giovedì 18 giugno 2015

Saramago, cinco anos depois

No dia em que assinalam os 5 anos da morte de José Saramago, a revista da Fundação com o seu nome, Blimunda (# 37, junho de 2015) publica uma série de interessantes depoimentos, entre os quais o da sua tradutora italiana Rita Desti.


José Saramago tinha uma definição muito simples da morte, para ele morrer era não estar. Neste mês de junho completam-se cinco anos desde que lhe dissemos adeus. Mas continuamos a senti-lo tão próximo que, para nós, José Saramago ainda está. É a essa presença que este número da Blimunda dedica grande parte das suas páginas; não só para recordar José Saramago e falar da falta que nos faz, mas também com o intuito de contar como a sua obra continua a ser lida e reinterpretada. Entre os destaques do dossier estão as notas preparatórias para o Ensaio sobre a Lucidez, nunca antes publicadas, os textos do professor Carlos Reis e do jornalista Fernando Berlín, além de depoimentos de vários dos tradutores que trabalharam sobre os textos de José Saramago.

Para além destas páginas, a Blimunda de junho traz, para além das suas secções habituais, uma reportagem sobre o Festival Literário da Gardunha e um relato sobre um projeto que coloca crianças a fazer os seus próprios livros infantis.

Passados cinco anos da morte de José Saramago entregamos aos leitores, neste número do seu terceiro aniversário, uma Blimunda feita de saudade mas também de alegria. José Saramago está, e estando o nosso trabalho continua a fazer sentido.

http://blimunda.josesaramago.org/2015/06/18/blimunda-37-junho-de-2015/

Portogallo: fusione tra fascino del vecchio stile e ricercatezza contemporanea


Sul sito della nostra Ambasciata:
http://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it

"De Roma para Lisboa", São Roque, Lisboa, 25 de Junho



No próximo dia 25 de Junho inaugurará, na Galeria de Exposições Temporárias do Museu de S. Roque, a exposição DE ROMA PARA LISBOA. UM ÁLBUM PARA O REI MAGNÂNIMO, parte de um mais vasto projecto de investigação em torno do denominado Álbum Weale, o qual é de facto a reunião de um conjunto de desenhos (e textos) relativos às encomendas de obras de arte que, por ordem de D. João V, se realizavam em Roma nos anos 40 do século XVIII.

O álbum teve uma existência atribulada, uma verdadeira vida aventurosa, e assim viajou de Roma para Lisboa, seguindo depois para o Rio de Janeiro (com a Família Real em 1807). O destino seguinte foi destino Londres (onde na posse do editor John Weale recebeu o nome pelo qual ficou conhecido entre os estudiosos) e finalmente aportou a Paris, onde na actualidade se conserva, entre as colecções da École Nationale Supérieure des Beaux-arts.

O restauro do volume, a expensas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, permitiu o seu estudo mais aprofundado e a sua publicação integral, que tem tradução no livro De Roma para Lisboa. Um Álbum para o rei Magnânimo / From Rome to Lisbon. An Album for the Magnanimous King, que ficará disponível aquando da exposição.

Trata-se de um projecto fascinante, com uma relevância que vai muito além das fronteiras nacionais, envolvendo o interesse de Itália, Inglaterra e França, traduzindo afinal a dimensão internacional que Portugal indubitavelmente possuía no reinado de D. João V, esse rei que não podendo viajar até Roma, procurou, de todos os modos, trazer Roma para Lisboa.


La parola allo studente: Federico Anselmi, "Lisboa".



Lisboa é o vento que sopra no meu rosto quando passeio ao longo do Tejo, é o fado vadio que ouço nas ruas de Alfama, é a vivacidade do Bairro Alto, é a maravilha que vivo olhando a Torre de Belém, é a magnificência do Parque das Nações e seu Oceanário.
Lisboa é o elétrico 28, é uma bica tomada com um pastel de nata na Antiga Confeiteira, é o Castelo de São Jorge, que nos olha de cima, como o Marquês de Pombal da sua praça, é a gente sincera e fiel amiga, como o bacalhau.
Lisboa são Elevadores e Miradouros, é uma língua antiga e fascinante, são as cores das ruas, a antiguidade das Igrejas e Mosteiros.
Lisboa é o pôr do sol refletindo as suas cores magníficas nas janelas, é a chuva que lava os azulejos que reflectem as suas imagens nas estradas, é a ginjinha tomada com um amigo, é o pensamento que amanhã será sempre um dia melhor.

Lisboa é vida, que continua a viver no nome da Amália.

FEDERICO ANSELMI

14 Junho: D. Manuel Clemente tomou posse do título cardinalício na igreja de Santo António dos Portugueses

IN http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/roma-d-manuel-clemente-tomou-posse-do-titulo-cardinalicio/



OCTÁVIO CARMO

O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, tomou posse este domingo do seu título cardinalício na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma.

“Sejamos como esta igreja de Santo António é na urbe. Algo discreta numa rua estreita, surpreendente depois na harmonia das formas, na transfiguração das luzes e na beleza do som - quando se celebra a Liturgia, quando toca o órgão, quando acolhe tão bem. Assim mesmo se assinala o Reino, cuja singeleza é plena de luz e de paz, para quem chega de longe, para quem busca ao perto”, disse, na homilia da celebração, publicada hoje pelo Patriarcado de Lisboa.

O cardeal, criado pelo Papa Francisco a 14 de fevereiro, saudou os participantes na celebração que o vinculou “à Igreja de Roma” e evocou o falecido D. José Policarpo, primeiro detentor deste título de Santo António.

D. Manuel Clemente recordou os cristãos, “do Próximo Oriente a alguns pontos de outros continentes”, que “respondem como Jesus respondeu aos seus opressores e anunciam como Jesus anunciou o Evangelho da justiça e da paz”.

“Assim cresce o Reino, assim se assinala a realização duma história que trágicos atavismos contrariam ainda”, prosseguiu.

A igreja de Santo António, situada na ‘rua dos portugueses’, no centro histórico de Roma, tem as suas origens no século XV, quando se fundou um estabelecimento de apoio a peregrinos, que viria a ser o ‘Hospital de Santo Antão da Nação Portuguesa’.

Durante o consistório de fevereiro, no Vaticano, cada novo cardeal foi inserido na respetiva ordem (episcopal, presbiteral ou diaconal), uma tradição que remonta aos tempos das primeiras comunidades cristãs de Roma, em que os cardeais eram bispos das igrejas criadas à volta da cidade (suburbicárias) ou representavam os párocos e os diáconos das igrejas locais.



MAIS:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4623170&page=1
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/cardeal-patriarca-de-lisboa/d-manuel-clemente-toma-posse-em-roma
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=828575&tm=8&layout=121&visual=49

Alla Galleria IPSAR, "Dignità della Memoria: Reminiscenze Portoghesi a Roma" fino al 28 giugno


Discorso inaugurale della mostra: Vasco d'Orey Bobone, S.E. l'Ambasciatore del Portogallo presso la Santa Sede, il Rettore dell'Istituto Portoghese di Sant'Antonio e Prof. Giuseppe Manica (Fondazione Lipari Garcia).

Fiorella Ialongo firma un'articolo relativo alla mostra “Dignità della memoria. Reminescenze Portoghesi a Roma”  pubblicato sulla headline, prima pagina e nella sezione “arte e cultura” del giornale on line “Matchnews”:

FIORELLA IALONGO

Vi sono posti a Roma in cui l’arte può diventare un’esperienza sensoriale. L’odore dell’incenso spinge alla meditazione; gli occhi si perdono nell’ammirazione dei quadri, degli stucchi, dei pregiatissimi marmi talmente belli che molti li toccano per essere sicuri che siano vere quelle sfumature;  il suono di un organo tra i più importanti in Europa che esegue musiche di Bach spinge la mente verso orizzonti lontani; si può gustare il “cibo di Vita Eterna”.

Questo, e molto altro ancora, è la chiesa di Sant'Antonio con l’annesso Istituto, che si trovano nella via che da essi prende il nome: Portoghesi.

Da oltre quattrocento anni questo luogo è il simbolo di un legame che ha unito precedentemente il Papato e la Corona e che ancora oggi lega gli Italiani con i Portoghesi, uno spazio d’incontro tra due culture che hanno in comune una forte base culturale e religiosa, quella cattolica. Inoltre, i frequenti restauri degli edifici rappresentano il segno che la forma (conservazione e valorizzazione degli spazi), è anche sostanza. Da qualche anno l’Istituto Portoghese è anche sede di importanti mostre, come quella che è stata inaugurata recentemente  dal titolo:”Dignità della Memoria: Reminiscenze Portoghesi a Roma” che resterà aperta fino al 28 giugno, con apertura pomeridiana, da mercoledì a domenica.

Le opere esposte sono acquerelli dell’artista libonese Vasco d’Orey Bobone e ripercorrono, attraverso il filtro dell’autore, la presenza storica del Portogallo a Roma. La delicatezza della tecnica usata per dipingere i quadri, i colori pastelli usati con sapienza rimandano ad una città lontana dal turismo di massa, ma una capitale per visitatori attenti che si soffermano a guardare palazzi che rappresentano icone di bellezza e maestria. Osservando i dipinti sembra di ritornare alla Roma degli stornelli, di Rugantino, a quella parte più autentica della “Caput Mundi”. In considerazione dell’importanza della mostra, essa ha avuto il patrocinio di S. E. l’Ambasciatore del Portogallo presso la Santa Sede, dott. Antonio de Almeida Ribeiro, la Fondazione Antonio José Nogueira Lipari Garcia e la collaborazione del dott. Giuseppe Manica, dirigente culturale del Ministero degli Affari Esteri. In occasione del vernissage abbiamo chiesto all’artista Vasco d’Orey Bobone perché abbia scelto Roma come soggetto delle sue opere.

“La Città Eterna mi ha affascinato per le sue bellezze, per questo ho effettuato un’accurata ricerca storica dei luoghi che potessero testimoniare il legame tra essa ed i portoghesi  e che ho cercato di trasporre nei miei dipinti”. Al curatore della mostra, prof Francisco de Almeida Dias, abbiamo chiesto di descrivere brevemente le motivazioni della mostra. “L’Istituto Portoghese di S. Antonio, ha da secoli un compito sociale, religioso e culturale. La memoria storica del sostegno offerto dalla Corona portoghese  alla città di Roma ci auguriamo possa essere una testimonianza di come l’arte sia segno e strumento di pace”.

Monsenhor José de Castro recordado em Lisboa



No âmbito do 5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS "Scrigni della memoria: Arquivos e Fundos Documentais para o Estudo das Relações Luso-italianas", organizadas pelas Professoras Doutora Nunziatella Alessandrini e Doutora Susana Mateus, teve lugar na passada terça-feira 16 de Junho no Gabinete de Estudos Olisiponenses (Palácio do Beau-Séjour) em Benfica, uma conferência que recordou o eminente historiador bragançano que foi Monsenhor José de Castro, autor da obra fundamental sobre a presença histórica lusitana em solo papal: Portugal em Roma (1939). 


Susana Mateus (5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS), 
José Manuel Garcia (Gabinete de Estudos Olisiponenses) e 
Francisco de Almeida Dias (Instituto Português de Santo António em Roma)



Nunziatella Alessandrini (5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS)

MAIS INFORMAÇÕES sobre o  5º CICLO DE CONFERÊNCIAS RELAÇÕES LUSO-ITALIANAS