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Texto extraordinariamente sensível e sensual, de recordações poéticas, feito por uma aluna de Português, que começou a estudar a nossa língua há pouco mais de dois meses! Parabéns, Paolina!
O DIA 15 DE AGOSTO
O sol luminoso, o quente que me envolve, o ar de festa na aldeia, eu, a minha mãe e o meu pai na Igreja, o almoço interminável no campo dos camponeses de algum tio, nós crianças que corremos felizes no prado e, fatigados, deitamo-nos em baixo dos carvalhos seculares para ouvir o canto das cigarras: estes são os 15 de Agosto da minha infância.
Era o pós-guerra, a vida era mais simples do que hoje, mas cheia de exaltação e de esperança no futuro.
Hoje o dia 15 de Agosto é uma dia como tantos, que corre na rotina. Acabo de regressar das férias na praia e vou para a minha casa no campo.
Ainda gosto muito de me deitar debaixo dos carvalhos a ler um bom livro acompanhada pelo canto das cigarras. Com os meus filhos que, se podem, chegam; e com meu marido e com minha mãe que ainda gosta de cozinhar, passamos um preguiçoso dia de Verão.
PAOLA PROIETTI
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