venerdì 16 dicembre 2011

Cantata de Natal | Joaquim dos Santos | AvA Musical Editions

Recordando o Maestro Joaquim dos Santos, compositor lusitano sempre presente em Roma...


http://maestrojoaquimdossantos.blogspot.com/2011/12/cantata-de-natal-joaquim-dos-santos-ava.html


A Cantata de Natal para coro de crianças, coro misto e piano, pode ser um singelo presente de Natal. Um presente para este Natal e para todos os outros, de preferência, um presente oferecido a partir do som e recebido por um vasto público… concertos!

Esta obra é agora disponibilizada pela AvA Musical Editions. Aqui fica a sugestão…

mercoledì 14 dicembre 2011

Festa de Natal no IPSAR

















Agradecemos muito ao Cristiano algumas imagens que nos enviou da festinha de Natal que se fez ontem ao fim da tarde, entre os alunos do nível avançado de Português, no Instituto de Santo António...



Um abraço a todos e boas férias!

Cristiano Cirillo: conto de Natal


Ilustração de CATERINA MARTINI publicada em http://crazyoverdaisy.typepad.com/blog/


Pedimos aos alunos que escrevessem um pequeno conto de Natal...


Lembro-me de quando era pequenino e a minha avó perto da lareira me contava uma história natalícia que começava assim: “Era uma vez numa vila de montanha um padeiro e um burro...
Quanto mais se aproximava o Natal, mais o padeiro carregava as costas do seu burro com os sacos de farinha que lhe serviam para fazer uma quantidade maior de bolos e biscoitos de Natal na sua loja.
O burro transportava os sacos da casa do padeiro até à padaria muitas vezes por dia, e nem podia parar para descansar um pouco, que o seu patrão o açoitava e lhe puxava pelas orelhas.
O bicho aceitava tudo isso até quando, no dia de Natal, se rebelou, rompeu a corda, fez cair os sacos, deu dois coices violentas e fugiu. Quando o burro chegou à parte mais alta da montanha, anoiteceu, e como estava com muito frio entrou numa gruta, onde encontrou calor perto de um boi que estava atrás de um menino recém-nascido. E o seu patrão naquela noite ficou sozinho, sem ninguém que o ajudasse a transportar os sacos de farinha...

CRISTIANO CIRILLO

Ivana Bartolini: conto de Natal


Ilustração de CATERINA MARTINI publicada em http://crazyoverdaisy.typepad.com/blog/


Pedimos aos alunos que escrevessem um pequeno conto de Natal...


Um Natal diferente


O Natal está mesmo atrás do cantinho!
Os meus Natais têm um gosto antigo. São cheios de calor e de parentes. Junto aos meus pais, foram sempre numerosos a festejá-lo em nossa casa.
Acho que a minha infância e também a minha adolescência foram tão belas porque houve o calor da família. Os tios, os primos, os avós, todos reunidos!
Depois o jantar natalício chegavam os vizinhos que moravam no nosso andar e a festa era completa.
Os adultos jogavam à tômbola ou às cartas e as crianças jogava com as bonecas de pano ou com os brinquedos feitos de madeira e de lata.
Lembro-me dum Natal em que, sentados já à mesa, tocou a campainha da porta da entrada para avisar a chegada de alguém.
Os meninos pensaram imediatamente no Pai Natal que chegava para trazer brinquedos e doces...e numa certa maneira foi um Pai, mas um Pai muito triste e sozinho.
Chegou o senhor que morava no apartamento em baixo e pediu aos meus pais para se unir a nós. Disse que ouvira a nossa alegria e a sua solidão se tinha tornado ainda maior e assim ganhou a coragem de tocar à nossa porta... Nenhum de nós tinha pensado nele!
Foi um Natal diferente que me fez reflectir e o meu olhar sobre o sentido de “família”, desde aquela noite mágica, passou a ser diferente...
Ainda hoje, tenho a certeza, este homem está comigo e ficará para sempre.

IVANA BARTOLINI

Stefano Valente: conto de Natal


Ilustração de CATERINA MARTINI publicada em http://crazyoverdaisy.typepad.com/blog/


Pedimos aos alunos que escrevessem um pequeno conto de Natal...



A moral ruim do Rui
(Breve conto moral de atmosfera natalícia)



O Zé Manuel é o irmão mais novo – o caçula, como se diz no Brasil – de uma típica família lisboeta. Tem apenas seis anos e, como todos os miúdos de qualquer latitude do mundo, não vê a hora que venha o dia 25 de Dezembro para que o Pai Natal lhe traga as prendas com que tem sonhado por uma boa parte do ano.

Como todas as crianças, o Zé Manuel fez tudo o que é preciso para que o Pai Natal não encontre obstáculos de nenhuma natureza: escreveu uma carta ao velhinho da Lapónia incluindo, depois da lista dos brinquedos desejados, o seu nome, o seu apelido e, enfim, o seu endereço certo – com andar e tudo.

No entanto, mesmo na manhã de 24 de Dezembro, o irmão mais velho do Zé Manuel, o Rui, forte dos seus onze anos, resolveu fazer ao Zezinho “a Revelação das Revelações” (é que o Rui, às vezes, mais do que Rui era ruim).

“Pai Natal não existe”, disse então o Rui com um sorriso mau.
“O que é isto?”, tremulou a vozinha do Zé Manuel.
“A verdade, que parvo que és!”, continuou o Rui ruim. “Pai Natal não existe, nunca existiu... Nem sequer as renas existem – ainda não o sabias?”

O conto moral segue desta maneira. Que o Zé Manuel tanto se perturbou que fugiu de casa. E chorando começou a correr pelas ruas, pelas vielas, subiu até ao Castelo, e voltou a descer para a Baixa, e depois foi por bairros de que nem conhecia os nomes, e em volta dele um mar de rostos olhando para ele, gritando, gargalhando ou apenas evitando-o...

Correu o Zé Manuel. Correu, correu, correu. Até que não teve mais força, e as pernas se lhe dobraram e caiu de joelhos no chão enquanto tudo, entre as lágrimas, se lhe tornava escuro como na noite mais negra...

E aqui acaba o conto moral, com o Rui, meio escondido atrás dos ombros dos seus pais e dos outros irmãos, e dos avós e dos tios e dos primos – de toda a família em angústia –, com o Rui, dizia-se, que olha para fora e não consegue acreditar no que está a ver.

O Zezinho está à porta da casa, de mão dadas com o homem de vermelho, o velho senhor da longa barba branca que o acompanha.
Trata-se de Pai Natal, obviamente, em pessoa.


STEFANO VALENTE

Emanuele Inserto: conto de Natal (2)



Ilustração de CATERINA MARTINI publicada em http://crazyoverdaisy.typepad.com/blog/




Pedimos aos alunos que escrevessem um pequeno conto de Natal...







O CORDEIRO DE AÇÚCAR

O Jorginho ficava sentado com toda a sua família ao redor da mesa cheia de comida. Perto dele a sua prima Joana esperava o fim do jantar com impaciência para comer o chocolate que a sua mãe comprara para ela.

"Que bom o meu chocolate! É tão doce! E tu, não tens?", perguntou-lhe a menina.

"Não. Não o tenho!”, respondeu tristemente o Jorginho. "Mas tenho um cordeiro de açúcar!" e voltou-se para olhar debaixo da árvore de Natal. O cordeiro estava ali, todo branco, no seu plástico dourado e transparente. "Tu não tens um?" perguntou então à prima."Olha que lindo. É tão bom!"

Ao fim do jantar todas as pessoas da família trocaram os presentes.
Na confusão o Jorginho pôs-se a procurar o cordeiro mas...já lá não estava!

"Onde está? Onde foi? Onde está meu cordeiro de açúcar", gritou o Jorginho."Quem o está comendo? O meu cordeiro desapareceu. Quem o roubou?"

"Talvez haja um lobo em casa, meu bem", brincou o avô. "Ou uma loba...", disse sorrindo.

"Joana, onde está o cordeiro do Jorge?" disse a mãe à sua menina.
"Não o sei", respondeu ela. "Talvez ele esteja pastando. Têm que procurá-lo fora, nos prados..."

Que tragédia!
Que Natal amargo!
Que sonhos terríveis na noite do choro.

Na manhã seguinte, antes do pequeno-almoço, um cordeiro negro de chocolate amargo estava no centro da mesa, em frente do avô que o olhava.

"É tão bom, Jorginho, o queres?"
"Não, avô, este é amargo demais. Eu quero o de açúcar"
"Eh, sim, aquele de açúcar...é tão bom...mas ontem, a sua prima......que ladra!"






EMANUELE INSERTO

Emanuele Inserto: conto de Natal (1)


Ilustração de CATERINA MARTINI publicada em http://crazyoverdaisy.typepad.com/blog/


Pedimos aos alunos que escrevessem um pequeno conto de Natal...


A ESPERA DO JOÃO


O João esperava. Naquela noite quente de lar, havia muita gente que sorria ao redor da grande mesa. Ele esperava. Olhava os meninos mais pequenos correr e jogar, os rapazes brincar com as raparigas e os velhos falar de tantas coisas passadas, agora desconhecidas ou esquecidas.
Chegou a meia-noite. A véspera terminou.
O João comeu a última parte do seu doce.
Ainda estava esperando
Os meninos abriam os seus presentes. As moças olhavam os garotos que riam um pouco bêbados. Os velhos falavam com voz mais alta.
O João sai para a rua cheia de luzes de Natal. Seguiu para o porto, aí pertinho.
Em frente do mar e dos barcos que dormiam balançando-se, viu o seu pai, alto com seus grandes bigodes e seus cabelos brancos. Viu-o na luz da lua. No vento frio do mar, só um momento. Só para ver o brilho de seus olhos ao luar.
Assim terminou a sua espera.
Assim finalmente foi Natal.

EMANUELE INSERTO