lunedì 7 febbraio 2011

Música em Fevereiro em Santo António dos Portugueses


domenica 6.02.2011
18.30 Concerto di organo
III Ciclo organistico internazionale
Integrale dell’opera organistica bachiana
Organista: Giampaolo Di Rosa
Programma: BACH, XIII concerto

domenica 13.02.2011
18.30 Concerto di organo
III Ciclo organistico internazionale
Organista: Frederic Ledroit
(organista titolare Cattedrale di Angoulême)
Programma: opere di Bach, Franck, de Grigny,
Ledroit, Widor, improvvisazione

sabato 19.02.2011
19.00 Concerto di pianoforte
Pianista: Carlo Michini
Programma: opere di Liszt

sabato 26.02.2011
19.00 Concerto di musica da camera
Duo viola - pianoforte
Violista: David Oltra Pianista: Francesco Buccarella
Programma: opere di Bach, Schubert

Domenica 27.02.2011
18.30 Concerto di organo
Organista: Giampaolo Di Rosa
Programma: improvvisazioni sinfoniche
e su testi delle Sacre Scritture

venerdì 4 febbraio 2011

CORSI PORTOGHESE IPSAR - iscrizioni aperte




Istituto Portoghese di Sant'Antonio in Roma

Via dei Portoghesi, 2 - 00186 ROMA
+39 06 68802496
www.ipsar.org
corsi@ipsar.org


Anno Accademico 2010-2011 - 2º Semestre

Corsi di Lingua e Cultura Portoghese



Iscrizioni aperte dal 1º al 18 febbraio 2011, nell’orario di funzionamento della segreteria (dal lunedì al venerdì, dalle 9.00 alle 13.00 e dalle 15.00 alle 18.00.

L’iscrizione è presenziale e prevede il versamento di un acconto, che verrà restituito nel caso della non realizzazione del corso.

Gli alunni che si iscrivono nei livelli medi e avanzato, e che non hanno seguito corsi presso l’IPSAR, dovranno effettuare un piccolo esame di valutazione nell’atto dell’iscrizione.

L’avviamento dei corsi sarà stabilito dalla presenza di un numero minimo di 10 alunni. Segnaliamo che le diverse classi hanno come limite massimo il numero di 20 alunni.


Attività accademiche:

P1 - 1º livello (basico)
40 ore
20 lezioni + esame

Lunedì e mercoledì dalle 18.00 alle 20.00.
Inizio del corso - 21 febbraio 2011.




P2, P3 o P4 - livelli medi e avanzato
30 ore
14 lezioni + esame

Martedì, dalle 18.00 alle 20.00.
nizio del corso - 22 febbraio 2011.


o I programmi saranno stabiliti tra Professore e Allievi all’inizio delle lezioni. La valutazione comprenderà la frequenza e la partecipazione dell’Allievo, confermate da una prova orale e scritta alla fine del corso. L’esame darà diritto ad un Certificato di frequenza e merito, autenticato dalla Segreteria dell’Istituto Portoghese di Sant'Antonio in Roma.

o Il pagamento dei corsi dovrà essere effettuato presso la Segreteria dell’Istituto nel suo orario di funzionamento. Comprenderà una tassa d’iscrizione annuale, alla quale sarà aggiunta la tassa di frequenza del semestre. Presso la Segreteria sarà effettuato anche l’acquisto dei manuali di studio, sotto indicazione del Professore.

mercoledì 26 gennaio 2011

Conhecer Roma com Ferena Carotenuto

Estudar o Imperativo e descrever a própria cidade... Eis o repto lançado aos alunos de Português, a que Ferena Carotenuto respondeu com este belíssimo texto, em forma de carta à grande violinista Anne-Sophie Mutter, que aqui publicamos - e muito agradecemos!
Senhora Anne-Sophie Mutter
Violino solista
Orquestra Sinfónica de Berlim


Cara Sra. Mutter,
Respondo agora ao Seu pedido da semana passada: a Senhora queria algumas indicações para passar os seus dias de férias em Roma, depois do concerto que vai fazer no dia 21 de Abril no Auditorium, em ocasião do aniversário da fundação de Roma.

Roma pode-se conhecer de vários modos; eu queria aconselhar-lhe um tipo de conhecimento relacionado com os cinco sentidos, sendo a senhora, como todos os artistas, uma pessoa sensível e original.
Então, vou oferecer-lhe algumas sugestões para que a Sua permanência na minha cidade seja inesquecível. As minhas sugestões não vão ser convencionais, como aquelas que a senhora pode ler num qualquer livro para turistas.

Começo com o que a senhora pode relacionar com a vista: não veja sempre as mesmas coisas! Visite primeiro a Galeria Nacional de Arte Moderna, para compreender o nascimento da minha nação como estado unitário: observe as obras artísticas do fim do século XIX, que narram um país ainda subdesenvolvido, um país de campos, pauis, montanhas, aldeias isoladas, de lugares ainda selvagens; um país de doenças endémicas, de injustiças sociais e de desespero, um país de pobres emigrantes. Entenda como o meu país pagou a sua unificação com o estrago das classes sociais mais débeis. Suba depois ao segundo andar, e admire as obras dos famosos futuristas italianos, ligando este período artístico ao desenvolvimento económico e industrial de Itália. Depois, para concluir a conhecimento da época moderna, vá num carro conhecer a cidade longe do centro, posicionada nos lugares periféricos ao Norte e ao Sul, como nos bairros de EUR e do Estádio Olímpico, e contemple uma cidade planeada ao longo dos anos Trinta do século passado, injustamente descuidada pela maioria das guias turísticas. Falo do estilo arquitectónico nomeado “razionalismo”, um estilo único na tradição artística da arquitectura italiana, um estilo revolucionário na sua total ausência de elementos decorativos clássicos, um estilo simples, mas elegante; um estilo realizável com materiais locais, num período histórico de isolamento político e económico do país: observe a utilização da pedra típica de Roma, o travertino, o uso do vidro com o ferro ou o bordo, a presença do betão armado nas estruturas internas dos edifícios. Note os arcos e as linhas rectas, as formas rectangulares construídas com a secção áurea, imitando os Romanos antigos. Tudo dá uma impressão de ordem, lógica, e de coerência: elementos ideológicos dum regime ditatorial que marcou de maneira notável a história recente do meu país. Porém isso não tem de diminuir o valor estético da criatividade dos arquitectos italianos da época: um juízo político do estilo racionalista não tem sentido.

Continuo com o segundo sentido, o gosto. Não esqueça começar o seu dia com um típico pequeno-almoço romano: beba um galão escuro (cappuccino) e coma esse bolo com nata que não sempre se pode comer nos cafés ou nas pastelarias locais, nomeado “maritozzo con la panna”; porém há uma boa pastelaria não longe do seu hotel, na rua Ludovisi, onde pode conseguir isso. Um almoço típico inclui sempre esparguete al dente, uma comida pobre, económica mas nutriente. O esparguete é servido com vários molhos, os mais famosos com ovos, queijo de ovelha, toucinho fumado frito, e muita pimenta preta (alla carbonara, ou do carvoeiro), ou com tomate, cebola, toucinho fumado frito, adubado com queijo de ovelha (esqueça então o parmesão uma vez em Roma!). Depois de um prato assim rico, prove os legumes típicos dos campos romanos: uma alcachofra inteira frita no azeite, crocante e saborosa! Tome mais tarde uma óptima bica na Galeria Alberto Sordi no centro, e prossiga esta viajem gastronómica: goze um gelado perto da Galeria Alberto Sordi, na pastelaria que se chama Giolitti. Agora falta só o jantar, e aconselho-a a ir ao bairro de Trastevere para que comer uma boa pizza romana, mas antes da pizza, prove as típicas frituras vegetais ou os famosíssimos croquetes de arroz com mozzarella. Não esqueça os vinhos locais: prefira sempre os vinhos brancos, muito mais delicados e com aromas de frutas e flores; o único vinho tinto que eu posso aconselhar-lhe seria o Shiraz, que tem também um gosto de flores e fruta, porém não se encontra facilmente nos restaurantes.

Prossigo com o terceiro e o quarto sentido, o olfacto e o tacto. Parece incrível, mas asseguro que em Roma há também perfumes deliciosos! Estando em Roma pelo fim de Abril, a Senhora vai encontrar todas as escadas da Praça de Espanha cheias de flores magníficas, de cores estupendas, com todas as possíveis variações cromáticas entre branco, cor-de-rosa, púrpura, fúcsia, vermelho… São flores grandes, suaves, fracas, finas e sedosas, são azáleas! Suba as escadas e toque as flores com as mãos, ou melhor, acaricie-as com o rosto, vai ser uma sensação dulcíssima! Esta experiência sensorial pode continuar ainda depois, quando visitar o jardim das rosas no Aventino. Aí os perfumes das rosas vão ser verdadeiramente inebriantes, com as cores inumeráveis das flores, de tantos e vários tamanhos e formas! E a suavidade das pétalas, como seda ou veludo. Mergulhe a sua cara nas rosas, mas cuidado com as abelhas! Elas também gostam das rosas. Mas o perfume mais doce do que todos é outro. Você sabe que em muitos dialectos italianos a palavra “laranja doce” se diz “Portugal?” Infelizmente, as flores de laranja doce não existem em Roma. Porém, temos outras flores de laranja, de aquelas amargas. Elas utilizam-se para que fazer perfumes. E o jardim de laranjeiras mais famoso da cidade não está longe do jardim de rosas: caminhe ainda poucos metros em cima da colina e vai estar ao lado da igreja de Santa Sabina. Procure ir ao pôr-do-sol, quando o perfume é mais intenso: feche os seus olhos e aspire a ar: vai parecer estar no paraíso!

Concluo com o último, mas não menos importante dos cinco sentidos: o ouvido. A senhora vai tocar no dia 21 de Abril o meu concerto preferido para violino e orquestra, o número 1 opera 35 por Tchaikowsky, e eu nunca poderei agradecer-lhe bastante para isto! Mas queria tentar algumas sugestões à mesma: três tipos de músicas romanas diferentes: uma música trágica, uma celestial e uma muito alegre. A primeira é uma ópera celebérrima de Puccini, inteiramente baseada em Roma nos tempos do domínio papal, uma história de amor infeliz: Você seguramente já sabe do que eu estou a falar: de “Tosca”! É ainda muito bela a interpretação da Maria Callas e Giuseppe di Stefano, e, sem sair da sua própria casa, ouça um CD, identifique-se com a Floria Tosca, e reviva a atmosfera lúgubre no Palácio Farnese e a morte da pobre mulher no Castel Sant’Angelo. Uma vez em Roma, não esqueça ver o Palácio Farnese, a igreja de Santo André della Valle, o Castelo de Sant’Angelo! A segunda música cantava-se exclusivamente dentro da Capela Sistina. Trata-se do Miserere por Gregório Allegri, uma composição a cappella para nove vozes masculinas divididas em dois coros: um de cinco e o outro de quatro. Era uma música tão especial, que ninguém a podia cantar fora da Capela Sistina mesma, sob pena de excomunhão. Creio que conhece muito bem esta história! Não acha que essa música é divina? A última música vai ser uma ópera ligeira ou comédia musical muito amada em Roma, o “Rugantino”. Não obstante um final trágico (Rugantino morre em cima da forca), a ópera mescla os dois elementos da índole romana, a comicidade ou a ironia, junto à melancolia. Especialmente as canções alegres e a famosíssima canção romântica “Roma non fa’ la stupida stasera” fazem parte do nosso imaginário colectivo de Romanos.

Então, espero que possa assim apreciar e conhecer também essas partes mais “sensuais” da cidade!

Com os melhores cumprimentos

Ferena Carotenuto
Guia Turística

Continua a actividade da Fundação Alfredo d'Andrade


La Fondazione Alfredo d'Andrade, ha il piacere di presentarVi


Alfredo dAndrade:

l'attività in Canavese e in Valle dAosta


a cura di Giuse Scalva e Bruno Orlandoni

giovedì 27 gennaio, ore 21


Pavone Canavese, Fondazione A. d'Andrade
Secondo incontro del ciclo di serate dedicate alla figura e all'opera di Alfredo dAndrade.

Oggetto della serata sarà lintensa attività di dAndrade in Canavese e in Valle dAosta.

INSTITUTO CAMÕES abertas as inscrições para os cursos a distância do 2º semestre 2010/2011


Candidate-se até ao próximo dia 6 de fevereiro.

Mais informações em http://cvc.instituto-camoes.pt/ensino-a-distancia/novos-cursos.html

lunedì 24 gennaio 2011

2 de Fevereiro: artista brasileira Flaminia Mantegazza na galeria IPSAR

Il Rettore dell’Istituto Portoghese di Sant’Antonio in Roma
Mons. Agostinho da Costa Borges

sotto l’alto patrocinio di S. E. l’Ambasciatore del Portogallo Presso la Santa Sede
Dott. Manuel Tomás Fernandes Pereira

In collaborazione con l'Ambasciata del Brasile presso lo Stato Italiano

ha il piacere di invitare la S.V.
all’inaugurazione della mostra personale di

Flaminia Mantegazza

che avrà luogo il 2 febbraio 2011 alle ore 18.30


La mostra rimarrà aperta fino al 13 febbraio 2011
dal mercoledì alla domenica, dalle ore 16.00 alle ore 19.00

Ingresso libero

Galleria d’Arte dell’Istituto Portoghese di Sant’Antonio in Roma
Via dei Portoghesi, 6 - I-00186 Roma

www.ipsar.org
appuntammenti@ipsar.org


Flaminia Mantegazza . Códigos genéticos

Esistono caratteri discontinui all'origine di ogni sequenza. Di ogni ordine. Luoghi in cui qualsiasi interferenza rispetto allo stato di omogeneità comincia ad apparire a sua volta alterata, senza regola e senza confine visibile rispetto agli assiomi di circostanza. Noi come esseri naturali non avremmo alcun modo di apprendere nulla sulla materia degli eventi, né su ciò che di essa la teoria ci rende possibile sapere. Ma grazie alla memoria possiamo vantare il ruolo di lettori della realtà umana, aiutati persino dal nostro inevitabile processo di dimenticanza. Non è stata infatti la scienza, per prima, a separarci intimamente dall'immediatezza, presunta o reale, dell'esperienza della natura e dei suoi avventi. Ma è stata la nostra pretesa di auto-proclamarci lettori del libro della natura, provando gratificazione nell'assegnare senso là dove l'intreccio di oblio e ricordo concederebbe almeno un'attenuazione della mediatezza. A fronte di una sempre maggiore sovrapposizione, di un'adiacenza del sapere al vero centro del mondo.

Ma quel che si deve poter scoprire ancora una volta, deve essere prima di tutto dimenticato. Così anche la capacità di poter studiare e riprodurre persino i più evidenti fenomeni di natura, come i colori e i loro influssi, è legata all'immenso distacco da ogni rapporto immediato con la natura, al di fuori del quale l'evoluzione organica e culturale ha condotto l'uomo di oggi. Come contemporanei siamo in un certo senso ciechi di fronte alla metaforica della leggibilità, amando allontanare ciò che costituisce lo spirito del tempo, benché esso ci domini.
Eppure, nelle nostre cellule, nella definizione dei codici genetici la sostanza ereditaria della materia vivente e il potenziale completo dello sviluppo futuro di un organismo può venire compreso e registrato proprio come un'eccezione modulabile. Un capitolo centrale nel libro della natura. All'interno dei cromosomi del nucleo cellulare, infatti, ogni forma possiede le capacità conservatrici di un testo scritto in codice. Per antenati e per discendenti.

Questo riferimento ad una grande tradizione metaforica viene suggerito da una modificazione del rapporto antitetico tra natura e rappresentazione dei fenomeni di natura. Il superamento di questo tipo di dialettica è dovuto alla fusione delle due diverse prospettive congiunte nella fisionomia del logos biologico e poi svelate nella trascrizione del genoma.
Quel che distingue la tradizione di un linguaggio cifrato di natura è la duplice ipotesi che nessuno voglia comunicare qualcosa, ma anche che nessuno voglia nascondere qualcosa. Ogni documento antico, ad esempio, potrebbe essere considerato sia un relitto, non intenzionalmente affidato ai posteri, sia un non-monumento. Una traccia la cui circostanza enigmatica si fonda su condizioni che non hanno mai costituito un volere umano, seppur dipendenti fatalmente dal volere del tempo. Attraverso il modello molecolare di un gene non è più concepibile che il codice in miniatura della vita venga esattamente a corrispondere ad un complicatissimo e specificato piano di sviluppo temporale; un lascito che in qualche modo contenga, in sé, i mezzi della propria origine e della successiva realizzazione.

Nell'orma fenomenologica dei lavori di Flaminia Mantegazza la metafora organica di una leggibilità è data dal grado in cui ogni composizione possa venir tanto disturbata quanto tradotta secondo precisi codici di lettura. Settori ordinati e originari che compaiono senza modularità, infrazioni e innesti che casualmente illuminano le peculiari funzioni dell'apparato genetico, tra l'orizzonte senza prospettiva e la linearità verticale di una marcata dimensione artistica. I tableaux en faisant dell'artista agli occhi diventano luce che guarda e che accompagna qualsiasi fenomeno di trascrizione e di fusione direttamente connessi al registro scopico.

La serie di lavori proposta nel percorso allestitivo di Códigos genéticos segue un arco compositivo di sette anni. Dal 2003 al 2010 emerge una periodica formale dell'artista caratterizzata dall'insistenza su alcuni aspetti e riti della dematerializzazione. Códigos genéticos ideata come una sequenza compartimentale di cromosomi (dal greco, parola composta da chroma e soma, cioè corpo del colore), mette in mostra processi plastico-pittorici come mitosi e meiosi; assumendo l'informazione genica del colore secondo combinazioni e caratteri dalla rilevanza ereditaria.

In questi dipinti esondanti, la nozione di arte totale o arte conclusiva non resta mai vittima di strategie concettuali, ma viene reinterpretata sotto forma di descrizione immanente, di intervento unico. Profondità di superficie in equilibrio tra la destinazione pittorica e il paesaggio dell'altorilievo. Cambiamenti di ritmo e di limiti strutturali degli elementi assemblati sono fattori intrinseci per questi lavori. Segni conformi della potenza di passaggi inviolabili rispetto a qualsiasi circostanza esterna. Impressioni non coniate né da logiche di mercato né tanto meno dall'industria della cultura.

Accanto alla molteplicità di crescenti modifiche di stile, per Flaminia Mantegazza, si nasconde il risultato di una propria ricerca, sintomo di uno sviluppo del ritorno; rientro al tradizionale ambito della pittura e delle sue astrazioni multiformi. Nel DNA di questi lavori si fonde il linguaggio minimale frutto di un concetto, un pensiero che lascia spazio all'immagine per fare emergerne il suo indelebile a priori.
Guardando ogni sezione compositiva si intuisce come i lavori esposti a parete si rivolgano al passare del tempo, momento di passaggio in cui qualsiasi ipotesi di riproducibilità si sgancia dall'oggetto di partenza e simula qualcosa d'altro.Convertendo le logiche della connotazione. Flaminia Mantegazza per non perdere né il principio né la fine dell'idea, imprime nella cellulosa la trasformazione delle proprie mani, rendendole terminazioni invariabili. Reti che catturano la realtà sotto forma di frammento. Di grana. Di mosaico a tuttotondo inventato per spezzare moti, onde e variazioni sopra la tela liscia.

Catene come interiora bianche, geometrie ad incastro di Burle Marx, nidi di miele e precise asimmetrie retrostanti divaricano le possibilità bidimensionali dei loro supporti, mischiando la memoria al suo contrario. Il fine qui è indicare un processo che interpreta i codici della nascita creativa, rilevandone presenze legate gli effetti del linguaggio visivo. In un mondo saturo, ricco di segni polivalenti e di continui cambi di significato, l'astrazione materica dell'artista brasiliana sembra essere un modello estetico adatto a contenere e dunque a far sopravvivere la sostanza di testamenti organici. Scritture morfologicamente non finite, poiché dettate dall'abilità di lavorare per impressioni. Supporti originati dalla chiarezza di una forte direzione frontale e dalle combinazioni di diverse componenti di spessore. Pieni e vuoti cifrati. Forme minimali che bilanciano perdite e espansioni di masse, tracciando una postura genetica. Discendenza senza tempo di una densità spaziale.

dicembre 2010, Ginevra Bria



PROFILO DELL'ARTISTA


BIOGRAFIA
Flaminia Mantegazza, Rio de Janeiro, 1955. Vive e lavora a Roma dagli anni Novanta. A Rio de Janeiro si è diplomata alla scuola di Arti Visive di Parque Lage, con João Magalhães. In Italia, ha frequentato la scuola di Arti Ornamentali del comune di Roma e la scuola atelier di Alberto Parres. Laureata in Economia alla Facoltà di Gama Filho e in Storia all’Università Federale di Rio de Janeiro, ha poi conseguito un master in sviluppo economico presso l’ISVE di Napoli e una specializzazione presso l’IRI a Roma.

MOSTRE SCELTE

2009
Roma _ forbice sasso carta II
Roma – cenario para a peça de teatro escrita por Gabriele Marcello, “dentro il tuo silenzio”
Lecce – palazzo di traviano – bienale mediterranea
Roma – forbice sasso carta

2008
Roma - mostra con asta per beneficenza per la Tanzania progetto “ mama onlus”
Roma - telethon – gruppo bnl paribas – agenzia del pantheon
Roma -nuovi lavori
Roma - ti riciclo in arte – fonderia del arte

2007
Roma - telethon – bnl paribas – agenzia del pantheon
Viterbo – Capranica - without – senza titolo
Reggio Emilia - fiera dell’arte
Roma - atelier de farro
Roma - metamorfhoseon – neoartgallery
Istambul - xvI fiera di arte contemporanea di istambul
Roma - immaginare l’impossibile. perfetamente impossibile-neoartgalley

2005
Milano - galleria terzo millennio
Torino – Chieri - versus xi imbiancheria del viarjo

2004
Parigi - atelier de farro
Milano - tendenze dell’arte brasiliana in italia – atelier de farro
Milano - ibrit istituto per la cultura brasile italia
Roma - parco di villa mattei di villa celimontana

2003
Roma - armonia della materia - atelier de farro


http://www.flaminiamantegazza.com/

"O cavaleiro da Dinamarca" por Ferena Carotenuto


A nossa aluna FERENA CAROTENUTO continuou o conto de Sophia de Mello Breyner, O Cavaleiro da Dinamarca, segundo a sua fantasia, e sem conhecer o final que a escritora portuguesa tinha criado na versão original. Agradecemos à Ferena por este belo pedaço de prosa, que aqui publicamos para os nossos leitores.



A mulher do Cavaleiro foi chorando ao seu confessor. “Tenho medo que o meu marido não regressará mais”, soluçava. O frade disse-lhe: “O teu marido tem este desejo no coração. Se tu o amas verdadeiramente, tens de o deixar partir. Crês em Deus? E tens confiança no teu esposo?” “Com certeza”, disse a mulher. “Então”, respondeu o frade, “Tem fé. Tem fé em Deus: tudo o que se vai passar, vai passar pela Sua vontade: nada te pode fazer mal, se te entregas a Ele”.
A mulher enxugou as lágrimas e regressou a casa, ao Cavaleiro. “Marido meu, seja feita a vontade de Deus! Se verdadeiramente o desejas, vai, mas promete-me uma coisa”. “Prometo”, arriscou o Cavaleiro. “Cada tarde, depois do pôr-do-sol, eu olharei o pinheiro mais alto, na direcção da Terra Santa, pensarei em ti e rezarei por ti. Tu, cada tarde, depois do pôr-do-sol, olha para o Norte, e pensa em mim e nos teus criados. Reza tu também por nós!”. “Prometo, mulher minha”, disse o Cavaleiro, e no dia seguinte, depois de muitas lágrimas e muitos abraços, partiu para a Terra Santa.
Cada noite, a mulher rezava e olhava o pinheiro, para o Sul. Rezava e tentava não chorar. O pinheiro não mudou aspecto durante alguns meses.
Também o Cavaleiro rezava cada noite, mais sempre menos intensamente. E países novos, paisagens novas, rostos exóticos, cores, cheiros e sabores diversos distraíram o Cavaleiro do pensamento da sua família. Frequentemente, ocupado por outros pensamentos, o Cavaleiro esquecia-se completamente de rezar por eles. Devagar começava aproximar-se entre longas marchas e às vezes também duelos com outros Cavaleiros Mouros, que tentavam não o deixar passar. O calor aumentava, os dias eram sempre mais longos. O calor cansava o Cavaleiro, não acostumado a esse clima, e os seus olhos claros não suportavam a luz violenta do sol. A sua pele delicada era queimada, os lábios ardidos pela seca.
Lá na Dinamarca o grande pinheiro começava a secar-se e perder sempre mais folhas. A Mulher do Cavaleiro começou a inquietar-se, mas continuou a esperar e a rezar com devoção. Ali o Verão tinha já acabado, e as sombras ao pôr do sol alongavam-se sempre mais.
O Cavaleiro, no Outono, não estava muito longe da Palestina. Encontrou pela estrada outros peregrinos, e o Cavaleiro foi feliz de unir-se a eles, passando frequentemente as noites contando do seu país distante, da sua casa, da sua esposa e dos seus criados. Começou ter saudades deles, do frio, das coisas a ele mais familiares. Finalmente chegou em Belém, alguns dias antes do Natal. O seu coração abriu-se a Deus, e passou o Natal e muitos dias depois do Natal rezando intensamente. Para ele, estar aí era verdadeiramente o sonho de toda a sua vida. Pediu perdão a Deus pelos seus erros, e compreendeu que ele também, para que conseguir paz na sua alma, tinha de perdoar os seus inimigos. Foi à gruta e beijou o ponto onde o Santo Menino nasceu, onde Maria e José adoraram o Filho de Deus. E finalmente lembrou-se que ele não tinha rezado mais pelos os seus familiares cada noite como prometido, mas só para si mesmo. Compreendeu que, sem eles e o amor deles, a sua vida seria muito triste, vazia e sem sentido. Agora estava bem depois da Epifania, e o Cavaleiro não podia esperar para ir para casa. Percorreu as mesmas estradas, mas desta vez cada noite olhava para o Norte, rezava, e o seu coração sentia um grande calor. Estava feliz em voltar!
Na Dinamarca, entretanto, o pinheiro parou de secar e perder folhas. A esposa do Cavaleiro estava tranquila, porque ela tinha sempre guardado o seu amado no coração, não o tinha abandonado uma única vez.
Cansadíssimo mas feliz, o Cavaleiro regressou à sua terra. Chegou a sua casa por volta do pôr-do-sol, e, lembrando-se da promessa, caminhou para o pinheiro mais alto. Observou que tinha perdido as folhas e que estava em parte seco. Escondeu-se ali perto, esperando a escuridão. E com a escuridão viu a sua mulher aproximar-se ao pinheiro, olhar para o Sul e rezar com devoção. Ao Cavaleiro os olhos encheram-se de lágrimas. Mas ele recobrou e caminhou silenciosamente até ela. Ela sentiu-o chegar e virou-se. Viu-o e os seus olhos encheram-se de alegria. Eles juntaram as mãos e caminharam até a casa deles.

FERENA CAROTENUTO