martedì 12 maggio 2015

La parola allo studente: Gian Marco Caruso, "A vida sem o imperativo"

Agradecemos ao nosso aluno de primeiro ano, Gian Marco Caruso, este divertido texto que fez o favor de nos enviar e que publicamos com o maior gosto! Bem-hajas, Gian Marco!



A vida não pode existir sem o imperativo.

Com grande paixão, acho importante a ideia de aprofundar um pouco esta parte da gramática: o imperativo.

O imperativo é um modo muito útil, um modo precioso, o modo é muito importante em alguns casos.

Então, eu começo a pensar: como entender melhor o imperativo? Com exemplos.

Sempre trabalho no escritório e todos os dias os chefes e os diretores continuam a dar ordens. Então, aplica-se o imperativo muito bem neste primeiro exemplo de jogo de palavras.

Imprima !
Memorize !
Programe !
Escreva !
Recicle !
Arquive !
Traduza !
Imagine !
Verifique !
Organize !

Então eu pensei que, também em casa,o imperativo é moda.Os pais pedem aos seus filhos para fazer várias coisas. Mães e pais também dão conselhos, desta forma:

Inventem !
Melhorem !
Pensem !
Estudem !
Respeitem !
Aprendam !
Triunfem !
Investiguem !
Vejam !
Obedeçam !

E eu fico pensando como aplicar o imperativo na vida. E encontro muitos exemplos de motivação.

Imagina !
Medita !
Produz !
Ensina !
Ri !
Ama !
Trabalha !
Inventa !
Viaja !
Oferece !  Obtém ! e Ora !

Com estes exemplos acho que o imperativo não se pode esquecer facilmente!

Gian Marco Caruso



La parola allo studente: Federico Anselmi, "A minha irmã Selene"

Federico Anselmi, nosso aluno do primeiro ano, descreve aqui cheio de carinho a sua irmã.
Boa leitura a todos e obrigado, Federico!



Geralmente gosto de falar e escrever acerca da minha esposa, porque nela eu busco todos os dias razão de amor e de vida diária. Mas outra pessoa importante para mim é a minha irmã.

Chama-se Selene, tem 19 anos e é o meu orgulho, porque estudando muito durante estes anos, fala 5 línguas.

A sua preferida é o inglês, porque ela gosta muito da Inglaterra. De fato para fortalecer esta língua há um ano atrás ela foi a Brighton, a um instituto de línguas inglês.

Mas quero fazer um passo atrás, falando das suas características físicas e de carácter: ela é alta, tem cabelo escuro, longo e encaracolado. É magra, ainda que goste muito de comer doces (pasteis de nata também).

Ela tem um carácter forte e duro, é teimosa mas doce ao mesmo tempo.

A sua paixão pelas línguas (estudar e falar) é ligada ao seu passatempo preferido, a música... Para ela é toda a sua vida! Ela gosta muito de ouvir música, o rock sobretudo! Os seus grupos preferidos são os Muse, mas ela gosta tampem de ouvir Oasis (o meu preferido) e geralmente toda a música que vem da Inglaterra.

Gosto de pensar que enquanto estive em casa com ela, a minha influência nas línguas, a música, o viajar para descobrir, são pensamentos que a estão levando a crescer com objetivos claros. De fato o seu sonho depois estudos é trabalhar para uma companhia aérea, por esta razão ela estuda inglês, francês, alemão, espanhol e...a língua do meu coração: o português!

Ouvir o fado e também os meus contos sobre uma terra de que quero saber sempre  mais, intrigava a curiosidade da Selene. Por esta razão agora ela estuda português em Roma Tre com a Professora Filipa Matos.

O nosso relacionamento é muito forte, graças à nossa mãe, que nos tem juntos e que dá amor aos nossos dias.

Eu sei que ela vai ser uma maravilhosa tia dos meus filhos e espero que no futuro o nosso relacionamento não mude e que possamos falar das nossas vidas como hoje fazemos.

Federico Anselmi

La parola allo studente: Ivana Bartolini, "A lambada"

Pedimos a um grupo de alunos que pensasse nos grandes sucessos musicais dos anos '80 e fizesse uma composição sobre o tema. A Ivana Bartolini, aluna, amiga e colaboradora deste blogue desde sempre, relembrou a "lambada" brasileira. Obrigado, Ivana!


Escolhi a canção dos Kaoma “Lambada” porque me lembra uma estadia que fiz no Verão de 1989 no Brazil e que foi particularmente feliz.

Era Dezembro e aquele Verão foi muito quente.

A música estava  por todo o lado: uma maravilha!

Uma canção roubou a minha atenção: a lambada.

Decidi ir a uma escola de lambada, porque queria aprendê-la e assim fiz. Havia  pessoas de diferentes países e decidi dar início ao curso.

Bailava cada manhã e cada noite. Convenci os meus amigos de viagem a voltar ali e foi assim que, depois um mês, voltámos  para Itália com a lambada no físico e no coração.

Os Kaoma era um grupo musical francês constituído por de 5 músicos e dois bailarinos.

O grupo alcançou popularidade de 1989, quando publicou “Lambada” que teve um poderoso êxito no mundo inteiro e tornou-se  um clássico dos bailes latinos-americanos.

A canção foi na realidade  o plagio dum trecho intitulado Llorando se fué, que foi escrito muitos anos antes do grupo boliviano Los Kjarkas.

Em 1990 os Kaoma participaram no Festival de Sanremo, cantando uma suas versão de “Donna con te” que cantou  também  Anna Oxa.

A Lambada ficará sempre no meu coração com  o “tormentone” do Verão de 1989!

Ivana Bartolini

mercoledì 6 maggio 2015

La parola allo studente: Matteo Canale, "Em Abril, águas mil, canta o carro e o carril"

Ainda falamos de Abril, neste início de mês de Maio. Um texto de Matteo Canale, nosso aluno do 1º nível.Cheio de humor, como sempre!
 Obrigado, Matteo!



Em Abril, águas mil, canta o carro e o carril

Embora estejamos no meio de Abril, ainda não posso compreender se este “é o mais cruel dos meses” ou “o mês encantado”, como lemos nos versos do T. S. Eliot (porquê tão crítico? talvez alérgico aos lilases?) ou no romance de D. Elisabeth von Arnim (seguramente alérgica ao marido).  

Uma coisa é certa: tenho poucas ideias, mas muito confusas. 

Então, entre uma gripe e o primeiro fim de semana do ano sob o sol escaldante da praia, não sei se é mais útil ter em atenção os poetas e as rimas deles, onde sempre se oculta um pequeno grão de verdade, ou se é melhor abandonar os versos para cultivar o nosso espírito com as ciências verdadeiramente exatas: a leitura da mão, o voo das aves, a comparação quotidiana dos horóscopos (que é quase uma meteorologia, mas muito mais sentimental.)  

Então, em Abril, tudo se vai confundir. Cruel ou encantado? 

Tento expressar-me e peço perdão se às vezes - na explicação - vou abrir o meu chapéu de chuva ou tossir e espirrar: estas são as desvantagens das estações... 

Acho que Abril é o mês da máxima dúvida, por consequência é um mês muito sábio: como um filósofo oriental, Abril ensina-nos - com os factos só e nenhuma teoria - a não desperdiçar o nosso tempo e a viver o momento neste exato momento! 

Um mês generoso e feroz: traz consigo uns dias cheios de luz poderosa, típica do verão, que nos doura como os camarões; mas, de repente, o céu traduz-se num telhado de chumbo e vai cair uma chuva bíblica, que então não perdoa. 

Abril é um mês muito musical: tudo é acompanhado para uma percussão constante, de tom seco e baixo: um tapete rítmico, muito mais silencioso que uma prece cantada numa procissão longe demais. Mas, subitamente, Abril manifesta-se com uma descarga életrica, que ninguém espera. Então Abril é o mês mais imprevisível que os outros no ano: tudo pode acontecer. 

No domingo, de manhã, o céu está tão azul e imperturbável que em frente das suas flores incrédulas você pode decidir levar para o sótão todas as roupas quentes: adeus ao cachecol do avô, às luvas ásperas ao tacto, perfeitas para a próxima viagem ao Pólo Norte: o inverno já acabou! Neste domingo gordo de sol e de nuvens brancas, vai convidar os seus amigos para andar de bicicleta pela cidade e finalmente vai vestir-se com os seus calções curtos e a camisinha leve, que  comprou naquela loja há seis meses. Mas, poucas horas depois, um vento rancoroso começa a atacar as suas costas e o seu pescoço; ao meio-dia o céu benevolente oferece-lhe uma espécie de ultimato, mas você tem poucas possibilidades: é preciso procurar as copas das árvores ou um restaurante onde proteger-se, mesmo se  tem uma chaminé e se você terá de ler numa ementa só as sopas da tradição russa… 

Ó meu querido Abril: porque não duras quinze dias só?

MATTEO CANALE

João Louro rappresenta il Portogallo alla 56ª Biennale di Venezia

http://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/l-ambasciata/notizie/592-l-artista-joao-louro-rappresenta-il-portogallo-alla-56-biennale-di-venezia.html



"I Will Be Your Mirror / Poems and Problems” è il progetto che il Padiglione del Portogallo presenta alla Biennale Arte di Venezia All the World's Future.

Con l’Alto Patrocinio del Governo de Portugal, Secretário de Estado da Cultura e la Direção-Geral das Artes, la rappresentazione ufficiale nell'edizione portoghese d'Arte Biennale di Venezia del 2015 conta anche con la partecipazione della Fondazione EDP.

La curatrice è la critica d’arte María de Corral della Fundação EDP

Istituto Veneto di Scienze, Lettere e Arti - PALAZZO LOREDAN

​Campo Santo Stefano 2945
9 maggio -  22 novembre

João Louro è nato nel 1963, a Lisbona, la città dove vive e lavora. Ha studiato architettura presso l'Università di Lisbona Architettura e pittura alla Scuola AR.CO.


Nel 2005 João Louro ha partecipato alla 51 ° edizione della Biennale di Venezia, con la mostra "L'esperienza dell'arte" presso il Padiglione d'Italia.

Il suo lavoro abbraccia pittura, scultura, fotografia e video. Con particolare attenzione alle avanguardie, partendo dalla minimal art e all’arte concettuale, il lavoro di João Louro si presenta inscindibile dell’orizzonte culturale della modernità e della società post-industriale. Minimalismo, concettualismo, cultura pop, strutturalismo e post-strutturalismo, e autori come Walter Benjamin, Guy Debord, Georges Bataille, Blanchot o artisti come Donald Judd o Duchamp, formano la trama espressiva di João Louro.

La sua opera è presente in diverse collezioni pubbliche e private: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Colecção António Cachola, Elvas; Fundación ARCO, Madrid; Margulies Collection, Miami; Jumex Foundation, Mexico; Fundação de Serralves (MACS), Porto; Coleção BES, Lisboa; MACRO Museo d’Arte Contemporanea Roma, Roma. Museu do Caramulo, Caramulo; Coleccion Helga de Alvear, Madrid; Coleccion Purificacion Garcia, Madrid. In Porotgallo il suo lavoro è rappreesentato dalla Galeria Cristina Guerra Contemporary Art, di Lisbona, negli Stati Uniti dalla Christopher Grimes Gallery di Los Angeles.

martedì 5 maggio 2015

Todos nós temos Amália na voz

Diz-se que conforme a língua que falamos, assim a nossa voz se modifica, adquirindo um timbre específico.
Quem aprende Português - diz-nos António Variações - tem por força de ter Amália na voz!





Fiz dos teus cabelos a minha bandeira
Fiz do teu corpo o meu estandarte
Fiz da tua alma a minha fogueira
E fiz, do teu perfil, as formas d’arte

Todos nós temos Amália na voz
E temos na sua voz
A voz de todos nós

Dei o teu nome à minha terra
Dei o teu nome à minha arte
Dei a tua vida à primavera
Dei a tua voz à eternidade

Todos nós temos Amália na voz
E temos na sua voz
A voz de todos nós

Fiz das tuas lágrimas a despedida
Dei aos teus braços a minha dança
Dei o teu sentido à minha vida
E o grito dei-o ao nascer de uma criança

Todos nós temos Amália na voz
E temos na sua voz
A voz de todos nós

As tuas mãos ao meu destino
O teu olhar ao horizonte
Dei o teu canto à marcha do meu hino
Dei a tua voz à minha fonte

Todos nós temos Amália na voz
E temos na sua voz

A voz de todos nós

La parola allo studente: Alessandro Paoloni, "Na primavera... não bebas com o estômago vazio"

Agradecemos o texto divertido ao nosso aluno Alessandro Paoloni, que estuda Português no 1º nível do Instituto Português de Santo António em Roma.



Na primavera...não bebas com o estômago vazio

“Boa tarde senhor, quer algo para beber?”
“Um cuba libre, faz favor.”

...Ah como gosto da primavera!

Às sete da tarde o céu em Roma ainda está colorido de rosa e parece que as dias não terminam mais. A gente põe vestidos frescos e mais coloridos do que no inverno: t-shirts, saias curtas, camisas em linho, vestidos de manga curta... e as raparigas na primavera... woow!!!

“Faz favor, traga-me outro, mas menos forte que aquele de antes. Ainda não tomei o meu jantar.”

...Neste fim de semana vamos à praia de Ostia. Saímos cedo de casa, pomos uma toalha no saco e partimos no carro do meu primo. (Vou dizer-te um segredo: a praia de Ostia na primavera é estupendíssima. Não há muitas pessoas, o ar está fresco e as bebidas nos cafés são menos caras do que no verão.) Se gostas de fazer deporto, há muitos espaços dedicados a ele, campos de ténis e de voleibol de praia.)

“Toma outra bebida?”
“Sim, o último cuba libre e depois traga-me a conta, faz favor”.

O que é que estava dizendo?
Ah, sim... a primavera... quando andas pelas ruas de Roma sentes os cheiros de flores misturados àqueles da cozinha... e ouves música de rua e mil línguas que vêm de todas as esquinas do mundo.

“Obrigado... fogooo! 20 euros de cuba libre!!!”

Que boa é a primavera, mas também cara!

Deixo o dinheiro, levanto-me da cadeira, ponho o copo em cima da mesa e vou passeando até casa. Antes de chegar quase caio no chão... bebi talvez demais... mas como é boa a primavera.

Alessandro Paoloni