mercoledì 26 agosto 2015

Maria Helena Portugal Barchiesi (09.08.1923 - 21.08.2015)


(testo pubblicato sul sito dell'Ambasciata del Portogallo, https://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/)

La Professoressa  Maria Helena Portugal è scomparsa venerdì scorso a Roma, sua città d’adozione dopo il matrimonio con il Professor Roberto Barchiesi, primo studente italiano a laurearsi in Portoghese e uno dei pionieri degli studi lusofoni in Italia, con una illustre carriera all’Università di Napoli l'Orientale.

Nata a Lisbona da una importante famiglia, laureata in Lingua e Letteratura Tedesca alla Facoltà di Lettere dell’Università di Lisbona, aveva successivamente conseguito una seconda Laurea in Letteratura Inglese, all’Università degli Studi di Roma la Sapienza, ottenendo  l’abilitazione all’insegnamento dell’Inglese e del Portoghese in Italia.

A Roma, dagli anni Sessanta, ha insegnato Portoghese all'Università degli Studi La Sapienza e all’Istituto Portoghese di Sant'Antonio fino a pochi anni fa, formando molte centinaia di allievi, con la sua grandissima competenza e la sua grande umanità.

La scomparsa della Professoressa Maria Helena Portugal costituisce una grande perdita per la Comunità portoghese e lusofila italiana, che questa Ambasciata segnala con rammarico, trasmettendo alla famiglia le sue condoglianze.

lunedì 24 agosto 2015

Maria Helena Liberdade





in memoriam di Maria Helena Portugal Barchiesi
(09.08.1923 - 21.08.2015)

A casa de Maria Helena Portugal na colina de San Saba parece uma torre de um conto de fadas, no alto desse Aventino verde e destacado da cidade, como que adormecido, como que sonhando uma realidade diferente da realidade. Nessa torre quis Maria Helena passar os últimos anos da sua vida, mantendo vivo o seu interesse pelo mundo externo, mas apartada dele. Na minha ideia mistura-se essa imagem de fidalga antiga, de torre, à de uma diva do cinema que não quis mostrar aos seus admiradores a injúria que o tempo operou na sua beleza; é que, Maria Helena era além de tudo mais uma belíssima senhora.

Paradoxalmente, é a ela – auto-exilada na sua torre, humanidade que foi conquistando o mito ainda em vida – a quem eu devo a melhor definição de liberdade, a quem mais limpidamente ouvi o som dessa palavra. Nela, liberdade era mais que modernidade (e se bom exemplo há, na sua geração, de mulher moderna e emancipada pela força da sua personalidade e inteligência, é sem dúvida Maria Helena). Nela, a liberdade era sabedoria adquirida nos anos, era terreno conquistado com esforço quotidiano, tanto em gestos e atitudes de independência, quanto nos momentos em que as circunstâncias a privaram dessa liberdade, “coisa” que me garantiu ser, de todas, a mais preciosa.

Parece-me perfeita a associação entre ela e este quadrissílabo de ascendência latina, acentuado naturalmente na penúltima, como de regra – quase a revelar o verbo dar escondido em si, numa terceira do singular do presente do indicativo: li.ber.da.de. Palavra feminina, no italiano como no português, palavra à qual sem dúvida o seu amor filológico pelas coisas deste mundo regressou muitas e muitas vezes.

Penso que se se pedisse a Maria Helena Portugal para se identificar com um “livro da sua vida” – como naqueles ingénuos jogos que se faziam à mesa, depois das refeições, no fim do século XIX – ela não hesitaria um instante em dar resposta redonda: DICIONÁRIO. A tia Lena coleccionava-os, manuseava-os, estudava-os, punha-os numa estante baixa que tinha ao pé de si, na saleta em que recebia, e estabelecia com eles uma relação de íntima amizade, que, como sabemos, implica compreensão profunda, entreajuda, respeito e, justamente, liberdade.

Outra palavra que associo à tia Lena, que determinou, a certo ponto, que a nossa imediata simpatia se tornasse verdadeira amizade (e a familiaridade com que me autorizou a chamá-la “tia”) é um nome de mulher: Cesária. A Zazá, como lhes chamávamos os dois, era a costureira de casa da tia Lena e por coincidência, era-o também em casa dos meus avós paternos. E tão íntima era a relação de ambas as famílias com a Zazá, que foi ela a vestir o corpo da mãe da tia Lena, prematuramente desaparecida, como foi ela também, anos mais tarde, a vestir a tia Lena de noiva. A Zazá, que era tão nossa também, que repousa junto aos caixões dos meus avós, no jazigo de São Pedro do Sul. Pela Zazá – e por mim, entre muitos outros – rezava a tia Lena todos os dias e eu passei a seu “sobrinho” por parte da Zazá. Dela e de uma afinidade imensa que nos unia, para além de todas as palavras.

Liberdade e Cesária, dois femininos singulares, como absolutamente feminina e singularíssima foi Maria Helena Portugal. Feminina, no que de mais forte há no termo, nessa grandeza discreta com que soube estar ao lado de um grande homem, o Professor Roberto Barchiesi, um dos pioneiros e figura maior da lusofilia em Itália, a partir da prestigiada Orientale de Nápoles. Feminina, como filha e irmã, sobretudo como mãe firme e amorosa do Paolo, do Alessandro e da Daniela, como avó da Valentina e do Riccardo. Feminina, enfim, como mulher de uma beleza e de uma elegância que pareciam contraponto perfeito da agudeza do seu espírito, da profundidade da sua inteligência, da sua generosidade. Cristã no sentido completo do termo, identificada nessas sabedoria e bondade, mas também no sofrimento, que suportou sempre com uma dignidade de rainha.

Ocorreria fazer um estudo completo sobre a sua actividade académica, através da qual ao longo de quase sessenta anos contactou com centenas de alunos, definitivamente marcados pela sua personalidade. Maria Helena Portugal é daqueles raros exemplos a quem não se ouve nunca, a ninguém, falar senão com entusiasmo e reconhecimento. Talvez também porque a ela mesma nunca ouvi senão dizer bem de todas as pessoas de quem falava, embora talvez não falasse de todas as pessoas que conheceu. No Portugal da sua juventude e depois em Roma, na Sapienza e no Instituto Português de Santo António – onde, com o marido, estruturou e dirigiu durante mais de 40 anos os cursos de língua e cultura portuguesas – ela era, realmente, uma Mestre. Começava a ensinar português aos estrangeiros com as primeiras estâncias d’Os Lusíadas; explicou-me: “estão ali concentradas as sonoridades fundamentais da nossa fonética”.

Não me apetece imaginar este mundo sem Maria Helena Portugal. O meu mundo fica irreparavelmente mutilado, sem o nosso telefonema semanal em que se falava das mais diversas coisas, se diziam poesias e anedotas e se cantava e se acabava sempre a rir (o seu humor era bem digno da sua inteligência). Maria Helena sem este mundo, ficará sem dúvida aliviada das dores e das preocupações que a tolhiam, e encontrará enfim aquela leveza ampla e luminosa que tanto condizia consigo e que me apetece chamar – rimando com eternidade – de LIBERDADE.



Francisco de Almeida Dias

domenica 23 agosto 2015

È scomparsa Maria Helena Portugal Barchiesi



La lusitanista Professoressa Donna Maria Helena Portugal, vedova del Professor Roberto Barchiesi, è deceduta serenamente lo scorso venerdì, 21 sera.

Il rito funebre verrà celebrato lunedì 24 - domani - alle 10:30 nella basilica di San Saba.

venerdì 31 luglio 2015

Boas férias! Buone vacanze!

Via dei Portoghesi interrompe durante o mês de Agosto as suas publicações, regressando em Setembro.
Saudando e agradecendo o interesse e atenção dos seus leitores e amigos, deseja a todos umas excelentes férias de Verão.

E para se despedir por este mês aqui vos deixa a fotografia do Arquitecto Vasco d'Orey Bobone, feita no museu de Villa Borghese durante o passado mês de Junho... 


venerdì 24 luglio 2015

Ana Luísa Amaral rappresenta il Portogallo al Festival Internazionale della Poesia di San Benedetto del Tronto

https://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/noticias/648-ana-luisa-amaral-rappresenta-il-portogallo-al-al-festival-internazionale-della-poesia-di-san-benedetto-del-tronto



La 18ª edizione del Festival Internazionale di Poesia di San Benedetto del Tronto avrà luogo presso il Circolo Culturale Riviera delle Palme il 25 e il 26 luglio.

Le due serate presenteranno alcuni tra i più significativi poeti italiani e autori provenienti da diverse generazioni e realtà poetiche.

Domenica 26 luglio, dalle ore 21.15, nella Palazzina Azzurra omaggio alla poesia di espressione  portoghese ospitando Ana Luísa Amaral e Ana Paula Tavares, che leggeranno loro opere, introdotte dal Direttore Artistico Maurizio Cucchi e tradotte da Livia Apa.

Hanno partecipato alle precedenti edizioni, tra gli stranieri: Chawki Abdelamir (Iraq), Casimiro De Brito (Portogallo), Robert Gernhardt, Michael Krüger (Germania), Yang Lian (Cina), Jamie Mc Kendrick (Gran Bretagna) Bernard Noël (Francia). Tra gli italiani: Pier Luigi Bacchini, Milo De Angelis, Luciano Erba, Jolanda Insana, Vivian Lamarque, Franco Loi, Elio Pagliarani, Paolo Ruffilli, Valentino Zeichen, Elio Pecora, Giancarlo Majorino, Davide Rondoni.

IL CORO PORTOGHESE DELL’UNIVERSITÀ DEL MINHO IN ITALIA

IN
https://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/noticias/647-il-coro-dell-universita-del-minho-in-italia



Il Coro Accademico dell’ Università del Minho, (CAUM), di Braga nato nel 1989 e che vanta diverse esibizioni sia in Portogallo che all’estero tra cui Spagna, Francia e Brasile, sarà in Italia dal 23 al 31 Luglio.

Il Coro, composto da 24 elementi e diretto dal Mestro Paulo Teixeira, eseguirà dieci brani tra cui l’Ave Maria di Jacob Arcadelt, l’Agnul Biel di Orlando Dipiazza e An Irish Blessing For You della tradizione Irlandese.

Questo il calendario delle esibizioni:

Venerdì 24 luglio, alle ore 21h00  - Basilica di Sant’Eugenio, Grado, (Gorizia).

Sabato 25 luglio, alle ore 21h00 -  Duomo di Valvasone (Pordenone).

Domenica 26 luglio, a Venezia, al Chiostro del Complesso Monumentale di San Salvador alle 12,30 e alle 15.30/16.00 concerto nella Chiesa di San Salvador, davanti all'Altare Maggiore.

Concerto Coro Académico da Universidade do Minho, Portugal : Telecom Italia Future Centre
San Marco 4826 - Campo San Salvador - Rialto

Roma: il 29 e il luglio, il Coro si esibirà realizzando brevi concerti durante un percorso con soste in luoghi e piazze rappresentativi del centro storico.

Mercoledì 29 luglio, dalle 17.00 alle 20.00: Piazza del Popolo, Piazza San Lorenzo in Lucina, Piazza di Spagna, Fontana di Trevi.

Giovedì 30 luglio: Piazza Sant’Agostino, Pantheon, Piazza Navona, Piazza Campo dei Fiori, per terminare alle 21.00 nell’area pedonale di Castel Sant’Angelo.

Il programma romano, per il suo carattere itinerante, potrebbe subire qualche modifica, che sarà comunicata in s://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/noticias/647-il-coro-dell-universita-del-minho-in-italia

VASCO ARAÚJO - auguri! parabéns!


O artista português Vasco Araújo faz hoje anos e Via dei Portoghesi, recordando com saudade a sua passagem por Roma e o seu magnífico "Impero" na Fondazione Pastificio Cerere (http://www.pastificiocerere.com/news/index.php?idNews=83) manda-lhe daqui um abraço apertado desejando uma vida longa e cheia de coisas boas , continuando a criar, sempre, e a dar-nos com a sua obra uma vida mais feliz.


O ano de 2015 de Vasco Araújo:


Exposições Individuais/ 
Solo Exhibitions


Janeiro / January – “Histórias de identidade”, Galeria Presença, Porto, Portugal. 
Até/ Until: 28.02.2015 

Abril/ April – CIAJG – Centro Internacional de Arte José Guimarães, Guimarães, Portugal. 
Inauguração/ Opening: 25.04.2015 

Julho/July– CAPC - Musée d'Art Contemporain de Bordeaux, Bordeus/ Bordeaux, França/ France 

Agosto/ August – “Potestad”, MALBA - Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Buenos Aires, Argentina. 
Inauguração/ Opening: 10.08.2015

Setembro/ September– Galeria Horrach Moya, Palma de Maiorca/ Palma de Majorca, Espanha/ Spain. 

Outubro/ Ocotober – “Traducciòn”, FLORA ars+natura, Bogotá, Colombia. 
Inauguração/ Opening: 24.10.2015



Exposições Colectivas/ 
Group Exhibitions


Fevereiro/ February – “Pode o Museu ser um Jardim? - Obras da Coleção de Serralves”, Museu de Serralves, Porto/ Oporto, Portugal. 
De/from 06.02.2015 a/to 13.09.2015

Maio/ May – – “ReSignifications: European Blackamoors, Africana Re‐Stagings”, Sala D’Arme in Palazzo Vecchio, Palazzo Strozzi, the Medici Palazzo, and Villa La Pietra, Florença/ Florence, Itália/ Italy 
Inauguração/ Opening: 28.05.2015

Junho/ June – “Tensão e Liberdade”, CAM – Fundação C. Gulbenkian, Lisboa, Lisbon, Portugal.