lunedì 26 novembre 2007

Convénio Antinori em Camerino



Na "sala della Muta" do Palácio Ducal de Camerino, teve lugar este sábado, 24 de Novembro, um convénio sobre a figura do arquitecto camerte Giovanni Antinori, organizado pela Ordem dos Arquitectos da Província de Macerata.


A organização contou com o Presidente da Ordem dos Arquitectos, Prof. Enzo Fusari, com o Arq. Luca Maria Cristina e com a Arq.ª Valeria Giontella.


Participaram a Prof.ª Angela Cipriani da Academia Nacional de S. Lucas, a Dr.ª Sabina Carbonara Pompei da Faculdade de Arquitectura Valle Giulia, Dr. Francisco de Almeida Dias do Instituto Português de Santo António em Roma, a Dr.ª Carla Benocci da Superintendência dos Monumentos de Roma, Monsenhor Sandro Corradini do Pio Sodalizio dei Piceni em Roma, o Prof. Enzo Bonacucina do Instituto "Giovanni Antinori", os Professores Francesco Quinterio e Pierluigi Falasca da Universidade de Camerino, o Dr. Pierluigi Moriconi do Arquivo de Estado e a Dr.ª Daniela Mosconi. Os trabalhos foram moderados pelo Arq. Giovanni Marucci.


De Portugal veio o Professor Pedro Marques de Abreu, da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, fazenr uma interessante comunicação sobre a "Arquitectura do Iluminismo em Portugal".


Os trabalhos académicos não teriam podido terminar de melhor maneira: um concerto de fado na galeria do Castelo de Lanciano (Câmara de Castelraimondo), em que se puderam ouvir temas tradicionais e modernos pelo famoso guitarrista Marco Poeta, e uma visita à residência principesca, guiada pelo director do museu aí instalado, e que bem ilustrou o contributo de Giovanni Antinori no seu restauro setecentista.



Notícia completa sobre o convénio:



Texto de Luca Maria Crstini sobre o "Projecto Antinori":



Notícia sobre o concerto de Fado no Castelo de Lanciano:



Fotografias Convénio Antinori











Fotografias de alguns dos participantes no convénio que se realizou sábado, 24 de Novembro, em Camerino:

Arch. Giovanni Marucci,

Arch. Luca Maria Cristini,

Prof. Angela Cipriani,

Prof. Pedro Marques de Abreu,

Dott. Carla Benocci,

Mons. Sandro Corradini,

Prof. Enzo Bonacucina,

Prof. Pierluigi Falaschi,

Dott. Pierluigi Moriconi.

mercoledì 21 novembre 2007

Dulce Pontes e Ennio Morricone em Roma


Ontem à noite, terça-feira 2o de Novembro, teve lugar na Aula Paolo VI, no Vaticano, o espectáculo "La luce dei Bambini" - concerto de beneficência do Hospital Pediátrico Bambino Gesù, sob o patrocínio do Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Papa Bento XVI.


http://209.85.135.104/search?q=cache:Yhc_82Vak_IJ:www.ospedalebambinogesu.it/portale/opbg.asp%3FIDitem%3D3534+%22la+luce+dei+bambini%22+%22dulce+pontes%22&hl=it&ct=clnk&cd=3


Depois da execução dos hinos pontifício e italiano, a Banda dell'Arma dei Carabinieri interpretou alguns temas clássicos, introduzindo assim o Maestro Ennio Morricone, que dirigiu a orquestra Roma Sinfonietta, o Coro Claudio Casini da Universidade de Tor Vergata e o Coro Lírico Sinfónico Romano.

Como voz solista foi convidada uma das cantoras portuguesas mais conhecidas internacionalmente: Dulce Pontes.

A intensidade e a graça com que interpretou os temas de La luz prodigiosa, Sacco e Vanzetti e Sostiene Pereira emocionaram as centenas de espectadores presentes.
As nossas saudações àquela que é talvez, depois de Amália Rodrigues, a maior voz e a melhor embaixadora da música portuguesa.


Mais sobre Dulce Pontes:
http://dulcepontes.net/site.php

A magnífica música de Sostiene Pereira: "A Brisa do Coração" - Dulce Pontes e Ennio Moricone em Varsóvia:http://www.youtube.com/watch?v=Kmh9GJVH7lk

O segredo a descobrir está fechado em nós
O tesouro brilha aqui embala o coração mas
Está escondido nas palavras e nas mãos ardentes
Na doçura de chorar nas carícias quentes
No brilho azul do ar uma gaivota
No mar branco de espuma sonoro
Curiosa espreita as velas cor de rosa
À procura do nosso tesouro
A brisa brinca como uma gazela
Sobre todo o branco e a rua do Ouro
Curiosa espreita a fenda da janela
A procura do nosso tesouro






lunedì 19 novembre 2007

Papa João XXI e o seu "Tesouro dos Pobres"


Amanhã, terça-feira 20 de Novembro, pelas 18h30, o Dr. Luca Pesante irá apresentar no Instituto Português de Santo António (Via dei Portoghesi, 2) um interessante livro cuja edição coordenou: Il tesoro dei poveri.


Trata-se de um receituário médico do século XIII, composto por Pedro Hispano, o único Papa português, que subiu ao trono pontifício com o nome de João XXI. Tendo falecido em Viterbo a Università degli Studi della Tuscia – Facoltà di Lingue e Letterature Straniere Moderne
em colaboração com o Instituto Camões criou há anos uma cátedra de lingua portuguesa com o seu nome.


Mais sobre Pedro Hispano em




Eis a recensão da obra:


In un connubio di umano e di divino, l’uomo del Medioevo lottava per capire le leggi che regolano il mondo e la vita. E quindi anche per superare la malattia. Più rivestiva un ruolo religioso, più si sentiva impegnato ad operare per migliorare la salute del malato. Come non poteva porsi il problema un uomo destinato a diventare Papa? Pietro Ispano, futuro Giovanni XXI, scrisse il Tesoro dei Poveri pensando di venire incontro alle necessità della povera gente, ritenendo il diritto alla salute un bene di tutti, anche di chi non poteva permettersi farmaci costosi. Ma lo “scienziato” medievale, un po’ teologo e un po’ medico, un po’ astrologo e un po’ giureconsulto, era teso a sintonizzarsi con il macrocosmo, dove più evidente era il peso delle energie divine ed astrali. Ne usciva un quadro culturale composito, che viveva sia della tradizione che delle fonti classiche, sia delle idee dei contemporanei che di spunti personali, un mix di rimedi terapeutici vegetali, minerali ed animali, finanche umani, che oggi possono farci sorridere, ma che nel bene e nel male rappresentano il substrato storico della nostra medicina. Le nocciole tritate con il grasso d’orso fanno ricrescere i capelli, il grasso di capra con il succo di porro restituisce l’udito,la pietra che chiamano magnete allontana la discordia tra marito e moglie, il succo di artemisia rompe i calcoli in modo straordinario, la resina di ginepro spalmata sul pene ne impedisce l’erezione,l’erba colombina portata tra i vestiti estingue la libidine: sono alcune delle indicazioni tratte dalle centinaia di ricette che si susseguono una dietro l’altra, per trovare un rimedio a tutto, in un viaggio insolito, attraverso le malattie fisiche e psichiche che affligono il corpo partendo dalla testa e arrivando ai piedi. Pietro Ispano, la nostra guida, ci accompagna tra le righe con il mirato intento di scacciarne le paure, ma soprattutto di suggerirci i rimedi più appropriati, basati sulla forza rigeneratrice della Natura. Il Tesoro dei Poveri (Thesaurus pauperum), perciò, è un compendio di ricette, buone sia per la caduta dei capelli che per la sterilità,l’impotenza, la febbre, le rughe, l’itterizia e a tutta una lunga serie di malattie. L’esposizione, fatta in modo sintetico, è mirata proprio all’applicazione pratica. Il fatto che vi compaiano rimedi piuttosto curiosi per il mondo scientifico di oggi, non sminuisce l’importanza storica del trattato e la sua importanza sul piano della pratica terapeutica, come dimostrano le numerose edizioni del trattato succedutesi fino all’Ottocento. Al contrario ne rende più piacevole la lettura, dal momento che apre uno squarcio su un mondo terapeutico ignoto, che per noi moderni si carica di magico.

Maravilhoso Pirandello, amigo de Portugal




Até ao próximo domingo, dia 25 de Novembro, estará em cena no Teatro Argentina a peça I Giganti della Montagna (Os Gigantes da Montanha) de Luigi Pirandello.


Grande trabalho encenado por Federico Tiezzi com as participações de Sandro Lombardi, Iaia Forte, Marion d’Amburgo, Massimo Verdastro, Silvio Castiglioni, Debora Zuin, Alessandro Schiavo, Ciro Masella, Clara Galante, Andrea Carabelli, Aleksandar Karlic. Nele concorrem ainda trabalho de luz e som, cenários e figurinos, num todo homogéneo de grande qualidade.

O texto, deixado incompleto pelo grande autor italiano, " è l’analisi incompiuta di tre condizioni dell’uomo: la pietosa finzione del sogno, l’utopia di voler portare la poesia per il mondo ed il nascere di una società di uomini orgogliosi e rozzi che negano qualsivoglia forma d’arte", nas palavras de Lucio De Angelis.


Pirandello foi, desde cedo, um autor muito amado em Portugal,.

Antes das traduções de Manuel Francisco do Nascimento (Pensão Vitalícia, 1940), de José Marinho (O falecido Matias Pascal,1945), de Graziella Saviotti Molinaria (Contos, 1947) e de todas as que se lhe seguiram foi a poetisa Fernada de Castro quem primeiro o traduziu, em 1925.
A peça Uma verdade para cada um foi apresentada no âmbito de uma tentativa de teatro de vanguarda em Lisboa, o "Teatro Novo", promovida por António Ferro, que marcou a estreia absoluta de Pirandello em Portugal, no foyer do Teatro da Trindade. A autora traduziu ainda A Volúpia da Honra, levada à cena no teatro nacional em Lisboa.

Fernanda de Castro (1900-1994), irá encontrar-se duas vezes com Pirandello, sempre graças a iniciativas de António Ferro: em 1933 no “I Congresso de Crítica Dramática e Musical” e mais tarde, em 1937, durante as celebrações que acompanharam a Exposição de Paris (1937) na Casa de Portugal - a que se refere a fotografia que aqui publicamos.

Fernanda de Castro recorda assim um eesses encontros:


“Nos tempos heróicos em que era preciso ter coragem, fantasia, imaginação, para substituir as verbas mais que modestas do SNI, António Ferro encontrara um meio relativamente barato para fazer conhecer Portugal no estrangeiro (…) convidava as pessoas-chave para visitar o nosso País, e dentro das nossas fronteiras ocupava-se delas, mostrava-lhes o que tínhamos de mais interessante para lhes mostrar, passeava-as através do País, organizava, ou conseguia que outros organizassem, festas típicas nas regiões diversas, e ao fim de alguns dias sentiam-se em casa e apetecia-lhes ficar mais tempo. Quando enfim partiam, eram já amigos íntimos de Portugal e, ao chegarem aos seus países, provavam-no escrevendo maravilhas nos seus respectivos jornais. Sei que ninguém vai acreditar, mas posso jurar que o SNI não pagou um único artigo das dezenas e dezenas que então apareceram em diversos jornais e revistas da Europa. Mas como foi possível? Perguntar-me-ão incrédulos. Simplesmente como eu disse (…) saber quem eram as pessoas-chave de então, estimá-las e ser estimado por elas (…) Como teria António Ferro conseguido levar à Casa de Portugal em Paris, quatro sextas-feiras consecutivas Colette, Pirandello, Maeterlinck e Paul Valéry? Pagando-lhes? Pelo amor de Deus, não haveria dinheiro que chegasse.”

( in Cartas para Além do Tempo, p.76)


Para saber mais sobre Fernanda de Castro ver:

Belíssimo artigo de Ana Marques Gastão no Diário de Notícias:




domenica 18 novembre 2007

Ainda Saramago...



Artigo de Isabel Lucas no Diário de Notícias de hoje:








"Eu amo-o." Os olhos azuis de Lisbeth Landefort iluminam-se e as mãos levantam-se em gesto de rendição. É o modo como esta austríaca, nascida em 1925 em Viena e radicada na Finlândia desde 1938, justifica a performance que vai trazer hoje a Lisboa para celebrar os 85 anos do escritor José Saramago. Lisbeth leu todos os livros de Saramago traduzidos em finlandês e sueco (a Finlândia é bilingue) e quando ouviu um disco da cravista Elina Mustonen com música de Domenico Scarlatti lembrou-se das páginas de Memorial do Convento em que o músico é personagem e as duas engendraram um espectáculo que conjugasse a música de Scarlatti com a escrita de Saramago. "Fizemos chegar o disco a José Saramago que respondeu pouco depois a dizer que tinha adorado", diz Elina.






Artigo completo em:






Nota:


O único retrato conhecido de Domenico Scarlatti encontra-se em Portugal, na Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça:


Música erudita na igreja nacional de Roma


Com uma importante tradição concertística desde há mais de dez anos, o Instituto Português de Santo António em Roma (http://www.ipsar.org/), que constitui, para além dos centros universitários, o único polo dinamizador de cultura portuguesa em Roma, recebeu ontem às 21 hora o Ensemble La Selva, num concerto intitulado Io canterei d’amore (attorno al madrigale diminuito, per flauto dolce, violino, viola da gamba, violone, arciliuto).

Ouviram-se os excertos de Cipriano De Rore (1515/16-1565) O sonno-ov’è il silentio, Non gemme non fin’ oro, Vergine bella e Ancor che col partire madrigale; de C. De Rore/ Giovanni Bassano (1558-1617) Io canterei d’ amore; de C. De Rore/Francesco Rognoni (c.1585-1626) Ancor che col partire; de Marco Uccellini (1603/1680) Sinfonia A Virmingarda ; de Biagio Marini (c.1597-1665) Passemezzo e Sonata sopra fuggi dolente core e Passacaglio e Balletto; de Andrea Falconiero (c.1585-1656) Corrente detta l’ Avellina, Battalla de Barabaso yerno de Satanas, L’ Infante Arcibizarra e Sinfonia a tre l’Eroica.


O Ensemble La Selva, já outras vezes presente na igreja de Santo António dos Portugueses é constituído por Carolina Pace (flauto dolce), Isabella Bison (violino), Roberto de Santis (viola da gamba), Michele Carreca (liuto e tiorba) e Pasquale Massaro (violone).