venerdì 19 dicembre 2008

Via dei Portoghesi deseja boas festas aos seus leitores

KAREN THOMAS
"giorno 4: Dio fece due grosse luci... e poi le stelle"
olio e pigmenti su tela - 2008

O Natal está a chegar e mais um ano a concluir. O segundo ano de vida deste blog que pretende trazer, especialmente a um público lusófilo e lusitanista, algumas notícias de Portugal e de Portugal em Itália e em Roma. Via dei Portoghesi conseguiu ser uma rua cheia de encontros e de movimento, este ano, e estamos por isso muito felizes.
Despedimo-nos (em princípio) até Janeiro, com um poema de Natal de Pedro Támen - "emprestado" pelo blog do nosso amigo Mário Cordeiro - e os desejos de uma feliz quadra natalícia e de um próspero ano de 2009.


Não digo do Natal – digo da nata
do tempo que se coalha com o frio
e nos fica branquíssima e exacta
nas mãos que não sabem de que cio
nasceu esta semente; mas que invade
esses tempos relíquidos e pardos
e faz assim que o coração se agrade
de terrenos de pedras e de cardos
por dezembros cobertos. Só então
é que descobre dias de brancura
esta nova pupila, outra visão,
e as cores da terra são feroz loucura
moídas numa só, e feitas pão
com que a vida resiste, e anda, e dura.




PEDRO TÁMEN






Blog de Mário Cordeiro:
http://www.azulnuvem.blogspot.com/

giovedì 18 dicembre 2008

Grande órgão de Santo António dos Portugueses - 1º trimestre 2009


L’organo di Sant’Antonio dei Portoghesi a Roma
O órgão de Santo António dos Portugueses em Roma

Gennaio - Aprile 2009

Rettore: Mons. Agostinho Borges
Organista titolare: Giampaolo Di Rosa


Santa Messa con l’organo: domenica e giorni festivi alle ore 17.00
Santa Missa com órgão: Domingo e Dias Festivos, às 17 h.


Martedi 6.01.2009 - Epifania
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa
A favore dell’Associazione KIM

Domenica 11.01.2009
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa

Domenica 18.01.2009
18.30 Concerto d’organo, organista Massimo Nosetti (Torino)
Programma: opere di P. De Araujo, J. S. Bach, C. Franck, S. Bingham, J. Jongen

Sabato 24.01.2009
21.00 Concerto di musica da camera, programma di repertorio portoghese e misto
Interpreti: Álvaro Lopes Ferreira e Orchestra.

Domenica 25.01.2009 - Conversione di S. Paolo
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa
Programma: improvvisazioni su Letture delle Sacre Scritture

Settimana organistica nel bicentenario della nascita di F. Mendelssohn-Bartholdy:
3, 6, 7, 8 Febbraio

Martedi 3.02.2009
21.00 Concerto d’organo nel giorno del 200° anniversario della nascita di Felix Mendelssohn-Bartholdy, organista G. Di Rosa
Programma: 3 preludi e fughe per organo

Venerdi 6.02.2009
21.00 Concerto d’organo di studenti portoghesi della Escola das Artes dell’Università Cattolica Portoghese di Porto, classe Prof. Dr. G. Di Rosa.
Organisti: Daniel Ribeiro, Bruno Baptista
Programma: I parte dell’ integrale delle 6 Sonate di Felix Mendelssohn-Bartholdy

Sabato 7.02.2009
21.00 Concerto d’organo di studenti portoghesi della Escola das Artes dell’Università Cattolica Portoghese di Porto, classe Prof. Dr. G. Di Rosa.
Organisti: Daniel Ribeiro, Bruno Baptista
Programma: II parte dell’integrale delle 6 Sonate di Felix Mendelssohn-Bartholdy

Domenica 8.02.2009
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa
Programma: improvvisazioni su temi di Mendelssohn-Bartholdy

Domenica 15.02.2009
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa

Sabato 21.02.2009
21.00 Concerto di musica polifonica vocale portoghese
Gruppo vocale: Ançã-blé (Coimbra/Portogallo)
Programma: musica sacra di polifonisti portoghesi

Domenica 22.02.2009
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa
Programma: improvvisazioni su Letture delle Sacre Scritture

Domenica 1.03.2009 - I di Quaresima
18.30 Concerto d’organo, organista Ansgar Wallenhorst (Ratingen/Germania)
Programma: “Hommage à Pierre Cochereau”; opere di M. Dupré, J.-L. Florentz, P. Cochereau, L. Vierne, improvvisazioni su temi portoghesi

Domenica 8.03.2009 - II di Quaresima
18.30 Concerto d’organo con violino
Violinista Renato Riccardo Bonaccini, organista G. Di Rosa
Programma: opere di J. S. Bach, W. A. Mozart

Domenica 15.03.2009 - III di Quaresima

18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa

Sabato 21.03.2009
21.00 Concerto di musica da camera nel 324° anniversario di Johann Sebastian Bach
Interpreti: Andrea de Carlo e Nora Tabbush, con partecipazione di G. Di Rosa

Domenica 22.03.2009 - Laetare
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa

Domenica 29.03.2009 - V di Quaresima
18.30 Concerto d’organo, organista G. Di Rosa
Programma: improvvisazioni su Letture delle Sacre Scritture

mercoledì 17 dicembre 2008

Concerto Giampaolo Di Rosa por Nuno Costa

(Giampaolo Di Rosa, foto retirada do site http://www.giampaolodirosa.com)

O colaborador e amigo do Instituto Português em Roma, Nuno Costa, escreveu e publicou em Portugal um interessante artigo sobre o último concerto que se fez na igreja nacional de Santo António dos Portugueses no passado dia 10 de Dezembro de 2008, que temos a grande alegria de aqui publicar com a autorização do autor. Muito obrigado e muitos parabéns!



Foi em Roma, na igreja de Santo António dos Portugueses, que o organista Giampaolo Di Rosa encerrou o ciclo de concertos encetado pela Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. Ciclo de concertos ímpar, ciclo de concertos consagrado à integral de obras para órgão do colossal compositor francês Olivier Messiaen.
«La Nativité du Seigneur» – Neuf Méditations – concerto memorável onde o organista Giampaolo Di Rosa levou um público, algo hesitante a início, a uma meditação profunda, meditação essa onde a natureza de oração, que é inerente às obras deste compositor profundamente católico, foi uma constante ao longo das nove meditações.
Giampaolo Di Rosa abordou a obra de uma forma original, pois com a sua mestria, virtuosismo, conhecimento profundo da obra, naturalmente, e conhecimento do novo e moderno órgão que enriquece a igreja de Santo António, bem como a galeria mundial dos órgãos voltados para o futuro mas com o devido respeito por uma tradição secular, fez-nos ouvir um Messiaen que convidava a uma interpretação extremamente inventiva, onde a riqueza dos timbres, que o magnífico instrumento dispõe, apelavam a uma apresentação peculiar, ao mesmo tempo sinfónica e majestosa, subtil e delicada e que Giampaolo Di Rosa soube dominar e expor.
No final do concerto o Maestro Di Rosa foi convidado a improvisar. Os temas foram “Senhora nós vos louvamos” do insigne Manuel Faria e “Salve Regina”; mais uma vez a exaltação do órgão foi uma constante. O esplêndido virtuosismo e sensibilidade de Giampaolo arrebataram todos aqueles que se deslocaram à igreja de Santo António, terminando assim uma bela noite de Música, uma noite onde Olivier Messiaen completou cem anos, cem anos de riqueza e beleza para a Humanidade.

Nuno Costa, 12 de Dezembro de 2008


VER blog de Nuno Costa


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giovedì 11 dicembre 2008

Manoel de Oliveira faz 100 anos hoje

Manoel de Oliveira com a mulher, Maria Isabel de Almeida Carvalhais.

Artigo de Marcos Cruz no Diário de Notícias:
http://dn.sapo.pt/2008/12/11/artes/um_centenario_fechado_as_chaves_cida.html

Um centenário fechado sem as chaves da cidade

Dia histórico. Manoel de Oliveira cumpre hoje 100 anos, quase 80 dos quais a respirar cinema. Nem a singularidade mágica do momento impede, porém, o mais velho realizador do mundo de renunciar aos seus princípios. Por isso recusou o maior galardão que a Câmara do Porto lhe poderia atribuir

Oliveira passará o dia de hoje a filmar

Em Maio de 1987, com as antenas nacionais apontadas à conquista da Taça dos Campeões Europeus pelo FC Porto, um número especial do jornal francês Libération publicava a resposta de 400 cineastas à pergunta "Porque filma?" Manoel de Oliveira acedeu ao repto com um poema. Eram assim os primeiros versos: "Se me perguntarem porque faço cinema,/Logo penso: não perguntam antes se respiro?" Está claro, pois, porque, no dia de hoje, em que comemora 100 anos de vida, Oliveira não queira trocar a rodagem do seu novo filme, Singularidades de uma Rapariga Loira, por qualquer acto celebratório.
O mais velho cineasta do mundo não filma para receber prémios. Poucos acreditarão, porém, que não lhe terá custado recusar as Chaves da Cidade que a Câmara Municipal do Porto se lhe propôs atribuir. A atitude de Oliveira, explicada no passado sábado em conferência de imprensa, ficou a dever-se ao facto de a autarquia ter vindo a assumir, já desde anteriores mandatos, uma postura relativamente a ele que não se coaduna com esta distinção. "Tenho recebido o oposto durante vários anos com três presidentes da câmara, e este ainda agravou mais a situação", afirmou então o realizador, que sublinhou não andar "à procura de benesses".
No centro da polémica está a indefinição em que se prolonga o destino da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, mas há, no Porto, quem acredite que o gesto do realizador radique num motivo mais amplo. É o caso de António Reis, da Seiva Trupe, que já filmou com Oliveira e que, aliás, integra o elenco de Singularidades de uma Rapariga Loira, no papel de cónego: "A cidade, sob o ponto de vista cultural, está de luto. E, nesta altura, uma atitude como a do Manoel de Oliveira, reflectindo isso, é extremamente importante, ou não fosse ele a principal figura da cultura portuense".
Reis não ignora que a razão central da recusa seja o tratamento de que o cineasta tem sido alvo, e também nisso o defende: "Rui Rio pode apoiar ou não apoiar o que ele quiser, só não pode é hostilizar e desrespeitar quem tanto prestígio deu ao Porto e ao País, e menos ainda fazer um aproveitamento oportunista da maior honraria da cidade".
Menos assertivo é Mário Dorminsky, vereador da Câmara de Gaia. "Acho que Manoel de Oliveira tem todo o direito de recusar o que quer que seja. O Woody Allen e o Marlon Brando também o fizeram em Hollywood. Penso, no entanto, que há um erro de análise: as Chaves da Cidade, é uma homenagem do Porto, não de Rui Rio", considera, embora ressalve perceber o "cansaço" de Oliveira pela indefinição em torno da Casa-Museu.
"Um acto simbólico". É como lê Pedro Abrunhosa a atitude do realizador, que já lhe assinou um videoclip e para quem representou em A Carta. "Se a recusa tem a ver com esta vereação, é óbvia, pela afronta que o presidente tem feito à cultura. Nisto enquadra-se o processo morosíssimo da Casa do Cinema", refere, chamando a atenção para o facto de Oliveira ter lançado o Porto no panorama mundial "muito antes das vitórias futebolísticas". Por isso, conclui, "Ele pode não ter as chaves da cidade, mas tem as chaves de casa de todos nós".
Fonte do Ministério da Cultura, citada pela Lusa, adiantou ontem que espera, até amanhã, conseguir um acordo quanto ao futuro da Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

Manoel de Oliveira na Rai Tre - a não perder

O programa televiso da Rai Tre Fuori orario. Cose (mai) viste, contando já com 20 anos de transmissões, em que tem dado ao público italiano oportunidade de ver cinema d’essai nacional e internacional, tem apresentado nos últimos anos variadas fitas de Manoel de Oliveira, intensificando este ano a programação relativa ao realizador português, dentro das comemorações do centenário do seu nascimento.

Entre os títulos anteriormente propostos encontram-se O pão (1959 – projectado a 31.12.2006), Benilde ou a virgem mãe (1975 – projectado a 3.3.2007), A caça (1963) e O passado e o presente (1971 – ambos projectados a 4.3.2007), Party (1996 – projectado a 10.3.2007), Os mistérios do Convento (1995 – projectado a 11.3.2007) e mais recentemente, desde Março deste ano, Porto da minha infância (2001), O princípio da incerteza (2002), Je rentre à la maison / Vou para casa (2001), Belle toujours (2006), Amor de Perdição (1978), Benilde ou a Virgem Mãe (1975), O passado e o presente (1971) e A carta (1999).

Com o título “MANOEL DE OLIVEIRA 100 ANNI: IL TEMPO NON (R)ESISTE” a Rai Tre continua a transmitir filmes, cuja visão a Via dei Portoghesi aconselha vivamente:

Rai Tre, venerdì 12 dicembre 2008, dalle 1:50 (5h 10')

CRISTOVAO COLON - O ENIGMA
(Francia/Portogallo 2007, col., v.o. sott. it., 70'circa, prima visione TV) di Manoel de Oliveira / con Leonor Baldaque, Lourença Baldaque, Manoel de Oliveira, Maria Isabel de Oliveira, Jorge Trepa, Ricardo Trêpa, Luís Miguel Cintra, Leonor Silveira, Norberto Barroca, Sam Masotto


QUINTO IMPERIO
(Portogallo 2003, col., v.o. sott. it.,122', prima visione TV) di Manoel de Oliveira / Con: Ricardo Trepa, Luis Miguel Cintra, Gloria De Matos, Miguel Guilherme, David Almeida



LA QUINDICESIMA PIETRA (prima parte)
Conversazione filmata tra Manoel de Oliveira e Joao Benard da Costa (Portogallo 2005, colore, prima parte 90', v.o. sott. it.) di Rita Azevedo Gomes
Rai Tre, sabato 13 dicembre 2008, dalle 1.40 (320')
SPECCHIO MAGICO
(Espelho Magico, Portogallo 2005, col., 133' circa, Prima Visione Tv)Regia: Manoel De Oliveira / Con Leonor Silveira, Ricardo Trepa, Luis Miguel Cintra, Leonor Baldaque, Gloria de Matos, Isabel Ruth, Adelaide Teixeira, Michel Piccoli


LA QUINDICESIMA PIETRA (seconda parte)
Conversazione filmata tra Manoel de Oliveira e João Bénard da Costa(Portogallo, 2005, col., 30'circa v.o. sottotitoli italiani)Regia: Rita Azevedo Gomes

Rai Tre, domenica 14 dicembre 2008, dalle 1.50 (250')

UN FILM PARLATO

(Um Filme Falado, Portogallo, Francia, Italia 2003, col. v.o.sott.it., 96', prima Visione Tv)Regia: Manoel de Oliveira - Con Leonor Silveira, John Malkovich, Catherine Deneuve, Stefania Sandrelli, Irene Papas

mercoledì 10 dicembre 2008

Recordações do Verão por Paola Proietti


Henrique Pousão, Rapariga deitada no tronco de uma árvore, 1883.

Texto extraordinariamente sensível e sensual, de recordações poéticas, feito por uma aluna de Português, que começou a estudar a nossa língua há pouco mais de dois meses! Parabéns, Paolina!

O DIA 15 DE AGOSTO

O sol luminoso, o quente que me envolve, o ar de festa na aldeia, eu, a minha mãe e o meu pai na Igreja, o almoço interminável no campo dos camponeses de algum tio, nós crianças que corremos felizes no prado e, fatigados, deitamo-nos em baixo dos carvalhos seculares para ouvir o canto das cigarras: estes são os 15 de Agosto da minha infância.

Era o pós-guerra, a vida era mais simples do que hoje, mas cheia de exaltação e de esperança no futuro.

Hoje o dia 15 de Agosto é uma dia como tantos, que corre na rotina. Acabo de regressar das férias na praia e vou para a minha casa no campo.

Ainda gosto muito de me deitar debaixo dos carvalhos a ler um bom livro acompanhada pelo canto das cigarras. Com os meus filhos que, se podem, chegam; e com meu marido e com minha mãe que ainda gosta de cozinhar, passamos um preguiçoso dia de Verão.

PAOLA PROIETTI

Conferência em Santo António por Vilma Gidaro

Texto da nossa aluna Vilma Gidaro, a quem agradecemos o entusiasmo com que participa nos eventos culturais em âmbito português e a colaboração com o noso blog, através dos seus belos textos.


Roma 29/11/2008, Instituto Português de Santo António – o contexto é a conferência "Roma e l'universalismo delle monarchie portoghese e spagnola"- IV Incontro di Storia delle Monarchie Iberiche Roma, infelizmente o segundo dia das conferências, porque ao primeiro, na Universidade de Roma Tre, não tive a possibilidade de estar presente.

Cheguei ao Instituto 10 minutos antes do horário estabelecido para o início; na maravilhosa sala havia já muitas pessoas e personalidades, e logo encontrei o meu colega Rocco, também ele pronto pela conferência e que me tinha deixado uma cadeira reservada ao lado da sua.
As presenças do Francisco e do Magnífico Reitor, Monsenhor Agostinho, ajudaram-me a não me sentir estranha ao contexto.

Começaram os trabalhos da conferência e eu comecei a tomar notas escritas do que os relatores explicavam... e a pouco e pouco, enquanto decorria a conferência sobre a vida do Padre António Vieira da Companhia do Jesus, compreendi que não seria coisa simples acompanhar os discursos sobre a sua figura.

Em primeiro lugar os relatores delinearam o período histórico de referência (o Jesuíta viveu entre o 1608 e o ano 1697), depois o seu temperamento enérgico e tenaz; a sua dimensão de estudioso de muitas disciplinas: teológica, filosófica e jurídica que lhe deram grande capacidade de relacionar-se com o Rei e a Corte e de conhecer as dinâmicas de Corte.

Não obstante as boas relações na Corte de Dom João IV, ele sofreu quatro anos de processo de Inquisição, devido à sua posição abertamente favorável aos cristãos-novos. Esse processo foi por ele conduzido com muita capacidade e atenção, tornando-se a sua numa figura forte e reabilitada.

O jesuíta foi, na sua vida, embaixador do Rei com missões institucionais quer em Roma, – duas vezes e na segunda por muitos anos – , quer na Haia, esta com escasso sucesso pelas más relações que havia entre Portugal e a Holanda, por causa da hegemonia e predomínio económico sobre as colónias. Foi missionário da Companhia do Jesus no Brasil, onde dedicou grande atenção aos índios e escreveu muito contra a escravidão, que ainda existia não obstante já naquela altura, no reino do Portugal, ter sido proibida através de uma lei que não era cumprida.

O grande trabalho feito por Vieira durante a sua permanência no Brasil e a sua capacidade de escrever e de deixar à humanidade um património de cultura do seu trabalho espiritual e politico é para nós fonte de conhecimento histórico do período pós-descobrimento e colonização que mudaram a historia, não só de Portugal, mas do mundo...

As intervenções da conferência iam seguindo, em italiano e depois felizmente em português, e destas, de salientar a do perfeito professor José Pedro Paiva. Quanto aos discursos em espanhol... tive maior dificuldade em acompanhar.

Enquanto o tempo corria e os vários professores falavam, o meu colega já tinha ido embora, eu continuava a tomar notas e a perguntar a mim mesma... "não é que eu estou a ser soberba, a estar aqui a ouvir coisas mais grandes de mim? a estar num contexto de pessoas que não precisam de tomar notas?", mas apesar de todas as minhas limitações acho que a conferência me deu muito, e que agora eu sei mais acerca de uma grande pessoa que estava muito longe de mim, e que posso agora estudar melhor.

Agradeço por este dia excepcional, para mim.


VILMA GIDARO

Ainda Francisco José Viegas...

Da bela tarde passada na feira "Più libri, più liberi" na EUR, para além de retermos os grandes elogios que Francisco José Viegas fez à tradução do seu livro em Italiano, pela jovem lusitaniista Serena Magi - dizendo que "os livros em italiano ficaram muito mais melhores" - queremos agradecer a presença entusiástica dos nossos alunos:

Ilaria Rinaldi
Valentina Idini
Isabella Mangani
Vilma Gidaro
Alessandra Fiandra
Federico Vinciotti
Ilaria Baccolini
Elisa De Nicola
Giulio Maselli
Laura Carletti
Roberta Spadacini
Paola Barbieri
Michela De Angelis

Agradecemos também aos esforços que o Prof. Giorgio de Marchis, juntamente com a editora La Nuova Frontiera, na obtenção dos ingressos gratuitos à feira do livro.

martedì 9 dicembre 2008

Francisco José Viegas por Elisa De Nicola


Agradecemos a Elisa De Nicola, aluna e amiga, o belíssimo texto e as fotografias feitos por ocasião da vinda de Francisco José Viegas à feira "Più libri, più liberi" no fim-de-semana passado. Em seu redor, e em redor da exímia apresentação feita pelo Prof. Giorgio de Marchis se reuniu um grupo de estudantes de Português, de que fica aqui um testemunho.
Cinque motivi per i quali
Francisco José Viegas
è uno scrittore di romanzi polizieschi.

All’interno dello spazio dedicato al genere del “giallo-noir”, durante la fiera della piccola e media editoria “Più libri più liberi” è stato presentato il romanzo” Un cielo troppo blu” di Francisco José Viegas, nella versione italiana di Serena Maggi pubblicata dalla casa editrice La Nuova Frontiera.
Durante la presentazione del libro, curata dal prof. Giorgio De Marchis, Francisco José Viegas, parlando del suo romanzo, ha spiegato le motivazioni che lo hanno spinto a divenire un autore di romanzi polizieschi.

In primo luogo l’autore ci parla della genesi di questa scelta. Ci racconta di quando durante un soggiorno nelle isole Azzorre, non potendo tornare a Lisbona a causa di una burrasca, trovandosi solo su un’isola semideserta dell’arcipelago, abbia cominciato a scrivere spinto dalla riflessione, di cui l’autore parla con ironia, che l’unica cosa che avrebbe potuto fare in quella situazione sarebbe stato uccidere qualcuno. Pensò così di scrivere il suo primo romanzo poliziesco.

In secondo luogo l’autore elenca brevemente le cinque motivazioni che lo hanno portato ha scegliere il genere del romanzo poliziesco.

Lo scrittore giustifica la scelta di un genere letterario come quello del giallo, facendo riferimento alla propria “pigrizia”: scegliere “un modello letterario pronto” con regole e schemi prefissati, che ha già offerto grande letteratura, è per l’autore un grande vantaggio dato che gli offre la possibilità di poter giocare col modello letterario, di poterlo parodiare, stravolgere e plasmare in base alle proprie necessità.

La seconda motivazione che lo ha spinto a divenire autore di romanzi polizieschi è l’insonnia: l’autore, che ha sofferto per molto tempo d’insonnia, scrive per provocarla negli altri.

Il terzo motivo riguarda il processo creativo che si trova alla base della costruzione dell’intreccio. L’autore ama le storie ma confessa di non conoscere a priori la conclusione della vicenda che si accinge a narrare. Scrive quindi per scoprire il finale, per sapere come la storia si concluderà.

Il quarto motivo è che scrivere romanzi polizieschi gli consente di poter “uccidere chiunque” con la propria immaginazione: lo scrittore può giocare col destino e con le vite degli altri. Non è la possibilità di indagare il crimine, o la malvagità umana a spingerlo a scrivere ma la possibilità di investigare sul mistero che ha fatto sì che qualcuno venisse ucciso.

La quinta motivazione è legata alla passione che l’autore nutre per la descrizione dei paesaggi. Nel momento in cui si accinge a creare un intreccio, l’autore non ha una storia già pronta, ma dei luoghi che gli ispirano la trama. La storia nasce all’interno di un paesaggio: è come se l’autore avesse bisogno di un grande palcoscenico dove far agire i suoi personaggi. Questo spiega anche una delle caratteristiche peculiari dei suoi romanzi dove la descrizione del paesaggio è effettuata con grande attenzione, tanto da costituire un elemento che conferisce un aspetto di veridicità alle sue storie. Come sostiene l’autore “non esistono le persone ma i luoghi”.

Infine l’autore ci spiega come lo scrivere rappresenti per lui un modo per evadere dalla realtà quotidiana, un modo per “salvarsi” e parla del rapporto che ha con il personaggio di Jaime Ramos, con cui sostiene, sorridendo, di aver stipulato un contratto. Descrive inoltre il suo personaggio presentandocelo come un commissario di polizia conservatore e un “po’ borghese” che proviene dalla città di Porto, che ama la buona cucina, i sigari cubani, la pesca, la propria casa e a cui a volte “piace la propria fidanzata”. Un personaggio quindi, come sottolinea l’autore molto lontano dal cliché del detective solitario e smarrito dalla vita tormentata tipico del noir americano degli anni ’30.

ELISA DE NICOLA

lunedì 8 dicembre 2008

Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal

Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, saindo para a procissão do dia 8 de Dezembro



A Imaculada Conceição, celebrada pela Igreja Católica a 8 de Dezembro, é um dogma que está intimamente ligado à história de Portugal, porquanto a 25 de Março de 1646 D. João IV, à vista da imagem da Imaculada no seu Santuário de Vila Viçosa (Alentejo, Portugal) e como agradecimento da vitória na guerra da Restauração da Independência, a proclamou padroeira e rainha de Portugal, tendo sido desde então representada com a coroa real na cabeça.
Recorde-se que D. João IV protagonizou a libertação do país de 60 anos de domínio espanhol, a 1 de Dezembro de 1640, e quando a 15 de Dezembro foi coroado rei de Portugal (o primeiro da Dinastia de Bragança), foi o último monarca Português a usar a coroa, oferecida seis anos depois à Virgem.

VER

sabato 6 dicembre 2008

Inauguração do Órgão de Santo António dos Portugueses



Viene da lontano il desiderio di un nuovo organo per la nostra bella Chiesa di S. Antonio dei Portoghesi in Roma.
Al riguardo la dottrina della Chiesa è molto chiara quando nel nº 120 della SC afferma: “Nella Chiesa latina si abbia in grande onore l'organo a canne, strumento musicale tradizionale, il cui suono è in grado di aggiungere un notevole splendore alle cerimonie della Chiesa, e di elevare potentemente gli animi a Dio e alle cose celesti”.
Dopo aver sentito molte e diverse opinioni ho deciso di seguire il consiglio di Giampaolo Di Rosa, sollecitando il Maestro Jean Guillou per il progetto che oggi vediamo realizzato.
È stata scelta la Casa organaria Mascioni, per le sue qualità e garanzie offerte, soprattutto in termini di competenza, affidabilità e, concretamente, in base alle condizioni finanziarie proposte.
Il risultato può essere oggi ammirato e, soprattutto, ascoltato: molte grazie!
Ecco quindi che il desiderio originario si compie per dar subito spazio al successivo.
E il tempo di Avvento è propizio per la benedizione e l’inaugurazione di questo magnifico strumento. «Come sono belli sui monti i piedi del messaggero di lieti annunzi che annunzia la pace, messaggero di bene che annunzia la salvezza, che dice a Sion: Regna il tuo Dio». Parafrasando il profeta Isaia (52,7) anche noi potremmo dire “come è bello questo organo che ci annuncia la pace come dono di Dio”.
Abbiamo vissuto quattro anni di solerte lavoro per conseguire il reperimento dei fondi, lanciando anche la campagna di sottoscrizione delle canne dell’organo, che è tuttora aperta all’adesione di tutti e avendo chiesto a varie Istituzioni portoghesi e italiane.
Pur tuttavia ci siamo accontentati con tanti piccoli gesti, come quello della vedova povera che donava quel poco di cui disponeva (Lc 21,2), così come si legge nel Vangelo. Come lei, ne sono certo, ci sono state persone che hanno dato pur avendo esse stesse bisogno. A tutte queste persone un profondo ringraziamento a mio nome e per conto dell’Istituto.
Sento il dovere di ricordare e ringraziare alcune Istituzioni portoghesi che hanno voluto partecipare: i Comuni della Regione dell’Alto Tâmega, terra di origine del fondatore di questo Istituto, ed anche mia, il Governatore Civile di Vila Real, la Diocesi di Leiria-Fátima e il Santuario di Fátima.
La presenza quest’oggi di Sua Eccellenza Reverendissima Mons. Gianfranco Ravasi, Presidente del Pontificio Consiglio della Cultura, è per noi un onore e un motivo di grande gioia.
È incoraggiante vedere che chi abbia, nella Chiesa, la massima responsabilità per la cultura, creda nel nostro progetto e ci stimoli a proseguire. Per questo la Comunità Portoghese di Roma Le sarà eternamente grata.
Già si dice che sia il miglior organo di Roma.
Il Maestro Giampaolo Di Rosa, organista titolare, assumerà la direzione artistica di questa nuova tappa del nostro cammino e ci aiuterà a garantire una programmazione intensa già a partire dalla Festa dell’Epifania: la Messa domenicale con l’organo seguita, ogni volta, da un concerto.
Vorrei concludere con una citazione del Santo Padre Benedetto XVI in occasione della Sua benedizione dell’organo della Alte Kapelle di Ratisbona il 13 settembre 2006:
«L'organo, da sempre e con buona ragione, viene qualificato come il re degli strumenti musicali, perché riprende tutti i suoni della creazione e – come poco fa è stato detto – dà risonanza alla pienezza dei sentimenti umani, dalla gioia alla tristezza, dalla lode fino al lamento. Inoltre, trascendendo come ogni musica di qualità la sfera semplicemente umana, rimanda al divino. La grande varietà dei timbri dell'organo, dal piano fino al fortissimo travolgente, ne fa uno strumento superiore a tutti gli altri. Esso è in grado di dare risonanza a tutti gli ambiti dell'esistenza umana. Le molteplici possibilità dell'organo ci ricordano in qualche modo l'immensità e la magnificenza di Dio».


Mons. Agostinho Borges
Rettore




Il nuovo Grand’Organo Mascioni, progettato da Jean Guillou, della Chiesa di S. Antonio dei Portoghesi in Roma, Chiesa nazionale del Portogallo, commissionato dal Rettore Mons. Agostinho Borges, rappresenta un unicum nella capitale italiana, in quanto ad originalità e funzionalità nello spazio sacro di accoglienza.
La qualità del nuovo organo è sinfonica, con un complesso “gioco” interattivo fra i differenti registri distribuiti fra le quattro tastiere e il pedale, alcuni essendo basati su sei ottave reali.
Inoltre il criterio di “metamorfosi timbrica” così come la trasmissione sensitiva ne fanno uno strumento autenticamente complesso concepito in uno spazio non grande, laddove nulla è stato intaccato dal punto di vista delle architetture e di ciò che già esiste nella Chiesa.
La funzione dell’organo è quella di suonare, e suonare in maniera idonea nella liturgia.
Ma l’organo, strumento a canne, a tasto e ad aria, nasce e si presenta in maniera poliedrica.
Già la maestria concettuale di Guillou unitamente all’arte costruttiva della Famiglia Mascioni dimostrano questo.
Ulteriormente il programma dell’organo di S. Antonio vedrà considerare lo strumento in modo attivo in quanto soggetto nello spazio sacro in cui si trova: interpretazione permanente di tutto il repertorio, solista e con altri strumenti e voci, improvvisazione, composizione originale odierna.
Questi gli aspetti fondamentali che si offriranno ogni domenica e per tutto l’anno alla comunità portoghese, ma anche a quella romana ed a tutti i pellegrini che verranno nella nostra Chiesa, primo esempio di rinnovata arte organistica europea in Roma.

Giampaolo Di Rosa
Organista Titolare







Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi in Roma

Benedizione/ Inaugurazione dell’Organo



PROGRAMMA:


7 Dicembre 2008, Ore 11:00

Santa Messa - II Domenica di Avvento


Presiede: S. E. R. Mons. Gianfranco Ravasi
Presidente del Pontificio Consiglio della Cultura


Domenica 7 Dicembre 2008, Ore 17:00

Concerto Inaugurale

Jean Guillou


Progettista dell’organo Mascioni di S. Antonio dei Portoghesi in Roma
Organista titolare di St. Eustache in Parigi


J. S. BACH (1685-1750)
Preludio e fuga in mi minore BWV 548

FREY JACINTO (Sec. XVIII)
Toccata

C. SEIXAS (1704-1742)
2 Toccate

A. VIVALDI (1678-1741)/J. S. BACH
Concerto in do maggiore BWV 594
Senza indicazione di tempo
Recitativo (Adagio)
Allegro

J. GUILLOU (1930)
Sagas n. 2, 1, 6

C. FRANCK (1822-1890)
Corale III

Improvvisazione


Jean Guillou
Jean Guillou (nato nel 1930 ad Angers) esprime la sua creatività tramite molteplici sfaccettature della sua arte.
Come interprete, ha considerevolmente superato i limiti della tecnica strumentale organistica. Dal 1963 è stato nominato organista titolare della prestigiosa chiesa parigina di Saint-Eustache. Pianista in ugual misura, ha dato nuova vita alla Sonata per pianoforte di Julius Reubke, un allievo di Liszt morto a 24 anni e autore di due capolavori: questa Sonata per pianoforte e la Sonata per organo, interpretate in uno stesso concerto e incise congiuntamente solo da Jean Guillou. Nel 2002 ha inaugurato il pianoforte a pedaliera di Borgato, con un concerto al Teatro Olimpico di Vicenza ed uno all'Opéra Royal di Versailles.
Come compositore, fin dalla sua giovane età, ha sviluppato un mondo musicale di inconfondibile individualità, dalla potente eloquenza drammatica. Ha rivelato nuovi orizzonti nel trattamento dell'organo e gli ha dato una vita cameristica impiegandolo in dialogo col pianoforte (Colloques n° 2, 4, 5, 7) , con altri strumenti (violino, violoncello, tromba, flauto, clarinetto, percussioni, marimba), o con la voce, senza dimenticare i 7 Concerti per organo ed orchestra. Il suo libero estro poetico pervade anche 3 Sinfonie, 2 Concerti per pianoforte, opere vocali, pianistiche, cameristiche (tra le quali il Trio per 3 violoncelli, il Quartetto per oboe ed archi). La sua opera è ormai disponibile da Schott Musik.
Come improvvisatore, dà nuovi impulsi all'improvvisazione autenticamente creativa, liberata dagli stilemi del passato.
Ha sviluppato un pensiero novatore nell'arte organaria, tradotto in pratica in diversi organi realizzati su suo progetto. Ricordiamo gli organi dell'Alpe d'Huez, del « Chant d'Oiseaux » a Bruxelles, del Conservatorio di Napoli, della Tonhalle di Zurigo, della Sala dei Concerti a Tenerife. Il suo progetto per Tenerife – un'organo diviso in 8 casse e 12 corpi sonori – conferisce allo strumento una dimensione drammatica visto che può essere suonato dalla consolle a 4 tastiere o anche da 9 organisti con 8 altre tastiere. Quest'idea ha dato vita alla sua opera La Révolte des Orgues, presentata in prima assoluta il 12 maggio 2007 a Landsberg (Germania).
Lo sviluppo estremo delle sue concezioni si riassume nell'Organo a Struttura Variabile la cui descrizione è contenuta nel suo libro L'Orgue, Souvenir et Avenir, giunto alla terza edizione francese, alla seconda edizione tedesca ed in preparazione per la prima edizione italiana (Carrara). Questo libro espone, oltre alla storia dello strumento, le sue idee sull'essenza complessa dell'organo al quale vuole conferire la massima ricchezza poetica.
Scrittore, Jean Guillou è l'autore di numerosi testi sulla musica, di esegesi letteraria, e anche di poesie. I suoi testi appaiono nelle sue opere musicali Alice au pays de l'orgue (per organo e recitante), Aube (per 12 voci ed organo), Poème de la Main (per soprano ed organo), Echo (per coro e complesso strumentale).
Didatta, ha insegnato dal 1970 al 2005 al Meisterkursus di Zurigo (accanto a Geza Anda, Nathan Milstein, Gregor Piatigorsky, Vladimir Spivakov), indirizzando più di 300 giovani artisti di ogni paese.
La sua discografia per l’etichetta Philips comprende, oltre ai 9 CD che ripropongono le registrazioni effettuate negli anni 1960 e 70, sette CD delle sue opere per organo, altri strumenti e voce, l'Integrale Bach, un CD sul Doppio Pianoforte Borgato, e un CD dedicato a Mozart. Altre case discografiche (Dorian, Festivo, Pierre Vérany, Carrara) completano la sua discografia.
Un libro di interviste, realizzato da Jörg Abbing e arricchito da numerosi testi, è pubblicato in Germania (« Jean Guillou, Colloques », Dr.J. Butz Musikverlag, 2006).
La sua opera è oggetto di parecchie tesi – di Jean-Philippe Hodant (« Rhétorique et Dramaturgie musicale dans l'oeuvre de Jean Guillou »), di Thomas Dahl (sull'opera concertante), di Giampaolo di Rosa (sull'arte della registrazione e le sue implicazioni strutturali) – e anche di lavori di analisi da parte di Sylviane Falcinelli.
Lunedì 8 Dicembre 2008, ore 17


Immacolata Concezione, Patrona del Portogallo
Messa Solenne

Presiede
Sua Emª. Rev.ma il Cardinale José Saraiva Martins
già Prefetto della Congregazione delle Cause dei Santi


Organista Titolare: GiampaoloDi Rosa




10 dicembre 2008, Ore 21:00

CONCERTO

Giampaolo Di Rosa

Organista titolare S. Antonio dei Portoghesi in Roma

Giorno del centenario della nascita di Olivier Messiaen

La Nativité du Seigneur

Neuf Méditations

1. La Vierge et l’enfant
2. Les bergers
3. Desseins éternels
4. Le Verbe
5. Les Enfants de Dieu
6. Les Anges
7. Jésus accepte la souffrance
8. Les Mages
9. Dieu parmi nous


Quest’opera è stata composta nel 1935 a Grenoble ed eseguita nel 1936 da F. Daniel-Lesure, J. Langlais e J.J. Grunenwald.
Il ciclo, costituito da nove episodi in forma di meditazione, è uno dei più eseguiti e, secondo il compositore, uno dei più riusciti, originale e precursore.
La strutturazione teologica è basata su cinque momenti:
Predestinazione realizzata dall’incarnazione del Verbo (episodio n. III), Dio vivente in mezzo a noi, Dio sofferente (IX, VII), le tre nascite: eterna del Verbo, temporale di Cristo, spirituale dei cristiani (IV, I, V), personaggi tipici dell’atmosfera natalizia (VI, VIII, II).
“L’organo di S.Antonio” nasce quindi provvidenzialmente anche sotto gli auspici di uno fra i maggiori compositori di musica sacra dell XX secolo, egli stesso organista ed improvvisatore, con la cui musica esprime la sua fede di credente in Dio: Olivier Messiaen.


Giampaolo Di Rosa
Pianista, organista, cembalista, compositore, improvvisatore, analista, docente

- Discepolo di Mons. V. Miserachs (composizione), G. Kaunzinger (organo), G. Wilson (cembalo e prassi dell’interpretazione storica), Jean Guillou (interpretazione organistica), J. P. Oliveira (teoria e analisi musicale).
Studi svolti in Italia, Francia, Germania e Portogallo, conseguendo sette titoli e diplomi, tra cui il Master in performance e il dottorato in analisi musicale.

- Concertista, compositore, professore di organo, improvvisazione e analisi dell’Università Cattolica di Porto, ricercatore del Centro in scienze e tecnologie delle arti e del Consiglio Scientifico.

- Direttore artistico di festivals organistici in Europa, organista titolare dei monumentali organi iberici della Cattedrale dell’Arcidiocesi di Braga, organista ad honorem della Chiesa del Seminario Maggiore di Porto, cordinatore musicale della fondazione della Misericordia di Guimarães nonché organista titolare della Chiesa Arcipretale di Aprilia della Diocesi di Albano e della Parrocchiale di Oberthulba della Diocesi di Würzburg.

- Organista titolare del nuovo grand’organo Mascioni della Chiesa di S. Antonio dei Portoghesi in Roma, nominato nel settembre 2008 dal Rettore Mons. Borges.

http://www.giampaolodirosa.com/

mercoledì 3 dicembre 2008

Dezembro: SANTO ANTÓNIO DOS PORTUGUESES

Este é um mês histórico para o Instituto Português de Santo António. Inaugura-se no próximo domingo, dia 7, o grande órgão que irá pôr Santo António dos Portugueses ao centro da actividade musical organística da Urbe de Itália. Um sonho antigo, que não sem dificuldades estamos a conseguir levar a cabo, e cujo momento culminante está prestes a acontecer...


7 Dicembre 2008, Ore 11:00
II Domenica di Avvento
Messa solenne e Benedizione dell’Organo
Presiede S. E. R. Mons. Gianfranco Ravasi
Presidente del Ponti.cio Istituto della Cultura

Domenica 7 Dicembre 2008, Ore 17:00
Concerto Inaugurale
Jean Guillou

Progettista dell’organo Mascioni
di S. Antonio dei Portoghesi in Roma
Organista titolare di St. Eustache a Parigi

Lunedì 8 Dicembre 2008, ore 17:00
Immacolata Concezione

Patrona del Portogallo
Messa Solenne
Presiede Sua Emª. Rev.ma il
Cardinale José Saraiva Martins
già Prefetto della Congregazione delle Cause dei Santi

Mercoledì 10 dicembre 2008, Ore 21:00
Concerto
Giampaolo Di Rosa
Organista titolare di S. Antonio dei Portoghesi in Roma
Giorno del centenario della nascita di Olivier Messiaen
La Nativité du Seigneur



Itália: da emigração a imigração

Os alunos do curso de Português continuam a enviar-nos textos muito interessantes... Aqui se publica mais um, com os nossos agradecimentos!

Itália: da emigração a imigração

Acho que a imigração é uma constante ao longo da toda história da humanidade. É também por esta razão que o homem evoluiu, em caso contrário… com a primeira falta de recursos num território, a raça humana teria sido eliminada muitos séculos atrás! Tradicionalmente, a imigração converteu-se num processo de enriquecimento sem o qual não se poderia explicar a actual sociedade global!

Itália, país tradicionalmnete de emigração, passou, nos últimos vinte anos do século XX, a país de imigração. O meu Pais é muito lindo mas no passados séculos teve muitos problemas a nível económico, político e social que levaram um grande número de italianos a emigrar para terras distantes.

A emigração italiana foi um fenómeno social iniciado nas últimas décadas do século XIX e que continuou até os primeiros anos depois de 1960. A emigração representou a única possibilidade de sobrevivência para muitos italianos e a válvula de escape para resolver problemas (desemprego, marginalidade e fome). A emigração trans-oceânica teve quatro destinos principais: os Estados Unidos, a Argentina, o Brasil e a Austrália. Outros italianos buscaram melhores condições de vida em países europeus, como a França, a Suíça, a Alemanha e a Bélgica.

Nos últimos vinte anos do século XX, a Itália transformou-se rapidamente de um país de emigrantes para um país que recebe imigrantes. Actualmente a economia italiana necessita dos imigrantes para manter o seu ritmo de crescimento.

A Itália é o país da Europa que conta com o maior número de imigrantes provenientes de países em via de desenvolvimento. Os imigrantes regulares na Itália são quase 4 milhões, aproximadamente 7% da população italiana. A maior comunidade estrangeira é a romena, com mais de um milhão de pessoas. As razões para que alguém abandone o seu lugar de origem são diversas. Existem os que procuram em Itália uma melhor oportunidade de trabalho e de desenvolvimento; há quem, por outro lado, parta para reunir-se com seus familiares ou quem fuja de uma guerra ou uma situação de instabilidade.

As condições económicas e o grau de preparação dos imigrantes na Itália é também diferente mas existe uma condição comum: os imigrantes são gente jovem, empreendedora e preparada. Estas características têm um duplo efeito na economia e no desenvolvimento do país. Por um lado, a fuga de cérebros e de pessoas jovens e empreendedoras, supõe uma perda para o país de origem. Por outro, a chegada das remessas de dinheiro que os imigrantes enviam a partir de Itália supõe um rendimento essencial para o desenvolvimento do país de origem.

Acho que Itália, sociedade de recepção para muitos estrangeiros que chegam de todas as partes do mundo, se tenha enriquecido enormemente a nível económico, social e cultural com a chegada dos imigrantes.

Ainda Pessoa - por Leslie A.


A nossa aluna Leslie escreve-nos as suas impressões sobre espectáculo FAUSTIPESSOA, sobre o qual foram anteriormente publicados outros textos neste blog. Muito obrigado pelo belo texto, tão rico de emoções!


Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008 – Acabo de sair do teatro… passei uma noite muito agradável e diferente do habitual! Eu sinto-me contente mas, ao mesmo tempo, um pouco melancólica, quase nostálgica e meio sonhadora… fora do tempo e do espaço…fora da realidade! Fui ao Teatro Nuovo Colosseo com o meu professor e os meus colegas e amigos do curso de português para ver o espectáculo teatral FaustdiPessoa!

O público era numeroso, interessado e entusiasmado… toda a gente pareceu gostar da peça…evidentemente foi um grande sucesso! Sinceramente, pensava que o espectáculo fosse diferente mas… revelou-se uma autêntica surpresa alternando momentos de profunda amargura, ironia, sarcasmo e cinismo a outros de intensa originalidade e fortes sentimentos amorosos.

Acho que esta peça teatral tão original e tão única enriqueceu a análise daenigmática figura de Fernando Pessoa que não é só um dos maiores poetas de língua portuguesa, mas também o maior autor da heteronimia.

Portugal é um país de pequenas dimensões mas culturalmente e linguisticamente muito grande e rico e… os seus representantes são totalmente incríveis!

Nesta oportunidade gostaria de agradecer aos queridos professor e colegas/amigos do curso de português por terem-me proporcionado uma noite tão linda e tão especial em nome da cultura portuguesa!
LESLIE A.

Boaventura de Sousa Santos em Bolonha

Assinalou-nos o Prof. Roberto Vecchi o programa de lições que o Prof. Boaventura de Sousa Santos (Centro de Estudos Sociais - Universidade de Coimbra) vai dar na Universidade de Bolonha, hoje e amnhã (3-4.12.2008), no âmbito das actividades da recém-instituída Cátedra Eduardo Lourenço.


UNIVERSITÀ DEGLI STUDI DI BOLOGNA
FACOLTÀ DI LINGUE E LETTRATURE STRANIERE
CATTEDRA "EDUARDO LOURENÇO"-INSTITUTO CAMÕES DI LISBONA
CENTRO STUDI SULLE LETTERATURE OMEOGLOTTE DEI PAESI EXTRA EUROPEI
DIPARTIMENTO DI LINGUE E LETTERATURE STRANIERE MODERNE

Conferenza inaugurale della Cattedra di Storia della Cultura Portoghese
"Eduardo Lourenço"
anno accademico 2008-09
Prof. Boaventura de Sousa Santos
Direttore del Centro de Estudos Sociais della Universidade de Coimbra

Mercoledì 3 dicembre 2008
Ore 16
Aula Magna "Edoardo Vineis" presso la Facoltà di Lingue e Letterature Straniere

Conferenza inaugurale della Cattedra di Storia della Cultura Portoghese "Eduardo Lourenço"
Prof. Boaventura de Sousa Santos (Direttore del Centro de Estudos Sociais della Universidade de Coimbra)
Um Projecto de Pais: Portugal Poscolonial

Dibattito: Proff. Margarida Calafate Ribeiro (CESUC e Cattedra "Eduardo Lourenço") Vincenzo
Russo (Università di Bologna) Roberto Vecchi (Università di Bologna)


Al termine (ore 17.30) presentazione del volume di Boaventura de Sousa Santos, Maria Irene Ramalho, António Sousa Ribeiro e Margarida Calafate Ribeiro, Atlantico Periferico. Il Postcolonialismo portoghese e il sistema mondiale, tr. it. di Giulia Crescentini Anderlini, Diabasis, Reggio Emilia, 2008.


GIOVEDÌ 4 DICEMBRE 2008
ORE 16
Sala dell'VIII centenario, Via Zamboni, 33 - Bologna

Conferenza
Prof. Boaventura de Sousa Santos (Direttore del Centro de Estudos Sociais della Universidade de Coimbra)
University, Knowledge and Democracy in XXI Century

Discussant: Prof. Roberto Grandi (Prorettore alle Relazioni Internazionali-Università di Bologna)


MAIS sobre Boaventura de Sousa Santos:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Boaventura_de_Sousa_Santos

giovedì 27 novembre 2008

Gian Luigi De Rosa e a tradução da "Turma da Mônica"

O brasilianista Gian Luigi De Rosa, da Università del Salento (Facoltà di Lingue e Letterature Straniere / Dipartimento di Lingue e Letterature Straniere) é o organizador e um dos intervenientes no seminário "Doppiare Cartoonia... Riflessioni e Workshop sulla Traduzione dei cartoni animati", no próximo dia 3 de Dezembro.

De Rosa irá falar sobre "Naturalizzare il parlato cartoonistico de La Banda di Monica", trazendo à Aula Ferrari do Palazzo Codacci Pisanelli (Lecce) a simpaticíssima menina forte "que não leva desaforo pra casa", sempre acompanhada pelo seu coelhinho de peluche - que funciona às vezes arma contra os seus amigos Cebolinha e Cascão ("levam cada coelhada que vou te contar").



MAIS sobre a Mônica:
http://www.monica.com.br/index.htm

mercoledì 26 novembre 2008

Elio Pecora e Giulia Lanciani em Portugal

Através de uma amiga, a grande italianista portuguesa Profª Doutora Rita Marnoto, chegam-nos agora notícias acerca do congresso em honra de Giuseppe Mea, que anteriormente noticiámos em Via dei Portoghesi:


"Os trabalhos correram bem. Para mim, o momento mais belo foi o da apresentação do livro de Elio Pecora. A solenidade do Salão Nobre da Reitoria dialogou à perfeição com a conversa, sublime, entre a amiga Giulia Lanciani e o poeta, e com a leitura dos textos."



Colhemos a ocasião para publicar a tradução de um dos poemas de Elio Pecora, presente no site do congresso:


Liberdade

Está talvez só nisto:
do fundo de um despenhadeiro
esboçar um cumprimento,
sobrevoar rasante
um aviso de morte,
escancarar as portas
da ausência,
procurar continuando
no seu nome sem acentuado
a passagem obrigatória.

Elio Pecora

Angela Di Matteo - jornalista e estudante - sobre Pessoa

Graffiti numa rua de Lisboa
A nossa aluna Angela Di Matteo, que frequenta o primeiro nível de Português na Universidade de Roma Tre - Faculdade de Letras, é também uma jornalista interessada em temas portugueses. Há algum tempo publicámos aqui o seu artigo sobre a exposição de pintura de Conceição Praia, e agora o seu recente texto sobre o espectáculo teatral "Faustdipessoa".
Muitos parabéns e obrigado!




FaustdiPessoa
In scena a Roma un grande della letterature portoghese

IN
http://www.meltinpotonweb.com/index.php?section=articoli&category=53&id=2554/cultura/teatro/FaustdiPessoa




Grande appuntamento per gli appassionati della letteratura portoghese con il "FaustdiPessoa", andato in scena dal 4 al 16 novembre al Nuovo Teatro. Accolti da un piccolo rinfresco a base di salatini e vino rosso, gli ospiti si sono poi accomodati in sala, che più che a quella di un teatro assomigliava a quella di un cinema. Si spengono le luci e inizia lo spettacolo. Inizialmente poco scorrevole e anche alquanto prevedibile, la performance si indirizza poi verso un labirinto di immagini, ricordi e poesie legate al grande scrittore portoghese Fernando Pessoa (Lisbona 30.06.1888 - Lisbona 30.11.1935). Forse ingenuamente, il pubblico si aspettava il rifacimento del Faust rivisto e corretto da Pessoa e invece sul piccolo palco è successo tutt'altro. Viaggiando tra la memoria passata e quella presente, lo spettacolo ha rivissuto in maniera del tutto onirica la relazione amorosa tra lo scrittore e Ophèlia, suo unico grande e travagliato amore. La Compagnia "Orpheu", guidata dalla regia di Sergio Basile, ha portato in scena l'idea di Luciana Grifi di far rivivere al lettore contemporaneo la figura intricata di Pessoa.
"Non mi resta dunque che chiedere a Voi, spettatori di questo mio dramma, di fare silenzio. Dovrò chiedervi di cercare d'orientarvi in quei labirinti che, anche senza volerlo, riesco continuamente ad erigere con le mie stesse mani e dai quali, a volte, forse sempre più spesso, mi è difficile uscire. Sarà un po' come guardare dentro un caleidoscopio giacchè comunque lo ruoti, si potrà sempre intravedere la mia immagine, o parte, o multipli di essa. A me il compito di alzare il sipario e cominciare a dar vita e a far muovere la marionetta, quel lunare Pierrot che mi rappresenta e quelle del mio mondo di travestimenti e di memoria".
Forse non tutti sanno che grande invenzione dello scrittore fu quella degli eteronimi, ossia nomi fittizi di personaggi fittizi per i quali Pessoa costruiva una propria identità, e inevitabilmente confluivano tutte a un diverso aspetto della personalità del creatore. "L'origine dei miei eteronimi è il tratto profondo di isteria che esiste in me. L'origine mentale dei miei eteronimi sta nella mia tendenza organica e costante alla spersonalizzazione e alla simulazione".
Uno spettacolo dunque fuori dagli schemi, che sconvolge per l'apparente mancanza di un filo conduttore che unisca una scena all'altra. Ma forse è proprio qui la chiava: prendere Pessoa per quello che è, ossia un uomo geniale, romantico e problematico, che non chiede di essere compreso, ma solo di essere ascoltato.


Tutte le lettere d’amore sono
Ridicole.
Non sarebbero lettere d’amore se non fossero
Ridicole.
Anch’io scrissi al mio tempo lettere d’amore,
Come le altre,
ridicole.
Le lettere d’amore, se c’è amore,
devono essere
ridicole.
Ma, in fine,
sono le creature che non hanno mai scritto
lettere d’amore
ad essere
ridicole.




ANGELA DI MATTEO




Ver também
http://lalunaelelucciole.splinder.com/post/19115951/FAUSTdiPESSOA

Uma carta a Fernando - de Laura Canzio

Laura Canzio, aluna de nível elementar, escreveu uma belíssima carta a Fernando Pessoa, que de elementar não tem nada: um óptimo trabalho! Parabéns!

Querido Fernando,

eu gosto de ti assim como és.
Não te escrevo nem para te julgar nem para procurar dar explicações sobre o teu mundo interior em continuo movimento e expansão.
Talvez o teu considerar-te mesmo como uma pessoa que "não existe" e que vive principalmente num seu mundo fictício, poderia fazer-te dizer que eu sou louca por levar-te em consideração e achar-te interessante como "sujeito" destinatário desta minha carta.
Tu emocionaste-me profundamente, fizeste-me fazer reflexões e fizeste-me pensar que mesmo se tu sejas único no teu género, no fim tu és parecido com muitas outras pessoas...tu não estas sozinho!
"Os professores" apontam o dedo para ti para sublinhar o teu ser anónimo, destacado,
histérico-neurótico.
Todos fazemos parte dum projecto divino e tu, como os outros, representas um aspecto dele e o sentido da tua vida está exactamente no teu existir à tua maneira.
Tu não és um, tu és muitos indivíduos, cada um com o seu nome, características físicas, história e pensamentos: tu és o contentor duma micro sociedade que é distinta de ti, mas que te percorre as veias e te torna uma pessoa especial.
Os heterónimos representam o teu instrumento ideal, perfeito para comunicar com o mundo, para ser, mas sem ser envolvido directamente: tudo isto é fascinante mesmo se não és tu a decidir, mas é ditado por um teu peculiar impulso profundo que tu reconduzes aos teus "fenómenos de abulia".
Antes dizia-te que tu és parecido com as outras pessoas, mesmo as que te observam e analisam com a mesma curiosidade que se poderia reservar a um extraterrestre, porque a simulação e a despersonalização são muito comuns no terceiro milénio.
Tu ofereces sinceridade porque, os teus heterónimos são consequentes com eles próprios, enquanto as pessoas, mesmo se se apresentam sempre com "o mesmo nome", não satisfeitas, inseguras e desejosas de mostrar sempre o seu lado melhor, se escondem atrás diferentes mascaras, em função da situação, ou atrás dos muros virtuais para comunicar com o outro, mas em ausência do outro e as chat-line são o exemplo mais representativo.
Ah, desculpa! Tu não conheces internet: trata-se dum novo sistema de comunicação, inventado pelo homem moderno, deste aldeamento global, que queima tempos, distâncias, verdade, com o ter distantes os olhos...os corações!
Agora pergunto te:"Não é também esta ilusão, alteração, fuga de si próprio um delírio real, com a diferença que a gente não tem a tua mesma neurose?".
Tu és simples no aspecto e variado no teu interior, a maior parte das pessoas homologadas no exterior, áridas no seu interior e no fim todas iguais.
Muito bonito e comovente o teu plano, a tua "stratégia" para acompanhar a casa a tua Ophelinha através do percurso mais comprido para passar mais tempo com ela, com o teu ser assim romântico, puro e autentico.
..."E tudo acaba em silêncio e poesia...".
Com afecto
Laura


LAURA CANZIO

Roberta Spadacini sobre o "Faustdipessoa"

Apesar de ter começado a estudar Português há pouco mais de um mês, Roberta Spacini enviou-nos um texto excelente sobre o espectáculo teatral "Faustdipessoa", visto há umas semanas atrás. Obrigado e parabéns!

O espectáculo começa no átrio do teatro, adaptado a café onde os espectadores são convidados a beber vinho e assistem a uma conversa que envolve um misterioso personagem, talvez um mago, talvez um diabo. Nesta conversa, que não se pode entender completamente, por causa da confusão, fala-se de esoterismo e ocultismo, argumentos que apaixonavam o escritor Fernando Pessoa.

A contaminação entre os espectadores e o espectáculo continua na abertura da cena no momento no qual o mesmo personagem envolve a Sara, uma atraente actriz, numa experiência de hipnotismo. Com a hipnose o mago/diabo consegue fazer viver à jovem a vida duma mulher do passado distante. Trata-se da Ophelia Queiroz, a mulher amada por Fernando Pessoa, o poeta fingidor, o escritor cuja literatura se multiplicava em personalidades distintas chamadas heterónimos. Cada um com uma sua própria vida e estilo literário independente.

O espectáculo, através da correspondência entre Pessoa e Ophelia, mostra a beleza do seu amor, mas também todas as dificuldades e os obstáculos da relação. O poeta ama a rapariga dum amor afectuoso, recobrindo-a de cartas carinhosas, mas também o seu è um amor inconcludente. Tudo funciona bem até quando as esperanças da jovem ficam mais exigentes. Numa cena que seria dramática se não fosse ridícula, a “doce” Ophelia muda-se lívida e com ferocidade pergunta ao Fernando porque é que ele não quer conhecer os seus pais. Pessoa responde, com insolente tranquilidade, que não pode casar-se com ela porque não quer casar-se com toda a sua família, mas este parece um pretexto. Na realidade Pessoa não tem a intenção de viver com Ophelia, nem de casar-se com ela, porque isto simplesmente não está na sua índole. O seu amor permanece um amor platónico. Ele não tem a possibilidade de viver completamente o seu amor por Ophelia, porque isto significaria dever-se adaptar à vida mesma.

O Fausto/Pessoa tenta conhecer na figura da Maria/Ophelia o amor, único e ilusório consolo permitido aos seres humanos, mas o seu intento de saber amar é destinado ao insucesso, por causa da sua incapacidade de adaptação na vida.

O que é mais importante para um artista? Viver a vida verdadeira ou consagrar-se na arte?
Para Pessoa a literatura, assim como toda a arte, é a demonstração que a vida não é suficiente. Existe uma realidade “outra”, espiritual e imaterial, que não pode ser compreendida só com a razão.

Em conclusão, para Pessoa a criação artística é melhor que a vida mesma, então ele prefere representar-se através dos seus heterónimos e das obras criadas por meio deles, que viver plenamente a vida do Fernando.


ROBERTA SPADACINI

"Vale Abraão" de Lia Orietta Cacciatore

Leonor Silveira, Ema de "Vale Abraão"


Um grande pintor disse-me um dia que pintava o que lhe vinha à cabeça sem nenhum significado particular, e que seriam os críticos ao dar-lhe um nome e uma interpretação profunda.

Ensinou-me que é verdadeiro tudo e o contrário de tudo e que em todas as formas de arte o valor está no facto que se faz sentir algo, mesmo se este sentir é de forma diferente para cada um. Porque cada um vê e sente num trabalho de arte, qualquer que ele seja, pintura, escultura, música ou cinema, coisas diferentes.

No filme que nós vimos, a minha impressão foi que a protagonista era uma pessoa triste e infeliz, à busca contínua de algo de inexplicável também para ela.

Bonita ou não bonita, as suas relações com os homens são fugazes e não a fazem feliz nem por um momento, e parecem só um paliativo. A infelicidade dela, na aparência, parece a mesma da Madame Bovary que, porém, é infeliz porque foi forçada, segundo a tradição do momento, a casar um homem muito mais velho do que ela e porque não pode viver com aquele que ama. A infelicidade da Ema é originada dentro de ela mesma. A razão desta abulia não é explicável: é só uma menina mimada que não sabe que o que quer ou se é uma pessoa deprimida. A sua força aparente esconde uma falta de força e uma inabilidade para mudar verdadeiramente o que não lhe agrada? Precursora do feminismo? Não, o feminismo não tem nada a ver com o sexo.
Todos parecem amá-la. Mas é amor justo? Por certo ela não ama ninguém.

A história tem um contraste inexplicável. É uma beleza sem fascínio, sexo sem amor, mãe sem amor maternal, liberdade sem estar livre dela mesma. O que mais me tocou foi o vazio, um grande vazio que todos os personagens vivem, duma maneira ou doutra, enfatizado pelos lentos retratos fixos dos objectos e pelas conversas longas quase sem comunicabilidade.

Uma história profunda mas sem saída. Para ninguém.





LIA ORIETTA CACCIATORE

"Vale Abraão" de Germana Lardone

Isabel Ruth interpreta Ritinha, a lavadeira surda-muda, ultima presença antes da morte de Ema


Confesso a minha ignorância: conhecia a fama de Manoel de Oliveira mas nunca tinha visto um filme dele, por isso foi grande a satisfação que tive de conhecer este artista.

Vale Abraão é um filme poético, algumas cenas são verdadeiros quadros: gostei muito das cenas na varanda envidraçada, o gato enquadrado do alto como se estivermos aí a vê-lo, as criadas lavando a roupa no jardim ou a louça na cozinha e há entre elas uma bela atmosfera de solidariedade.
E pois Ema pondo um belo chapéu enquadrada no vão da janela ou quando aparece entre as folhas e os frutos duma laranjeira e quando, de noite, na obscuridade da casa, vai em direcção do quarto do seu marido com uma vela na mão e a figura torna-se mais e mais pequena até ser só um ponto.

Muito interessante também o simbolismo: a aliança que cai no momento do casamento, o gato que aparece frequentemente – enquanto anda na casa, ao colo da Ema, com o cão no pátio – a rosa oferecida à Ritinha pela Ema antes de partir, ou a rosa vermelha cheirada e pois aberta com um dedo; as portas que se abrem em quartos vazios.
Além disso a Ema tem um ligeiro cambalear, como para fazer ressaltar mais a perfeição da sua beleza.

Grande originalidade da realização e excelente a banda sonora para piano solista.

Gostei muito também da qualidade dos diálogos: é preciso reflectir sobre alguns deles: percebe-se que são obra duma grande escritora.





GERMANA LARDONE

"Vale Abraão" de Vilma Gidaro

Suspensos no Vale Abraão...


Vale Abraão um filme que narra o amor inexistente



No filme Vale Abraão - realizado por Manoel de Oliveira, uma adaptação da revisitação da "Madame Bovary" de Agustina Bessa-Luís, que deu uma caracterização portuguesa e contemporânea do livro de Flaubert – o conceito do amor doloroso e doente, para mim, faz de cenário a cenas duma beleza enorme.

Tudo o que aparece põe os espectadores numa condição de espera, como se tudo fosse suspenso sobre este vale belíssimo do Douro, quase adormecido pelas cores do céu, das vinhas e pela justa lentidão que o realizador dá às sequências no tempo das cenas e da vida de Ema, a protagonista.

Um fundo sossegado, enquanto que a vida de Ema se enche de aborrecimento e tristeza. Neste contexto a história dela vê personagens masculinos fracos e muito longe de sentimentos verdadeiros. Homens que dão atenção a Ema só pelo lado sexual dela, por aquilo que é a sua beleza exterior, quer quem a deseja, quer quem a deveria acompanhar no seu crescimento.
Então Ema mesma, apreciará de si mesma somente este aspecto.

Até a tia beata Ema, que vive com ela desde a morte da sua mãe, em vez de a ajudar coloca-a, já na adolescência, na posição de mulher perdida e endiabrada, só porque Ema é belíssima e lê livros, actividade reservada aos homens.

Ema, sempre mais bela crescendo e portanto sempre mais perigosa no juízo do mundo, continua a viver pouco disposta às convenções da sua família e sociedade; todos os homens que a conhecem ficam fascinados por ela, um deles é o Dr. Carlos, médico, mais velho do que dela e já casado, que fica logo fascinado por Ema e ficará enamorado sem sequer esperar que seja correspondido pela mesma.

À morte da mulher do Carlos, ele e o pai da Ema combinam o seu casamento.
É este o momento no qual Manoel de Oliveira muda a actriz Cecile Sanz de Alba, actriz duma tenra beleza, por Leonor Silveira, a sua preferida, também ela de soberba beleza, que será Ema até a fim do filme, sem que esta envelheça, pois representa o símbolo da beleza como ameaça.
Um casamento a que Carlos, homem fraco e mais triste do que dela, não conseguirá dar vida, deixando Ema sempre sozinha, tanto que ela começará a procurar muitos amantes, confirmando a si mesma, ser só capaz de atrair os homens (todos, sem diferença de idade e de estado social), e não de ser amada ou de amar. Mas também por isso, Ema será sempre triste e procurará constantemente o amor que, contudo, nunca chegará na sua vida.

A única personagem positiva do filme, e companhia carinhosa de Ema, é uma lavadeira surda-muda que segue Ema no curso da sua vida, grande e silenciosa presença... delicioso e cheio de sentimento a saudação delas no final do filme.

As cores do filme mudam só na última cena que se desenrola num laranjal, com vivazes tons de árvores cheias de laranjas e com a presença de Ema vestida de branco e azul, que iluminam a sua cara, quando Ema quer procurar a morte. É naquela altura do filme que se dissolve a atmosfera que havia desde o início, e que se percebe o que é que estava suspenso no ar do vale...

Para mim, Vale Abraão, foi um filme tocante e muito complexo. Um filme que coloca aos espectadores muitas dúvidas sobre o sentido da vida e demonstra como um contexto social pode influenciar as pessoas, sobretudo aquelas mais frágeis.





VILMA GIDARO

"Vale Abraão" de Maria Paola Satolli

Quinta do Vesúvio, no Douro, onde Ema morreu sozinha.


Então, querem saber o que pensamos do filme? Vou tentar escrever no meu balouçante português… nunca escrevi sobre um filme!

Tenho dizer que gostei do filme. Ou, talvez, é melhor dizer que eu compreendo porque é que esse filme é considerado lindíssimo. Para mim, era um pouco lento, mas sei que esta é a sua particularidade.

Gostei da representação da Ema (adulta), uma personagem a cuja beleza é, para mim, completamente obscurecida para o seu incrível egoísmo. Um egoísmo que quase “justifica” a sua completa falta de respeito relativamente ao marido (deixando-se namorar em frente dele), às suas filhas (abandonando-as quando eram meninas, e depois instaurando uma relação com o possível pretendente duma delas) e, naturalmente, a ela mesma.

A Ema contenta-se de ser um objecto do desejo masculino, através da sua atitude provocatória, que já tinha quando era menina. Ela contenta-se de relações superficiais, porque só tenta ser apreciada pelos outros, sem nunca aprender a apreciar-se a ela mesma.

Acho que, no fundo, ela è a realização do que o cantor de Ópera lhe disse durante o jantar: ele fala sobre uma nova concepção do amor, fala duma sociedade onde o sentimento se transformou num acessório, onde os homens e as mulheres ainda não compreendem que podem amar-se, em todo o seu significado e expressões, com qualidade. Ninguém disse que isso é fácil: mas o que é que nos resta no fim, se nos comportamos sempre com superficialidade?

A Ema escolhe um caminho diferente, que só pode deixá-la totalmente insatisfeita. Os seus homens vão deixá-la sozinha, porque vão considerar as suas aspirações pessoais mais importantes daqueles da mulher.


A Ema, na última cena, morre sozinha, no mesmo lugar onde a sua vida de traições começou.
Morre (vestida com as cores do seu casamento, se não erro) duma maneira tão estúpida que quase me fez rir, se a confronto dos tons graves e pesados do filme.


Um comentário rápido sobre do marido (eu sei, já superei as 3-4 linhas!): mesmo se sabe que nunca será amado por a Ema, e mesmo se conhece a sua natureza (como parece pelo diálogo com o pai dela), ele decide não fazer nada. Era demasiado débil para impor-se, ou talvez tenha decidido amá-la em toda a sua complexidade.


MARIA PAOLA SATOLLI

Quatro alunas falam do "Vale Abraão"


Antes de mais, muito e muito obrigado a todos quantos paticiparam nas sessões de sábado, 15 e 22 de Novembro, em que se projectou o filme "Vale Abraão" de Manoel de Oliveira.


Maria Paola Sattoli

Lia Orietta Cacciatore

Germana Lardone

Vilma Gidaro

Laure Cavaniè

Alessandra Silos de Brito

Fabrizio Riccardo Verile

Eleonora Maura

Flavia Nardoni

Cristiana Manuppelli

Laura Carletti

Monda Lukaj

Elisa Fiorenza

Alice Chiron

Ivana Bartolini

Marica Appolloni

Elisa De Nicola

Vincenzo Marzotti

Francesco Semeraro


Dos participantes as alunas Maria Paola Satolli (nível elementar), Vilma Gidaro, Germana Lardone e Lia Orietta Cacciatore (níveis superiores) enviaram-nos os seus comentários que publicamos em seguida.


Obrigado a todos.

giovedì 20 novembre 2008

Uma aluna, sobre a feira do livro

Elisa De Nicola, estudante de Português que está a preparar uma interessante tese sobre o poeta Manuel Alegre, dá-nos a sua opinião a respeito da feira Più libri, più liberi, cuja edição deste ano conta com a participação do autor português Francisco José Viegas:


Sono diversi anni ormai che seguo con grande interesse la Fiera della piccola e media editoria, che sembra riscuotere sempre più successo.
Trovo che sia un evento molto interessante e di grande attualità.
Prendere parte ad incontri con autori, traduttori, critici e personalità legate all'editoria, è una buona opportunità per allargare i propri orizzonti e per avere un contatto diretto "con il mondo del libro" e non solo: molto interessante è anche " la sezione blog". Oltre a cio' essendo un'ascoltatrice di Radio Rai Tre credo sia piacevole prendere parte alla diretta del programma Fahrenight.
Insomma di motivi per andare alla fiera ce ne sono molti.
Vi ringrazio per l'oppurtunità che date agli studenti di partecipare a questo evento e soprattuto di poter essere presenti alla presentazione del libro di un autore portoghese.

Elisa De Nicola

Manoel de Oliveira - em Roma e no Porto

Em Roma a Cátedra José Saramago promove um ciclo de homenagem ao grande realizador português. E esta manhã o Diário de Notícias publica um artigo em que se fala da conservação do espólio do realizador em Serralves...


A Fundação de Serralves deverá ser a entidade gestora do acervo do realizador Manoel de Oliveira, que integrará o espólio do futuro pólo da Cinemateca do Porto repartido por três espaços: Casa das Artes, Casa do Cinema Manoel de Oliveira e auditório de Serralves.

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro anunciou ontem, no final da apresentação do Orçamento da Cultura 2009, que o projecto "já está concluído e orçamentado, e contará sempre com o entendimento e colaboração da Câmara Municipal do Porto". Pinto Ribeiro não especificou quem irá gerir o espólio de Manoel de Oliveira, mas fontes contactadas pelo DN apontam Serralves, numa parceria com a Universidade Católica, a assumir esse papel.

"Não está ainda nada definido", diz José Manuel Oliveira, filho do realizador. No entanto, acha que o espólio de Manoel de Oliveira fica bem nas mãos dos responsáveis de Serralves. "Fizeram uma exposição que honra o meu pai, foi um trabalho fantástico do doutor João Fernandes".

Segundo o ministro da Cultura, não se pretende criar uma cinemateca no Porto como a de Lisboa. O objectivo é usar as parcerias com as várias entidades envolvidas neste processo e exibir filmes disponíveis no Arquivo Nacional de Imagens.

O pólo vai funcionar na Casa das Artes, neste momento a ser alvo de obras de restauro, no auditório da Fundação de Serralves e na Casa do Cinema Manoel de Oliveira, mandada construir de raiz pela Câmara do Porto, no tempo do presidente Fernando Gomes.


FRANCISCO MANGAS
HERNÂNI PEREIRA

mercoledì 19 novembre 2008

Vale Abraão - de sábado a sábado

No passado sábado, 15 de Novembro, reuniram-se na Faculdade de Letras da Universidade de Roma Tre alguns alunos de Português para verem o filme Vale Abraão, que iniciava o ciclo com que, no presente ano, a Cátedra José Saramago assinala o centenário do realizador português de Manoel de Oliveira.

Agradecemos a presença de:
Maria Paola Satolli
Elisa Fiorenza
Ivana Bartolini
Fabrizio Riccardo Verile
Vilma Gidaro
Monda Lukaj
Marica Appolloni
Eleonora Maura
Flavia Nardoni
Laure Cavaniè
Elisa De Nicola
Vincenzo Marzotti
Alessandra Silos de Brito
Francesco Semeraro
Gabriele

No próximo sábado, dia 22 de Novembro, às 11horas, na aula 21 da Faculdade de Letras (via Ostiense, 234) vai ser projectada a segunda parte da obra.
Estão todos convidados.