mercoledì 30 aprile 2008

Actas "Da Roma all'Oceano" já estão à venda




Da Roma all'Oceano. Il portoghese nel mondo

Convegno internazionale all'Università Roma Tre


Dal titoto " Da Roma all'Oceano. Il portoghese nel mondo", si è svolto nei giorni 29 e 30 marzo del 2007 presso l'Università Roma Tre il primo convegno organizzato in Italia sulla diffusione del portoghese in America, Africa e Asia.

Il programma ha incluso interventi di noti studiosi italiani e stranieri - Tullio De Mauro, Ivo Castro, Inês Duarte, Luciano Formisano, Vicenç Beltran, Giuseppe Tavani - e di scrittori dell'area lusofona - in particolare Agualusa -, dedicati ai problemi connessi con l'insediamento della lingua di Camões, di Pessoa e di Saramago in aree extraeuropee e con la sua acclimatazione in ambienti profondamente diversi, per caratteristiche geopolitiche e socioculturali, da quello di origine: il Brasile, l'Angola, il Mozambico si sono appropriati o si stanno appropriando - con interessanti adattamenti alle realtà locali - della lingua dell'antico colonizzatore, che si modifica e si arricchisce nel contatto con sistemi alloglotti, i quali a loro volta interferiscono modificandola con la lingua d'importazione.


Si comunica che le prime copie del volume degli atti di questo importante convegno sono disponibili presso la libreria Il Seme (Via Monte Zebio, 3 - tel. 06.3721490).

Eleições italianas no Diário de Notícias


Notícia publicada esta manhã no diário da capital portuguesa:
http://dn.sapo.pt/2008/04/29/internacional/parlamento_italiano_comunistas_toma_.html


Parlamento italiano sem comunistas toma posse

PATRÍCIA VIEGAS


O novo Parlamento italiano, saído das legislativas dos dias 13 e 14, que deram a vitória a Silvio Berlusconi, toma hoje posse e pela primeira vez desde 1946 nenhum representante comunista vai sentar-se nele.

A Esquerda Arco-Íris, que incluía a Refundação Comunista, os Comunistas Italianos e os Verdes, não ultrapassou a barreira dos 3% de votos e não elegeu nem um único deputado nem um único senador.

Foram vítimas do bipartidarismo que invadiu o país, dizem, culpando o Partido Democrata (PD) do ex-autarca de Roma Walter Veltroni e o Partido do Povo da Liberdade (PDL) de Silvio Berlusconi. Sete em cada dez italianos dizem ter votado numa destas duas formações políticas.

O eleitorado comunista votou sobretudo no PD e no seu aliado Itália dos Valores, de Antonio Di Pietro, conhecido juiz anti-corrupção, mas alguns viraram-se também para o PD e, no Norte, para a Liga Norte - a formação que ameaça pressionar o Parlamento e o Governo para aprovar medidas que defende.

"A Itália aproximou-se do bipartidarismo que já existe hoje na maioria dos países europeus como a França ou a Grã-Bretanha. E não penso que vá haver uma marcha atrás", disse em declarações à AFP o historiador Ernesto Galli della Loggia.

Há, porém, quem tenha outras explicações para a derrota, como Luca Fontana, secretário da secção Che Guevara da Refundação Comunista, partido que, em 2006, chegou a eleger o primeiro deputado travesti . "Nós perdemos as eleições pela primeira vez porque o nosso símbolo, a foice e o martelo, estava ausente e não havia um partido capaz de fazer sonhar as pessoas, de dizer eu quero um outro mundo porque o capitalismo desagrada-me", disse Luca, à reportagem da AFP.

O Partido Comunista italiano e os seus herdeiros sempre estiveram presentes no Parlamento desde a Assembleia Constituinte de 1946. O Partido Comunista italiano chegou a ser o maior do Ocidente. Foi fundado em 1921 e, quatro anos depois, foi proibido pelo regime de Mussolini. Três dias após a queda do Muro de Berlim, em 1989, o secretário-geral do PCI, Achille Occhetto, achou oportuno convocar um congresso para dar nova vida ao partido.

A polémica estala de imediato. Muitos militantes comunistas discordam do projecto de Occhetto. Mas a 3 de Fevereiro de 1991 as conclusões são favoráveis à dissolução do partido e à promoção do Partido Democrático da Esquerda. Mais uma vez há militantes que discordam e formam a Refundação Comunista. Esta vive uma cisão que depois origina o Partido dos Comunistas italianos. Foram estes dois últimos que, em conjunto com os Verdes, se viram arredados do Parlamento nas eleições de há duas semanas.

"A Refundação Comunista já não é um partido do povo. Já não é um símbolo dos que se levantam, como nós, de madrugada para fazer o país funcionar", afirma Cristiano, que ganha 1 050 euros por mês e aos 34 anos ainda vive em casa dos pais, porque não tem dinheiro para comprar uma habitação própria. É um dos muitos chamados mileuristas em Itália. Não têm dinheiro, vivem com os pais, não fazem planos para constituir família. Limitam-se a viver um dia atrás do outro.

lunedì 28 aprile 2008

7, 8 e 9 de Maio: língua portuguesa em Lecce


Durante a segunda semana de Maio a cidade de Lecce vai ver multiplicarem-se as manifestações de lusitanismo em diversas sedes. Disto nos deu a saber o Professor Gianluigi De Rosa, da Universidade do Salento, que daqui saudamos.

Quarta-feira dia 7, na Libreria Apuliae, pelas 7h30, a Professora Giulia Lanciani (Università degli Studi di Roma Tre) e o Professor Giorgio de Marchis (Università degli Studi di Salerno)vão apresentar as actas do convénio Da Roma all'Oceano - La lingua Portoghese nel mondo, uma edição da casa Nuova Frontiera.

Uma hora antes, pelas 6 e meia, um outro volume será apresentado no mesmo espaço. Trata-se de Angeli e demoni in scarpe bullonate. I miti calcistici tra letteratura e cinema coordenado por Gianluigi De Rosa (Università del Salento) e Enrico Martines(Università di Parma). Para além dos autores, estará presente Marco Cipolloni, da Università di Modena e Reggio Emilia.

Nos dias seguintes, um grande evento: o encontro de estudos intitulado LINGUE POLICENTRICHE A CONFRONTO: QUANDO LA PERIFERIA DIVENTA CENTRO, organizado pelo Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras da Universidade do Salento e coordenado pelos Professores Antonella De Laurentiis e Gianluigi De Rosa, ambos professores daquele ateneu.

(info: gianluigi.derosa@ateneo.unile.it - antonella.delaurentiis@ateneo.unile.it)

Programa dos trabalhos:

8 maggio
ore 9,30

Saluti delle Autorità
Prof. Antonio Fino – Preside Facoltà Lingue e Letterature Straniere
Prof.ssa Alizia Romanovic – Direttore Dipartimento Lingue e Letterature
Straniere
Apertura dei lavori
Prof. Alberto Sobrero

ore 10,30 – 13,00
Presiede Prof.ssa Alizia Romanovic

Giuseppe Tavani – Università La Sapienza
Tradizione, traduzione, innovazione

Giulia Lanciani – Università Roma Tre
Della intraducibilità: il caso Pessoa

Antonio Scocozza – Università di Salerno
La Gran Colombia: unità e diversità

Marco Cipolloni – Università di Modena e Reggio Emilia
Neutro, maccheronico e varietà linguistiche nel cinema di co-produzione


ore 15,00 – 16,30
Presiede Prof. Antonio Scocozza

Virginia Sciutto - Università L’Orientale di Napoli
Dialettica della spazialità nella lingua spagnola: il caso dei somatismi
rioplatensi

Alessandra Rollo – Università del Salento
Peculiarità linguistiche del français québécois

Barbara Gori – Università di Torino
L’ordine V S con verbi monoattanziali inaccusativi in PE e PB


Pausa
ore 17,00-18,30
Presiede Prof. Piero Ceccucci

Piero Ceccucci – Università di Firenze
Introduzione alla sessione: L’esperienza del tradurre come forma di
mediazione interculturale

Elena Manca – Università del Salento
Culture a confronto: la promozione turistica in Italia e Gran Bretagna

Francesca Degli Atti – Università del Salento
Pantanal, lingua e ricostruzione della marginalità in
chiave ludica nell'opera di Manoel de Barros

António Fournier - Università di Torino
"Il perfetto viaggio": per una didattica del portoghese letterario in Italia



9 maggio
ore 9,30-11,00
Presiede Prof. Giuseppe Tavani

Francesca Bianchi – Università del Salento
Quanti inglesi? L'evoluzione del riconoscimento delle varietà attraverso la
linguistica dei corpora.

Antonella De Laurentiis – Università del Salento
L’importanza della traduzione nei paesi periferici: l’Argentina di Borges

Federica Ferrari – Università di Modena e Reggio Emilia
“Image management in calls to arms”
Bush vs. Blair: efficacia persuasiva tra idiosincrasia stilistica e variazione
culturale



Pausa
ore 11,30-13,00
Presiede Prof.ssa Giulia Lanciani

Giorgio de Marchis – Università di Salerno
Lusografie afrikane ovvero "será que os kapas são mais africanos que os cês?"

Karl Gerhard Hempel – Università del Salento
Le varietà standard della lingua tedesca tra tradizione, politica e linguistica

Gian Luigi De Rosa – Università del Salento
Interagire negli spazi discorsivi lusofoni: l’uso del “você” nel portoghese
europeo e brasiliano


Pausa Pranzo
ore 15,00-16,30
Presiede Prof. Marco Cipolloni

Katia de Abreu Chulata – Università del Salento
La mediazione linguistica e culturale: uno studio di caso


Daniela Cesiri
– Università del Salento
Repertorio linguistico e costruzione dell'identità nazionale nella language
policy irlandese

Elena Borali – Università di Torino
Il parlato filmico nella cinematografia brasiliana tra neo-standard e varietà
popolare: la sottotitolazione di Deserto Feliz


Pausa
ore 17,00 - 18,30
Presiede Prof.ssa Orietta Abbati

Fernando Llorens Bahena – Università del Salento
“Habla andaluz siempre”, “Habla andaluz, sé tú mismo”. Uso del dialecto
andaluz.

Vera Lúcia de Oliveira – Università del Salento
Sul tradurre Lêdo Ivo

Michela Canepari – Università di Parma
In the Heart of the Country di J.M. Coetzee e Dust di Hansel: problemi
di traduzione intersemiotica e interlinguistica


Chiusura dei lavori

venerdì 25 aprile 2008

Música em Maio - Santo António dos Portugueses

Columbano Bordallo Pinheiro
(estudo preparatório para um fresco)

Giovedì 8 Maggio, ore 18:30 - Salone Nobile

Inaugurazione del Pianoforte, donato all’Istituto dagli eredi del Mº Giuseppe Morelli

I Parte: CONFERENZA - CONCERTO
La Canzone Portoghese nel secolo XX, tenuta dal Prof. Dr. Mário Anacleto, con la partecipazione del Mº Massimo Scapin

Programma:
Francisco de Lacerda, Duas Trovas: 1. A Alegria dos meus olhos; 2. Não morreu nem acabou
José Viana da Mota, Olhos Negros - Luís de Freitas Branco, Aquela Moça
Cláudio Carneyro, Quatrain - Jorge Cronner de Vasconcelos, Eu hei-de cantar bem alto
Fernando Lopes-Graça, Es falsa três vezes falsa - Armando José Fernandes, Tecedeiras
Fernando Lapa, 0 Céu, a Terra, o vento sossegado - João Heitor-Rigaud, Vou sobre o Oceano
Carlos Figueiredo, Sé Velha (fado) - Mário Anacleto, É fogo a cor dos teus olhos (fado)

II Parte:
Giuseppe Morelli (Roma 2.08.1907-16.07.1998),

Meditazione per violino e pianoforte (1970);
Soldatini-Marcetta-Burlesca per pianoforte(1973) ; Largo espressivo per violoncello e pianoforte(1974)
David Simonacci, violino - Marco Simonacci, violoncello; Gabriella Morelli, pianoforte



Sabato 10 Maggio, ore 18:30 - Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi

CONCERTO In collaborazione con TETRACORDO

Programma:
Dimitri Nicolau, dal trio op. 158 (dedicato al trio Aedòn) "The little girl of Anatolia"
Johannes Brahms, Trio op.114 in La min. (Allegro- Adagio- Andantino grazioso- Allegro)
Fabrizio Festa, New Lands, No Borders ( per clarinetto, violoncello, pianoforte, percussioni, sintetizzatore ed elettronica – testo di Michael Hall)
1. Into the ground, up to the sky - 2. New lands, no borders - 3. I had a dream
Commissione dell’Emilia Romagna Festival e del Festival "Encuentros" di Buenos Aires

Trio Aedòn: Stefano Marzi, clarinetto - Gabriele Zoffoli, violoncello - Stefano Bartolucci, pianoforte
E con la collaborazione di Fabrizio Festa (elettronica)



Sabato 17 Maggio, ore 21:00 - Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi
CONCERTO


Programma:
Johannes Brahms, Quartetto in do minore op. 51 numero 1 per archi
Allegro - Romanze – Poco Adagio - Allegretto molto moderato e comodo – Finale/Allegro
Quintetto per archi e pianoforte op 34 in fa minore
Allegro non troppo - Andante, un poco Adagio – Scherzo/Allegro – Finale/Poco sostenuto/Allegro non troppo


David Simonacci e Carlo Vicari, violini - Teresa Ceccato, viola - Diego Roncalli, violoncello - Maurizio Paciariello, pianoforte



Sabato 31 Maggio, ore 21:00 - Cortile dell’Istituto
CONCERTO - Tradizionale Notte di "Fado"


Ana Marta, Voce - Paulo Valentim, Chitarra portoghese - João Veiga, Chitarra classica
(Ingresso fino ad esaurimento posti e con offerta per il nuovo organo)

25 de Abril


Este ano comemoram-se os 34 anos da revolução democrática do 25 de Abril, descrita pelo grande poeta Manuel Alegre no Preâmbulo da Constituição portuguesa:


A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.


A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.

(...)


Por esta ocasião publicamos a entrevista a António Tabucchi, feita por Anna Maria Giordano há 4 anos...


LA RIVOLUZIONE DEI GAROFANI SECONDO TABUCCHI

25/4/04

Intervista allo scrittore che ama il Portogallo e che ricorda la svolta di trent'anni fa
Anna Maria Giordano



Domenica 25 Aprile 2004 Da una radio le note di Grandola, canzone bandita dal regime salazarista, fanno scoccare a Lisbona nella notte tra il 24 e il 25 aprile del 1974 la Rivoluzione dei Garofani. E’ il segnale scelto dal Movimento delle Forze Armate per l’avvio delle operazioni che libereranno il paese dalla dittatura più antica d’Europa. A vivere con trepidazione quelle ore c’è anche un amico di sempre del Portogallo, un suo osservatore e interprete d’eccezione, lo scrittore Antonio Tabucchi.


“Il 25 aprile del ‘74 é stato il giorno in cui il fascismo é caduto e in cui i capitani d’aprile hanno espugnato la caserma in cui si era rifugiato Marcelo Caetano, l’erede di Antonio Salazar. Io ero a casa mia e ho seguito al telefono gli avvenimenti con gli amici che stavano a Lisbona. Il giorno dopo è arrivato il poeta Alessandro Nilo, mio grande amico, che era in Svizzera e non poteva rientrare in Portogallo perché l’aeroporto era chiuso. Mi ricordo un giorno di grande emozione perchè alla tv hanno fatto vedere i prigionieri che uscivano dal carcere con Alessandro che piangeva e quasi abbracciava il televisore”.


Il movimento dei capitani occupa Lisbona e altre città. L’assedio di Caetano continua fino al pomeriggio del 25 quando il dittatore consegna le dimissioni nelle mani del generale Spinola. E la folla può finalmente esultare e fissare per sempre nella memoria collettiva quel momento infilando garofani rossi nei fucili dei militari. Il giorno dopo tornano gli esiliati, socialisti e comunisti, che ricostruiranno il paese.


Tabucchi, che quello fu un trionfo per la sinistra?

“Più che di sinistra io parlerei di democrazia perché è saltato il tappo di un totalitarismo durato 47 anni. C’è stato uno scoppio di libertà in tutti i sensi. Quella é stata una vittoria della democrazia che a un certo punto è diventata quasi ebbra. C’è stata un’ubriacatura collettiva, una felicità enorme, con manifestazioni che riguardavano non solo l’aspetto politico ma anche quello sociale, antropologico, artistico. Era un tappo che aveva coperto l’essere umano per 47 anni e quindi c’era anche una grande allegria, una gran gioia e una gran vitalità


Ma divenne un punto di riferimento almeno per una parte della sinistra. Non si guardò con attenzione a quella rivoluzione?

Credo che poi a un certo punto la sinistra europea sia caduta in una sorta di equivoco perché ha pensato che quella potesse diventare una sorta di isola del socialismo. Un socialismo diverso con tinte terzomondiste, in un luogo dell’Europa in cui era impossibile che accadesse. Per fortuna questo poi non è successo. La giunta militare ha nominato un governo provvisorio che ha finalmente indetto le prime elezioni libere


Qual è secondo lei l’eredità lasciata dalla rivoluzione e che memoria se ne conserva ?

Un’eredità sopravvive sicuramente. Oggi il Portogallo ha una democrazia parlamentare, un’eredità politico-giuridica evidente. Ed è un paese che vive in Europa. Però la storia si dimentica in fretta. Basta la mancanza di trasmissione da parte di una sola generazione. Io vedo che quelli che cercano di mantenere viva la memoria di quegli anni hanno difficoltà nei confronti di una perdita di memoria molto rapida nella situazione politica attuale in cui si cerca di far dimenticare quel 25 aprile. I 25 aprile si dimenticano o si travisano anche a casa nostra. Ci sono le iniziative dei leader di allora, di un Mario Soares, di associazioni e movimenti, ma vedo che devono lottare contro una specie di velo opaco che si sta un po’ stendendo su quest’avvenimento che pure ha riscattato il paese


Includerebbe il 25 aprile 1974 tra le giornate che hanno cambiato la storia del continente, un luogo della memoria politica e culturale a cui tornare?

Certamente. Ha cambiato radicalmente il volto di un paese. Il Portogallo era uno spazio che l’Europa aveva dimenticato e che a sua volta aveva dimenticato l’Europa. Gli aveva girato le spalle per secoli. Dal periodo delle scoperte geografiche guardava verso l’Oceano e la sua storia era segnata dall’Africa, dal Brasile, dalle Indie. Poi si consuma la decadenza di questa grande potenza coloniale e la situazione politica fa sì che questo girar le spalle abbia anche un connotato fortemente politico. La rivoluzione dei garofani ha come girato il perno su cui si appoggia il paese e il paese ha fatto un giro a 360 gradi e si è messo di nuovo a guardare l’Europa. E noi adesso lo stiamo guardando. Siamo faccia a facciaLa Rivoluzione dei Garofani è anche la fine di una politica coloniale cieca e sanguinosa... E’ stata l’ultima decolonizzazione e può costituire una chiave di interpretazione per ridiscutere la storia coloniale dell’Europa, le nostre colpe, non solo portoghesi ma collettive. Una riflessione che l’Europa deve necessariamente fare e forse sta già facendo






Mais sobre o 25 de Abril:



"Grândola, vila morena" de Zeca Afonso:



Na Wikipedia:



martedì 22 aprile 2008

Exposição sobre a vida e a obra de José Saramago em Lisboa


IN: http://dn.sapo.pt/2008/04/22/artes/a_consistencia_sonhos_traz_jose_sara.html

Mais espaço obriga a exibição maior que em Lanzarote


Quem entrasse ontem na Galeria de Pintura do Rei D. Luís, no Palácio da Ajuda, onde dentro de 24 horas será inaugurada oficialmente a exposição sobre a vida e a obra de José Saramago intitulada A Consistência dos Sonhos, acharia que a palavra sonhos estava certa mas que consistência não. Isto porque o pandemónio era total e não se vislumbrava qualquer possibilidade de cumprir o prazo anunciado para a abertura da exibição mas, ao fim da tarde, a palavra consistência já tinha mais significado que a sonhos devido ao avanço radical que levara em poucas horas.
A garantia do próprio comissário Fernando Gómez Aguilera, responsável da Fundação César Manrique pela exposição, ao DN era de que "até ao fim da noite estaria quase finalizada". Entre as razões desta azáfama final, habitual neste tipo de eventos, estava o atraso na chegada de muita da documentação que veio de navio desde Lanzarote, devido ao mau tempo nas Canárias. Outra, foi a adaptação do acervo a um local muito maior do que aquele onde aconteceu a primeira exposição de A Consistência dos Sonhos. Segundo o comissário "este espaço é diferente do original mas não é preciso alterar o discurso expositivo, apenas adaptar a proposta arquitectónica ao maior cumprimento e altura da sala".
Esta nova dimensão vai, no entanto, beneficiar o visitante, pois a exposição contém novidades em relação à de Lanzarote devido à colaboração da Biblioteca Nacional e do próprio escritor, que disponibilizaram uma série de documentos e peças para a ocasião, algumas das quais só estarão desta vez acessíveis ao público. É o caso de um quadro existente na residência do casal em Madrid, de autoria do pintor Santa Bárbara, de uma série de quadros de Rogério Ribeiro pintados para O Ano de 1993, de vários manuscritos do arquivo do escritor, além de correspondência inédita com Jorge de Sena. Outro dos benefícios do novo espaço é o reposicionamento das instalações do artista Charles Sandison que ganham deste modo um realce que as tornará, de acordo com o comissário, "um dos ícones desta exposição", bem como o de gerar a possibilidade de fruir "com mais à-vontade a sua componente visual".
Também apostados em ter tudo pronto para a inauguração oficial, que contará com a presença de José Saramago e do ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, está a comissária executiva Graça Mendes Pinto e o director da Biblioteca Nacional. Jorge Couto revelou que do espólio da instituição vão ser exibidos o original do diploma do Nobel, cinco manuscritos - com destaque para os preparatórios de O Ano da Morte de Ricardo Reis - e a correspondência com os escritores José Rodrigues Miguéis e Adolfo Casais Monteiro. A Biblioteca Nacional vai também editar 12 postais com reproduções do acervo e no seu site poder-se-á consultar página a página os manuscritos de Saramago que tem depositados. Por seu lado, a comissária executiva aguarda com expectativa a afluência após o sucesso da exposição do Ermitage mas confirma que são muitos os pedidos de escolas e grupos a marcar visitas para a exposição que abre ao público no dia 24.



JOÃO CÉU E SILVA

lunedì 21 aprile 2008

Vasco Graça Moura distinguido pelo Ministério da Cultura Italiano


Tradutor e escritor distinguido pelo Ministério da Cultura italiano


Vasco Graça Moura vence Prémio de Tradução 2007

do Ministério da Cultura italiano


16.04.2008 - 13h16 Lusa


O escritor, poeta, cronista, tradutor e eurodeputado do PSD Vasco Graça Moura foi distinguido com o Prémio de Tradução 2007, atribuído pelo Ministério da Cultura italiano.


O prémio, que tem o patrocínio do chefe de Estado italiano, Giorgio Napolitano, é atribuído anualmente e distingue o melhor tradutor e editor estrangeiros, tendo Graça Moura vencido na primeira categoria, uma decisão unânime do júri.


A cerimónia de entrega dos prémios vai realizar-se no Palácio do Quirinal, em Roma, na presença de Giorgio Napolitano, em data ainda a anunciar.


Graça Moura distinguiu-se pela tradução de algumas das principais obras italianas como "Divina Comédia" e "Vita Nuova", de Dante Alighieri, e ainda "Rime" e "Trionfi" de Francesco Petrarca.


Segundo uma nota do júri, Vasco Graça Moura foi distinguido pela "rica e vasta actividade como tradutor, que contribuiu de forma especial para a divulgação, em Portugal e nos países lusófonos, das mais marcantes obras da literatura italiana, em versões de alta qualidade estética e de escrupuloso respeito pelos originais".


Para Graça Moura a tradução corresponde a uma das vertentes da sua actividade de criador literário, como "um exercício corpo-a-corpo" que “exige que se encontre a fórmula que melhor se adeque para verter tudo o que escreveu o poeta".


O poeta, ficcionista, ensaísta e tradutor, que publicará no dia 28 um novo romance, "Alfreda ou a Quimera", qualificou de "gratificante" a distinção atribuída pelo Ministério da Cultura da Itália e patrocinada pela União Europeia. Graça Moura destacou ainda a importância da tradução no seio da Europa dos 27, ao servir como um “veículo fundamental para o conhecimento e entendimento dos povos".


Além da sua intensa actividade no campo das letras, Graça Moura tem sido uma das vozes mais críticas do Acordo Ortográfico, que considera que apenas “serve interesses geopolíticos e empresariais brasileiros, em detrimento de interesses inalienáveis dos demais falantes de português no mundo".


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