sabato 22 dicembre 2012

BOM NATAL!

Na árvore de Natal da Via dei Portoghesi, pomos uma a uma, com muito carinho, tantas bolas coloridas com os nomes dos nossos leitores e amigos...

 
Desejamos festas serenas e felizes para todos.
Até Janeiro!

A palavra ao estudante... FRANCESCO DEL BOVE: "Uma pechincha"


 
Como muitas outras pessoas no nosso mundo ocidental, eu também gosto de todos aqueles objectos que se encontram nas lojas de países estrangeiros e que chamamos lembranças.
Sei que a maioria dessas pequenas prendas são produtos de péssima qualidade, que amiúde custam muito mais do que elas realmente valem, ainda assim às vezes é possível encontrar coisas verdadeiramente bonitas, de boa qualidade e também baratas, enfim umas pechinchas.
A melhor pechincha da minha vida, nesse sentido, aconteceu há dois anos durante uma viagem a uma pequena cidade no norte da Turquia de cujo nome não quero lembrar-me, uma cidade onde não há muitíssimos turistas. Um dia, ali, dei um passeio por uma rua onde havia o mercado. Estava completamente cheio de pequenas lojas que vendiam produtos maravilhosos, um paraíso para os que adoram as lembranças.
Durante mais de uma hora de pesquisa, consegui encontrar uma toalha que era uma maravilha, leve e de muitas cores. Além disso, não era um daqueles típicos produtos para turistas mas era para a gente que morava ali mesmo e, por isso, era muito barata.
Depois dessa compra, enamorei-me da loja onde vendiam autêntico chá turco e onde, além de comprar um quilo dele, encontrei um fantástico serviço de seis copos para o chá. E tudo isso por um preço ridículo!
Enfim, tenho que agradecer aos meus amigos porque, sem a intervenção deles, provavelmente hoje teria uma chaleira turca também.

 
FRANCESCO DEL BOVE

21 / 12 / 12

O mundo não se acabou...

martedì 11 dicembre 2012

Paula Dias ilustra "Marco e Artu salvano il Natale"


Marco e Artù salvano il Natale è disponibile su Psicomamme.it! E’ un libro di Natale atipico, splendidamente illustrato.
 

“Marco e Artù salvano il Natale” è la storia di due bambini che non si rassegnano a subire la realtà come la presentano gli adulti. Realtà, sogno e fantasia si mescolano nei due racconti che hanno per protagonisti Marco e Artù, alla ricerca della propria verità tra i modi di dire, i segreti e le piccole crudeltà degli adulti. Un macellaio cinico e senza scrupoli dice a Marco che Babbo Natale non esiste.
Artù è alle prese con la “scomparsa” della signora Noli e con un oggetto che le apparteneva, un addobbo di Natale che deve essere riconsegnato alla sua proprietaria perché possa avere pace. Il Natale diventa il simbolo della purezza d’animo e del diritto che i bambini hanno, e che anche gli adulti dovrebbero rivendicare, di credere al miracolo della generosità e della magia. Marco e Artù si sentono come cavalieri in missione per conto di Babbo Natale, in suo nome proteggono la loro fiaba dai grandi!
 
 
Paula Dias, autrice delle tavole illustrate di “Marco e Artù salvano il Natale”, è una giovane pittrice nata in Mozambico e cresciuta vicino a Coimbra, in Portogallo. Dopo la laurea in belle arti ha girato il paese come insegnante, dedicandosi contemporaneamente all’esposizione dei propri quadri in mostre individuali e collettive. Fin dalla più tenera età ha desiderato disegnare ed è così che lei ama trascorrere il proprio tempo. Il disegno e la pittura sono diventate la sua professione da quando, dopo l’Accademia di belle arti, si è dedicata all’insegnamento dell’arte al liceo.
Nel 2011 si è trasferita a Torino dove ha trovato nuova ispirazione e ha potuto consolidare, nell’assenza, il suo rapporto con la natura e i simboli della cultura portoghese. Gli azulejos, le barchette del Tago, il mare, sono immagini ricorrenti della sua pittura. Paula unisce all’attività pittorica quella di illustratrice, in cui dà grande rilievo espressivo e fantastico alla tecnica dell’acquarello. Il Personal balloon è un libretto degli affetti che Paula ha iniziato a realizzare per sua nipote e che altre persone le hanno commissionato per i figli o i nipoti. Si tratta di un quaderno illustrato composto da otto tavole circa, in cui la vita, le passioni e le gioie dei bambini vengono immortalate. E’ un ricordo che non sfiorisce e che riesce a carpire la personalità e l’anima dei bambini forse più del mezzo fotografico.

A palavra ao estudante... MARIA CICCAGLIONI: "Descrição de três pessoas"

Gabriel natalício...


As pessoas de quem quero falar são as minhas duas filhas e o meu neto Gabriel.
 
O nome da minha primeira filha é Serena e tem 35 anos. Tem 1,65 de altura e o cabelo castanho, comprido e liso com a franja. Até ao ano passado era um pouco gordinha. Agora é magra e ela está muito feliz por ser capaz de perder peso. O seu carácter é comunicativo, mas à primeira vista não parece particularmente extrovertida. É uma pessoa arrumada e gosta de escrever contos e gostaria de escrever um livro mas não tem tempo e calma para fazer. Não é gastadora e quando tem de comprar a roupa parece indecisa. Eu acho que quando ela entra numa loja os vendedores gostariam de escrever o sinal de "Não aos desperdiçadores de tempo". Finalmente,depois de uma longa busca, ela sempre escolhe roupa de cor preta.
 
A minha segunda filha chama-se Chiara e é um pouco mais jovem do que a sua irmã Serena e um pouco mais alta. É magra e tem o cabelo castanho muito comprido e liso. Também ela tem a franja. É organizada, trabalhadora e sociável. É decidida e quando tem de comprar roupa não leva mais de 15 segundos. Eu pensei que era uma mulher de carreira mas agora tem um bebé e gostaria de ficar com ele todo o dia. Mas tem de trabalhar e o seu bebé Gabriel deve ir ao jardim de infância.

O Gabriele tem 10 meses. Tem um carácter sociável, extrovertido e comunicativo. É um falador e sempre diz “ma, ma, ma, pa, pa pa, ta, ta ta”. Eu estou tentando ensinar-lhe português. Por isso dei-lhe um babete que comprei em Fátima com as palavras "Eu tenho uma avó babada". Tenho de esplicar ao Gabriel... Mas o Gabriel ainda não é capaz de falar português exactamente como a sua avó.
Ele tem pouco cabelo loiro e não é gordo. Não sei se é alto ou baixo, mas parece-me alto (mais ou menos 75 centimetros). O Gabriel gosta de andar mas ainda não sabe de ser bípede e anda a 4 pés. Nao anda como um gato, mas rasteja como uma serpente. É muito simpàtico e também muito lindo (palavra da avó).
 
MARIAZINHA

lunedì 10 dicembre 2012

A palavra ao estudante... MARIA SERENA FELICI: "Oxalá"


     OXALÁ

Névoa de um povo a sonhar. São estes os versos do fado Céu da Mouraria, cuja melodia, saindo das lojas e das casas, embala tão frequentemente o caminho de quem passar pelas ruas deste bairro lisboeta. E, devendo escrever sobre esta palavra tão esquisita, surgiu-me espontâneo pensar neste verso, pois o sonho é o que mais nos faz pronunciar, ou ainda somente pensar, Oxalá... o fado Céu da Mouraria refere-se especialmente ao povo português, como é de esperar. E de facto, não é de estranhar que justamente a língua portuguesa possua uma palavra tão mística, tão fatalista, tão encantadora.
Ela vem do árabe, é uma herança da presença árabe que os portugueses têm guardado como preciosa, não no rasto dum romantismo vazio que demasiadas vezes é-lhes associado, e sim por uma sabedoria de fundo que compreende a consciência da limitação do poder humano. O que vem depois de oxalá, aquilo que, segundo a gramática, há de se conjugar no conjuntivo, é o que entregamos a Deus quando nos damos conta que o nosso poder já terminou.
Não sei quantas línguas possuem locuções comparáveis a esta; o certo é que se a língua é, como eu acredito, o “espelho” do povo que a fala, o português deve ser visto como o povo mais sentimentalmente racional. Pois, de certeza um particular como esta expressão contém um grande sentimento, é como Névoa de um povo a sonhar, é um modo de expressar os próprios sonhos entregando-os a alguém que está acima da limitada humanidade, de nunca deixar de sonhar, mesmo quando os acontecimentos da vida parecem dizer o contrário do que desejamos; mas será que há algo de mal nos sentimentos? Bem, talvez num mundo que quer transformar as pessoas em máquinas haja. E, pergunto: será mesmo tão racional pensar que o poder do homem é ilimitado? Ou não será mais maduro, e portanto mais racional, quem for consciente dos próprios limites de ser humano?
Eu acho que a plena e verdadeira maturidade se alcança ao fazer o que é da própria responsabilidade, sem deixá-lo a outros, mas sem esquecer que não sempre se pode obter tudo, e sendo capazes de renunciar, de vez em quando. E penso que quem diga oxalá  tem esta consciência. Acreditar que tudo está em nosso poder leva ao estilo de vida tipicamente burguês, que esquece a verdadeira fé em nome dum Deus que está nas igrejas onde é preciso ir aos domingos para exibir uma fachada de gente de bem.
E isso leva às várias crises económicas, pois o dinheiro, que é algo limitado como tudo o que apenas concerne o ser humano, não pode ser tratado como se o não fosse. Seria mesmo preciso pensar aprofundadamente sobre conceitos quais “racionais” e “sentimento”. Mas nunca temos o tempo necessário.      
MARIA SERENA FELICI

A palavra ao estudante... MARTINA MULAS: "Oxalá"


 
OXALÁ

“Oxalá meu futuro aconteça,

Oxalá que a vida me corra bem,

Oxalá que a tua vida também”

 

Estes são só alguns versos da canção que os Madredeus, famoso grupo musical Português, dedicaram a esta palavra, OXALÁ, que tem origem no Árabe “In shaa Allah”, “Se Deus quiser” e que se utiliza com referência às coisas futuras que imaginamos, ou que queremos, irão acontecer. Como sabemos, de facto, o idioma Árabe deixou marcas profundas na língua Portuguesa, sobretudo pelos 800 anos de dominação moura que a região sofreu.

Esta interjeição tem, então, sentidos religiosos. De facto, Oxalá – deus da criatividade - é celebrado numa festa chamada “Águas de Oxalá” pelos fiéis do Candomblé Brasileiro, uma religião que tem, por sua vez, origem no mito Africano, segundo o qual, a justiça divina liberta a bondade do Criador (Oxalá) sobre o mundo, como uma chuva, para dar benefícios à terra, dali o nome da festividade. Com precisão, Oxalá, por vezes chamado Obatalá, é o pai dos Orixá, divindades totémicas e familiares associadas aos elementos naturais. Oxalá é considerado o pai das cabeças: nele, reside a essência de cada pessoa, o que é e o que serà e lhe dá também o pensamento. Este rito é considerado como o início da primavera e podemos relacioná-la com nossa Vigília de Páscoa porque a água é o princípio da vida e é o elemento que compõe o ser humano.
Esta festa é celebrada nos bairros pobres onde o acesso à água é muito problemático. Neste sentido, a festa tem também o objetivo de sensibilizar a solução da crise hídrica como a água é um direito universal que só se compartilhado pode ser uma bênção para todos.

MARTINA MULAS