lunedì 30 marzo 2015

La parola allo studente: Vega Scalera, "A casa do gato vermelho"

Mais uma estudante do primeiro nível - Vega Scalera - oferece aos leitores de Via dei Portoghesi uma visão da sua casa, esta uma casa habitada por um gato que noolha de olhos bem abertos...
Boa leitura e muito obrigado, Vega!


A casa do gato vermelho

A primeira característica do meu apartamento é que  “sobe” para cima: tem três andares internos e dois externos (duas varandas com vista para igrejas e monumentos do centro da cidade). Apesar disso, não é grande: é composto por dois quartos, duas casas de banho (numa delas há a máquina de lavar roupa), uma cozinha, pequena mas muito cómoda (pode ser utilizada às vezes como sala de jantar), uma sala com lareira e um escritório; o teto é de madeira.

A segunda característica é que o apartamento  está decorado com móveis antigos e tem estantes com muitos livros em cada quarto, até nas salas de banho e na cozinha.

Por último, nas  varandas há muitas flores e uma pérgula com plantas trepadoras (rosas, bouganvileas, parreira americana, passiflora etc.); também há móveis de jardim – uma mesa, algumas cadeiras, dois sofás de madeira – para jantar e descansar, sobretudo  quando faz calor na primavera e no verão.

O apartamento chama-se “casa do gato vermelho”... Mas esta é outra história.

Vega Scalera


sabato 28 marzo 2015

La parola allo studente: Daniel Bazzucchi, "A casa apresenta-se"

Mais um aluno do primeiro nível, o Daniel Bazzucchi, respondeu ao nosso apelo e enviou um texto em que não é ele - mas a sua casa a falar e a apresentar-se! Muito obrigado, Daniel, por este texto divertido!!


Apresentação da casa do Daniel

Olá,
eu sou a casa do Daniel. Eu uso um vestido branco e não tenho um chapéu. Ao longo de duas paredes há um jardim com dois ciprestes perto da porta de entrada.
Se você abre a porta de entrada, entra num grande quarto com paredes da cor da areia e, à direita, uma pequena casa de banho. No quarto há uma cozinha da cor creme com mesa de madeira e uma sala com mesa e quatro cadeiras, um louceiro, um arcaz, um sofá, um móvel baixo e uma televisão em cima dele. O candeeiro e todos os móveis são de madeira. A sala é muito brilhante porque há duas grandes janelas.
Uma escada leva ao primeiro andar. Em cima da escada há uma estante com livros e, à direita, a porta de entrada de um quarto. As paredes do quarto são laranja com um candeeiro amarelo, enquanto o armário e a cama são brancos. No quarto há uma cómoda também.
Atrás de uma porta móvel, há uma casa de banho com uma banheira, um lavatório suspenso e um espelho em cima dele, um water bidet e uma pequena janela. As paredes são com azulejos de muitas cores.
Em frente da cama há uma janela, para ir a uma varanda com um grande vaso de flores.
Na casa há uma cave, onde o Daniel trabalha. Nesse andar há apenas um quarto com estantes, prateleiras e uma secretária com um monitor, um computador e uma impressora.
O Daniel gosta de misturar móveis e objetos antigos e modernos. Muitos móveis da casa são presentes dos seus pais e são originais de França, o país onde os pais da sua mãe moram.

DANIEL BAZZUCCHI

venerdì 27 marzo 2015

La parola allo studente: Matteo Canale, "Uma viagem à roda do meu quarto"

O nosso aluno de primeiro nível, Matteo Canale, escreveu esta composição divertidíssima sobre a sua casa milanesa. Muitos parabéns ao Matteo pelo belo resultado e muito obrigado por partilhar connosco este texto tão especial!


Descrição de uma viagem à roda do meu quarto

Eu não sou Xavier de Maistre, todavia esta é uma descrição de uma viagem à roda do meu quarto: uma descrição nem neutra, nem sistemática à moda dos escritores do Nouveau Roman.

Agora vou explicar: se o mundo pode ser uma representação, uma deformação também, dos nossos olhos, a casa é sempre o espelho do que nós somos, dos nossos estados de ânimo, portanto nesta viagem, a minha bagagem é a lente da ironia. Gosto de empreender a minha viagem!

Eu sou de Roma mas nos últimos dez anos moro em Milão; por causa do meu novo trabalho – este é um caso de ironia verdadeira! – durante a semana viajo de Milão para Roma, onde fico de terça até quinta feira. Os meus pais chamam-me “o passageiro” e chamam o comboio “a casa verdadeira do nosso filho”.

A casa onde moro em Milão fica na zona norte da cidade, longe do centro histórico, perto do parque Sempione; ao lado da minha casa há uma mercearia muito conhecida pelos seus queijos, cara também, onde gosto de tomar os meus jantares e onde gasto o meu salário todo.

A minha casa fica ao 4° andar de um prédio sem elevador; tem a fachada típica dos prédios de Milão, feita de pedra cinza, sem varandas, com os telhados de ardósia: uma fachada construída em 1811 com um caráter grave, reservado, quase tímido: o modo dela de ser milanesa.

A rua onde moro é tão estreita que quando há nevoeiro cerrado, o nevoeiro entra pelas janelas e a sala parece a estação central de Londres. Do sofá onde agora estou sentado – do sofá da sala - posso ver a casa toda: à direita há a cozinha ou a ideia de cozinha, porque é muito mais que pequena; à esquerda há o meu quarto e a casa de banho. Tenho uma varanda pequena para o pátio do prédio, onde fica a maquina de lavar roupa.

A minha sala é uma caixa de charutos com duas janelas: as paredes todas são cheias de livros arrumados nas estantes de madeira; tenho os livros em baixo da mesa e das janelas, atrás das cortinas, em cima da chaminé. Uma cadeira muito larga, muito desconfortável também, é construída com livros de arte. Na sala há dois sofás e uma mesa redonda; não gosto de estender os tapetes por causa da minha alergia terrível ao pó.

No meu quarto há uma cama japonesa muito baixa e dois roupeiros de madeira; a cortina é verde azulado: não tenho livros no quarto: eu gosto do minimalismo: então no quarto, em cima da cama, há um quadro só: um retrato feito por uma pintora não conhecida de que eu gosto: um retrato de homem a preto e branco: o meu pai.

Na cozinha tenho…. Na verdade a minha cozinha é um frigorífico só com o fogão e um lava loiça… Eu sou muito minimalista! Não tenho mesa; não tenho a máquina de lavar loiça; quase não tenho loiça para lavar…

A casa de banho é o quarto mais largo e lindo na casa: ao meio há uma banheira de ferro fundido com pés: muito linda e muito cenográfica, mas inutilizável (de manhã gosto de tomar um duche!). Na parede inteira em frente da porta há um espelho muito largo e do tecto pende um candeeiro de vidro, talvez roubado do palácio real… A casa de banho parece uma sala de espera nos banhos termais: de onde é que vinha o arquiteto? Talvez ele fosse da Hungria?


MATTEO CANALE

martedì 24 marzo 2015

La parola allo studente: Fabio Brini, "Estar sem televisão nem internet"

Il nostro studente Fabio Brini ha ripensato alla vita senza Tv ne internet... Grazie a lui per questo testo!!



Estar sem televisão nem internet

Hoje pensar de estar sem televisão e internet é uma loucura.
O trabalho, a informação, a política, o desporto… parece que toda a vida gira à volta de estes instrumentos. Ma é a vida real ou é uma vida virtual? E qual o preço a pagar por isto?

A minha geração é anterior ao desenvolvimento da internet e cresceu com a televisão a preto e branco e, talvez, não possa comprender totalmente as mudanças, mas vejo uma fragilidade dos jovens que me preocupa.

Os jovens são, para mim, mais preparados e informados que nós, falam mais línguas estrangeiras e, muitas vezes, são cidadãos do mundo, mas são sempre menos auto-suficientes.

Na cidade de Nova York, quando houve o apagão, foi uma tragèdia. Nos paises pobres que não têm a eletricidade, a vida desliza lenta, mas regular.

Fabio Brini

“Within light/Inside glass. Un'intersezione tra arte e scienza”

http://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/l-ambasciata/notizie/566-within-light-inside-glass-un-intersezione-tra-arte-e-scienza.html


In corso a Venezia fino al 19 aprile la mostra “Within light/Inside glass. Un'intersezione tra arte e scienza” nelle sale dell'antica e prestigiosa Biblioteca di Palazzo Loredan.

Collaborazione tra Vicarte, l'unità di ricerca "Vetro e Ceramica per le Arti" con sede presso la Facoltà di Scienze e Tecnologia dell'Università Nuova di Lisbona e l’Istituto Veneto di Scienze, Lettere ed Arti di Venezia, il progetto è stato coordinato da António Pires de Matos, Isabel Silveira Godinho e Andreia Ruivo di Vicarte, curatrici Rosa Barovier Mentasti e Francesca Giubilei, nell’ambito delle iniziative legate all’Anno internazionale della Luce, iniziativa globale per promuovere le attività legate allo sviluppo di queste tecnologie nella prospettiva di un futuro sostenibile, nel rispetto per l’ambiente, la riduzione dei consumi e dell’inquinamento luminoso.

Le opere in mostra, creazioni d'avanguardia realizzate con tecniche originali, attraverso l’impiego di vetri luminescenti, ne valorizzano le potenzialità artistiche e le proprietà di interazione con la luce fondendo le nuove tecnologie con l’antica tradizione di Murano.

Venti Garofani Rossi - 24 aprile a Teatro Portaportese

https://it-it.facebook.com/events/818495321566559/


Con
Simona Baldelli – letture
Isabella Mangani – voce
Stefano Donegà – chitarra
Felice Zaccheo – bandolim e chitarra portoghese

"Venti garofani rossi" è una lettura - concerto dedicata al libro "Sostiene Pereira" di Antonio Tabucchi, della cui pubblicazione nel 2014 cadeva il ventennale.

Il Portogallo del 1938 (in cui è ambientato il libro) e l'Italia e l'Europa tutta del 1994 (anno della sua pubblicazione) avevano molto in comune, per Antonio Tabucchi. Condividiamo.

Ma "Sostiene Pereira" non è cristallizzato nel tempo che descrive, né nel tempo in cui fu scritto: narra in maniera delicata e sapiente la paura del cambiamento e la tensione al cambiamento, e può dire molto a ognuno di noi sulla realtà che viviamo, sulle ingiustizie che vengono perpetrate e sulle speranze che coltiviamo malgrado tutto. E su quello che possiamo fare. Anche noi. Oggi.

Bisogna che venga letto e riletto, che lo conoscano anche i più giovani, che possano imparare il valore dell'indignazione e del coraggio di fare e di sperare.

La scena è essenziale: una macchina per scrivere degli anni Trenta, un vaso di garofani, il ritratto incorniciato di una donna in bianco e nero.

Simona Baldelli riesce a modulare il tono e il ritmo in maniera perfetta, dando un'interpretazione personale - ancorché comprensibile da tutti - del libro e della sua atmosfera; la musica fa da contraltare e rifugge la didascalia: pezzi in portoghese e in italiano innescano continui rimandi al passato e al presente, non solo del Portogallo ma dell'Italia e dell'Europa tutta.

Informazioni e prenotazioni:
06-5812395 e 320-9498901

Ingresso: 10 euro
Tessera del teatro: 2 euro

**Dalle ore 20:00, aperitivo fatto in casa comprensivo di bevanda: 5 euro (su prenotazione)**

Media partner di questa replica è la casa editrice Tunuè, che ha pubblicato da poco il graphic novel di "Sostiene Pereira" - di cui vedete un disegno in locandina! - e sarà con noi con i suoi libri a fumetti.

lunedì 23 marzo 2015

In memoria di Mastro Peppe

fotografia di Angela Maria Zeoli

Tourém, Barroso, 2 de Setembro de 1990

Pátria até que os meus pés
Se magoem no chão.
Até que o coração
Bata descompassado.
Até que eu me entenda
A voz livre do vento
E o silêncio tolhido
Das penedias.
Até que a minha sede
Não reconheça as fontes.
Até que seja outro
E para outros
O aceno ancestral dos horizontes.



Miguel Torga, in Diário XVI