Um nome de rua, no centro histórico da Cidade Eterna, que marca a presença de Portugal e a ligação antiga de dois povos e duas culturas.
Nesta outra "Via dei Portoghesi" queremos falar de Portugal em Roma e de Itália em Portugal.
“O
analfabeto do futuro não será quem não sabe escrever, e sim quem não
sabe fotografar. Mas um fotógrafo que não sabe ler as suas próprias
imagens não é pior que um analfabeto?”
Walter Benjamin
Este
meu novo projecto expositivo consta de 50 retratos que fui fazendo ao
longo dos anos a pessoas oriundas de ambientes sócio-culturais muito
diversos – do meio da cultura, a grande maioria, a pastores
transmontanos e um poeta popular algarvio.
Muitos destes retratos foram
já publicados em revistas de arte ou outras, integradas em projectos
editoriais nos quais participei.
Cada
retrato será acompanhado por um comentário do retratado, descrevendo o
que sente e lhe sugere esta imagem que fui desenterrar na sua “alma”.
Interessa-me sobretudo, aqui, a relação entre o retrato,
enquanto fragmento de uma identidade mais complexa, e sua
perspectivação psicológica atribuída pelo indivíduo retratado que se
revê ou não no que é mostrado. É esse jogo de identificação do indivíduo
retratado consigo mesmo ou consigo enquanto “outro” que
pretendo mostrar.
Carlota Mantero
A exposição estará patente durante o mês de Junho,
Giovedì 8 febbraio alle ore 18.00 presso la galleria d’arte
dell’Istituto Portoghese di Sant’Antonio in Roma avrà luogo
l’inaugurazione della mostra “COME GIOIELLI IN CIELO” della pittrice Bruna Milani, con la partecipazione del fotografo Marco Lanciani e della pittrice Alessandra Cesaroni. «Una
passeggiata tra stelle e mito, immaginando di ricongiungersi con
Qualcosa di superiore. Un’atmosfera fantasiosa ed ovattata che ci
ricordi la nostra origine celeste. Proveniamo tutti dalle stelle e lì
ritorneremo.» sono le parole con cui l’Artista definisce questo
percorso illustrativo. La mostra è presentata dal Rettore dell’Istituto
Portoghese di Sant’Antonio in Roma, Mons. Agostinho da Costa Borges,
sotto l’alto patrocinio di S. E. l’Ambasciatore del Portogallo presso la
Santa Sede, Dott. António de Almeida Lima. Si riuniscono una ventina
tra i più recenti acquerelli di Bruna Milani, un’Artista autodidatta che
dipinge sin da bambina con questa tecnica. Galassie e stelle che, con
colori accesi, riflettono la maestosità dell’universo da cui la pittrice
trae ispirazione. Insieme a questo lavoro, le fotografie “in movimento”
di Marco Lanciani e i pastelli con cui Alessandra Cesaroni evoca e
presenta la Donna nella mitologia. La galleria rimarrà aperta da lunedì a
sabato, dalle 16.00 alle 20.00, fino al 24 febbraio. Ingresso gratuito.
Manuel Alegre recebe esta
sexta-feira o prémio Camões 2017, numa cerimónia na sala D. João VI do Palácio
Nacional da Ajuda. António Costa e Augusto Santos Silva vão estar presentes.
O Prémio Camões 2017 é entregue esta sexta-feira ao escritor Manuel Alegre,
de 81 anos, na sala D. João VI do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, numa
cerimónia à qual assistem o primeiro-ministro e o ministro da Cultura.
A investigadora Paula Morão, que presidiu ao júri que distinguiu o poeta português,
e que esta sexta-feira usará da palavra, disse à agência Lusa, em junho do ano
passado, quando foi conhecido o vencedor, que era uma distinção “justíssima”.
“Penso que faz todo o sentido e que o Prémio Camões é uma referência
fundamental para a obra de Manuel Alegre. Considero o prémio justíssimo e
adequado, pelo escritor e pela figura cívica que ele é”, disse Paula Morão.
A especialista em literatura lembrou, na ocasião, que vários dos poemas de
Manuel Alegre são conhecidos do povo português e já foram adaptados
musicalmente por artistas consagrados como Amália Rodrigues, Adriano Correia de
Oliveira, José Afonso, Luís Cília, António Portugal, Janita Salomé, entre
outros.
Na cerimónia desta sexta-feira, à qual assistirão o ministro dos Negócios
Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o ex-Presidente da República António
Ramalho Eanes, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e o escritor
Mia Couto, entre outros, usarão também da palavra o primeiro-ministro, António
Costa, e o embaixador do Brasil em Lisboa, Luiz Alberto Figueiredo Machado,
além do distinguido.
Manuel Alegre conta com uma carreira literária de mais de 50 anos,
paralelamente a uma intervenção cívica e política.
Os livros “A Praça da Canção” e “O Canto e as Armas” marcaram, à partida, o
seu percurso político e literário, de combate, contra a censura, contra a
guerra colonial e a ditadura do Estado Novo.
“O Canto e as Armas” é “o livro de uma geração, mas também um livro que se
prolongou no tempo, enquanto voz de esperança numa pátria livre, e de denúncia
da opressão política da ditadura salazarista, da guerra colonial, da emigração
e do exílio, a que muitos portugueses, como o próprio poeta, foram condenados”,
assinalou o grupo editorial LeYa, em abril do ano passado, quando do lançamento
da edição comemorativa dos 50 anos desta obra.
Manuel Alegre foi deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), e nas
diferentes legislaturas, até 2009, tendo sido candidato, em 2011, à Presidência
da República.
Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda, na
Beira Litoral, e estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi dirigente
estudantil.
A cerimónia de hoje encerra com a atuação da fadista Maria Ana Bobone que
interpretará “Mariana”, “Meu nome é nome de mar” e “Nós as meninas”, poemas de
autoria de Manuel Alegre.