lunedì 24 gennaio 2011

29 gennaio - serata di musica brasiliana "Brasil... pra nós"


"Brasil... pra nós"

serata di musica brasiliana


con Anna Maria Manzi (voce) e Roger Carrer (pianoforte)


29 gennaio 2011

Ore 22:30

Ingresso gratuito


Teatro dei Contrari

Via Ostilia. 22

00184 Roma





Agradecemos à nossa aluna Elisa Fiorenza a assinalação deste espectáculo.

Convegno Internazionale: "Oltre la Pagina" - 25, 26 e 27 gennaio - Roma Tre



Dipartimento di Letterature Comparate
Convegno Internazionale


OLTRE LA PAGINA:

IL TESTO LETTERARIO E LE SUE METAMORFOSI

NELL'ERA DELL'IMMAGINE


organizzato nell’ambito del programma di ricerca collettva
“LETTERATURE E FILM”
25-26-27 gennaio 2011


Comitato scienfico e organizzavo
Masolino D’Amico (coordinatore del programma di ricerca),
Simona Corso, Giorgio de Marchis, Luigi Magno, John McCourt,
Maddalena Pennacchia, Simone Trecca, Ute Weidenhiller


PROGRAMMA


MARTEDÌ 25 GENNAIO
14.30
Saluti
Otello Lottini, Direttore del Diparmento di Letterature Comparate
Francesca Cantù, Preside della Facoltà di Lettere e Filosofia
14.45
Introduzione di Masolino D’Amico
15.00
Vieri Razzini, Critico cinematografico, Un matrimonio d’interesse
16.00
PAUSA CAFFÈ
16.30
Gianni Amelio, Un film da un romanzo
17.30
PAUSA
17.45
Laura Marcus, Oxford University, The Birth and Death of Cinema in Film Aesthecs and in Ficon

MERCOLEDÌ 26 GENNAIO
9.30
Ian Christie, Birkbeck College, University of London, Illuminang Manuscripts: How Graphic Novels Challenge the Gutenberg Paradigm
Simone Costagli, Università di Ferrara, Aura. L'icona Kafka nella cultura pop e nel graphic novel
11.30
PAUSA CAFFÈ

12.00
Gian Luigi De Rosa, Università del Salento, Favelas e Zona Sul: polarizzazione dicotomica dello spazio discorsivo nella rielaborazione finzionale di Rio de Janeiro
13.00
PAUSA PRANZO
14.30
Maria Teresa García-Abad García, CSIC, Madrid, El rostro de las cosas o la ironía estéca como estrategia de la vanguardia en la literatura y el cine
Jérôme Game, American University of Paris, Under the influence
16.30
PAUSA
17.00
Sérgio Paulo Guimarães de Sousa, Universidade do Minho, Braga, «Mostração» e narração em Nuno Bragança

GIOVEDÌ 27 GENNAIO
10.00
Deborah Cartmell, De Monort University, Leicester, Adaptaon and its Metamorphoses in the Age of Sound: Sam Taylor’s The Taming of the Shrew as the First Adaptaon of Shakespeare
11.00
PAUSA CAFFÈ
11.30
Letterature e film, risultati della ricerca
Coordina Masolino D’Amico
Partecipano:
Simona Corso, Giorgio de Marchis,
Luigi Magno, John McCourt, Maddalena Pennacchia,
Simone Trecca, Ute Weidenhiller


Sala Conferenze “Ignazio Ambrogio”
via del Valco di San Paolo, 19 Roma



Realizzazione tecnica
Claudio Mosticone, Roberto Parlavecchio
Segreteria amministrativa
Giuliano Passeri, Anna Siepracki, Daniela Tosoni,
Sabina Truini, Luigi Veraldi, Margherita Zei

Per informazioni
lmagno@uniroma3.it
tel. 06 57338999

Sede del convegno
Sala Conferenze "Ignazio Ambrogio"
via del Valco di S. Paolo, 19
accesso anche da via Ostiense, 234
METRO B "MARCONI"

mercoledì 19 gennaio 2011

Laboratorio teatrale - incontro interculturale


PORTOGHESI IN ITALIA

La Compagnia Teatrale Diritto e Rovescio
presenta


Laboratorio teatrale
RISVEGLIO DI PRIMAVERA


ispirato al capolavoro di Frank Wedekind
DAL TESTO ALL’INTERPRETAZIONE

Incontro interculturale in teatro
Da febbraio a marzo 2011

CONDOTTO DALLA REGISTA TEATRALE
TERESA PEDRONI


Due incontri settimanali per un totale di 8 ore a settimana.


Agli elementi che saranno ritenuti idonei alla fine del percorso verrà data la possibilità di partecipare alla dimostrazione-spettacolo finale
presso il Teatro Belli di Roma


Temi: il laboratorio si propone di sviluppare le relazioni esistenti fra l’attore e il suo personaggio attraverso un lavoro sul dramma “Risveglio di primavera”, in cui Frank Wedekind rappresenta un gruppo di adolescenti con i loro sogni, turbamenti e desiderio di rivolta nei confronti del mondo ipocrita degli adulti.


Obiettivi: attraverso un percorso di improvvisazioni si metteranno a fuoco i sottotesti sia razionali che emotivi necessari all’interpretazione del ruolo, nella ricerca di un tessuto di segni condiviso da tutti gli interpreti funzionale all’individuazione del centro energetico del testo da trasmettere in palcoscenico.

Teresa Pedroni, regista teatrale, si occupa di teatro dal 1978. Diplomata alla scuola di Alessandro Fersen, inizia la sua attività con Giuliano Vasilicò in occasione dello spettacolo “L’uomo senza qualità” di Robert Musil. Tra i suoi ultimi spettacoli “Sostiene Pereira” con Paolo Ferrari, “Elisabetta II” con Roberto Herlitzka e “Le Città Invisibili” con Massimo Popolizio e Javier Girotto.

Partecipanti: il laboratorio è rivolto a 15 giovani italiani e stranieri tra i 18 e i 30 anni. È richiesta una precedente esperienza teatrale.


Per informazioni e per inviare la propria candidatura con cv e foto scrivere a laboratoriowedekind@hotmail.it entro il 25 gennaio.





martedì 18 gennaio 2011

Nova exposição de Vasco Araújo

“Sem Qualidades”

“Telos”

“Maria Helena”

Dentro de dois dias inaugura-se em Lisboa uma exposição do artista Vasco Aaraújo, que apresentou recentemente em Roma o seu video "IMPERO".
Parabéns ao Vasco, e que ele regresse em breve a terras romanas!


VASCO ARAÚJO, Mente-me
20.01 - 19.03.2011


Inaugura dia 20 de Janeiro a partir das 21h30



A Galeria Filomena Soares inaugura no próximo dia 20 de Janeiro a exposição “Mente-me” do artista Vasco Araújo, que reunirá um conjunto de novos trabalhos em escultura, vídeo e fotografia, atestando uma vez mais a multiplicidade de linguagens e suportes de que se serve para a representação plástica de uma ideia, associando comummente imagens a textos literários de correspondência incerta.

Em “Mente-me” o artista recorre a narrativas trágicas, enredos de amor e desencontros para alegoricamente representar a mentira, a dicotomia entre o real e o irreal, enganando e iludindo o espectador na expectativa que este acredite no que vê ou em última instância no que não vê.

A mentira é uma imoralidade e aqui Vasco Araújo revisita um tema transversal na sua obra: a condição humana. A mentira é uma pressão social porquanto a sociedade sustenta costumes e convenções que são incompatíveis com a condição humana. O homem mente porque não suporta o conflito penoso e irremediável entre seus desejos e a frustração imposta pela realidade. Mente para contrariar essa desilusão.

Na sala principal da Galeria um conjunto de trabalhos trazem-nos narrativas ficcionais vividas e relatadas por pessoas que sem resguardo nos confessam sonhos, impulsos e inquietações.

Em “Amneris” uma mulher afirma ter sido a melhor Amneris de Moscavide, com uma voz de tal forma vigorosa que nem as melhores cantoras de ópera internacionais, cujo repertório incluiu papéis em Aida, a igualavam e que “até tinha uma vizinha que dizia que a cristaleira abanava toda cada vez que cantava”. Neste trabalho, recordamos “ La Stupenda ” (2001) e presumimos sobre a personagem: uma Diva de ópera saudosista de uma glória passada ou uma mulher perdida que acredita numa fantasia? O descontentamento e desprazer na infortunada condição da sua existência parecem inegáveis.

“Maria Helena” narra a história do amor solitário de um homem por uma desconhecida que contempla diariamente no café de um jardim. Ele não conhece a mulher que crê amar, nunca se falaram, mas está convicto num amor que acredita predestinado. Procura na imaginação a realização de um amor e a solução de uma vida, persistindo viver na mentira: “Sei o que quero e sei o que sou, uma criação da minha própria vontade, a preparar-se agora para acometer uma área onde, até a ter visto pela primeira vez, apenas podia penetrar em sonhos. Finalmente concretizo e tenho em minha posse, a cada instante, aquilo que sempre quis. Maria Helena!”.

Em “O meu criado” e “Dos Sapatos”, descobrimos um homem e uma mulher que em comum partilham o facto de terem confiado, o primeiro ao seu criado e a segunda a uma colecção de sapatos de salto alto, uma fuga às fraquezas que os angustiam, conseguindo assim ser quem e como gostariam: um idoso que julga recuperar uma juventude desaparecida através do seu criado e uma mulher de baixa estatura que se serve de um acessório para aumentar uns centímetros à sua auto-estima.

“Homem com duas cabeças” encerra de forma figurada o conflito interior resultante da dualidade verdade/sublimação em oposição à mentira/ficção que coexiste no homem. Ao desejo e pressuposta necessidade de mentir sobrepõe-se a consciência, um outro “Eu” que reprova, chamando à razão e relembrando que a verdade é uma virtude: “Sempre que a esterilidade da minha conversa me forçava a completá-la com ficções inocentes ele reclamava dizendo que procedia mal”.

A duplicidade, a existência de dois princípios necessários mas opostos, aparece novamente em “Uníssono”: dois homens em desarmonia unidos por um mesmo corpo.

Ainda na sala principal da Galeria “Catástrofe” e “Sem Qualidades” apontam-nos refúgios existenciais e desejos de fuga à realidade, para além de um conjunto de fotografias, “Telefonemas”, que regista diálogos despropositados e indecifráveis entre pessoas equivocados, sós, que vivem situações ambíguas e obscuras. Telefonemas que se tornam delírios, ilusões, enganos, nos quais o artista se volta a servir do seu corpo como instrumento e veículo de identidade e encarna as personagens das histórias na já experiente heteronomia plástica recorrente na sua obra.

Na segunda sala da galeria “Telos”, o último trabalho em vídeo do artista onde um grupo de pessoas que se cruza causalmente apura o que é a verdade e de que forma o homem pode ser verdadeiro, viver em virtude, com ética e boa-fé.

A dicotomia entre mentira e verdade está ainda presente na apropriação de uma linguagem documental para construir ficções. E talvez por isso, o espectador se reveja nestas histórias que na realidade descrevem o ser humano sem dissimulações, descortinando as suas fraquezas e expondo a sua humanidade.

Mas muito ficará por esclarecer pois afinal será a mentira uma meia verdade? Será que existe verdade na mentira e mentira na verdade? Será que quem diz a verdade não merece punição? Será verdade que uma mentira tantas vezes redita se torna verdade? Será que com a verdade me enganas? Será que não é melhor uma mentira piedosa a uma verdade dolorosa? Será que a verdade liberta ou, pelo contrário, acorrenta?

lunedì 17 gennaio 2011

111 anos da Marquesa do Cadaval


Faz hoje exactamente 111 anos que nasceu em Turim Olga Nicolis de Robilant, filha de Edmondo Nicolis, conde de Robilant e Ceraglio e de Valentina, condessa Mocenigo. Por casamento com D. António Caetano Álvares Pereira de Melo, esta italiana tornou-se marquesa do Cadaval e em Portugal, pátria de adopção, foi uma importante mecenas das artes.


Aqui deixamos a nota biográfica da autoria de Mário João Machado no site da


Marquesa de Cadaval: o caso de uma mecenas muito especial





A Senhora Marquesa de Cadaval descende de uma antiga família da mais alta aristocracia europeia, profundamente envolvida no mecenato e no mundo musical. Entre os seus mais ilustres antepassados figuram não só Catarina da Rússia, mas também Frederico II da Prússia, o magnífico rei alemão – ele mesmo um bom músico, amigo de Johan Sebastian Bach e patrocinador de Carl Philip Emmanuel Bach que para ele trabalhou em Sans-Souci.


Outros nomes relevantes, que se podem encontrar na genealogia da Marquesa de Cadaval, são Mikail Golenitchev-Kutuzov, o célebre marechal de campo, vencedor da batalha de Smolensk, para além de sete Doges de Veneza, com especial destaque para Girolano Mocenigo, que teve o privilégio de apoiar o grande compositor Cláudio Monteverdi (Cremona, 1567-Veneza, 1643) tendo-lhe encomendado a ópera Combatimento di Tancredo e Clorinda, cuja primeira representação teve lugar, precisamente, no seu palácio de Veneza.


Olga Nicolis di Robilant nasceu em Turim, no dia 17 de Janeiro de 1900. Florença e Veneza foram cidades onde colheu ensinamento e esmeradíssima educação durante a infância e juventude, tendo revelado, desde muito cedo, um particular interesse e afecto pelo piano. Nos tempos da Primeira Guerra Mundial, enquanto voluntária da Cruz Vermelha, serviu como enfermeira radiologista. Foi nessa altura que conheceu uma portuguesa que lhe apresentou Dom António Caetano Álvares Pereira de Melo, Marquês de Cadaval, com quem veio a casar em Julho de 1926.


Três anos mais tarde, o casal veio para Portugal, estabelecendo-se na Quinta da Piedade, em Colares. A Senhora Marquesa teve um especial papel na recuperação do património da família portuguesa não só em Sintra mas, igualmente, noutras propriedades. Infelizmente, Dom António veio a falecer pouco tempo depois, em 1939. Dona Olga, mãe de duas filhas e ainda uma jovem viúva, dedicou-se a actividades musicais.


Tornou-se Presidente da Sociedade de Concertos – que tinha sido fundada por José Vianna da Motta, em 1917 – tendo introduzido mudanças profundas, cuja principal consequência foi a presença regular em Lisboa dos mais extraordinários artistas, da maior fama mundial, em concertos inesquecíveis. No entanto, o seu nome também tem de ser obrigatoriamente referido quanto ao mecenato que exerceu em relação a jovens e talentosos artistas que, mais tarde, se tornaram tão conhecidos e famosos como Nelson Freire, Roberto Szidon, Martha Argerich, Jacqueline Dupré, Daniel Barenboim e muitos outros. Benjamin Britten – o grande compositor britânico que tantas vezes convidou para o seu palácio de Veneza – foi também um dos seus protégés, que em sua honra compôs, em 1964, a parábola religiosa Curlew River.


Impõe-se que mencionemos apenas alguns nomes da sua interminável galeria de amigos pessoais: Gabriele D’Annunzio, Marinetti, Giacomo Puccini (vizinho e pai de uma amiga), Nella Maïssa, Rei Humberto II, Maria José de Savoy, Eugénio Paccelli (futuro Papa Pio XII), Cole Porter, Maurice Ravel, André Malraux, Coco Chanel, René Huyghe, Arthur Rubinstein, Ygor Stravinski, Mstislav Rostropovitch, Ortega Y Gasset, Graham Green, Saul Bellow, Maurice Maeterlinck, Louise de Vilmorin, Imperador Franz Joseph (que ela designava como Il Kaiserone), Princesa Polignac, Henry Breuil, Kenneth Clark, Frau Cosima (filha de Liszt e viúva de Richard Wagner), Marconi, Olga Pratts, José Vianna da Motta, a família Freitas Branco – Luís, o compositor, Pedro, o maestro e João, o musicólogo –, Vitorino Nemésio, Virgínia Rau, Fernando Lopes Graça, Maria Germana Tânger. Por muito incrível que possa parecer, trata-se de uma lista deveras reduzida…


A Senhora Marquesa de Cadaval morreu em Lisboa, em 21 de Dezembro de 1996, tendo sido sepultada no mausoléu da família, no cemitério de Muge, perto de Salvaterra de Magos. O Festival de Sintra terá sido um dos grandes beneficiários do seu mecenato.


Tantas provas de carinho por parte da Senhora Marquesa de Cadaval, suscitaram a única atitude possível de perene gratidão de Sintra perante a memória de tão insigne figura. Em meados do ano 2000, por ocasião do fim das obras de total remodelação, do até então denominado Cine-Teatro Carlos Manuel, o Executivo Municipal decidiu instituir Dona Olga Maria di Robilant Álvares Pereira de Melo como patrona do novo Centro Cultural, um dos melhores auditórios de referência nacional que, a partir de então, ostenta na fachada o nome como era geralmente conhecida a Senhora Marquesa. A sua memória ocupa também um lugar especial nos nossos corações.


Mário João Machado

martedì 11 gennaio 2011

Lanciani e outras presenças italianas no Colóquio internacional sobre Sophia


Nos próximos dias 26 e 27 de Janeiro terá lugar em Lisboa um Convénio internacional dedicado à obra de uma das mais límpidas vozes da poesia portuguesa contemporânea: Sophia de Mello Breyner Andresen.

Representando os lusófilos italianos, vai participar a Professora Giulia Lanciani, responsável da Cátedra José Saramago na Università degli Studi di Roma Tre, com a apresentação “E passa devagar memória antiga”.

Outros estudiosos italianos como Piero Ceccuci, Federico Bertolazzi e Antonio Tabucchi irão participar também neste convénio.




Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen

5ª feira, dia 27 de Janeiro

9 h – Recepção dos participantes

9,30 h - Sessão de Boas-Vindas
Emílio Rui Vilar – Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
Guilherme d’Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura
Maria Andresen de Sousa Tavares – Presidente da Comissão Coordenadora

10 h – Início dos Trabalhos

Sessão I
Presidente da Mesa: Paula Morão

Nuno Júdice
“Luz e desenho na poética de Sophia”
Rosa Maria Martelo
“Imagem e som no mundo de Sophia”

Manuel Gusmão

Eucanaãn Ferraz
“Sophia: cesteira e cesto”

11,30h Coffee-break

11,50 h Sessão II
Presidente da Mesa: Fernando Martinho

Helder Macedo
“Sophia: casa branca em frente ao mar enorme”
José Manuel dos Santos
“Sophia e a Felicidade”
Jorge Fernandes da Silveira
“A inscrição do exílio”
Piero Ceccuci
“«Ó noite, em ti me deixo anoitecer». Encanto e sonho da Noite na poesia de Sophia”

13 h Almoço

14,30 h Sessão III
Presidente da Mesa: Rosa Maria Martelo

Giulia Lanciani
“E passa devagar memória antiga” (Sophia, Primavera)

Paula Morão
“«Nunca nada é inventado» – Sophia e a casa de Campo Alegre”
Federico Bertolazzi
“O cântico da longa e vasta praia. Eco atlântico em itinerário mediterrânico”
Carlos Mendes de Sousa
“Sophia e a dança do ser”

15,50 h Coffee-break

16,10 h - Sessão IV
Presidente da Mesa: Jorge Fernandes da Silveira

Perfecto Cuadrado
"Cantar, contar, reinventar a Arcádia”
Frederico Lourenço
"O não-vivido na obra poética de Sophia"
Maria de Fátima Freitas Morna
“Momentos de silêncio no fundo do jardim: a efabulação como poética na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen”
Maria Andresen de Sousa Tavares
“Sobre Espólio e Poesia: Entre a Sombra e a Luz mais que pura”

6ª feira, dia 28 de Janeiro

9,30 h – Sessão V
Presidente da Mesa: Maria Andresen Sousa Tavares

Alexis Levitin
"The Translation of Transparency"
Teresa Amado
“Traduzir com Música e Paixão”
Michel Chandeigne
“Sophia en France...”

11h Coffe-break

11,20 h - Sessão VI
Presidente da Mesa: Teresa Amado

Pedro Eiras
“A face nocturna”
Richard Zenith
“Uma Cruz em Creta: a salvação sophiana”
Jaime Siles
"La mitología como sistema referencial en la poesía de Sophia de Mello Breyner Andresen"
Miguel Serras Pereira
“Poesia Exemplar”
José Manuel Mendes
“Sophia e o Associativismo de Escritores Portugueses”


13 h Almoço

14,30 h Sessão VII
Presidente da Mesa: Nuno Júdice

Fernando Martinho
"Sophia com Pessoa na Grécia"
Gustavo Rubim
“Sophia (Ricardo Reis) e a forma humana”
Anna Klobucka
“Entre Orfeu e Odisseu: Negociações de género e sexualidade no diálogo Sophia-Pessoa”
Antonio Tabucchi
“Na Grécia com Sophia”

15,50 h Coffee-break

16,10 h Sessão VIII
Presidente da Mesa: Carlos Mendes de Sousa

Isabel Almeida
“«Se nenhum amor pode ser perdido». Sophia e Camões”
Sofia Silva
“Reparar brechas: uma possível relação entre Sophia de Mello Breyner Andresen e Adília Lopes”
Clara Rocha
“Sophia e Torga”

17,15 h - pausa

17, 30 h Mesa Redonda de Poetas
Moderadora: Ana Marques Gastão

António Osório, Nuno Júdice, Armando Silva Carvalho, Gastão Cruz, Ana Luísa Amaral, Luís Quintais

18, 30 h Lançamento do número de Janeiro da Revista Colóquio/Letras, em parte dedicada a Sophia de Mello Breyner Andresen.


CONTACTOS
Centro Nacional de CulturaRua António Maria Cardoso, 681249-101 Lisboa
Tel. 21 346 67 22Fax. 21 342 82 50

lunedì 10 gennaio 2011

Cristina Gemmino: "Contradizer-se"


Muito interessante reflexão da nossa aluna CRISTINA GEMMINO a quem agradecemos mais esta qualificada colaboração com o nosso blogue e desejamos óptimo ano de 2011.



Contradizer-se: é um óptimo assunto para enfrentar âmbitos diferentes, quer o âmbito pessoal, acerca do comportamento que uma pessoa tem com os outros, quer âmbitos específicos como por exemplo o da tradução.
“Você está-se contradizendo: antes disse e fez uma coisa e agora está rejeitando tudo o que aconteceu!”
Esta é uma típica afirmação que uma pessoa faz, quando o seu interlocutor se contradiz; mas nós podemos analisar esta afirmação, ou melhor, compreender se, contradizendo-se, uma pessoa se torna incoerente com os próprios pensamentos, a sua maneira de agir. Eu acho que não: um escritor, Corrado Sobrero, na sua obra mais importante, Nevica sull’isola di Baro escreve:
“ Ho capito che ognuno porta dentro di se Il prezzo che dovrà pagare per quello che fa, qualunque cosa faccia o non faccia, dica o non dica, ogni scelta è una rinuncia e ogni scelta implica coerenza ma la coerenza spesso limita la libertà di sbagliare.
UN PO’ DI INCOERENZA AMPIA LE POSSIBILITÁ, A VOLTE”.
Então, só nalguns casos, ser contraditório pode ampliar as possibilidades, ou seja, pode permitir fazer diversas experiências: é possível compreender tudo isto quando uma pessoa se confronta com uma outra; quando, se compara com outras “ilhas” que têm outras opiniões. Então, nem sempre contradizer-se tem que ser visto como um aspecto negativo (como uma forma de incoerência com ele mesmo) mas também como um aspecto positivo que, pelo contrário, pode ampliar as escolhas.
Este “ser contraditório” pode também se referir-se ao âmbito tanto específico quanto caleidoscópio da tradução.
Falar da tradução como género não é nunca uma coisa fácil. É por esta razão que, hoje em dia, diferentes autores falam sobre este assunto, envolvendo aspectos diversos, talvez contraditórios.
José Ortega y Gasset é um daqueles autores que quando fala da tradução, fala de miséria e do esplendor da tradução: a maneira em que o tradutor leva o texto fonte para a miséria ou o esplendor. Então, para levar um texto fonte para o esplendor da sua tradução, é preciso “contradizer-se”: o tradutor tem que, quando é necessário, modificar uma palavra, ou seja, modificar o seu significado original para que esta mesma palavra seja associada a uma outra imagem, “contradizendo-se”, aqui, no seu significado primário; tudo isto, este “contradizer-se”, por outras palavras, é o estilo de um tradutor e autor.
Podemos enfrentar também um outro aspecto específico da tradução que está relacionado com a maneira de pensar e de traduzir este pensamento em palavras. Em geral “falar” é considerado como um exercício de uma actividade através da qual nós conseguimos manifestar o nosso pensamento. A linguagem é muitas outras coisas e muitos outros aspectos, mas todas estas actividades envolvem a função primária que é “falar”. Por exemplo, falando, nós tentamos de enganar, de condicionar o pensamento de uma outra pessoa. A mentira é a linguagem que esconde o nosso pensamento mais autêntico. Então “contradizer-se”, ser contraditório, pode ser considerado como um “escamotage” para ocultar o seu pensamento mais verdadeiro e então autêntico.
O objectivo deste trabalho é o de evidenciar todos os aspectos “positivos” de ser contraditório, porque hoje em dia todas as pessoas fazem uso negativo dessa palavra e também desta maneira de agir: contradizer-se é só uma maneira, como escrevia Fernando Pessoa, de:
“Sentir tudo em todas as maneiras”
Para
“Ser sincero, contradizendo-se”.

CRISTINA GEMMINO