Organizzazione/Organization: Lucia Sabatini Scalmati, Jens Schumann
Um nome de rua, no centro histórico da Cidade Eterna, que marca a presença de Portugal e a ligação antiga de dois povos e duas culturas. Nesta outra "Via dei Portoghesi" queremos falar de Portugal em Roma e de Itália em Portugal.
mercoledì 10 maggio 2017
Workshop "levocidellarte" - Fausto Maria Franchi
Sotto, il programma del secondo anno dell'workshop levocidellarte, sperando che possa
interessare unitamente alla preghiera di divulgare l'evento.
Ialongo e Bellantonio scrivono sulla presentazione di Rocco D'Ambrosio all'IPSAR
Articolo di Fiorella Ialongo pubblicato sulla headline, homepage, sezione cultura del
giornale online "Matchnews"
http://www.matchnews.it/it/arte-cultura/1362-la-sfida-della-riforma-ecclesiale-di-papa-francesco.html
Articolo di Giuseppe Bellantonio sul blog "storiacostumesocietà"
http://storiacostumeculturasocieta.blogspot.it/2017/05/la-riforma-della-chiesa-la-sfida-di.html
http://www.matchnews.it/it/arte-cultura/1362-la-sfida-della-riforma-ecclesiale-di-papa-francesco.html
Articolo di Giuseppe Bellantonio sul blog "storiacostumesocietà"
http://storiacostumeculturasocieta.blogspot.it/2017/05/la-riforma-della-chiesa-la-sfida-di.html
mercoledì 3 maggio 2017
Angela De Chirico propõe a leitura de "O lixo" de Luis Fernando Veríssimo
O Lixo
Encontram-se na
área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.- No seu lixo ou no meu?»
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.- No seu lixo ou no meu?»
Luis Fernando Veríssimo
Luís Fernando Verissimo
(Porto Alegre, 26 settembre 1936) è uno scrittore e giornalista brasiliano,
figlio dello scrittore Érico Veríssimo.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Luis_Fernando_VerissimoBeatriz Felício canta il FADO a Sant'Antonio dei Portoghesi (27 maggio, 21.00)
SABATO, 27 maggio - ore 21:00
concerto di musica portoghese - Tradizionale notte
di "fado"
nel cortile dell'istituto
Beatriz Felício (Voce)
Paulo Valentim (Chitarra portoghese)
Paulo Ramos (Chitarra classica)
(Ingresso con partecipazione alle spese e fino ad
esaurimento posti)
Beatriz Felício nasceu a 29 de Setembro em Lisboa. É um
das novas promessas do Fado, tendo começado a cantar muito cedo. Entrou
no mundo da música há mais de seis anos e desde aí que canta em casas
de Fado e em vários espetáculos. O fado é tudo para ela e tem como
referências Amália Rodrigues, Ana Moura e Adele. Participou em 2011 no programa Uma Canção Para Ti, na quarta série, onde foi uma das finalistas. O mesmo aconteceu quando em 2015 participou no The Voice Portugal, tendo chegado até à fase dos tira-teimas.
Intervista in https://festivaiscancao.wordpress.com/2017/01/29/entrevista-a-beatriz-felicio-exclusivo/
martedì 2 maggio 2017
Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP
Programma degli eventi promossi nell’ambito del “Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP”:
Cátedra Eduardo Lourenço - Universidade de Bolonha (4 maggio)
Videoconferenza del Prof. Carlos Alberto Faraco (Universidade Federal do Paraná) sul tema del suo ultimo libro História sociopolítica da língua portuguesa
Cátedra Fernando Pessoa - Universidade de Florença (5 maggio)
“Dia Internacional da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona”.Previste le seguenti attività:
- conferenza “ Uma língua em expansão, a língua e a literatura portuguesa na atualidade”;
- Presentazione (con proiezioni di video, audio e PPT) di lavori di ricerca degli studenti di lingua portoghese (del triennio e della specialistica) su diversi temi culturali dei paesi della CPLP;
- conferenza “A cultura portuguesa no mundo – património mundial de influência portuguesa”;
- attività musicali e cinematografiche
PROGRAMA
Cátedra Manuel Alegre - Universidade de Pádua (4/5 maggio)
Due conferenze della Professoressa Micaela Dias Pereira Ramos Moreira dell’Universidade do Minho:
- "O Português no mundo: passado, presente, futuro";
- "Escritores Lusófonos da atualidade"
Cátedra Antero de Quental - Universidade de Pisa (5 maggio)
Conferenza “Uma volta ao mundo da lusofonia pisana / Un giro nel mondo della lusofonia pisana";
- breves contos originais dos estudantes;
- momentos musicais e degustação de pratos típicos portugueses
PROGRAMA
Cátedra Padre António Vieira - Universidade de Roma La Sapienza (5 maggio)
Proiezione del film “Capitães de Abril”
PROGRAMA
Cátedra José Saramago - Universidade de Roma Tre (4/5 maggio)
“Viva a língua portuguesa”: due giornate con un lungo programma di attività e conferenze
PROGRAMA
Cátedra Pedro Hispano - Universidade da Tuscia (5 maggio)
Giornata dedicata al tema “a poesia em mil pedaços repartida” con letture e traduzioni delle opere di diversi autori lusofoni
PROGRAMA
Cátedra Manoel de Oliveira - Universidade de Salento (5 maggio)
Saranno realizzate diverse tavole rotonde su diversi temi:
- “Saramago e a língua portuguesa”;
- “A definição poética e Manuel de Barros nas décadas de 60 e 70”;
- “literatura africana de língua portuguesa: o caso de Angola e Moçambique”;
- “os aforismos brasileiros e a língua portuguesa”
PROGRAMA
https://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/l-ambasciata/notizie/1119-dia-da-lingua-portuguesa-e-da-cultura-na-cplp
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