lunedì 13 dicembre 2010

Obras de Nuno Costa no Youtube


Nuno Costa, para além de ser um jovem compositor, vem-se cimentando como musicólogo e em especial como estudioso da obra do compositor português Joaquim dos Santos - que tantas e tantas vezes recordamos em Roma, nas suas vindas à capital papalina e na execução das suas obras na Igreja de Santo António dos Portugueses.


Nuno Costa, presença assídua em Roma, colaborando com o Instituto Português ou em visita, assinala-nos duas peças de sua autoria recentemente colocadas no Youtube:


Uma composição própria para a liturgia:

Senhor, quem habitará? - Salmo 14 (15)

para solista, coro e órgão.

Encomenda do Grupo Coral Santa Cecília São Martinho do Campo - Santo Tirso (Junho de 2010)Música para a Liturgia - 2010

Interpretação do Grupo Vocal Ançã-ble

Isaías Hipólito, órgão

Pedro de Miranda, direcção

EMAR, Agosto de 2010



E uma composição para o ritual da entrega das alianças:

Recebe a aliança para a entrega das alianças

para solista, coro [e órgão]

Música para a Liturgia - Fevereiro de 2009

Interpretação do Grupo Vocal Ançã-ble

Pedro de Miranda, direcção

EMAR, Agosto de 2010



Parabéns a Nuno Costa e um abraço da Via dei Portoghesi.

martedì 7 dicembre 2010

7 e 8 Dezembro - Santo António dos Portugueses


Senhor D. Manuel Monteiro de Castro retratado por Irene Iribarren


Dois dias de festa em Santo António dos Portugueses:

- esta noite, às 21.00, concerto do segundo aniversário da inauguração do novo Órgão, com Giampaolo Di Rosa que interpreta Bach, no 11º concerto da Integrale Bachiana.

- amanhã, às 17.00, missa solene presidida por S. E. R. Mons. Manuel Monteiro de Castro, Secretário da Congregação dos Bispos, seguida de um momento de convívio.

CONCERTO:

Martedì 7 Dicembre 2010, Ore 21.00

L’organo di Sant’Antonio dei Portoghesi in Roma
Rettore: Mons. Agostinho Borges
Organista titolare: Giampaolo Di Rosa

21 Marzo 2010 : 325° anniversario di nascita di J. S. Bach (1685-1750)
2010 – 2011 Integrale dell’opera organistica bachiana in quindici concerti

Organo: Giampaolo Di Rosa

Patrocini:
PONTIFICIA COMMISSIONE PER I BENI CULTURALI DELLA CHIESA
INSTITUTO CAMÕES

XI concerto, 7 dicembre 2010
II anniversario inaugurazione organo

Concerto BWV 595
Preludio e fuga in do BWV 546
Variazioni canoniche BWV 769
Preludio e fuga in sol BWV 535
Pastorella BWV 590
Passacaglia BWV 582

IMPERO de Vasco Araújo -10 de Dezembro, 19 horas, Fondazione Pastificio Cerere


Na próxima sexta-feira, 10 de Dezembro, pelas 19 horas é apresentado o último vídeo de Vasco Araújo, filmado entre Roma e Lisboa, com o título Impero, na Fondazione Pastificio Cerere (via degli Ausoni, 3) onde o artista fez uma residência no passado mês de Junho.
Trata-se de uma iniciativa da Embaixada de Portugal em Roma, com Apoio do Instituto Camões e curada pela crítica de arte Simona Cresci.

Agradecemos ao Prof. Paulo Cunha e Silva, Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal, a assinalação do evento.


Anteriormente publicado em http://viadeiportoghesi.blogspot.com/2010/11/10-dicembre-roma-impero-ultimo-lavoro.html



IMPERO
Ultimo lavoro di Vasco Araújo
Venerdì 10 dicembre alle ore 19.00
a cura di Simona Cresci
con la collaborazione dell’Ambasciate del Portogallo a Roma


Venerdì 10 dicembre alle ore 19:00 negli spazi della Fondazione Pastificio Cerere, che ha ospitato l’artista durante il período delle riprese, verrà presentato l’ultimo video di Vasco Araújo, dal titolo IMPERO.


Girato tra Roma e Lisbona, rispettivamente tra il quartiere dell’Eur e nel centro di raccolta delle statue di gesso della Facoltà di Belle Arti della capitale portoghese, il film riferisce sulle manovre, le azioni e le relazioni sociali inerenti la creazione, l’amministrazione e l’espansione di un Impero, creando un ponte tra l’Impero Romano e i rispettivi sistemi di regole e azioni del mondo contemporaneo.
Con IMPERO Vasco Araújo vuole rappresentare una comparazione tra l’antico e il contemporaneo dando vita così a un parallelismo tra la nozione di impero individuale e quella di impero collettivo, mostrando rispettivamente le posizioni antagoniste rilevabili tra un’epoca ricca di possibilità e promesse e un’altra che affonda nella disperazione del collasso.
Il testo è stato scritto da Vasco Araújo in collaborazione con André E. Teodósio e si basa su l’”Imperio” di Gore Vidal e sul libretto dell’opera di Händel “Agrippina”.



Vasco Araújo (Lisbona 1975) Il canto, l’Opera, la storia delle protagoniste del passato sono la base del suo lavoro, che con le sue opere agisce attraverso il medium del proprio corpo, tendendo verso il mondo del teatro e della rappresentazione visiva. Cantante lirico, prima ancora che artista, Araújo dichiara che l’Opera è una passione che tiene in vita attraverso l’arte. Ha partecipato a numerose esposizioni internazionali sia in spazi privati che pubblici in Portogallo, Germania, Russia, Spagna, Grecia, Australia e in Italia nello specifico nel 2005 alla 51th Edizione della Biennale di Venezia, Padiglione Italiano “Experience of Art”; nel 2006 La Nuova Pesa Centro per l’Arte Contemporanea, Roma.

INFORMAZIONI:
Vasco Araújo presenta il video “IMPERO”
Presso lo Spazio Cerere
Via degli Ausoni, 3 - 00185 Roma
QUANDO:
Venerdì 10 dicembre
Ore 19:00
CONTATTI
Fondazione Pastificio Cerere
Tel e fax: +39 06 45422960
E-mail: info@pastificiocerere.it
http://www.pastificiocerere.com/

IMPERO di Vasco Araújo è stato realizzato grazie al sostegno dell’ Ambasciata Portoghese a Roma; Istituto Camões; F.B.A.U.L. - Facoltà di Belle Arti, Università di Lisbona; Fondazione Pastificio Cerere, Roma

Conferência "Caravaggio nostro contemporaneo" (Instituto Italiano de Cultura - 13/12/2010 às 19h00)


Conferência

"Caravaggio nostro contemporaneo"
pelo Prof. Doutor Claudio Strinati
Dirigente do Ministério italiano para os Bens e as Actividades Culturais


apresentação pela Prof.ª Doutora Teresa Leonor Vale


Segunda-feira, 13/12/2010 às 19h00
no Instituto Italiano de Cultura


Rua do Salitre, 146 - 1250-204 Lisboa
R.S.F.F. 213884172 - Lotação Limitada. Reserva obrigatória.


Claudio Strinati, Dirigente do Ministério italiano para os Bens e as Actividades Culturais, desenvolveu importantes cargos de Director junto da Soprintendenza dei Beni Storici e Artistici da região Lazio e, desde 1991, de Soprintendente Speciale al Polo Museale Romano. Faz parte de comissões científicas de revistas especializadas em arte, como FMR e Art& Dossier.
Já a partir dos anos Noventa concebeu e organizou grandes exposições, ‘Caravaggio e i Caravaggeschi’, ‘Domenichino’, ‘Pietro da Cortona’, ‘Lanfranco’, ‘Orazio e Artemisia Gentileschi’, ‘Sebastiano del Piombo’, sendo a sua última realização, este ano, a criação e a curadoria da exposição ‘Caravaggio’ nas Scuderie del Quirinale em Roma, fulcro das celebrações para o ano de Caravaggio e que resultou numa das exposições mais apreciadas e visitadas em Itália do segundo pós-guerra até hoje.

Teresa Leonor Vale, licenciou-se em História da Arte em 1989 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também obteve o grau de Mestre em 1994. Doutorou-se em História da Arte em 1999 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a dissertação intitulada A Importação de Escultura Italiana no Contexto das Relações Artístico-Culturais entre Portugal e Itália no Século XVII. Detentora de estudos especializados de Museologia e Conservação das Obras de Arte, desenvolveu colaboração com a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais no âmbito do inventário de património arquitectónico.

------------------------------------------------------------------
IIC Lisbona
Serviços Culturais da Embaixada de Itália
Rua do Salitre 146
1250-204 Lisboa Portugal

Tlf. +351 21 3884172
Fax +351 21 3857117

e-mail: iiclisbona@esteri.it



Isabella Mangani canta il fado stasera all'Auditorium del Massimo


Convidada pela Orchestra del 41° parallelo a nossa fadista do coração, napolitana e portuguesa - Isabella Mangani - vai actuar esta noite no Auditorium del Massimo.
A sua performance incluirá o fado "Ó gente da minha terra" popularizado por Mariza.
Parabéns, Isabella!



Têtes de Bois presenta

Concerto all’Auditorium dell’Istituto Massimiliano Massimo,

Mercoledì 8 dicembre 2010
Via Massimiliano Massimo, 1 – ore 21.00

Orchestra delle donne del 41° parallelo





Un’orchestra di donne in viaggio dal Mar Caspio all’Atlantico lungo il 41° parallelo attraverso Armenia, Bulgaria,Turchia, Grecia, Albania, Puglia, basso Lazio, Roma, Sardegna, Spagna e Portogallo.
L’Orchestra delle donne del 41° Parallelo è nata nel 2009 da un progetto dei Têtes de Bois in collaborazione con Acustimantico.


ospiti: Lucilla Galeazzi, Rita Marcotulli, Isabella Mangani, Raffaella Misiti

Per info e prenotazioni: Auditorium del Massimo Tel. 06 543961


Programma di sala


1. Suite di brani tradizionali sardi (Canto A Muttos, Deus ti Salvet Maria)
2. Danza dei vasai (arr. Cristina Majnero) Bulgaria
3. O’ gente da Minha Terra, fado portoghese (arr. Lucia Ianniello), canta Isabella Mangani
4. Suite di Brani tradizionali greci (koftos, hassapiko, sirtaki)
5. Karsilama (danza tradizionale turca, arr.di Laura D’Ippolito)
6. Koinè, al pianoforte Rita Marcotulli
7. Ninna nanna tradizionale albanese, al pianoforte Rita Marcotulli
8. La strada Invisibile, al pianoforte Rita Marcotulli
9. Surnortesur (suite brani tradizionali spagnoli, arr. Yanina Lombardi)
10. Loosin’ yelav (canzone trad. Armenia), canta Raffaella Misiti
11. Sinnò me moro (Rustichelli-Germi), canta Raffaella Misiti
12. Mamma mamma mamma dammi cento lire (trad. basso lazio), canta Lucilla Galeazzi
13. Padrone mio (tradizionale Puglia, Matteo Salvatore), canta Lucilla Galeazzi.

arrangiamenti di Stefano Scatozza, eccetto dove indicato.

Flauto: Raffaella Barbetti
Clarinetti: Agnese Valle e Simona Galeano
Clarinetto basso: Cristina Majnero
Sax Contralto: Yanina Lombardi
Sax Tenore: Agnese Garufi
Tromba e Flicorno: Lucia Ianniello
Trombone: Alice Noris
Violini: Cristina Romagni e Eliana Quattrocchi
Viole: Arianna Bloise e Camilla Dell’Agnola
Violoncello: Laura Pierazzuoli
Contrabbassi: Joy Grifoni. Cristina Patrizi
Pianoforte: Laura D’Ippolito
Batteria: Cecilia Sanchietti
Percussioni: Mara Rinaldi.

Direttore: Stefano Scatozza

Maria de Lourdes Pintasilgo tra le "Women Inspiring Europe"

Agradecemos a notícia à nossa colaboradora e amiga Federica Forte.


L'EIGE - istituto europeo per l'uguaglianza di genere - ha presentato a Bruxelles il calendario 2011 "Women Inspiring Europe", con foto e storie di 12 donne che rappresentano i diversi volti dell'Europa, donne capaci di lasciare un segno nelle loro comunità e nella società europea. Ebbene, tra le 12 selezionate c'è una italiana, la filosofa Francesca Brezzi (che tra l'altro insegna a Roma Tre) e una portoghese, Maria de Lourdes Pintasilgo.

Maria de Lurdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo (Abrantes, 18 gennaio 1930Lisbona, 10 luglio 2004) è stata una politica portoghese, prima (e unica finora) donna a ricoprire la carica di primo ministro (dal 1 agosto 1979 al 3 gennaio 1980) nonché la seconda donna in Europa (dopo Margaret Thatcher).
Nel 1986 fu candidata alla carica di Presidente della Repubblica. Cattolica, all'inizio della sua carriera politica non era affiliata a nessun partito pur essendo vicina al Partito Socialista, al quale si iscrisse successivamente alla sua esperienza governativa e per il quale divenne deputata al Parlamento europeo dal 1987 al 1989.

lunedì 6 dicembre 2010

Novo conto de Stefano Valente: "Pirkko Künnap ou o regresso ao Espaço Percebido"

O nosso excelente amigo, excelente escritor e excelente aluno Stefano Valente, de vez em quando mimoseia-nos com estes seus textos inéditos... Grande honra e grande alegria para este blogue!
Nascido de um exercício escolar um conto extraordinário que faz rir... e meditar!
Obrigado, Stefano!


Pirkko Künnap
ou o regresso ao Espaço Percebido




A história da vida – e da carreira – de Pirkko Künnap pode resumir-se à expressão «volta para trás». Vejamos como.

O futuro teórico da Arquitectura do Espaço Percebido, e também fundador da chamada Escola Künnapiana, nasce casualmente (porque o pai, o insigne divulgador do Urbanismo Neo-lapónio Ago Künnap, encontrava-se aí para uma conferência internacional sobre o estilo manuelino) em Lisboa. É o dia 7 de Setembro de 1957. Vê a luz enquanto a mãe está a acabar o penúltimo mês de gravidez e, de facto, anos depois – quando ele já é um dos máximos expoentes da arquitectura europeia – a mulher confessará que teria querido dar ao filho o nome de Sétimo, e que não o tinha feito só por um «longínquo e inexplicável sentido de pudor».

Pirkko Künnap é um rapaz extraordinariamente vivaz, difícil de manter sob controlo. Para exercitar sobre ele a sua autoridade, o pai Ago recorrerá muitas vezes ao sistema do «Escaninho da Lapónia»: um pequeníssimo quarto sem luz (ou, mais provavelmente, uma velha sauna abandonada) no qual o jovem Pirkko será encerrado repetidamente.

De qualquer maneira – e ainda sem conseguirmos sair da anedota – Pirkko Künnap concluirá a escola primária apenas aos sete anos, e formar-se-á na Universidade da Sorbona (com os mesmos professores do pai) aos dezassete.

O seu primeiro projecto realizado é, portanto, o Herslundmuseum de Copenhaga (1974), na Dinamarca, também conhecido como «o museu das sete vezes sete salas para as sete artes». Naquele período o estilo künnapiano estava ainda longe de ter ganho forma, e o jovem arquitecto ressentia claramente uma curiosa influência art-déco, em seguida nunca mais desenvolvida.

Contudo, já a partir da Casa do Silêncio de Chester-on-the-Mills (Silence House) de 1978, desenhada e construída para um milionário inglês, começa a aparecer a característica interpretação do espaço künnapiano. Vemos aqui uma estrutura cúbica de cento e cinquenta metros por lado, constituída por um quarto único, sem janelas e com portas ocultadas nas paredes, totalmente de cor branca.

A ideia de «o espaço ser uma dimensão subjectiva, que depende dos pensamentos e das experiências de cada ser humano» (entrevista a «Architectural Digest», Março de 1995), ressaltará sempre com maior força nos trabalhos seguintes do mestre finlandês: Zero Manor, 1979-80; a estação de Uppsala, sem caminhos-de-ferro, 1982; o palácio do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, 1984 (que repete, dividindo-o e multiplicando-o em 4.900 salas, o conceito desenvolvido na Casa do Silêncio).

Até à chamada assim Vila Simples, no Estoril, de 1995 – que também marca o regresso a Portugal (e não só) do arquitecto –, em que Pirkko Künnap realiza uma outra estrutura cúbica, esta vez com apenas três metros por lado. Também aqui há falta de janelas e portas visíveis, mas a novidade da Vila Simples é a ausência absoluta de qualquer fonte de luz e que o interior desse edifício está pintado de preto.

A construção do Estoril, que tanto fez falar em si mesma, teria de ser, para Künnap, «o ponto final de um caminho mental que se reflecte, inevitavelmente, na criação real e oferecida ao homem além dos próprios sentidos dele». Arquitectura do Espaço Percebido, portanto, que seria analise e reproposta das lembranças e das vivências, quaisquer que estas tenham sido, do autor. «Não tenho vergonha nenhuma», dirá de facto Pirkko Künnap, respondendo ao seu maior crítico, o grego Kariotidis, «em eu ter regressado ao “Escaninho da Lapónia”… Tenho, ao contrário, de agradecer a meu pai Ago: os castigos abrem-nos a mente, fazem-nos olhar para o mundo de uma forma diferente – aquela que talvez seja a forma verdadeira…». Isto na sua última declaração, em ocasião da obtenção do Prémio Aalto, em 1996.

Hoje em dia, enquanto estamos à espera que seja editado, enfim, o livro escrito pela própria mão do arquitecto finlandês (cujo título pareceria ser O Quarto Preto: Sete Autobiografias sem Mentiras), ficam-nos as perguntas que já nos acompanham desde há quase quinze anos: onde está Pirkko Künnap? Por que um homem de imensa fama e riqueza, um génio celebrado por uma multidão de fãs e de epígonos, desapareceu assim, de um momento ao outro?

E… se tivesse razão o grego Kariotidis, o inimigo de sempre, quando diz: «Façam luz, olhem no cubo do Estoril, mesmo no fundo do quarto»?…

STEFANO VALENTE