Pirkko será encerrado repetidamente.

De qualquer maneira – e ainda sem conseguirmos sair da anedota – Pirkko Künnap concluirá a escola primária apenas aos sete anos, e formar-se-á na Universidade da Sorbona (com os mesmos professores do pai) aos dezassete.

O seu primeiro projecto realizado é, portanto, o Herslundmuseum de Copenhaga (1974), na Dinamarca, também conhecido como «o museu das sete vezes sete salas para as sete artes». Naquele período o estilo künnapiano estava ainda longe de ter ganho forma, e o jovem arquitecto ressentia claramente uma curiosa influência art-déco, em seguida nunca mais desenvolvida.

Contudo, já a partir da Casa do Silêncio de Chester-on-the-Mills (Silence House) de 1978, desenhada e construída para um milionário inglês, começa a aparecer a característica interpretação do espaço künnapiano. Vemos aqui uma estrutura cúbica de cento e cinquenta metros por lado, constituída por um quarto único, sem janelas e com portas ocultadas nas paredes, totalmente de cor branca.

A ideia de «o espaço ser uma dimensão subjectiva, que depende dos pensamentos e das experiências de cada ser humano» (entrevista a «Architectural Digest», Março de 1995), ressaltará sempre com maior força nos trabalhos seguintes do mestre finlandês: Zero Manor, 1979-80; a estação de Uppsala, sem caminhos-de-ferro, 1982; o palácio do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, 1984 (que repete, dividindo-o e multiplicando-o em 4.900 salas, o conceito desenvolvido na Casa do Silêncio).

Até à chamada assim Vila Simples, no Estoril, de 1995 – que também marca o regresso a Portugal (e não só) do arquitecto –, em que Pirkko Künnap realiza uma outra estrutura cúbica, esta vez com apenas três metros por lado. Também aqui há falta de janelas e portas visíveis, mas a novidade da Vila Simples é a ausência absoluta de qualquer fonte de luz e que o interior desse edifício está pintado de preto.

A construção do Estoril, que tanto fez falar em si mesma, teria de ser, para Künnap, «o ponto final de um caminho mental que se reflecte, inevitavelmente, na criação real e oferecida ao homem além dos próprios sentidos dele». Arquitectura do Espaço Percebido, portanto, que seria analise e reproposta das lembranças e das vivências, quaisquer que estas tenham sido, do autor. «Não tenho vergonha nenhuma», dirá de facto Pirkko Künnap, respondendo ao seu maior crítico, o grego Kariotidis, «em eu ter regressado ao “Escaninho da Lapónia”… Tenho, ao contrário, de agradecer a meu pai Ago: os castigos abrem-nos a mente, fazem-nos olhar para o mundo de uma forma diferente – aquela que talvez seja a forma verdadeira…». Isto na sua última declaração, em ocasião da obtenção do Prémio Aalto, em 1996.

Hoje em dia, enquanto estamos à espera que seja editado, enfim, o livro escrito pela própria mão do arquitecto finlandês (cujo título pareceria ser O Quarto Preto: Sete Autobiografias sem Mentiras), ficam-nos as perguntas que já nos acompanham desde há quase quinze anos: onde está Pirkko Künnap? Por que um homem de imensa fama e riqueza, um génio celebrado por uma multidão de fãs e de epígonos, desapareceu assim, de um momento ao outro?

E… se tivesse razão o grego Kariotidis, o inimigo de sempre, quando diz: «Façam luz, olhem no cubo do Estoril, mesmo no fundo do quarto»?…

STEFANO VALENTE

Ferena Carotenuto escreve sobre Portugal


A nossa brilhante aluna Ferena Carotenuto envia-nos, em forma de carta para uma amiga, algumas impressões sobre o seu estudo do Português. Muitíssimos parabéns pelo excelente trabalho da recém-chegada lusófila e - quem sabe? - futura lusitanista!...


Queridíssima Adelheid,


perguntas-me na tua última carta acerca do meu curso de língua portuguesa. Como bem sabes, escrever para mim é muito mais fácil que falar. Sou uma pessoa tímida, e as palavras não sempre podem voar. Às vezes elas ficam melhor na página branca, tranquilas. Creio que a única maneira de te escrever tudo o que eu sinto acerca desta coisa nova, será tomar algumas palavras para descrever com poucos elementos imagens bastante claras do tema. Portugal, na minha opinião, pode-se dizer com as seguintes palavras.

O fado. Eu não conheço esta música, ainda não. Conheço só as canções dum único concerto cantado no Auditorium em Outubro em Roma. Como eu digo, não entendo nada disso. Mas posso bem escutar as notas e os sons da música. São sons escuros, notas tristes e prolongadas. Não entendo mesmo as palavras. Mas as palavras têm sons, e os sons têm cores. As palavras são sons coloridos, e também estes são cores escuras, quase pretas.
Então, depois dos sons, nasce na minha mente uma imagem precisa. Imagino uma mulher, sozinha, à tarde. Está frio, e ela está triste. Em frente do mar ela olha o horizonte. Mas não pode ver nada. A mulher espera. Espera de alguém. Dum alguém que não pode voltar. Ou que não quer voltar. O rosto da mulher está molhado de chuva e de pranto. Como se canta noutro famosíssimo fado, há muros de pranto e paredes de água. E todos temos, em alguma esquina da nossa alma, um muro de pranto. Ou mais do que um.
Gosto muito dos cantores de fado. Um fado cantado por um homem tem, para os meus ouvidos, muito mais sentido do que um fado cantado por uma mulher. Os fadistas certamente são capazes de exprimir sentimentos fortes.
Agora, depois do concerto, não posso ouvir música tradicional de Portugal sem pensar nesta imagem. O fado, para mim, vai ser basicamente mágoa, tristeza e solidão. E o fado é Portugal.

Fátima. A Nossa Mãe em Portugal! Maria fala português aos três meninos. Português, a língua da Mãe de Deus! Trago sempre comigo uma pequena medalha com a imagem da Virgem e dos três meninos. Vejo também o rosto de Maria, um rosto oval, perfeito, dulcíssimo. A esta Nossa Mãe todo o mundo traz pedidos, orações, dores e esperanças. Ela ama-nos! Maria, luz da manhã, estrela brilhante. Fátima, então, é o amor de Deus e da sua doce Mãe. Fátima é a Igreja, a Religião e a Fé. Também Fátima é Portugal.

O IPSAR. No Instituto Português de Santo António em Roma, o elemento decisivo para mim era o Santo. Desde quando era menina com menos de dois anos, António é o meu santo. Gosto dele com o Menino Jesus em seus braços, uma imagem tão querida!
Agora para mim o IPSAR tem a imagem duma bandeira portuguesa no coração de Roma. Uma bandeira de cultura, coragem e liberalidade. Ainda não conheço bem o website do Instituto, porém acho que a difusão de música, literatura, arte e muito mais em relação a Portugal seja a missão principal deste centro cultural aberto a todos. Os lugares de cultura, numa época de cortes financeiros em todo o mundo, são ao centro duma luta fundamental contra a ignorância destes nossos tempos modernos. O IPSAR é Portugal.

Queridíssima, espero que tu compreendas a minha tentativa de descrever um país em imagens. Que achas?
Um abraço muito grande
Ferena

Paula Paour


Foi no sábado, 4 de Dezembro, das 16h às 22h: a inauguração de uma mostra da joalheira portuguesa Paula Paour, que expôs recente em Roma, onde teve grande sucesso.
Tratou-se de jóias e objectos de Vera Manzoni, Anna Westerlund e Paula Paour na plum atelier.


plum atelier
+ 351 21 3432322
Praça da Figueira, nº 7, 3º dto
Lisbon, Portugal

Dois artigos de Igino Camerota sobre o Fado

Dois interessantes artigos sobre o fado, publicados pelo lusófilo Igino Camerota, que saudamos com amizade. Foram publicados em (i)* - (iniziativa)* agenzia di informazione politica esociale.

in

Alla scoperta del fado portoghese/1


Per Eduardo Lourenço, scrittore e filosofo, "il passato monumentale dell'impero, che ha disseminato le vestigia della sovranità portoghese nel mondo intero, risulta ipertrofico e schiacciante per una nazione in fondo esigua, confinata su una costa estrema d'Europa".
Queste parole riescono, in estrema sintesi, a chiarire un concetto fondamentale per la comprensione di alcune significative sfumature della cultura portoghese.
Importante, in tale contesto, è anche la testimonianza di Gabriel Garcìa Marquez, giornalista e scrittore tra i più incisivi del novecento, che in un suo articolo della metà degli anni settanta, affermava che "per ragioni storiche e geografiche, essendo uno dei paesi più poveri del mondo ma con una posizione geografica fondamentale, il Portogallo è costretto a sedersi alla tavola dei paesi più ricchi [...] ma parla una lingua che nessuno capisce poiché a nessuno conviene capirla, e si presenta con i pantaloni rammendati e le scarpe rotte, ma con la dignità che gli impone l'essere stato in altri tempi il padrone quasi assoluto di tutti i mari. La terribile pressione di tale dramma si riflette su ogni aspetto della vita portoghese".
Acuto e illuminante il contributo dell'autore di Macondo.
Questa particolare caratteristica del popolo lusitano, secondo molti studiosi, semplici turisti e comuni cittadini portoghesi, trova piena espressione nella dolenza e nelle tristi note della musica popolare lusitana più conosciuta al di fuori dei confini nazionali: il fado.
Il Portogallo si affermò come stato sovrano nel 1143, quattro anni dopo la battaglia di Ourique.
Afonso Henriques, subito dopo la vittoria, si autoproclamò re; questo episodio segnò la fondazione del regno e l'inizio di una parentesi monarchica lunga quasi quattrocento anni.
Il passato di grande potenza marittima finì per stimolare non solo le attività legate al commercio ma diede anche nuovi impulsi alla produzione culturale, fornendo spunti originali e interessanti ai numerosi storici e cronisti che, attraverso i loro contributi, hanno dato vita a una vera e propria letteratura memorialista dell'epopea portoghese. Un salto cronologico ci trasporta, così, nella Lisbona del XVIII secolo: un'epoca in cui si era ancora molto lontani dalla sola teorizzazione del concetto di globalizzazione. Ma in cui la capitale portoghese poteva già definirsi globalizzata, vista l'aria..."multietnica" che si respirava tra i vicoli di Alfama e Bairro Alto. Lisbona era una delle città europee più all'avanguardia ma, nel 1755, un potente terremoto ne mise in ginocchio non solo l'economia. La notizia del sisma, rapidamente, si diffuse in tutto il vecchio continente e, non solo per il popolo portoghese, si trattò di un vero e proprio schock...come dimostra il "Poema sul disastro di Lisbona" scritto da Voltaire subito dopo essene venuto a conoscenza. La zona bassa della città (baixa), nei pressi del prosperoso e trafficato porto, venne rasa quasi totalmente al suolo. La cultura è specchio del suo tempo. Lisbona crovevia di merci, monete e, soprattutto, uomini e donne provenienti da ogni angolo di mondo. Da un punto di vista musicale, è significativo sottolineare ai fini del nostro "viaggio" che, non solo nella capitale, ma anche nelle altre principali città del paese, in quel periodo, iniziava a fiorire un'ampia varietà di generi e forme di canzoni e danze popolari. Contemporaneamente, in Brasile, si praticava una "danza cantata" chiamata fado. Sulle origini di questo genere musicale ancora non si è riusciti a fare completa chiarezza. Si sono succedute varie ipotesi e teorie: quella più verosimile è da ricercare proprio in questa forma "danzata". Cultural contact è una parola chiave. La deportazione di migliaia di schiavi in epoca coloniale trasferiti dal continente africano sino in Brasile; la potenza dell'impero portghese e quella del mare. La rotta del fado genere musicale ha interessato tre continenti. All'inizio era danza oscena; poi, giunta in Europa, si è adattata gradualmente ai costumi continentali e ai gusti musicali del tempo, si è impregnata dello spirito del porto di Lisbona, del vino e delle bettole frequentate da donnacce e marinai di ogni angolo di mondo. Poi Amalia si è alzata in canto e tutto il mondo, anche solo per un attimo, ha nuovamente rivolto il suo sguardo verso il Portogallo.
Dei particolari storici e musicali, di Salazar e tutto il resto, avremo modo di parlarne.

Igino Camerota
13 luglio 2010



Da danza a canto. Sulle origini reali e fantasiose del fado


Dai racconti di numerosi viaggiatori giunti in Brasile nel XVIII secolo, è possibile risalire a quelle che sono le caratteristiche sceniche del fado danzato.
Da questi scritti, emerge che, essendo variabile il numero dei partecipanti, la coreografia non era sempre uguale. Quasi tutti concordavano su due punti: i passi erano difficili e, nel suo insieme, si trattava di una pratica molto "sensuale".
Molti, addirittura, la definivano "oscena".
Il fado che oggi si canta nei locali più e meno turistici di Lisbona e nei teatri di tutta Europa deriva da questa danza.
A quanto pare, è in una testimonianza di Adriano Balbi che nel 1822, per la prima volta, con la parola "fado", nella lingua portoghese, oltre al significato di "destino", si intende indicare una pratica musicale.
Il fado danzato del Brasile coloniale, dunque, costituì il nucleo centrale all'origine dell'attuale genere musicale popolare urbano conosciuto, non solo grazie ad Amalia Rodriguez, in tutto il mondo.
Ma, considerate l'evoluzione intensa e continua che ha interessato la danza, le differenze tra queste due espressioni culturali sono evidenti.
A Lisbona, la diffusione della danza iniziò ad affermarsi durante i primi anni del XIX secolo poiché introdotta dagli ex schiavi giunti in Portogallo che avevano popolato i bassifondi della città.
Insomma, una delle caratteristiche più affascinanti relative a questo genere musicale è che sia nato in ambiente popolare; in quei quartieri tuttoggi ritenuti simbolo della capitale portoghese. Alfama, Bairro Alto, Mouraria, Baixa, Alcantara: qui batte forte il cuore della città, qui si è iniziato a danzare prima e a suonare poi il fado portoghese.
Che sia Napoli, Genova, Anversa, Barcellona, Tunisi o Lisbona, immaginate i rumori e gli odori, quelli buoni e quelli cattivi, del porto e dei quartieri circostanti: luoghi di vita e di morte, dove prostitute, ladri, marinai, commercianti e gente di ogni sorta, quotidianamente, si confonde, si parla, socializza.
Ogni soggetto, portatore di valori e usanze differenti.
Ogni soggeto pronto a cambiare e a far cambiare.
E' così che una danza è divenuta canto.
Sulle reali origini del fado, negli ultii anni, si è sviluppato un acceso dibattito rimasto, come evidenziato dai maggiori esperti del tema, spesso circoscritto ai confini nazionali. Insomma, raramente autori non portoghesi hanno mostrato interesse per tale questione su cui, nel corso degli anni, sono emerse svariate tesi.
A oggi, come detto, non sembrano esserci dubbi: il fado deriva da una danza brasiliana.
Vale la pena, però, ricordare altre ipotesi considerate da alcuni studiosi.
Suggestive la "pista araba" e quella legata alla "medievale tradizione lirica profana".
La più romantica e, senza dubbio, maggiormente carica di fascino, però, è la "tesi marittima".
Il suo maggiore sostenitore fu lo studioso Pinto de Carvalho le cui convinzioni si basavano principalmente sulla constatazione della natura oscillante delle linee melodiche tipiche del fado e sulla ricorrenza del tema, assai caro ai marinai e ai loro cari, della saudade.
Impossibile non citare le parole di questo studioso: "il fado nacque a bordo delle imbarcazioni, nei ritmi infiniti del mare, nelle convulsioni di quella che rappresenta l'anima del mondo, nell'ubriachezza mormorante dell'eternità dell'acqua".
Ok, sicuramente si sbagliava.
Ma che importa, in fondo non succede nulla se, consapevolmente, in casi come questo, si decide di credere a qualcosa di errato.
Anche a me piace pensare che il fado sia nato su qualche vecchia grande o piccola nave di legno dove, in preda alla bufera, marinai e capitani, uniti, pregavano di poter far ritorno a casa.
Finché qualcuno di loro, forse inviato dalla provvidenza, cantava.
Tutti lo ascoltavano, forse qualcuno impugnava la chitarra e, nel frattempo, la tempesta e paura erano già...acqua passata.

Igino Camerota
14 luglio 2010

Libro "Una stella" di Manuel Alegre


La SINNOS editrice pubblica il libro Una stella (Uma estrela) di Manuel Alegre, in testo bilingue.

Scritto da una delle voci più importanti della cultura portoghese, Manuel Alegre, e tradotto da Maria Luisa Cusati, è un racconto che parla di Natale ed esilio, di tradizioni lontane e nostalgia, saudade.

“Tutti gli anni, a Natale, io andavo a Betlemme. Il viaggio iniziava in dicembre, al principio delle feste.
[…] quello della nonna era più di un presepe: era una peregrinazione, un viaggio magico o se volete, un miracolo. […]
Ma magica, veramente magica, era la nonna. Era lei che faceva il miracolo della trasfigurazione, portava il Natale dentro casa e ci portava tutti fino a Betlemme. […] La stella era in cielo, dentro casa, dentro noi. Grazie alla nonna, brillava. Grazie alla sua magia Betlemme si trovava in casa. E anche la casa era andata a Betlemme.
Molto tempo dopo, ma proprio molto tempo dopo, io mi trovavo in esilio.”

Alla fine del libro, si apre un capitolo dedicato al calore delle feste, per raccontare varie tradizioni nel mondo.

Ci auguriamo possiate segnalare questo testo, e – se possibile – diffonderne la notizia.

Con la scelta di questi libri sosterrete l’attività di una cooperativa attiva dal 1990, impegnata in progetti di forte impatto sociale e di incontro con altre culture.

Per maggiori informazioni rimandiamo anche al sito www.sinnoseditrice.org


UNA STELLA
di Manuel Alegre illustrazioni di Katiuscya Dimartino
Portogallo collana FIABALANDIA intercultura
ISBN: 978-88-7609-153-7 , euro 14