domenica 31 gennaio 2016

MAURO CLEMENTI: «A teoria das três cascas de noz (uma história de três meninos)»


O nosso aluno do primeiro ano, MAURO CLEMENTI, partilha connosco esta deliciosa história da sua infância, inspirada no poema de Fernanda de Castro, “Reminiscência”. Obrigado, Mauro!



«A teoria das três cascas de noz (uma história de três meninos)»

 
Esta é a minha história, de como eu aprendi que “eu não sei nada”.

Tinha 9 anos e frequentava a quarta classe da escola primária. Um dia a nossa mestra Renza levou-nos a ver uma exposição de objetos e fotografias de navegação e do mar que estava na nossa aldeia. Ali estavam alguns modelos de barcos (à vela, militares etc.) e lembro-me que foi um lindíssimo dia para mim.

Acabada a visita, a nossa mestra deu-nos como dever, fazer alguma coisa inspirada no que nós apenas tínhamos visto na exposição e o tempo para o fazer foi de uma semana.

Alguém pensou em fazer um barco de papel; outros, desenhos de barcos ou do mar; eu e o meu amigo o Claudio decidimos construir um grande e magnífico veleiro de madeira.

Todas as tardes dos dias seguintes nós trabalhámos em casa do Claudio com pedaços de madeira, com serrote e martelos: o entusiasmo era grande, mas o resultado foi pequeno em relação a ele!

Assim foi, que no dia da entrega, somente uma pequena parte do nosso veleiro estava terminada. As pessoas podiam ver que aquele era um veleiro, mas não havia mais que uma parte do casco. Apesar disso, nós achámos que o nosso trabalho era grandioso e que a mestra nos ia premiar como os melhores da classe.

Infelizmente não foi assim. Ela premiou o Folco, que fez “as três caravelas” e para fazê-las utilizou somente três cascas de noz, três palitos e três pedaços de papel, unidos com um pouco de argila por cada casca.

Eu e o Claudio ficámos muito desiludidos mas a nossa querida mestra Renza explicou a todas as crianças a sua decisão: “o Folco fez uma cosa muito simples, mas ele terminou o seu trabalho; pelo contrário o Mauro e o Claudio tentaram fazer uma coisa muito difícil, mas eles não tiveram a capacidade de acabar seus trabalhos, portanto o trabalho do Folco é melhor de quelo deles”.

Desde aquele dia eu não esqueci aquela lição, que eu chamei “a teoria das três cascas de noz”.

Cada vez que, na minha vida, tenho de decidir alguma coisa, sempre me pergunto: “esta é uma coisa que eu posso fazer com a minha força e com os meus conhecimentos?”  E aquelas poucas vezes que eu esqueci de fazer este pensamento, foi sempre um desastre.

Esta é a narração de como eu aprendi que não é verdade que “eu já sei tudo”.


MAURO CLEMENTI

La mostra di Fausto Maria Franchi prorogata fino al 7 febbraio

 
 
La mostra
 
L’ORMA DEL CERCHIO, Fausto Maria Franchi orafo artista
 
è stata prorogata fino al 7 febbraio 2016
 
laboratorio per bambini,  fare un gioiello di carta, sabato 30 ore 10,00
laboratorio per adulti, … sulla creatività,  sabato 30 ore 15,30
 
 

venerdì 29 gennaio 2016

Ad Aprile, Napoli incontra Lisbona


Isabella Mangani

“Mátria - tre concerti per due donne e una città"”

da venerdì 8 a domenica 10 Aprile 2016

 

 
·         venerdì 8 Aprile 2016

"Amália tra i poeti" - dedicato ad Amália Rodrigues

 

·         sabato 9 Aprile 2016

"Mareiro - Avvistamenti lusitani da Capo di Posillipo" - Un abbraccio da Partenope a Lisbona

 

·         domenica 10 Aprile 2016

"Canzone pe' Leonora" - dedicato a Eleonora Pimentel Fonseca

 

Sala Teatro Ichos
via Principe di Sannicandro 32/A
San Giovanni a Teduccio (Napoli)

info e prenotazioni:
Ichòs Zoe Teatro 3357652524; 081275945.

 

·         venerdì 8 Aprile 2016

"Amália tra i poeti" - dedicato ad Amália Rodrigues


Idea e selezione di Francisco de Almeida Dias
traduzioni a cura di Isabella Mangani e Francisco de Almeida Dias
con
Francisco de Almeida Dias – voce recitante (in portoghese)
Isabella Mangani – voce recitante (in italiano)
Stefano Donegà – chitarra classica
Felice Zaccheo – chitarra portoghese




Amália Rodrigues, considerata in patria come la maggior interprete di “fado”, è stata riconosciuta a livello internazionale come la voce lusitana per eccellenza, perdendo cognome e accentuazione sulla a di mezzo: AMALIA sembrava bastare ed era sinonimo di Portogallo. La sua carriera durò più di cinquant’anni, con centinaia di concerti in tutto il mondo, compresa l’Italia, dove incise anche il disco A una terra che amo, nel 1973. Non tutti sanno però che Amália ha operato all’interno della canzone nazionale portoghese una vera rivoluzione, introducendo in un ambito tradizionalmente popolare i più grandi poeti portoghesi, dal Cinquecento fino ai suoi contemporanei. Così, attraverso la sua voce potente e grazie alla collaborazione di alcuni sensibili compositori, il grande epico Camões e i nomi più illustri della poesia di espressione portoghese del XX secolo sono usciti dalle accademie per entrare a fare parte di un patrimonio comune allargato e accessibile a tutti. Il nostro omaggio è un percorso di poesia e musica intorno alle parole di alcuni di questi grandi poeti cantati da Amália Rodrigues e ai versi che la stessa Amália scriveva.


 
 

·         sabato 9 Aprile 2016

"Mareiro - Avvistamenti lusitani da Capo di Posillipo" - Un abbraccio da Partenope a Lisbona

Isabella Mangani in Trio
con Stefano Donegà e Felice Zaccheo



Scrive Manuel Teixeira-Gomes:
“Vento mareiro fresco, encapelando levemente a água em ondas verdes, floridas de espuma efémera.
Aragem que sacia os pulmões…”
“Fresco vento che soffia dal mare, che increspa lievemente l’acqua a tramutarla in verdi onde, floride di spuma effimera. Brezza che sazia i polmoni…”
Vénus momentânea (da Inventário de Junho, 2ª ed., 1918)

In portoghese, “mareiro” è un aggettivo che indica provenienza e si dice soprattutto di vento che “viene o soffia dal mare”. In senso più esteso, significa “propizio, favorevole alla navigazione”. Con i nostri canti, i nostri suoni e i personaggi che evochiamo attraverso le nostre parole vogliamo essere il vento buono che gonfia le vele, ma anche la brezza che sazia i polmoni di chi resta sul molo. Il vento dei buoni presagi. Napoli è la città che ha dato i natali a Isabella Mangani, Lisbona è la Napoli gentile che l’ha ospitata e ancora la accoglie con amore e con una luce per la quale non ci sono parole. Sembra si diano le spalle, l’una rivolta su un grande e freddo oceano, l’altra sul caldo mare più a oriente. È con quel calore che la sirena Partenope circonda in un abbraccio la principessina mora del Tago e la racconta, con amore.



·         domenica 10 Aprile 2016

"Canzone pe' Leonora" - dedicato a Eleonora Pimentel Fonseca

Idea e selezione di Francisco de Almeida Dias
traduzioni a cura di Isabella Mangani e Francisco de Almeida Dias
con
Isabella Mangani – voce e narrazione
Stefano Donegà e Felice Zaccheo – cordofoni e altri strumenti


Era il 20 agosto 1799. A Piazza Mercato veniva portata al patibolo una donna italiana di origini portoghesi che sarebbe divenuta uno dei simboli della Repubblica Napoletana. Era una letterata, traduttrice, madre in lutto, moglie abusata, attivista politica e giornalista. La conosciamo con il nome di Eleonora Pimentel Fonseca.
Con questo concerto intendiamo raccontarla, e – parafrasando Benedetto Croce –riallacciare con la nostra forza, pur modesta e umile, di musicisti quel legame sentimentale con il passato che prepara ed aiuta l’intelligenza storica e che soprattutto assai ingentilisce gli animi. Ricerca musicale a cura di Stefano Donegà, Isabella Mangani e Felice Zaccheo.

giovedì 28 gennaio 2016

Nuno Costa: "Trabalhar o som como se fosse uma escultura"

http://www.tsf.pt/cultura/musica/interior/trabalhar-o-som-como-se-fosse-uma-escultura-4980214.html


música

"Trabalhar o som como se fosse uma escultura"

15 de JANEIRO de 2016

 


Nuno Costa foi o primeiro português a ganhar o prémio de Melhor Jovem Compositor do Mundo. A propósito do Dia Mundial do Compositor, que se celebra esta sexta-feira, conversamos com o músico, natural de Ribeira de Pena e que, apesar de estar há dois anos a viver em Roma, sonha poder compor para o mundo a partir da sua aldeia.

 

"Fascina-me a ideia de poder comunicar com os outros através do som. Trabalhar o som como se fosse uma escultura"

Nuno Costa tem 28 anos, é natural da Vila de Cerva, concelho de Ribeira de Pena, Vila Real.

"O gosto pela música apareceu por volta dos 8 anos porque a minha família, não sendo uma família de músicos, tinha as populares concertinas e acordeões, da parte da minha mãe sempre houve esse cultivo da música popular".

Estudou música em Vila Real, licenciou-se na ESMAE - Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto e mais tarde estudou composição no Conservatório Real de Antuérpia. Desde 2013 está em Roma, na Academia Nacional de Santa Cecília. Mas Portugal e a Vila de Cerva fazem parte dos planos para o futuro.

"Portugal é a minha base, é tudo o que sou e represento, Comecei em Portugal e depois é uma questão de conhecer o mundo, abrir horizontes, conhecer novas pessoas".

No final do ano passado, Nuno Costa deixou um marco na história - foi o primeiro português a ganhar o título de melhor Jovem Compositor do Mundo (um prémio atribuído pela Sociedade Internacional para a Música Contemporânea).

"Já tenho mais encomendas, penso que se não fosse pela visibilidade que o prémio me deu não as teria. Mesmo em Portugal o prémio deu-me visibilidade."

Nuno Costa assume-se como um sonhador. "O meu ideal de vida era poder viver em Cerva, ter o meu escritório, poder compor e a partir daí para o mundo. Ter concertos em Portugal e no mundo e andar sempre nesse pingue-pongue".

Os próximos meses deste jovem compositor vão ser passados em Espanha, Nuno Costa ganhou uma bolsa para uma residência de 3 meses na Academia de França em Madrid, a Casa Velázquez.


 

Nuno Costa: o melhor jovem compositor, personalidade do ano 2015 segundo "Público"


Música

Nuno Costa, o melhor jovem compositor ISCM

Os jovens portugueses continuam a ser reconhecidos no estrangeiro, Nuno Costa é um destes casos. O português de 28 anos foi considerado pela ISCM como o melhor jovem compositor do mundo. O prémio foi anunciado no início de Outubro, no festival World Music Days, na Eslovénia


 

Este é um importante prémio atribuído pela ISCM (Sociedade Internacional para a Música Contemporânea) e um português foi o vencedor. O Young Composer Award foi atribuído no passado dia 2 de Outubro, a Nuno Costa, durante o festival World Music Days, em Liubliana, na Eslovénia. Este relevante evento de divulgação da música e artistas contemporâneos demonstra ser um marco significativo para a carreira do jovem de 28 anos.

 

O júri considerou os 22 trabalhos apresentados no festival e escolheu um vencedor: o português Nuno Costa, com a obra “Pater Noster”, interpretada pelo Coro Filarmónico da Eslovénia, nas mãos da maestrina Martina Batič. Nas palavras dos jurados do World Music Days, esta composição tem uma “forte linha direccional” e “mantém a intensidade do início até ao fim”. Quanto ao artista, o júri reconhece que Nuno tem uma linguagem musical própria. “Há um potencial muito forte”, pode ler-se no site da ISCM.

 

Sobre a sua arte, Nuno gosta de pensar que há algo de inovador, cativante e que consegue prender a atenção de quem a ouve. O músico explicou ao P3 a composição que fez ganhar o prémio da ISCM: “A ideia musical foi trabalhada com o conceito de ‘multidão’ em mente”. Cada palavra e expressão individual dos oito cantores ganham mais relevância quando cantadas “a capella” em coro.

 

Receber a notícia de que foi o jovem compositor escolhido para receber este prémio mostrou ser um momento de “imensa alegria”. Nuno terá uma ajuda monetária para continuar o seu trabalho e irá apresentar uma nova obra, numa futura edição do World Music Days, em Vancouver, no Canadá. “Certamente [o prémio] dará mais visibilidade à minha música e maiores responsabilidades”, afirma o compositor. Ter este título poderá abrir várias portas para festivais e novos convites para escrever música.

 

Este é o primeiro prémio que Nuno ganhou, talvez porque foram poucas as vezes decidiu participar em algum concurso. Quanto a nível de distinções, o músico considera as duas bolsas do Instituto Italiano de Cultura, como um grande prémio pelo seu esforço e trabalho.

 

Música: uma paixão que nasceu e cresceu

 

Falar de paixões é um pouco complicado para Nuno Costa. O jovem compositor de Vila da Cerva diz ser um “apaixonado pela vida” e gosta de saber e experimentar um pouco de tudo: desde a História à natação, os seus interesses ultrapassam várias áreas mas, há uma paixão que se destaca – a música, algo que acompanha o jovem desde muito cedo.

 

Nuno nasceu no meio de uma família com alguns músicos populares, cresceu habituado à melodia da concertina e do acordeão, esta arte nasceu e cresceu com ele e, de certa forma, o compositor sabia que era esse o caminho a percorrer. Este percurso começou aos 9 anos, no Colégio Salesiano de Poiares, onde descobriu a sua paixão: “Não sabia se seria a composição, mas a música, sem dúvidas". A partir deste momento, nunca mais parou. Estudou em várias escolas e academias de música em Vila Real, no Porto, na Antuérpia e actualmente está a aperfeiçoar os seus conhecimentos e técnicas em Roma, na Academia Nacional de Santa Cecília.

 

Foi no Porto que descobriu o seu talento para a composição e onde despertou a curiosidade para a música contemporânea. O desejo por viajar e conhecer novas realidades fez com que, através do programa Erasmus, conseguisse estudar na Antuérpia, a segunda maior cidade da Bélgica.

Estudar no estrangeiro sempre foi um sonho, mas Itália tinha uma certa magia porque, para o compositor, o país é o berço e casa de grandes mestres do mundo da música. O sonho tornou-se realidade e Itália ganhou mais um especialista em música: Nuno está desde 2013 a estudar em Roma, no curso de Alto Aperfeiçoamento em Composição na Academia Nacional de Santa Cecília. “Os italianos revelam-se de uma imaginação única e de uma proximidade cultural que me interessa especialmente”, explica Nuno o seu fascínio por Itália e o seu povo.

 

Um dos maiores desejos deste compositor passa por fazer algo que desenvolva a cultura portuguesa e, como objectivo, Nuno quer ajudar outros músicos que pensam que esta arte está fora do seu alcance, mostrando que tudo, realmente, é possível.

 

Há algumas “dificuldades naturais” que Nuno aponta, a mais comum entre os artistas é “colocar uma ideia no papel”, mas isso não o impede de continuar com o seu trabalho e muitos projectos começam a surgir. Neste momento, o jovem encontra-se no último ano da Academia e quer aproveitar e dedicar-se o mais possível à sua aprendizagem, não esquecendo o seu projecto dedicado à publicação de música sacra portuguesa, “Libellus Usualis”. Com este prémio, Nuno ganhou mais confiança e quer continuar a apostar em concursos de composição e, em breve, terá a sua primeira experiência como compositor residente, durante algumas semanas, no The Banff Centre, no Canadá.

 

Projectos não lhe faltam e de uma coisa Nuno tem a certeza: “não pretendo, de forma alguma, desistir deste caminho e por isso muitas coisas há a tentar. Tenho a certeza de que conseguirei concretizar com sucesso algumas delas”.

 

 

P3rsonalidade do ano 2015

Porque passámos o ano de 2015 a conhecer pessoas que vale a pena conhecer, decidimos recuperar dez histórias e pedir a vossa ajuda para escolher a P3rsonalidade de 2015.

«Já na recta final do ano, Nuno Costa surge para nos dar música. O português de 28 anos foi considerado pela Sociedade Internacional para a Música Contemporânea como o melhor jovem compositor ISCM. Ao P3, prometeu o que, esperamos, todos desta lista garantam: “Não pretendo, de forma alguma, desistir deste caminho”.»

mercoledì 27 gennaio 2016

Nuno Costa representa Portugal na Biennale di Venezia

http://web.labiennale.org/doc_files/programma.pdf


7. Carnevale Internazionale dei ragazzi

Giro Giro Tondo intorno al mondo
Venezia: Giardini (Padiglione Centrale)
30 gennaio > 7 febbraio 2016, ore 10-18

Ingresso e attività gratuite
Laboratori, atelier creativi, concerti, performances
http://www.labiennale.org/it/biennale/carnevale/
 
 
 

Dall'intervento di Paolo Baratta, Presidente della Biennale di Venezia

Ci saranno presenze importanti come la Scuola di Musica di Fiesole, nella sezione speciale ideata dal Direttore del Settore Musica Ivan Fedele. La programmazione prevede anche il coinvolgimento dell’orchestra dei Piccoli Pomeriggi Musicali di Milano che presenterà un programma composto di nuove composizioni con filastrocche e ninne-nanne. Per l’occasione sono stati commissionati 15 nuovi brevi brani per singoli cori e orchestra su filastrocche o canti fanciulleschi dei vari paesi – Grecia, Portogallo, Brasile, Sud Corea e Turchia.

Isabella Mangani canta sabato alla Casina delle Civette

 
 
Fabrica DeCò
Gli anni della Belle époque tra popolo e nobiltà

Dove: Casina delle Civette, Villa Torlonia, Via Nomentana n.70
Quando: sabato 30 gennaio ore 18:00
Voce: Isabella Mangani
Pianoforte (e voce, e guizzi creativi!): Emiliano Begni
LettureElisa Lombardi, Livia Saccucci, Marco Paparella e Gennaro Iaccarino
Direzione artistica: Francesca Caprioli

**Importante**
Ingresso gratuito ma posti limitati, quindi
prenotazione obbligatoria allo 060608 o alla mail fabricassociazione@gmail.com