lunedì 23 maggio 2016

ANNA TRACAGNI: “Nada se perde tudo se transforma”



A nossa aluna ANNA TRACAGNI escreveu este interessante texto sobre a reciclagem do lixo - tema debatido nas últimas aulas - que quis também partilhar com os leitores do blogue. Foi também ela quem escolheu as imagens que o ilustram. Muito obrigado, Anna e muitos parabéns!



Ontem em Lisboa havia a inaguração da “Fábrica da reciclagem”. Perto da LX Factory, um grupo de jovem protugueses, depois da requalificação de um pavilhão abandonado que lhe foi confiado pela Câmara Municipal de Lisboa, abriu um novo ponto de recolha do lixo. A Fábrica não é só um ponto  da reciclagem, todas as pessoas podem trazer os seus lixos e reciclar sozinhos.



Assim é possivel ver como, no mesmo espaço, latas de bebida e tampas de alumínio e aço podem tornar-se jóias e peças de bicicleta; garrafas de plástico tornam-se lampadas e copos.
O lixo que se torna em objetos pode ser levado para casa ou dado à loja da Fábrica, que vende os objetos e com o dinheiro ganho começa outras actividades da reciclagem.
A ”Fábrica da reciclagem” acolhe também um pequeno museu da reciclagem, por isso há muitas esolas que  começaram a trazer os estudantes ali para conheçer o mundo da reciclagem. 


 - “Não acredito che haja ainda pessoas que não consideram a reciclagem como uma solução verdadeira para muitas problemas” - diz João, um dos fundadores da Fábrica - “ Com a Fábrica é possível ver na prática que o lixo não morre no caixote do lixo, mas pode ser um outro  objeto útil. É importante sobretudo a presença do museu na Fábrica, as informações são aquelas que mais faltam no mundo da reciclagem! Portanto com a “Fábrica da reciclagem” queremos que as pessoas sejam mais informadas!”

ANNA TRACAGNI

venerdì 20 maggio 2016

8 giugno, MOSTRA di CULTURA PORTOGHESE presso l’IPSAR



Luís de Matos, "Painel de Roma 2015"
[Pintura acrílica sobre lona (400x235 cm), com base em estudos e vivências ao longo de mais de 50 anos. Pretende ser uma homenagem às coisas e às pessoas que no passado e sobretudo no presente  tornaram impar esta cidade.  Os construtores e as construções, causas destruidoras e as destruições, recuperações, a Roma subterrânea, antiga, medieval, o renascimento e a Roma atual.     Pericle Fazzini e o Vaticano, o Papa Francisco, o Papa João XXI, a embaixada do rei D Manuel I, o IPSAR e todas as suas envolvências, a via della Lungara e a família Pesoli, com quem Luís de Matos viveu os 2 primeiros anos em Roma.]

MOSTRA di CULTURA PORTOGHESE


LUÍS DE MATOS, scultura e pittura
MARIA CONDEÇO, arazzi e pittura
TREVO, tappetti di Arraiolos

preceduta da un recital di musica lirica con

CARLOS GUILHERME, tenore
ARMANDO VIDAL, pianoforte

nel salone nobile dell’Istituto Portoghese di Sant’Antonio

mercoledì 8 giugno 2016, ore 18.00


LA MOSTRA RIMARRÀ APERTA FINO AL 29 GIUGNO

da mercoledì a domenica,  dalle 17.00 alle 20.00


ISTITUTO PORTOGHESE DI SANT’ANTONIO IN ROMA
VIA DEI PORTOGHESI, 6



Álvaro Siza rappresenta il Portogallo alla 15ª Biennale di Architettura di Venezia

 https://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/l-ambasciata/notizie/905-2016-05-19-11-21-18

Gli edifici di edilizia popolare che Siza Vieira ha previsto per diverse città europee rappresenteranno il Portogallo alla 15ª Biennale Architettura di Venezia.
Il progetto Neighbourhood – Where Álvaro meets Aldo, curato da Nuno Grande, architetto portoghese, docente, critico, curatore e Roberto Cremascoli, architetto italiano, collaboratore di Siza presenta il contributo del maestro portoghese nell’edilizia sociale – con gli interventi di Porto, Berlino, L’Aia e nella stessa Venezia – mostrandone le relazioni con la cultura architettonica italiana. In questa prospettiva si inserisce il riferimento, presente nel titolo, all’eredità concettuale e ideologica di Aldo Rossi, il cui saggio “L’Architettura della Città” compie 50 anni proprio nel 2016.
L’idea di realizzare per l’edilizia residenziale pubblica di Venezia nuove opere firmate dai più grandi nomi dell’architettura contemporanea fa parte di un programma che risale all’inizio degli anni ’80.
Tra gli aspetti di maggiore interesse, un ulteriore approfondimento del concetto di vicinato-neighbourhood evocato nel titolo: oltre le relazioni tra i due professionisti, attraverso interviste e immagini, fotografie, lettere e altre testimonianze degli incontri tra Siza e Rossi, saranno coinvolti “i vicini” nel senso più comune del termine, gli abitanti dei quartieri progettati da Siza, compresi i veneziani di Campo di Marte.
PORTOGALLO: NEIGHBOURHOOD: “Where Álvaro meets Aldo”
Mercoledì 25 maggio, ore 10:30 - OPERA APERTA - Opening of the Portuguese Representation, Calle Mason, Giudecca

giovedì 19 maggio 2016

CHRISTINE VITALI: Igreja com Tripadvisor??

Agradecemos os divertidos e, de certo modo, inquietantes, texto e imagens que nos envia a CHRISTINE VITALI da sua última viagem pelo norte de Portugal... O mundo globalizado chegou aos lugares profundos da fé individual...



Na cidade portuguesa do Porto, há uma igreja que tem, na entrada, o autocolante do Tripadvisor : um CERTIFICADO DE EXCELÊNCIA, VENCEDOR DE 2014 numa porta, e VENCEDOR DE 2015 noutra. As fotos anexadas testemunham.

Algumas perguntas surgem: a igreja está em concorrência com as outras igrejas? E se não tem o certificado de excelência na porta, os turistas não entram? O que acha o sacerdote da igreja desta coisa? Deu ou não deu o seu acordo para colar os certificados nos dois anos passados?

E uma dúvida começa a capturar a minha mente: o que acontece no caso em que a igreja NÃO receba o CERTIFICADO DE EXCELÊNCIA no ano 2016?????

Que pena!
CHRISTINE VITALI 

martedì 17 maggio 2016

GIORGIO AVITABILE sul libro “In cerca di identità” di José Gil.

Ringraziamo ISABELLA MANGANI per la segnalazione.


Essere portoghesi. Identità e formazione della soggettività. Dal libro “In cerca di identità”, José Gil.


Scandagliando l’animo di un popolo, José Gil fa emergere alcuni tratti di questo, degli elementi in movimento, che si situano alla base del rapporto del popolo portoghese con la storia e la politica attuale. Gli strumenti di questa analisi sono presi in prestito dalla psicologia sociale ma per un uso filosofico, insieme ad alcuni elementi di Ferenczi, Focault e Lourenço. Gil fa emergere il problema dell’identità all’interno del rapporto di un popolo con il cambiamento storico. Sia quello che gli è proprio, di cui è protagonista e che avviene entro i propri confini,la rivoluzione del 25 Aprile, sia quello globale, cioè al rapporto del portoghese con l’Unione Europea. Cioè al rapporto che si instaura fra una collettività e la sua storia e fra una collettività e la storia in cui è inserita. Il problema è l’impasse in cui si trova il cittadino portoghese, bloccato tra la necessità di trasformarsi per e nel futuro e la recente trasformazione incompiuta, fermo in una schisi temporale fra due blocchi di storia, la Rivoluzione dei Garofani e le nuove esigenze europee. In questo apparente vuoto la formazione della soggettività, intesa come affermazione di tutti gli attributi “mondani”, percorre due sentieri che tentano di colmare il vuoto della narrazione storica:  quello nevrotico, che ingloba nel suo Io il mondo intero, si interessa di tutto tranne che della propria esistenza, e quello paranoico che invece proietta verso l’esterno tutte le sue pulsioni, trasformandosi in vittima. “E’ vero che trasgrediamo a Freud e Lacan, passando dall’inconscio individuale al collettivo. […] Questo passaggio si giustifica perché in un certo modo il salazarismo si definisce precisamente per questo  passaggio: l’istituzionalizzazione o l’elevazione al piano collettivo di meccanismi nevrotici individuali instaura il salazarismo. Si isitituzionalizza la psicosi del dittatore.” (J.Gil, Em busca da identitade – p.16-17) In quanto all’Europa si ha un atto di territorializzazione della realtà da parte della soggettività. Non lo stato che entra in Europa, ma l’Europa che entra dentro il popolo portoghese, che la inghiotte e ne da un volto, territorializza un evento mentre continua coltivare la propria identità. Eduardo Lourenço affermava che ben lontano dall’avere un deficit di identità il popolo portoghese soffre di un eccesso di identità. Un identità territorializzata dalla soggettività. Che consiste nell’essere portoghesi ancor prima di essere uomini.

GIORGIO AVITABILE

Temas italianos na Jornada Internacional de Estudos de Desenho (Lisboa, 3 de Junho)




AULA EXTRA DO CURSO DE DOUTORAMENTO EM BELAS-ARTES
Jornada Internacional de Estudos de Desenho
Lisboa, 3 de Junho de 2013
Faculdade de Belas Artes Universidade de Lisboa / Sala de sessões da Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa
Roma e a Academia de S. Lucas de Roma como modelo para a Europa

15 00 Pietro Roccasecca, Academia de Belas Artes de Roma
A PEDAGOGIA DO DESENHO NA ACADEMIA DO DESENHO DE S. LUCAS  1593-1635
A pedagogia de desenho pensada por Frederico Zuccari para a Academia de Desenho de S. Lucas estava subdividida em duas partes, uma teórica e outra prática; os Discursos, conferências dadas pelos Académicos para os seus pares, e o Studio, cuja finalidade era a formação dos jovens pelo desenho.
A actividade teórica dos Discursos era voltada para a reflexão sobre a função do “desenho interno” na pintura, escultura e arquitectura. O escopo de Frederico Zuccari era, de facto, refundar teoricamente o estatuto do desenho, como fundamento das três artes, partindo do pressuposto que o desenho ele próprio não fosse uma simples operação manual de traçar linhas sobre uma superfície mas fosse acima de tudo uma actividade cognitiva primária.
Um barracão próximo da Igreja de Santa Martinha foi adaptado a sala da Academia onde haveria lugar à actividade do Studio. O espaço foi dotado do material didático necessário e as aulas mantidas regularmente pelo corpo académico. Do projecto didático do Studio da Academia do Desenho conhecem-se seja as actividades, seja os objectivos formativos que continuaram a ser perseguidos nos sucessivos Estatutos da Academia de Desenho de São Lucas.

15 30 Fernando António Baptista Pereira, Faculdade de Belas Artes Universidade de Lisboa
FRANCISCO DE HOLANDA E O DESENHO COMO FERRAMENTA DA CRIAÇÃO E DO ENSINO DAS ARTES

16.00 Vítor Serrão, Faculdade de Letras, Instituto de História de Arte

CAMPELO EM ROMA: A 'BELLA MANIERA' E O PRIMADO DO 'DISEGNO'

16.30 Luísa Capucho Arruda, Faculdade de Belas Artes Universidade de Lisboa
Disegno / Desenho
ROMA E A ACDEMIA DE S. LUCAS  COMO MODELO PARA OS ESTUDOS ARTÍSTICOS EM PORTUGAL 
Disegnate! Disegnate! Era a resposta de Donatello aos seus alunos quando queriam saber que fazer depois de acabar os desenhos que lhes tinha mandado fazer.
A prática do desenho com normas próprias e como fundação e estrutura das três artes é o contributo principal da Academia de Desenho de S. Lucas de Roma relativamente aos estudantes portugueses, do século XVI ao XVIII. Interessavam à Academia do desenho os estudos do antigo, do nu, das obras das principais figuras artísticas, e a compreensão de diversas ciências, como a perspectiva, a anatomia e as teorias e filosofias relativas à Arte.   
 No decurso do século XVIII sucederam-se tentativas de abertura de Academias de desenho em lisboa, por iniciativa de artistas que estudaram na Academia de S. Lucas de Roma entre os quais ressaltam os nomes de Francisco Vieira Lusitano (1699-1783), Domingos Sequeira (1768-1837) e Francisco Vieira Portuense (1765-1805).
Quando a Rainha D. Maria II (1819-1853) institui a Academia de Belas Artes de Lisboa a 25 de Outubro de 1836, foi fundada sob o modelo da Academia de S. Lucas de Roma, baseada também nas anteriores experiencias da Academia do Nu fundada em Lisboa por Cirillo Wolkmar Machado (1748-1823) pintor autodidata e teórico da arte, na Aula e Laboratório de Escultura de Joaquim Machado de Castro (1731-1822), escultor e também ele teórico da arte e finalmente na Aula ou Academia do Palácio Real da Ajuda, sob a direcção de Domingos Sequeira e Vieira Portuense. 
A Academia de Belas Artes de Lisboa abre sob o signo do neoclassicismo pois, na sua fundação, continuará a sofrer a influência romana sobretudo através do pintor e restaurador de pintura antiga, António Manuel da Fonseca (1796-1890), primeiro professor de Pintura de História da Academia, discípulo de Vicenzo Camuccini (1771 - 1844), pintor restaurador do Vaticano e Príncipe da Academia de S. Lucas de Roma.

17.00 Francisco de Almeida Dias, Roma Instituto de Santo António
SANTO ANTÓNIO DE LISBOA, EM ROMA - GIACINTO CALANDRUCCI NA CHIESA DEI PORTOGHESI

Discípulo de Carlo Maratti, Giacinto Calandrucci (1645-1707) é o pintor mais representado em Santo António dos Portugueses. A sua  actividade na igreja nacional de Roma liga-se inicialmente à decoração da capela de Giovanni Battista Cimini, cuja viúva decidirá financiar também o arranjo do altar-mor. Um grande número de desenhos preparatórios, conservados em Paris e em Berlim, permitem acompanhar detalhadamente a construção dessa que ficou como a imagem marcante da fé de uma nação na cidade onde todas as nações se reuniam em redor de uma fé. O grande retábulo representando a Virgem que apresenta Jesus a Santo António é uma imagem que acabrá por chegar a Portugal, através de gravuras, cópias, e um esboço intrigante.


17.30 Alberto Faria, Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa
VISITA AO GABINETE DE DESENHOS DA FBAUL: DESENHOS DE ROMA DE ARTISTAS PORTUGUESES