giovedì 30 aprile 2015

La parola allo studente: Katia Paoletti -

Aluna do primeiro ano, a KATIA PAOLETTI partilhou connosco a sua casa.
Muito obrigado, Katia!


A minha casa entre o céu e o rio

A minha casa não é grande, tem poucos móveis mas muita luz natural. 

Está localizada num prédio antigo, no andar superior, sobre ao rio Tibre e perto da pista de bicicletas. Eu posso ir ao trabalho a pé ou de bicicleta. 

A casa tem um quarto, uma sala, uma cozinha e uma casa de banho. O quarto e a sala são grandes com o teto alto e um lustre Oriental, da Síria. A janela da sala e do quarto é em frente ao Gianicolo, com vista para o rio e as árvores. 

Eu posso ver a mudança das estações, as cores do céu e o voo dos pássaros. 

Em frente dela não há edifícios. O prédio é do ano de 1910. 

A cor da casa é cinza. Na cozinha há azulejos e o chão é azul. O corredor é longo e estreito com paredes vazias e uma parede no fundo cinza escuro. Eu escrevo sobre dela uma frase todas as semanas. Por toda parte há plantas e um bonsai. As paredes da sala estão vazias. A sala tem prateleiras de livros, uma lareira biológica, um sofá e uma mesa de madeira e ferro, e muitos candelabros. 

O sofá, construído por mim mesma, é um longo banco de sentar de madeira cinzenta. Sobre o banco na parede há dois apliques orientais de vidro soprado. Num quarto há um roupeiro grande e um roupeiro pequeno tibetano branco com compartimento secreto, um espelho antigo, uma cama de ferro forjado e um painel de madeira antiga chinesa. 

A minha cozinha é larga com uma grande janela com vista para o pátio interior onde há um poço de pedra com dois papagaios, muitas plantas e bicicletas. Não há armários nem gavetas, mas uma grande prateleira de ferro cinza. Nas paredes há fotos. Por toda parte há muitos livros de culinária vegetariana, vegan e alimentos crus, plantas aromáticas, frascos de especiarias e ervas. A casa de banho é longa, estreita e toda branca. 

Ao pôr do sol a minha casa fica vermelha e eu posso ouvir o fado…

KATIA PAOLETTI

mercoledì 29 aprile 2015

Centro Studi Cinematografici - in memoria di Manoel de Oliveira

PER NON DIMENTICARE
IN RICORDO DI MANOEL DE OLIVEIRA


Il 2 aprile scorso si è spento, all’età di 106 anni il regista portoghese Manoel de Oliveira. 

Il Centro Studi Cinematografici intende ricordare, con questa iniziativa, alcuni dei momenti più salienti del lavoro di un autore che ha iniziato la sua attività quando ancora, in Portogallo, il cinema era muto. La sua produzione è segnata dalla realizzazione di numerosi documentari – il primo, DOURO FAINA FLUVIAL è del 1931 – e da una lunga serie di lungometraggi, nei quali il rapporto tra parola e immagine acquista una valenza simbolica di grande impatto contenutistico e figurativo, che abbraccia una pluralità di temi: dalla filosofia all’arte, dall’antropologia alla storia, fino alla religone; tema, quest’ultimo, presente costantemente in molte sue opere. 

Lo dimostrano anche i molti premi ricevuti da parte di organizzazioni attente alla dimensione spirituale nel cinema: il premio Interfilm per la promozione del dialogo intereligioso nel 1981, il premio della Giuria Ecumenica a Cannes nel 1992, i premi La Navicella (1985) e Bresson (2001) dell’Ente dello Spettacolo- Rivista del Cinematografo, il premio Signis nel 2003, oltre che i numerosissimi riconoscimenti ottenuti nel più prestigiosi festival internazionali. 

Ricordiamo come il suo cinema si sia inverato in un personalissimo itinerario di ricerca; una ricerca senza sosta attorno ai temi essenziali dell’avventura umana che lo ha portato a essere attivo fino alla fine dei suoi giorni. Il suo ultimo film è stato GEBO E L’OMBRA del 2012 e il suo ultimo documentario O VELHO DO RASTELO del 2014. 

Esiste, infine, anche un film che nessuno ha mai visto, VISITA OU MEMORIAS E CONFESSÕES realizzato nel 1982, che de Oliveira ha deciso fosse proiettato solo dopo la sua morte. 

Con questa nuova iniziativa, il Centro Studi Cinematografici, proseguendo nella sua ultradecennale vocazione di studiare il cinema, vuole offrire tale momento di informazione e di formazione, i cui destinatari primari sono gli insegnanti, i genitori, gli animatori culturali e gli studenti, i cinefili. 

La partecipazione alle proiezioni è gratuita.  
Consigliamo vivamente di prenotarsi per le proiezioni, per non andare oltre la disponibilità di posti della nostra sala.    

PROGRAMMA DELLE PROIEZIONI

8 MAGGIO – 29 MAGGIO 2015


VENERDI’ 8 MAGGIO – ORE 18



DOURO FAINA FLUVIAL (Douro fatica fluviale – doc.,1931 – dur. 19’)
FAMALICÃO (doc.,1941 – dur. 23’) 


VENERDI’ 15 MAGGIO – ORE 18


ANIKI BOBO (film,1942 – dur. 74’)
O PINTOR E A CIDADE (Il pittore e la città –doc.,1956 –dur. 27’)


VENERDI’ 22 MAGGIO – ORE 18



A CAÇA (La caccia – doc.,1964 – dur. 22’)
AS PINTURAS DO MEU IRMÃO JÚLIO (Le pitture di mio fratello Giulio – doc.,1965 – dur. 17’)



VENERDI’ 29 MAGGIO – ORE 18



BENILDE OU A VIRGEM MÃE (Benilde o la Vergine madre – film,1975- dur. 106’)



Gli incontri, sempre integrati da materiale informativo sui filmati in programma, si svolgeranno presso la sede nazionale del CENTRO STUDI CINEMATOGRAFICI – VIA GREGORIO VII, 6 -00165 ROMA (Tel. 06/6382605 – e-mail: info@cscinema.org) alle ore 18.

La parola allo studente: Mariarita Vecchio - A arte qualifica a vida?

Agradecemos à nossa aluna Mariarita Vecchio pelo envio deste texto que foi tema de reflexão numa das últimas aulas de nível avançado!



A Arte qualifica a vida?

Nos primeiros anos do século  XX  as novas tendências artísticas contestaram o Sistema de“Mercado Cultural” porque tinha transformado as obras de arte em mercadoria que, para ser vendida, se baseava em estereótipos e lugares comuns favorecendo a preguiça intelectual do grandepúblico. Assim os artistas procuraram novas experimentações e novos canais de comunicação  que, com certeza, assustavam  mas, no entanto, enriqueciam o mundo da arte  (Futurismo, Abstractismo, Dadaismo…….. )

Também nas origens da Arte Urbana estiveram uma contestação, uma transgressão, um desafio ao Sistema,  mas entre vandalismo e graffiti  havia  formas de arte geniais. Sabe-se: a genialidade produz sempre crises e queda de certezas e o génio fica separado e destinado à solidão. Felizmente hoje génios e formas de arte são identificadas como manifestações artísticas , são oficiais, têm contactos com  as Instituições e chamam-se Arte Urbana .

Esta  nova Arte qualifica a cidade: edifícios anónimos dão em obras de arte que podem ser vistos por todos num museu de céu aberto onde a Arte Contemporânea interage com um maior numero de pessoas e qualifica a vida delas.

Claro que sim: a arte qualifica a vida porque:

- Nos lembra a ideia da ordem e da harmonia no Caos.

- Num tempo, como o nosso, que exagera o valor da materialidade, da cultura física e a da mente, a arte é o reino da alma e tenta transcender o mundo sensível. Dá- nos uma vida indirecta  representando uma realidade não superficial mas vista através de um jogo de símbolos que transfiguram as coisas diárias e lhes dão  um valor e um significado.

- (Coisa mais importante) A arte põe-nos em comunicação com a beleza. De facto a arte , de qualquer forma, é a  beleza que faz  esquecer nós mesmos e a dor do mundo. A sensibilidade do artista ajuda a descobrir a beleza e oferece a chave para a encontrar, mas é preciso nós pararmos e olharmos  o que fica perto de nós. O mundo é cheio de beleza e de arte e para as encontrarmos  “ não precisamos de uma fuga de Bach ou de um quadro de Giorgione, é bastante uma nódoa de azul num céu nublado, o leque palpitante da cauda de uma gaivota, são  bastantes as cores do arco-íris numa mancha de óleo no asfalto da rua. E também muito menos. “ (H. Hesse)

MARIARITA VECCHIO

martedì 28 aprile 2015

Ezine internacional Pegasus SF


Nasceu o site Pegasus International, secção do site Pegasus SF.

O objectivo da iniciativa é difundir e publicar textos de género ficção científica, fantástico, mistério, nos seus idiomas originais. STEFANO VALENTE é o responsável pela secção da língua portuguesa.

Os contos têm de ser não muito compridos, e também as "míni-antologias" de micro-ficção podem ser admitidos (eis o exemplo do 1º número da secção em espanhol para dar uma ideia:
http://nuovanarrativa13.blogspot.it).

Os autores não perdem os direitos dos seus textos e aceitam que os seus contos possam ser traduzidos em outros idiomas para a publicação em Pegasus SF.

Para quem se interessar em participar nesta iniciativa:
Enviar os textos ao correio eletrónico: stef.valente@gmail.com.
É preferível não enviar mais que dois ou três contos - ou micro-antologias - por mês.


lunedì 27 aprile 2015

25 de Abril



Agora que já floriu 
a esperança na nossa terra 
as portas que Abril abriu 
nunca mais ninguém as cerra.


«As Portas que Abril Abriu»

José Carlos Ary dos Santos

giovedì 23 aprile 2015

I figli di Tabucchi

IN http://expost-news.com/i-figli-di-tabucchi/

In Portogallo c’è una profonda recessione. I portoghesi emigrano nelle ex colonie per cercare lavoro. Nonostante questo gli italiani continuano ad emigrare a Lisbona. Perché? Di questa scelta in controtendenza racconterà il film in fase di ultimazione, I figli di Tabucchi. Un documentario girato da un fotografo, un traduttore e un giornalista, tutti e tre italiani emigrati in Portogallo. 


Il film racconterà le storie delle generazioni di italiani emigrati a Lisbona, dove attualmente i portoghesi stanno cercando di sopravvivere alla crisi economica. Il titolo racchiude l’omaggio a Antonio Tabucchi, scomparso nella capitale portoghese il 25 marzo di un anno fa.

“Ci stavamo raccontando di Lisbona, dei tempi trascorsi durante l’Erasmus fatto anni prima, eravamo ancora a Roma a un compleanno di un amico” spiega il giornalista Daniele Coltrinari, che sta realizzando il film assieme al fotografo Luca Onesti e al traduttore Massimiliano Rossi. Anche gli autori, come le persone che intervistano nel film, sono emigrati la scorsa estate in Portogallo per realizzare il loro progetto e per trovare altre opportunità di lavoro. Perché  a volte “la perdita di un lavoro (precario) non può fare altro che farti diventare ancora più precario di prima e così siamo partiti”, racconta Daniele.

“Mi piacciono le storie. Sono anche un ottimo ascoltatore di storie. So sempre, anche se a volte resta vago, quando un’anima o un personaggio sta viaggiando in aria e ha bisogno di me per raccontarsi”, scriveva Antonio Tabucchi

Massimiliano Rossi, che da diversi anni risiede alcuni mesi dell’anno a Lisbona dove insegna italiano, ha convito Daniele e Luca a raggiungerlo e a investire con lui gli ultimi risparmi per iniziare le riprese, che sono cominciate a settembre del 2012. “Il film sarà una pellicola indipendente che presenteremo ai festival del cinema portoghesi, italiani e internazionali – raccontano i tre autori, tutti trent’enni -. Attualmente stiamo completando le ultime interviste, prima di iniziare la fase di montaggio. Per chiunque voglia partecipare con un racconto o contribuire in altre forme al documentario, può contattarci a lisbonablogger@gmail.com”.

Chi sono allora gli italiani che emigrano a Lisbona? Per trovare o costruirsi un lavoro. Sembra un paradosso, più che mai di questi tempi, ma è soprattutto di questo che parlerà il film. Una delle principali ragioni è quella di imparare la lingua, perché il portoghese è parlato da più di trecento milioni di persone nel mondo e le economie emergenti in questo momento sono i paesi come il Brasile, l’Angola e il Mozambico in cui si parla il portoghese.  Dall’altro lato c’è un fattore legato alla lingua italiana, che in qualche modo torna utile oltre che per lavori di traduzione o nella ristorazione, ma anche se si tratta di lavorare per le multinazionali che delocalizzano nel paese e cercano personale che parli italiano nei callcenter. Questa situazione la spiega bene la storia di Ilaria Federici, anche lei trentenne, emigrata a Lisbona per lavorare in italiano nel callcenter di una multinazionale, con una laurea e un master in tasca e un lavoro precario lasciato in Italia.

“La notte è calda, la notte è lunga, la notte è magnifica per ascoltare storie”, scriveva Tabucchi su Requiem

Sono loro i protagonisti del documentario, le generazioni figlie di Antonio Tabucchi “uno scrittore che riesce a descrivere molto bene lo straniamento di chi vive fuori dal suo ambiente naturale, declinandolo però in un senso positivo: ti fa sentire allo stesso tempo lontano e a casa propria – spiega Luca Onesti – I libri di Tabucchi sono fatti per chi ama viaggiare, per questo più generazioni di italiani in Portogallo si riconoscono un po’ in lui, perché per molti la scelta di vivere qui non è stata solo quella delle opportunità di carriera, di lavoro, di studio. Queste motivazioni sono importanti ma sono attraversate da situazioni e relazioni più impalpabili, che sono le stesse che spingono le persone che amano i viaggi a partire, che sono difficili da spiegare, più facili da provare. Sono le motivazioni di chi cerca di realizzare il proprio sogno”.

Per raccontare le cronache di Lisbona, Daniele Coltrinari e Luca Onesti hanno aperto il blog Sosteniamo Pereira. In cui raccontano delle proteste contro l’austerity, delle alternative che offre il Portogallo e la società lusitana, dei mezzi di trasporto, di sport e eventi culturali. “Un diario online su quello che accade nella capitale portoghese che abbiamo aperto quando avevamo capito che saremo rimasti qui per diversi mesi” spiega Daniele.

Il documentario I figli di Tabucchi sarà anche un viaggio in Portogallo, nella crisi che stanno vivendo i portoghesi assieme a tutti gli stranieri che abitano nel paese. Dove accade che “quando le speranze sono finite, non resta che appellarsi alla Dichiarazione universale dei diritti dell’uomo- scrive Daniele Coltrinari in un articolo su Lettera43 – Succede anche questo nel Portogallo piegato da cinque anni di recessione, sopraffatto dai debiti e in cui quasi un cittadino su quattro è senza lavoro. I disoccupati in terra lusitana sono il 17 per cento della popolazione: il record dai tempi della fine della dittatura, nel 1974. Allora ci si appellava alla Carta universale per chiedere libertà e democrazia, oggi s’invoca per chiedere dignità”.

mercoledì 22 aprile 2015

O antepassado do Karaoke - para aprender português

Às vezes, todas as coisas parecem caminhar numa mesma direcção, como que mandarem-nos uma mensagem... Nas últimas semanas há uma palavra que me acompanha por toda a parte. E a palavra é: Cascais. Aliás CASCAES (como se escrevia antes do acordo ortográfico de 1911).

"Recordação de Cascaes" - a escrita de um souvenir da Belle Époque, um pratinho de porcelana antigo com uma vista da baía onde os últimos reis de Portugal iam a banhos, que existia numa velha casa que habitei, há muitos anos.
Recordação, justamente, dos tempos em que Cascais era o pouso de "duquesas e condessas", de que se fala também no delicioso livro que ando agora a ler: Memórias da linha de Cascais, de Branca de Gonta Colaço e de Maria Archer.


Lembrei-me então de um fado que falava nas "areias de Cascais" e procurando-o no Youtube descobri este maravilhoso video de uma pianola eléctrica. A letra do "Fado Liró" (um sucesso do teatro de revista do início do século XX) corre ao lado da música.


Pensei, por isso, que se tratasse não só do antepassado do karaoke, mas também um utilíssimo meio de praticar o português - cantando:



Guitarra, guitarra geme
que o meu peito todo freme
quando choras pianinho

Não há fado com mais alma
que o liró pois leva a palma
'té ao próprio choradinho

As duquesas e condessas a cantá-lo
pedem- me essas
sem receio de perder

Nas areias de Cascais
tem meu fado encantos tais
que é da gente enlouquecer!

FAD

PS: Diz-me um amigo que o verdadeiro pai do Karaoke é, porém, um outro... Aqui deixo a sua nota:

«Ma il vero autentico papà del karaoke è l'organetto di barberia che in Piemonte, e in specie a Torino, è un'istituzione: si tratta delle famose canzoni a manovella: cilindri e rulli e la carta musicale che si srotola con le parole a uso dei bambini: uno spettacolo di strada che ormai non si trova quasi più se non nelle feste dei paesi delle Langhe: a novembre scorso ho visto questo artista a Torino e mi ha sinceramente commosso:
http://www.organettodibarberia.it/

(obrigado, Matteo!)