giovedì 18 giugno 2015

La parola allo studente: Federico Anselmi, "Lisboa".



Lisboa é o vento que sopra no meu rosto quando passeio ao longo do Tejo, é o fado vadio que ouço nas ruas de Alfama, é a vivacidade do Bairro Alto, é a maravilha que vivo olhando a Torre de Belém, é a magnificência do Parque das Nações e seu Oceanário.
Lisboa é o elétrico 28, é uma bica tomada com um pastel de nata na Antiga Confeiteira, é o Castelo de São Jorge, que nos olha de cima, como o Marquês de Pombal da sua praça, é a gente sincera e fiel amiga, como o bacalhau.
Lisboa são Elevadores e Miradouros, é uma língua antiga e fascinante, são as cores das ruas, a antiguidade das Igrejas e Mosteiros.
Lisboa é o pôr do sol refletindo as suas cores magníficas nas janelas, é a chuva que lava os azulejos que reflectem as suas imagens nas estradas, é a ginjinha tomada com um amigo, é o pensamento que amanhã será sempre um dia melhor.

Lisboa é vida, que continua a viver no nome da Amália.

FEDERICO ANSELMI

14 Junho: D. Manuel Clemente tomou posse do título cardinalício na igreja de Santo António dos Portugueses

IN http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/roma-d-manuel-clemente-tomou-posse-do-titulo-cardinalicio/



OCTÁVIO CARMO

O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, tomou posse este domingo do seu título cardinalício na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma.

“Sejamos como esta igreja de Santo António é na urbe. Algo discreta numa rua estreita, surpreendente depois na harmonia das formas, na transfiguração das luzes e na beleza do som - quando se celebra a Liturgia, quando toca o órgão, quando acolhe tão bem. Assim mesmo se assinala o Reino, cuja singeleza é plena de luz e de paz, para quem chega de longe, para quem busca ao perto”, disse, na homilia da celebração, publicada hoje pelo Patriarcado de Lisboa.

O cardeal, criado pelo Papa Francisco a 14 de fevereiro, saudou os participantes na celebração que o vinculou “à Igreja de Roma” e evocou o falecido D. José Policarpo, primeiro detentor deste título de Santo António.

D. Manuel Clemente recordou os cristãos, “do Próximo Oriente a alguns pontos de outros continentes”, que “respondem como Jesus respondeu aos seus opressores e anunciam como Jesus anunciou o Evangelho da justiça e da paz”.

“Assim cresce o Reino, assim se assinala a realização duma história que trágicos atavismos contrariam ainda”, prosseguiu.

A igreja de Santo António, situada na ‘rua dos portugueses’, no centro histórico de Roma, tem as suas origens no século XV, quando se fundou um estabelecimento de apoio a peregrinos, que viria a ser o ‘Hospital de Santo Antão da Nação Portuguesa’.

Durante o consistório de fevereiro, no Vaticano, cada novo cardeal foi inserido na respetiva ordem (episcopal, presbiteral ou diaconal), uma tradição que remonta aos tempos das primeiras comunidades cristãs de Roma, em que os cardeais eram bispos das igrejas criadas à volta da cidade (suburbicárias) ou representavam os párocos e os diáconos das igrejas locais.



MAIS:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4623170&page=1
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/cardeal-patriarca-de-lisboa/d-manuel-clemente-toma-posse-em-roma
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=828575&tm=8&layout=121&visual=49

Alla Galleria IPSAR, "Dignità della Memoria: Reminiscenze Portoghesi a Roma" fino al 28 giugno


Discorso inaugurale della mostra: Vasco d'Orey Bobone, S.E. l'Ambasciatore del Portogallo presso la Santa Sede, il Rettore dell'Istituto Portoghese di Sant'Antonio e Prof. Giuseppe Manica (Fondazione Lipari Garcia).

Fiorella Ialongo firma un'articolo relativo alla mostra “Dignità della memoria. Reminescenze Portoghesi a Roma”  pubblicato sulla headline, prima pagina e nella sezione “arte e cultura” del giornale on line “Matchnews”:

FIORELLA IALONGO

Vi sono posti a Roma in cui l’arte può diventare un’esperienza sensoriale. L’odore dell’incenso spinge alla meditazione; gli occhi si perdono nell’ammirazione dei quadri, degli stucchi, dei pregiatissimi marmi talmente belli che molti li toccano per essere sicuri che siano vere quelle sfumature;  il suono di un organo tra i più importanti in Europa che esegue musiche di Bach spinge la mente verso orizzonti lontani; si può gustare il “cibo di Vita Eterna”.

Questo, e molto altro ancora, è la chiesa di Sant'Antonio con l’annesso Istituto, che si trovano nella via che da essi prende il nome: Portoghesi.

Da oltre quattrocento anni questo luogo è il simbolo di un legame che ha unito precedentemente il Papato e la Corona e che ancora oggi lega gli Italiani con i Portoghesi, uno spazio d’incontro tra due culture che hanno in comune una forte base culturale e religiosa, quella cattolica. Inoltre, i frequenti restauri degli edifici rappresentano il segno che la forma (conservazione e valorizzazione degli spazi), è anche sostanza. Da qualche anno l’Istituto Portoghese è anche sede di importanti mostre, come quella che è stata inaugurata recentemente  dal titolo:”Dignità della Memoria: Reminiscenze Portoghesi a Roma” che resterà aperta fino al 28 giugno, con apertura pomeridiana, da mercoledì a domenica.

Le opere esposte sono acquerelli dell’artista libonese Vasco d’Orey Bobone e ripercorrono, attraverso il filtro dell’autore, la presenza storica del Portogallo a Roma. La delicatezza della tecnica usata per dipingere i quadri, i colori pastelli usati con sapienza rimandano ad una città lontana dal turismo di massa, ma una capitale per visitatori attenti che si soffermano a guardare palazzi che rappresentano icone di bellezza e maestria. Osservando i dipinti sembra di ritornare alla Roma degli stornelli, di Rugantino, a quella parte più autentica della “Caput Mundi”. In considerazione dell’importanza della mostra, essa ha avuto il patrocinio di S. E. l’Ambasciatore del Portogallo presso la Santa Sede, dott. Antonio de Almeida Ribeiro, la Fondazione Antonio José Nogueira Lipari Garcia e la collaborazione del dott. Giuseppe Manica, dirigente culturale del Ministero degli Affari Esteri. In occasione del vernissage abbiamo chiesto all’artista Vasco d’Orey Bobone perché abbia scelto Roma come soggetto delle sue opere.

“La Città Eterna mi ha affascinato per le sue bellezze, per questo ho effettuato un’accurata ricerca storica dei luoghi che potessero testimoniare il legame tra essa ed i portoghesi  e che ho cercato di trasporre nei miei dipinti”. Al curatore della mostra, prof Francisco de Almeida Dias, abbiamo chiesto di descrivere brevemente le motivazioni della mostra. “L’Istituto Portoghese di S. Antonio, ha da secoli un compito sociale, religioso e culturale. La memoria storica del sostegno offerto dalla Corona portoghese  alla città di Roma ci auguriamo possa essere una testimonianza di come l’arte sia segno e strumento di pace”.

Monsenhor José de Castro recordado em Lisboa



No âmbito do 5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS "Scrigni della memoria: Arquivos e Fundos Documentais para o Estudo das Relações Luso-italianas", organizadas pelas Professoras Doutora Nunziatella Alessandrini e Doutora Susana Mateus, teve lugar na passada terça-feira 16 de Junho no Gabinete de Estudos Olisiponenses (Palácio do Beau-Séjour) em Benfica, uma conferência que recordou o eminente historiador bragançano que foi Monsenhor José de Castro, autor da obra fundamental sobre a presença histórica lusitana em solo papal: Portugal em Roma (1939). 


Susana Mateus (5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS), 
José Manuel Garcia (Gabinete de Estudos Olisiponenses) e 
Francisco de Almeida Dias (Instituto Português de Santo António em Roma)



Nunziatella Alessandrini (5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS)

MAIS INFORMAÇÕES sobre o  5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS


mercoledì 10 giugno 2015

10 de junho pelos nossos alunos: Matteo Canale


In fondo è la lezione che si impara viaggiando per il Portogallo: non credere ciecamente a ciò che si vede: quando se viaja por Portugal, temos uma impressão de andar para trás e para frente através do tempo e através do espaço.

Essa não é a verdade: Portugal conhece os usos dos espelhos e as suas dissimulações, e gosta de solicitar a imaginação dos seus espectadores com um uso elegante da ficção. Acho, então, que - mesmo nas suas manifestações de modernidade e de alta tecnologia - Portugal se apresenta como um lugar onde os arquivos convivem com linha do horizonte perdido e onde se respira uma ideia perene de destino, que simplesmente se repete sem fim no tempo presente.

Um caso único na nossa Europa: um país que não é uma ilha, mas que se apresenta como uma ilha: um macrocosmo infinitesimalmente grande num país, na verdade, pequeno (e que ainda mantém a sua proporção). Onde há uma história que se explica nos retalhos do presente.

Acho que viajar para longe de Portugal seja útil para compreender a sua alma privada e para nunca esquecer de onde é que vem aquele senso de eco perene, como a memória de um som ao longe, que sempre nos acompanhou na viagem. Um eco que consegue viver todos os dias nas veias dos homens, nos mapas dos sinais das suas mulheres e nas linhas das montanhas.

Eu vi esse som, que nunca não acaba, num sorriso calado que encontrei pela rua. Esse sorriso silencioso disse-me muito mais que muitas palavras de um livro.

MATTEO CANALE 

10 de junho pelos nossos alunos: Federico Anselmi



Portugal ... Portugal é o objetivo de todos os viajantes, porque se sabe que é de lá que veio o conhecimento da palavra "viagem".

Uma terra cheia de sentimentos contraditórios, uma população que sofre de Saudade quando não se encontra dentro das suas fronteiras é o imenso amor do seu povo pela terra mãe, que se renova dia após dia, apesar de sofrer e dos obstáculos.

Portugal é sincero, abraça-te e não te deixa partir, é o toque das suas guitarras limpo e claro, como as águas que o cercam, é uma vida forte, que nasce e cresce, transmitida ao longo de gerações, é a dureza de seu interior que combina perfeitamente com a magnificência e a vivacidade das suas cidades.

De certo modo é também uma terra "traída", que tem dado tanto não recebendo o suficiente, a sua cultura, formada ao longo dos séculos entre os períodos de opressão e liberdade tem sua forma definitiva que é e continua a ser um modelo para o mundo inteiro como está escrito nos livros na Livraria “Lello e Irmão”.

Portugal é um amigo que se mantém fiel ao longo do tempo, como o bacalhau que está no seu prato, tem um aroma de especiarias que se respira no ar das suas ruas, com azulejos, é o momento de uma bica, é um pastel provado na companhia de Pessoa, são roupas coloridas penduradas de fora, nas ruas, que compõem um espetáculo emocionante para viver.

Portugal é fado Amália, o concreto do Marquês de Pombal, é a Revolução dos Cravos de 25 de abril, são os livros de Saramago, é o San José do Azulejos, o sol que bate no seu rosto com o vento fresco do mar que o acaricia ao mesmo tempo.

Portugal é a minha terra, aquele onde vive a minha alma, mesmo quando não é acompanhada pelo meu corpo.


"O fado não é nem feliz nem triste, é a alma fadiga forte, o olhar de desprezo de Portugal para o Deus a quem ele acreditava, e que, em seguida, abandonada na parte de trás do fado, legítimo e agora ..." Fernando Pessoa, 1926.

FEDERICO ANSELMI

10 de junho pelos nossos alunos: Cecilia e Francesco Sacchi



Mar imenso amor infinito...  Portugal  

Francesco Sacchi

Portugal...encantado lugar cheio de luz, de sol, de azul; glorioso regno dai confini più antichi d'Europa, dove Maria, Madre di Dio è Regina, e da Fatima parla a tutti i popoli. Terra di Santi, Poeti e Navigatori, da dove partiranno uomini coraggiosi,arrivando fino ai confini della terra, portando il Vangelo e la civiltà. Dove il sole da l'ultimo bacio alla terra prima di tuffarsi nell'oceano. Portugal...

Cecilia Sacchi