martedì 2 febbraio 2010

IPSAR - CORSI PORTOGHESE - 2º semestre




Istituto Portoghese di Sant'Antonio in Roma

Via dei Portoghesi, 2 - 00186 ROMA
+39 06 68802496
http://www.ipsar.org/
corsi@ipsar.org


Anno Accademico 2009-2010 - 2º Semestre

Corsi di Lingua e Cultura Portoghese


La riunione iniziale (1º livello) avrà luogo presso l’Istituto, il 15 febbraio alle ore 18.30.

Attività accademiche:

P1 - 1º livello (basico)
40 ore
25 lezioni + esame
tassa iscrizione: € 25
prezzo semestre: € 300
manuale: € 30

Lunedì e mercoledì, dalle 18.30 alle 20.00.
Professore: Duarte Pinheiro.

Lezioni:
Febbraio - 17, 22, 24
Marzo - 1, 3, 8, 10, 15, 17, 22, 24, 29, 31
Aprile - 7, 12, 14, 19, 21, 26, 28
Maio - 3, 5, 10, 12, 17
Esame: 19 maggio


P2 - 2º livello (medio)
30 ore
14 lezioni + esame
tassa iscrizione: € 25
prezzo semestre: € 250
manuale P2: € 30

Martedì, dalle 18.00 alle 20.00.
Professore: Duarte Pinheiro.

Lezioni:
Febbraio - 16, 23
Marzo - 2, 9, 16, 23, 30
Aprile - 6, 13, 20, 27
Maio - 4, 11, 18
Esame: 25 maggio


P3 - 3º livello (medio-avanzato)
30 ore
14 lezioni + esame
tassa iscrizione: € 25
prezzo semestre: € 250
manuale P3: € 30

Venerdì, dalle 18.00 alle 20.00.
Professore: Francisco de Almeida Dias.

Lezioni:
Febbraio - 26
Marzo - 5, 12, 19, 26
Aprile - 2, 9, 16, 23, 30
Maio - 7, 14, 21, 28
Esame: 4 giugno


P4 - 4º livello (avanzato)
30 ore
14 lezioni + esame
tassa iscrizione: € 35
prezzo semestre: € 250

Giovedì, dalle 18.00 alle 20.00.
Professore: Francisco de Almeida Dias.

Lezioni:
Febbraio - 25
Marzo - 4, 11, 18, 25
Aprile - 1, 8, 15, 22, 29
Maio - 6, 13, 20, 27
Esame: 3 giugno


L’avviamento dei corsi sarà stabilito dalla presenza di un numero minimo di alunni. Segnaliamo che le diverse classi hanno come limite massimo il numero di 20 alunni.

altre informazioni:

o I programmi saranno stabiliti tra Professore e Allievi all’inizio delle lezioni. La valutazione comprenderà la frequenza e la partecipazione dell’Allievo, confermate da una prova orale e scritta alla fine del corso. L’esame darà diritto ad un Certificato di frequenza e merito, autenticato dalla Segreteria dell’Istituto Portoghese di Sant'Antonio in Roma.

o Il pagamento dei corsi dovrà essere effettuato presso la Segreteria dell’Istituto nel suo orario di funzionamento. Comprenderà una tassa d’iscrizione, per quelli che s’iscrivono per la prima volta, alla quale sarà aggiunta la tassa di frequenza del semestre. Presso la Segreteria sarà effettuato anche l’acquisto dei manuali di studio, sotto indicazione del Professore.



È gentilmente richiesta la pre-inscrizione tramite e.mail corsi@ipsar.org, con l’indicazione di nome e cognome, numero di telefono e livello nel quale, il candidato, pretende iscriversi. Nel caso che il numero degli pre-iscritti oltrepassasse il numero massimo previsto, verrà rispettata la precedenza attraverso l’ordine di pre-iscrizione e presenza nella riunione iniziale.

Lisboa - por Eros Olivieri


Sonhar com Lisboa

Antes de tudo, preciso de confessar uma coisa: nunca fui a Lisboa. E assim o meu discurso teria já acabado. “Obrigado. Até à próxima.”
...
Mas, se quiserem, eu posso falar um pouco de quando eu sonho com Lisboa.

A primeira coisa que eu sonho é não chegar a Lisboa de avião, nem de carro, nem de comboio, nem de moto ou de bicicleta; nem sequer a pé. Sonho chegar... de barco, de barco à vela, navegando solitário, em silêncio, através do mar Mediterrâneo.
Após dias e noites de navegação, eu dobro Gibraltar e depois passo através das Colunas de Hércules, costejo o Algarve, dobro o Cabo São Vicente e ponho a proa do barco à direita pela rota de Norte.
Eis o Cabo de Sines, o Cabo Espichel e a Costa da Caparica.
Já ouço no ar a voz de Amália e também, desculpem-me pela junção, o cheiro de bacalhau e de ginjinha.
Então, viro a proa um pouco à direita, direcção nordeste e, finalmente, apresenta-se, pálida e imponente, a Torre de Belém.
Vejo à distância as luzes de Lisboa. A cara está húmida de lágrimas e de jactos da água de mar. Os olhos procuram encontrar nos pontos mais altos de Lisboa alguns lugares e monumentos só vistos nos livros. E então descubro um a um os perfis escuros, como se fossem sombras chinesas: o Castelo de São Jorge, o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, a Ponte 25 de Abril, o Cristo Rei, a Boca do Vento, a Senhora do Monte.
Mas tudo o mais de Lisboa esta invisível na noite.
E então, no sonho, sonho ver a Rua Augusta, o Oceanário, o Cais de Sodré, a Basílica da Estrela, a Praça do Comércio, o Eléctrico e, ainda, sonho azulejos por toda a parte, na abóbada do céu e no chão... até na casa de banho...
Agora alvorece, o primeiro cacilheiro destaca-se da doca com as luzes de noite acesas.
Em frente, atrás de Lisboa, vai nascer o sol.
Para despertar bem, lavo a cara com agua de mar. Dos lábios saem lentas palavras: “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.....Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena”...
É Lisboa, Portugal, com certeza. Cheguei.
Amaino as velas, encosto o barco, faço os nós nos cabos e salto para terra. Não sei se é a Doca do Bom Sucesso ou a da Alcântara ou a do Jardim do Tabaco. Estou incerto, quase inquieto, até que leio num cartaz de estrada: “Olá marinheiro, bem-vindo”.
Cheguei, afinal.


EROS OLIVIERI

Lisboa - por Germana Lardone


Fui a Lisboa pela primeira vez no começo dos anos noventa e foi amor à primeira vista.

Não quero falar dos monumentos, conventos, palácios, azulejos, museus: quando viajo o que mais me interessa são as sensações e, como estas são coisas abstractas, é muito difícil para mim explica-las numa língua que não conheço bem.

Talvez o que me encantou tenha sido o céu azul, a brisa atlântica, os hieroglíficos das calçadas, não sei... é provável que tenha sido a atmosfera: era como voltar atrás de trinta anos.

Anos depois voltei e encontrei-a ainda mais bonita; do alto do elevador de Santa Justa vi que todos os telhados agora eram novos. Desci e, caminhando pelas ruas, encontrei muitos edifícios restaurados; foi um prazer reconhecer lugares da memória.

Por último aconteceu que há cinco anos, um dos meus filhos tinha por uns meses trabalhar em Lisboa... mas ainda lá está agora. Por este motivo volto a esta cidade duas ou três vezes cada ano e, como ele mora em Alfama, o bairro mas antigo e mais típico, posso gozar deste lugar que me encanta. Parece-me viver numa aldeia onde todas as pessoas se conhecem, se encontram e conversam nas ruelas estreitas e sinuosas que muitas vezes cheiram a sardinhas assadas. Gosto de passear neste bairro e sentar-me a olhar para aquele pedaço de mar que não é mar, mas que é o rio Tejo.

É como viver numa ilha com a sensação que aqui estamos na fronteira da Europa e do Oceano.


GERMANA LARDONE

Lisboa - por Vilma Gidaro


A primeira vez que vi Lisboa foi por acaso. Uma minha colega tinha-me convidado para passar férias de Verão a Portugal.
De Portugal conhecia, naquela altura, muito pouco. Lembrava-me de ter visto imagens de Lisboa, na televisão, nos dias da revolução dos cravos, muitos anos antes.
Duas horas e meia de avião e eis Lisboa!
Já no aeroporto fomos bem acolhidas, tudo funcionou na perfeição.
Habitualmente quando vejo pela primeira vez um lugar, tento sentir alguma emoção.
Lisboa deixou-me imediatamente em estado de graça. Sentia-me bem e o azul forte do seu céu abria-me a alma.
Nos dias seguintes foi muito fácil visitá-la: ao contrário de Roma, os meios de transporte em Lisboa são extremamente cómodos e frequentes, mas eu apreciei sobretudo andar a pé.
Descobri as suas grandes avenidas e praças amplas, as numerosas subidas e descidas, as esplanadas dos miradouros espalhadas por toda a cidade com vistas maravilhosas.
Comecei a conhecer a sua história e o fascínio dos seus palácios e monumentos. A grandeza imperial e as ruas dos bairros populares.
Durante o dia o céu é azul e a noite é estrelada; depois há sempre vento fresco e concertos de Fado no Bairro Alto ou nos restaurantes de Alfama; pode-se passar a noite degustando um cálice de Vinho do Porto no Solar de São Pedro de Alcântara ou passeando pelo Chiado.
Além disso descobri a beleza e a força do Rio Tejo, imenso, vivaz, vital; a energia e a riqueza da cidade, um rio que é mar e como o mar é vida.
Para mim, Lisboa foi, também, a apreciável sensação de estar em minha casa, ter um grande sentido de orientação, que não me é nada habitual, e todas as vezes que lá vou tenho a mesma sensação.


VILMA GIDARO

Lisboa - por Rocco Costantino


Lembro-me de Lisboa


Passaram muito anos, cerca de 9, desde a minha primeira visita a Lisboa e portanto as lembranças não são muito claras.
Aliás não tem sentido o fazer um micro-guia turístico, não saberia o que escrever. Mas ainda há com certeza algumas sensações e sugestões na minha memória.
Admito que não tenho lembranças de locais e lugares demasiado feitos à medida dos turistas, nem de ruas e ruelas muitas vezes características demais para serem verdadeiras.
Porém permanecem em mim a doce beleza da cidade no seu conjunto, a facilidade (talvez só dos turistas) em fazer, ver e mover-se nela.
Mas eu partia com uma sugestão grande que provinha do incipit de “O ano da morte de Ricardo Reis” do meu amado Saramago :
“Aqui o mar acaba e a terra principia. Chove sobre a cidade pálida, as águas do rio correm turvas de barro, há cheia nas lezírias”. E depois Ricardo Reis desembarca no cais Alcântara do barco Highland Brigade e chega ao Hotel Bragança na Rua do Alecrim.
Quando chega, quando passeia para cima e para abaixo do Chiado ao rio-mar, chove e chove sempre. Lembrava-me de Ricardo Reis e porventura esperava e queria chuva (ainda que fosse Julho e não Dezembro), mas pelo contrário...
Lisboa permanece na minha memória como luz, com a sua incrível luminosidade entre o oceano e o Tejo e tudo o que permanece mais vivo tem como fundo, ou melhor, como protagonistas, o Tejo, o oceano e a luz: a Torre de Belém, os Jerónimos, o Terreiro do Paço, o fantástico Oceanário.

ROCCO COSTANTINO

Encontro temático: Lisboa - sexta-feira 29 de Janeiro





Na passada sexta-feira, 29 de Janeiro, e aproveitando os últimos dias da exposição de fotografias sobre Lisboa de Luciana Galli, um grupo de alunos, liderado por Eros Olivieri, envolveram dois professores de Português numa visita-lição-apresentação sobre Lisboa.

Uma tarde para recordar, no Instituto Português de Santo António.

Aqui estão algumas imagens dessa tarde e publicam-se, de seguida, os textos apresentados oralmente pelos alunos.

Muito obrigado:

Barbara Morselli

Eros Olivieri

Germana Lardone

Ilaria de Franchis

Rocco Costantino

Rosanna Cimaglia

Stefano Valente

Vilma Gidaro

"Regresso a Roma" - Peregrnação em Fevereiro


«Durante o ano de 2007 reunimo-nos para celebrar os 30 anos da fundação do SDPJ. Era um jantar de reencontro dos fundadores; praticamente não nos tínhamos voltado a encontrar desde que nos despedimos após a nossa peregrinação a Roma... há mais de 25 anos.
Após muitas histórias e recordações e num momento já mais sereno, pensámos que deveríamos tomar qualquer iniciativa que mobilizasse os peregrinos de Roma que quisessem reencontrar-se. Ao longo destes anos e nas mais diversas circunstâncias pessoais e profissionais, fomos muitas vezes interpelados pela memória dos que peregrinaram connosco: «eu também fui a Roma em 83!». E nessa altura percebia-se a importância do nosso encontro com o Papa Wojtyla em 1983, em Castelgandolfo, e as marcas que essa peregrinação deixou nas nossas vidas. Uma etapa que vivemos na mesma idade que agora têm os filhos daquela geração de 83.
Achámos que esta memória não se devia perder e que poderíamos propor uma nova mobilização aos 1.000 jovens que visitaram o Papa. Mas, agora, em outros moldes: voltar a Roma com as famílias.
Assim, submetemos a nossa ideia ao Senhor Patriarca que, já em 1983 e na qualidade de bispo auxiliar de Lisboa com a responsabilidade da Pastoral Juvenil, acompanhou o Cardeal Ribeiro na peregrinação e superintendeu toda a organização.O Senhor D. José Policarpo concordou com esta iniciativa e concedeu-nos todo o apoio. Deste modo e depois de uma primeira reunião com alguns responsáveis dos autocarros, iniciámos o processo de organização.
Será longo e trabalhoso: perderam-se os arquivos de 1983, pelo que temos de recuperar a lista de peregrinos num processo de entreajuda. Mas será também um esforço duro e exigente: mobilizar a vontade de todos, especialmente dos filhos, e preparar os orçamentos familiares para este grande empenho económico.Considerando estes dois desafios, entendemos que a peregrinação deve ser marcada para 2010: 13 a 17 de Fevereiro. Contamos contigo e com a tua família em Roma... mas antes, como em 1983, termos ocasião de nos encontrar em Lisboa para preparar a peregrinação.
Esperamos que esta tenha sido uma boa notícia!
A Equipa Central do SDPJ 1978-1983 »




PROGRAMA

Sábado (13 de Fevereiro de 2010)
7:15 ou 9:25: Viagem Lisboa – Roma
Tempo livre


Domingo (14 de Fevereiro de 2010)
9.30h: Missa (Igreja do Colégio Urbano)
12.00h: Angelus (Praça de S. Pedro)
13.00h: Almoço e convívio (Restaurante Granicolo; entrada junto à Via della Conciliazione)
15.30h: Tempo de reflexão, formação e de encontro das famílias (Colégio Urbano)
17.30h: Fim das actividades
Tempo livre


Segunda-feira (15 de Fevereiro de 2010)
Tempo livre [sugestões culturais e turísticas: Roma, Assis, Viterbo (túmulo de João XXI)]


Terça-feira (16 de Fevereiro de 2010)
Manhã e tarde livres [sugestões para visitas ao Vaticano: museu e túmulos de S. Pedro e de João
Paulo II]
18.00h: Missa (Igreja de Santo António dos Portugueses), com entrega dos bilhetes para a
audiência com o Papa
19:00h. Concerto de órgão pelo Prof. Giampaolo Di Rosa, organista residente (Igreja de Santo
António dos Portugueses)


Quarta-feira (17 de Fevereiro de 2010)
8.30h: Concentração na Praça de S. Pedro
10.30h: Audiência com o Papa (Auditório Paulo VI)
Após a audiência: despedida espontânea
15:00h (a confirmar): transfer hotel-aeroporto para os peregrinos que regressam nesse dia
18:45h: Viagem Roma – Lisboa



http://www.regressoaroma2010.com/