lunedì 18 aprile 2011

IRENELLA SARDONE: O Museu Ideal


Ao desafio de escreverem sobre “um museu ideal” responderam alguns alunos, cujas composições aqui se publicam...


O museu ideal

Os museus são lugares especiais porque combinam diversão, apreendimento e bem-estar. Há casos em que um elemento é predominante que outro: se, por exemplo, um museu marca mais o lado do apreendimento, pode tornar-se aborrecido para alguns; e vice-versa, um museu baseado em temas ligeiros, com atrações interativas pode ser considerado não bastante científico para aquelas pessoas mais cultas.


Eu acho que um museu é primeiramente um centro de divulgação cultural, e por isso tem que adicionar ao fundamento científico à capacidade de interessar o grande público. É imprescindível que a coleção seja rica e completa, mas a mesma importância tem o percurso da exposição. O mais comum é um desenvolvimento cronológico, mas já vi muitos felizes casos em que uma repartição por temas ou técnicas artísticas resultou muito interessante. Fundamental é a escolha do curador. Um bom museu deveria também enriquecer a sua oferta cultural com actividades complementares à exposição, tal como conferências de estudo com peritos internacionais, concertos, teatro, laboratórios educativos infantis e aberturas extraordinárias de noite.


O museu ideal é um museu actualizado com as novas tecnologias: para tornar uma visita engraçada são úteis as reconstruções em 3D, um ecrã interativo, os efeitos de som, as luzes adequadas. Contudo, um museu de nível não pode ficar numa estrutura fraca: é por isso que tem que estar garantida a acessibilidade para pessoas com necessidades especiais, lugares de estacionamento, serviços, audio-guias, workshop, biblioteca e cafetaria. A climatização do edifício também não pode ficar descuidada: a visita tem que ser uma experiência agradável, sob todos os pontos de vista.


Afinal, um museu que seja guardião de obras de arte, deveria também ser uma obra de arte ele mesmo. È o caso dos antigos palácios, castelos e igrejas que albergam galerias de pintura o escultura, mas sobretudo é o caso, muito mais interessante, daqueles arquitectos contemporâneos que fazem obras faraónicas em museus de vanguarda. Por exemplo, o recém-nascido Maxxi em Roma ou a Casa da Música no Porto.


IRENELLA SARDONE

STEFANO VALENTE: Museu-Utopia


Ao desafio de escreverem sobre “um museu ideal” responderam alguns alunos, cujas composições aqui se publicam...


Museu-Utopia

Acho que não existe um museu ideal. Ou melhor: poderia haver, isto sim, apenas na utopia de alguém. Falarei, portanto, na minha pequeníssima utopia. Antes de mais, o que é uma utopia, qual é a definição desta palavra?


No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa lê-se: “País imaginário em que tudo está organizado de uma forma superior”, mas também “Sistema ou plano que parece irrealizável” e, em último, mesmo “Fantasia”.


O meu museu ideal é mais modesto, de qualquer maneira, que a ilha-reino imaginada por Tomás More em 1516 (na sua obra mais conhecida, intitulada exactamente Utopia, e da qual o termo acabou por entrar em muitos idiomas). Nem estou a sonhar com um estado ou com uma nação, e nem sequer com uma cidade modelo de perfeição. Só penso numa vila, ou mesmo numa aldeia minúscula. Seriam os lugares ideais – julgo – em que a memória poderia obter finalmente o espaço que merece. Tentem representar-se isto: palácios históricos, igrejas, casas com mais ou menos séculos, ruas e praças e jardins; e monumentos, pinturas, estátuas, ou até simples fragmentos de qualquer artefacto; e as colecções de livros, minerais, borboletas, selos e sei lá que mais... E os idosos habitantes dessa aldeia que nos acompanham de local em local, mostrando, contando, “Eis aqui, o quarto e a cama onde nasci”, “Pegue nisto, senhor, é um pedacinho do arado com que o meu avô lavrava o campo”, “Essa lá acima, perto do crucifixo, é a Nossa Senhora das Dores – fez muitos milagres, c... e agora conto-vos a graça que recebeu o Zé de volta do Ultramar, que tinha voltado com um pé gangrenoso e...”.


Memória viva. Recordações e lembranças a andar ao nosso lado, a trazer-nos pela mão para que revivamos as experiências grandes e mínimas de todo o homem, de toda a mulher, de toda a criança. Nada que pertença à humanidade tem de findar, merece desaparecer no silêncio do esquecimento. Mais do que espantosas reconstruções virtuais ou imensas galerias de obras-primas é isto o que eu escolhi. O meu museu ideal é o olhar aquoso de um velho, a narração um bocado trémula dele...

STEFANO VALENTE

Conferimento alta onoreficenza della Repubblica del Portogallo alla Professoressa Lanciani


Come comunicato nel Consiglio di Facoltà del 14 aprile 2011, nella mattinata del 5 maggio p.v. si terrà presso l’Aula Magna della Facoltà una cerimonia per il conferimento di un’alta onorificenza della Repubblica del Portogallo alla prof.ssa Giulia Lanciani, cerimonia organizzata dall’Ambasciata del Portogallo presso il Quirinale in collaborazione con l’Ufficio Cerimoniale dell’Ateneo e la Segreteria di Presidenza della Facoltà.

SEGUONO ALTRE INFORMAZIONI

3 maggio, ore 18.30: Nunziatella Alessandrini no IPSAR


ISTITUTO PORTOGHESE DI SANT’ANTONIO IN ROMA Via dei Portoghesi, 2 00186 Roma Tel.: (+39)06 68802496 www. ipsarorgan.org - www.ipsar.org - appuntamenti@ipsar.org

Martedì 3 Maggio 2011 Ore 18:30

Il Rettore dell’Istituto Portoghese di Sant’Antonio in Roma, Mons. Agostinho Borges,

ha il piacere di invitare la S.V. alla

Conferenza “Commercio, cultura, potere: la comunità italiana a Lisbona nel secolo XVI"

tenuta da Dott.ssa Nunziatella Alessandrini

che avrà luogo il martedì 3 maggio 2011, alle ore 18.30 nella Sala Nobile dell’Istituto.

In collaborazione con: CHAM Centro de História de Além-Mar

Paulo Branco no Festival de Cinema Europeu de Lecce

O produtor português Paulo Branco é a personalidade homenageada da XII Edição do Festival de Cinema Europeu de Lecce que decorre nesta cidade da Puglia até 16 do corrente. Além disso, é também Presidente do Jurí do mesmo Festival. Este acontecimento incorpora uma retrospectiva sobre o trabalho de Branco. Refira-se que este produtor trabalhou com um arco de cineastas que vai de Manoel de Oliveira a Raul Rouiz, passando por Wim Wenders, João César Monteiro, Chantal Akerman, Alain Tanner, Werner Schroeter, Robert Kramer, Pedro Costa, André Téchiné, Andrzej Zoulawski, Peter Handke, Laurence Ferreira Barbosa, Cédric Kahn, João Botelho, João Mário Grilo, João Canijo, Teresa Villaverde, José Álvaro Morais, Jean Claude Biette, Sharunas Bartas, Michel Piccoli, Valéria Bruni-Tedeschi, Christophe Honoré, Paul Auster. A presença de Paulo Branco tem o apoio da TAP e a colaboração institucional da Embaixada de Portugal em Roma Mais informação em http://festivaldelcinemaeuropeo.it/it/section/110 Agradecemos a informação ao Professor Paulo Cunha e Silva.

Marta de Menezas na Piazza de Duomo

A artista portuguesa Marta de Menezes, um dos nomes centrais da bioarte, participa numa exposição na Piazza del Duomo em Milão (12 de Abril a 1 de Maio) que agrupa um conjunto de artistas que utiliza novos métodos e linguagens (Realidade Aumentada, Robótica, Escultura Sonora, etc.) Como se pode intuir na foto anexa Marta de Menezes contamina o abstraccionismo geométrico de Mondrian com as suas culturas de bactérias. Agradecemos a informação ao Professor Paulo Cunha e Silva.

lunedì 11 aprile 2011

“A Querela dos Novos Simples: os paradigmas médicos português e italiano no interior do saber médico europeu, século XVI”


No âmbito do 1º ciclo de Conferências Relações luso-italianas nos séculos XV-XVIII: balanço e novas linhas de investigação no âmbito da celebração dos 150 anos da União de Itália

Conferência


“A Querela dos Novos Simples: os paradigmas médicos português e italiano no interior do saber médico europeu, século XVI”


pelo Prof. Doutor BRUNO MARTINS BOTO LEITE

do European University Institute de Florença



em colaboração com o Centro de História de Além-Mar, FCSH-UNLUAç


Terça-feira, 12 de Abril de 2011 às 18h30

no Centro Científico e Cultural de Macau, I.P.

Rua da Junqueira, 30 - Lisboa

Em 1998 a saudosa Professora Carmen M. Radulet organizou no Instituto Italiano de Cultura de Lisboa um colóquio internacional sobre as relações luso-italianas e sobre a presença italiana em Portugal nos séculos XV‐XVIII. Os contributos, ao aprofundar aspectos peculiares da actividade económica da comunidade italiana em Lisboa, proporcionaram aspectos inéditos das relações comerciais e culturais luso‐italianas. A partir de então, novos estudos se debruçaram sobre esta temática avançando consideravelmente no conhecimento da actuação desta comunidade em Portugal, permitindo ampliar o quadro da realidade estrutural portuguesa e contribuindo para uma visão mais completa da história nacional. No intuito de efectuar um balanço das recentes investigações e, simultaneamente, abrir novas pistas interpretativas e de abordagem, estes encontros irão percepcionar a natureza da comunidade italiana em Lisboa e de que modo as redes económicas tecidas corporizavam os contactos culturais. Ao traçar a evolução do percurso italiano em Portugal nestes séculos, serão detectadas mudanças e persistências através do acompanhamento de histórias familiares bem como da análise do trajecto económico, social e cultural, da sua actuação em rede com múltiplas ligações que se estendiam até aos espaços ultramarinos. Com vista às celebrações dos 150 anos da Unidade de Itália em 2011, é interessante salientar que a existência de uma Nação Italiana em Portugal, isenta dos pátrios conflitos e confrontos, prefigura o que viria a ser muitos anos depois a Itália unida.