martedì 11 gennaio 2011

Lanciani e outras presenças italianas no Colóquio internacional sobre Sophia


Nos próximos dias 26 e 27 de Janeiro terá lugar em Lisboa um Convénio internacional dedicado à obra de uma das mais límpidas vozes da poesia portuguesa contemporânea: Sophia de Mello Breyner Andresen.

Representando os lusófilos italianos, vai participar a Professora Giulia Lanciani, responsável da Cátedra José Saramago na Università degli Studi di Roma Tre, com a apresentação “E passa devagar memória antiga”.

Outros estudiosos italianos como Piero Ceccuci, Federico Bertolazzi e Antonio Tabucchi irão participar também neste convénio.




Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen

5ª feira, dia 27 de Janeiro

9 h – Recepção dos participantes

9,30 h - Sessão de Boas-Vindas
Emílio Rui Vilar – Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
Guilherme d’Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura
Maria Andresen de Sousa Tavares – Presidente da Comissão Coordenadora

10 h – Início dos Trabalhos

Sessão I
Presidente da Mesa: Paula Morão

Nuno Júdice
“Luz e desenho na poética de Sophia”
Rosa Maria Martelo
“Imagem e som no mundo de Sophia”

Manuel Gusmão

Eucanaãn Ferraz
“Sophia: cesteira e cesto”

11,30h Coffee-break

11,50 h Sessão II
Presidente da Mesa: Fernando Martinho

Helder Macedo
“Sophia: casa branca em frente ao mar enorme”
José Manuel dos Santos
“Sophia e a Felicidade”
Jorge Fernandes da Silveira
“A inscrição do exílio”
Piero Ceccuci
“«Ó noite, em ti me deixo anoitecer». Encanto e sonho da Noite na poesia de Sophia”

13 h Almoço

14,30 h Sessão III
Presidente da Mesa: Rosa Maria Martelo

Giulia Lanciani
“E passa devagar memória antiga” (Sophia, Primavera)

Paula Morão
“«Nunca nada é inventado» – Sophia e a casa de Campo Alegre”
Federico Bertolazzi
“O cântico da longa e vasta praia. Eco atlântico em itinerário mediterrânico”
Carlos Mendes de Sousa
“Sophia e a dança do ser”

15,50 h Coffee-break

16,10 h - Sessão IV
Presidente da Mesa: Jorge Fernandes da Silveira

Perfecto Cuadrado
"Cantar, contar, reinventar a Arcádia”
Frederico Lourenço
"O não-vivido na obra poética de Sophia"
Maria de Fátima Freitas Morna
“Momentos de silêncio no fundo do jardim: a efabulação como poética na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen”
Maria Andresen de Sousa Tavares
“Sobre Espólio e Poesia: Entre a Sombra e a Luz mais que pura”

6ª feira, dia 28 de Janeiro

9,30 h – Sessão V
Presidente da Mesa: Maria Andresen Sousa Tavares

Alexis Levitin
"The Translation of Transparency"
Teresa Amado
“Traduzir com Música e Paixão”
Michel Chandeigne
“Sophia en France...”

11h Coffe-break

11,20 h - Sessão VI
Presidente da Mesa: Teresa Amado

Pedro Eiras
“A face nocturna”
Richard Zenith
“Uma Cruz em Creta: a salvação sophiana”
Jaime Siles
"La mitología como sistema referencial en la poesía de Sophia de Mello Breyner Andresen"
Miguel Serras Pereira
“Poesia Exemplar”
José Manuel Mendes
“Sophia e o Associativismo de Escritores Portugueses”


13 h Almoço

14,30 h Sessão VII
Presidente da Mesa: Nuno Júdice

Fernando Martinho
"Sophia com Pessoa na Grécia"
Gustavo Rubim
“Sophia (Ricardo Reis) e a forma humana”
Anna Klobucka
“Entre Orfeu e Odisseu: Negociações de género e sexualidade no diálogo Sophia-Pessoa”
Antonio Tabucchi
“Na Grécia com Sophia”

15,50 h Coffee-break

16,10 h Sessão VIII
Presidente da Mesa: Carlos Mendes de Sousa

Isabel Almeida
“«Se nenhum amor pode ser perdido». Sophia e Camões”
Sofia Silva
“Reparar brechas: uma possível relação entre Sophia de Mello Breyner Andresen e Adília Lopes”
Clara Rocha
“Sophia e Torga”

17,15 h - pausa

17, 30 h Mesa Redonda de Poetas
Moderadora: Ana Marques Gastão

António Osório, Nuno Júdice, Armando Silva Carvalho, Gastão Cruz, Ana Luísa Amaral, Luís Quintais

18, 30 h Lançamento do número de Janeiro da Revista Colóquio/Letras, em parte dedicada a Sophia de Mello Breyner Andresen.


CONTACTOS
Centro Nacional de CulturaRua António Maria Cardoso, 681249-101 Lisboa
Tel. 21 346 67 22Fax. 21 342 82 50

lunedì 10 gennaio 2011

Cristina Gemmino: "Contradizer-se"


Muito interessante reflexão da nossa aluna CRISTINA GEMMINO a quem agradecemos mais esta qualificada colaboração com o nosso blogue e desejamos óptimo ano de 2011.



Contradizer-se: é um óptimo assunto para enfrentar âmbitos diferentes, quer o âmbito pessoal, acerca do comportamento que uma pessoa tem com os outros, quer âmbitos específicos como por exemplo o da tradução.
“Você está-se contradizendo: antes disse e fez uma coisa e agora está rejeitando tudo o que aconteceu!”
Esta é uma típica afirmação que uma pessoa faz, quando o seu interlocutor se contradiz; mas nós podemos analisar esta afirmação, ou melhor, compreender se, contradizendo-se, uma pessoa se torna incoerente com os próprios pensamentos, a sua maneira de agir. Eu acho que não: um escritor, Corrado Sobrero, na sua obra mais importante, Nevica sull’isola di Baro escreve:
“ Ho capito che ognuno porta dentro di se Il prezzo che dovrà pagare per quello che fa, qualunque cosa faccia o non faccia, dica o non dica, ogni scelta è una rinuncia e ogni scelta implica coerenza ma la coerenza spesso limita la libertà di sbagliare.
UN PO’ DI INCOERENZA AMPIA LE POSSIBILITÁ, A VOLTE”.
Então, só nalguns casos, ser contraditório pode ampliar as possibilidades, ou seja, pode permitir fazer diversas experiências: é possível compreender tudo isto quando uma pessoa se confronta com uma outra; quando, se compara com outras “ilhas” que têm outras opiniões. Então, nem sempre contradizer-se tem que ser visto como um aspecto negativo (como uma forma de incoerência com ele mesmo) mas também como um aspecto positivo que, pelo contrário, pode ampliar as escolhas.
Este “ser contraditório” pode também se referir-se ao âmbito tanto específico quanto caleidoscópio da tradução.
Falar da tradução como género não é nunca uma coisa fácil. É por esta razão que, hoje em dia, diferentes autores falam sobre este assunto, envolvendo aspectos diversos, talvez contraditórios.
José Ortega y Gasset é um daqueles autores que quando fala da tradução, fala de miséria e do esplendor da tradução: a maneira em que o tradutor leva o texto fonte para a miséria ou o esplendor. Então, para levar um texto fonte para o esplendor da sua tradução, é preciso “contradizer-se”: o tradutor tem que, quando é necessário, modificar uma palavra, ou seja, modificar o seu significado original para que esta mesma palavra seja associada a uma outra imagem, “contradizendo-se”, aqui, no seu significado primário; tudo isto, este “contradizer-se”, por outras palavras, é o estilo de um tradutor e autor.
Podemos enfrentar também um outro aspecto específico da tradução que está relacionado com a maneira de pensar e de traduzir este pensamento em palavras. Em geral “falar” é considerado como um exercício de uma actividade através da qual nós conseguimos manifestar o nosso pensamento. A linguagem é muitas outras coisas e muitos outros aspectos, mas todas estas actividades envolvem a função primária que é “falar”. Por exemplo, falando, nós tentamos de enganar, de condicionar o pensamento de uma outra pessoa. A mentira é a linguagem que esconde o nosso pensamento mais autêntico. Então “contradizer-se”, ser contraditório, pode ser considerado como um “escamotage” para ocultar o seu pensamento mais verdadeiro e então autêntico.
O objectivo deste trabalho é o de evidenciar todos os aspectos “positivos” de ser contraditório, porque hoje em dia todas as pessoas fazem uso negativo dessa palavra e também desta maneira de agir: contradizer-se é só uma maneira, como escrevia Fernando Pessoa, de:
“Sentir tudo em todas as maneiras”
Para
“Ser sincero, contradizendo-se”.

CRISTINA GEMMINO

venerdì 7 gennaio 2011

"A QUATRO" - artistas portugueses em Roma, no IPSAR


Il Rettore dell’Istituto Portoghese di Sant'Antonio in Roma
Mons. Agostinho da Costa Borges
sotto l’alto patrocinio di S. E.
l’Ambasciatore del Portogallo presso la Santa Sede
Manuel Tomás Fernandes Pereira
ha il piacere di invitare la S. V.
all’inaugurazione della manifestazione espositiva

A QUATRO
André Silva - Cláudia Lopes - Dalila Gonçalves - Mazza


che avrà luogo
mercoledì 12 gennaio 2011, alle ore 18.30

Galleria dell’Istituto Portoghese di Sant'Antonio in Roma
Via dei Portoghesi, 6 - 00186 ROMA

La mostra rimarrà aperta sino al 30 gennaio 2011
dal mercoledì alla domenica, dalle 16.00 alle 18.00


A Quattro

Quattro... potremmo pensarlo come un semplice numero ma è anzitutto la somma di varie forme di “vedere” che si concretizzano attraverso le immagini (materiali e mentali).
L’immagine è un simulacro di se stessa, come se tutto esistesse nell’istante in cui l’immagine, profonda, appare ai nostri occhi e la sua essenza intima, individuale, diviene verità per il mondo. L’immagine è di questa natura, è simulazione dell’umano nel rendere visibile all’Altro ciò che impregna la volontà, il sogno, o l’anima.
Tutta l’immagine è simulazione delle possibilità del reale, che si tratti di un dipinto, di un disegno, di un’incisione, di un testo o di una fotografia. È in questo senso che va inteso questo discorso “a quattro” – come possibilità di coesistenza di momenti che collaborano per una comprensione più profonda del mondo che ci circonda. La natura delle cose è assolutamente imperscrutabile, ciò che riusciamo a scoprire di un albero, di una pietra o di un granello di sabbia è infinitamente più modesto rispetto a quella cosa, per insignificante che sia la materia osservata. È questa supposizione che ci fa comprendere l’incontro tra quattro discorsi e forme di vedere/comprendere diverse: un approccio alla ricerca di un compromesso con la realtà in grado di conferirle un senso più ampio.
Il richiamo a diversi discorsi sull’immagine e sul mondo permette all’azione di perpetuarsi oltrepassando il tempo dell’istante in cui accade. In questo modo possiamo percepire che la fotografia e la pittura dialogano entrambe in un discorso confluente – convivono sul piano della metafora sul reale e l’azione esercitata dagli individui sullo stesso reale. È di notevole interesse questo campo allargato dell’immagine, in cui vari registri sommano similitudini al di là dell’ovvia differenza che li distingue.
L’immagine ci parla di questo non-finito dell’azione. Nonostante la sospensione di ciò che accade, pur trattandosi di un piano inaccessibile, e persino uno sguardo troppo attento, è al parlare dell’intenzione e della volontà che l’immagine ricorre all’atto continuo del creare. Ed è per questa ragione che ci parla dell’infinito. Dell’infinito delle cose, dell’infinito della conoscenza e dell’infinito della persona.
La proposta di quattro discorsi distinti che possano coabitare in uno stesso spazio si salda perfettamente con la molteplicità e la diversità che caratterizzano il linguaggio dell’arte e soprattutto il linguaggio del reale. Si cerca, più che privilegiare un dato fenomeno, di ammettere la crescente complessità del mondo e delle relazioni di questo mondo con gli individui; una complessità, questa, che necessita di un’attenta osservazione perchè possa essere compresa e perchè si possa agire/intervenire su di essa.


I disegni presentati non sono esattamente la rappresentazione di qualcosa che esiste o che è esistito, non rappresentano un elenco, e spesso si tratta di una trasposizione che può assumere diverse valenze.
Le opere sono stimolate da interessi specifici; e vivendo nell’attualità cerco di ottenere informazioni sulla storia contenuta nella cultura visuale, attraverso immagini, finzione letteraria, citazioni, testi musicali, ecc.
Ho cercato di riunire un archivio di immagini, di referenze, senza associarlo ad una storia, senza ricreare una storia o la Storia.
È come gli avvenimenti, la storia e perfino il presente risultassero a malapena accessibili in frammenti.
André Silva 2010

Tempo prestato.
Quando penso al tavolo a cui ero seduto per cenare all’età di sei anni, ancora conto cinque piatti apparecchiati; vedo la brocca di plastica azzurra che dividevo con i miei fratelli, la tovaglia marrone con il merletto bianco, consumata, e a decorarla le mani grandi, moltiplicate, immense, di mia madre.
Riesco a recuperare questo momento migliaia di volte, ad occhi aperti o chiusi, pur non riuscendo a trovare le parole per sostenere il suo peso.
Questa presenza della Persona sulle cose avviene per restituirle ad un’altra esistenza, un tempo preso in prestito alla memoria e alla rovina di ciò che era vivo. Vedere è riscattarsi da questo silenzio, vedere è guardare da dentro verso fuori, e parlare da fuori a dentro.
Cláudia Lopes 2010

Con l’età contemporanea, l’espansione, l’allargamento del territorio, così come la divulgazione di un marchio, di una persona, di un governante, di un’artista, non si effettua tramite incisioni sulla pietra come ai tempi dei Miliari Romani, tutto è più rapido e fugace, la pietra è frantumata dalle reti virtuali.
La fotografia, il documento, l’oggetto, l’azione sono mezzi attraverso i quali rifletto sul passare del tempo sulle cose, sul ciclo della materia e della vita, sull’impotenza umana di saldare le crepe delle rocce, di impedire che le foglie cadano dagli alberi, che l’erba cresca nella terra. Mi inquieta la lotta dell’Uomo nella valorizzazione dell’ eterno di fronte all’effimero (impossibile da sconfiggere), la sua ricerca costante di camuffare, congelare e recuperare la storia.
Dalila Gonçalves 2010

I due video che presento a Roma partono dal simbolo più riconosciuto nel territorio cristiano, il crocifisso. Facendo un parallelismo tra l’artista nomade e le crociate, lavoro su due proiezioni: il tradimento di Giuda, e il battesimo di San Giovanni Battista. L’artista che percorre il territorio divulgando il suo messaggio ed espressione, porta a Roma la buona notizia.
1. Giuda è ritardato, nell’atto di costruire il negativo di un crocifisso in fiamme, con candele che sono state spente da una pioggia intensa, in una sequenza senza fine.
2. Il Battesimo è rappresentato, costruendo una sequenza di immagini in un acquario dove un piccolo pesce rosso nuota sotto il ritaglio di un crocifisso di tessuto nero.
Mazza 2010

Fondazione Alfredo d'Andrade "soma e segue"...



Venerdì 14 gennaio alle ore 21.00 presso la Fondazione d'Andrade di Pavone prosegue, con il reading "Se una notte d’inverno un viaggiatore" di Italo Calvino, la terza edizione di "CONVIVIO. Incontri letterari ed enogastronomici a Km 0", realizzata grazie alla collaborazione tra l'Ecomuseo AMI, la Fondazione d'Andrade e Novedee.

Carmen Fatimale de Joaquim dos Santos on line


Agradecemos mais esta assinalação ao amigo Nuno Costa, que promove com mérito a divulgação da obra do Maestro Joaquim dos Santos, tantas e tantas vezes presente em Roma, em Santo António dos Portugueses, e recordado sempre com muita saudade.

"Como forma de divulgação da bela música sacra que este país produz, aqui deixo o link que nos leva a mais uma partitura e respectivo áudio da obra.
Espero que apreciem e possam ajudar na sua divulgação.
Carmen Fatimale - poema de Fátima"
http://maestrojoaquimdossantos.blogspot.com/2011/01/dia-mundial-da-paz-santa-maria-mae-de.html

Artista português João Onofre no Macro Future (Testaccio)


No passado dia 17 de Dezembro foi inaugurada no Macro Future (Testaccio) a importante exposição de arte contemporânea da colecção Sandretto Re Rebaudengo de Turim, curada por Francesco Bonami, que conta com obras do artista português João Onofre, um dos nomes fundamentais da nossa nova geração, que também estará presente.
Agradecemos a assinalação ao Prof. Paulo Cunha e Silva.

http://www.macro.roma.museum/mostre_ed_eventi/mostre/plus_ultra_opere_dalla_collezione_sandretto_re_rebaudengo

Per la prima volta a Roma, una collettiva dalla collezione di Patrizia Sandretto Re Rebaudengo, con una importante selezione di artisti italiani e internazionali che hanno tracciato la storia dell’arte contemporanea dagli anni Ottanta a oggi. La mostra presenta trentotto artisti con opere di pittura, scultura, video, fotografia, installazioni, creando un percorso articolato e approfondito sui linguaggi e le idee dell’arte di oggi. Fra i nomi presenti: John Bock, Thomas Demand, Damien Hirst, Pawel Althamer, Carsten Höller, Sarah Lucas, Tobias Rehberger, Piotr Uklanski, Cerith Wyn Evans, Maurizio Cattelan, Giuseppe Gabellone, Diego Perrone, Paola Pivi e Patrick Tuttofuoco.




lunedì 3 gennaio 2011

2011: ano novo, vida nova!


Viagem


É o vento que me leva.

O vento lusitano.

É este sopro humano

Universal

Que enfuna a inquietação de Portugal.

É esta fúria de loucura mansa

Que tudo alcança

Sem alcançar.

Que vai de céu em céu,

De mar em mar,

Até nunca chegar.

E esta tentação de me encontrar

Mais rico de amargura

Nas pausas da ventura

De me procurar...



Miguel Torga, in 'Diário XII'