venerdì 11 aprile 2008

Fotografias de Max Wayne em Roma

Max Wayne
A via dei Portoghesi - Autorittrato



Hoje, 11 de Abril pelas 18h00, o fotógrafo português Max Wayne, residente em Roma, onde tem exposto, individual e colectivamente por várias vezes, inaugura uma nova exposição:
Rambling – Suspended Emanations

Comissariada por Benedetta Donato, a exposição está patente na galeria WhiteCube3, e insere-se na VII edição do Festival Internazionale della Fotografia 2008.

Galleria WhiteCube3
Piazza Mattei, 11
00186 Roma

Inaugurazione 11 Aprile

Max Wayne
Rambling – Suspended Emanations

a cura di Benedetta Donato

11 - 30 Aprile
martedi - sabato: 16.00 - 23.00
domenica: 15.00 - 21.00
lunedi mattina visite su appuntamento

www.whitecube.it info@whitecube.it
tel: +39. 06 64760164 +39. 328 0889214 +39. 339 2511833

https://mail.instituto-camoes.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.fotografiafestival.it/circuito_detail.asp?id=109

mercoledì 9 aprile 2008

Lançamento do livro "Il fado di Coimbra"


Na próxima quinta-feira, 17 de Abril, pelas 18h30, o livro “IL FADO DI COIMBRA” (editora BESA) de Carlo Giacobbe será apresentado na Mondadori Multicenter – Fontana di Trevi (Via di San Vincenzo, 10).
http://www.negozimondadori.it/eventi/roma.html
http://www.negozimondadori.it/negozi/mc_roma_sanvincenzo.html


Na apresentação pública deste livro, cuja publicação fora já anteriormente anunciada na Via dei Portoghesi (http://viadeiportoghesi.blogspot.com/2008/01/livro-italiano-sobre-o-fado-portugus.html), vai estar presente não só o autor, como os outros membros do grupo italiano “Fado entre Rios”, que divulga a cultura musical portuguesa em Itália.

Será, pois, uma ocasião de encontro para todos os lusófilos romanos, e a oportunidade de ouvir mais uma vez a bela voz de barítono de Carlo Giacobbe, que nos promete cantar alguns fados ao longo da tarde...

Parabéns pela iniciativa!

lunedì 7 aprile 2008

Lançamento de Adriana Lisboa em Roma



Na próximo dia 17 de Abril, quinta-feira, pelas 18h00, será apresentada na livraria Feltrinelli International (Via V.E. Orlando 84/86 Roma), a versão italiana do romance Sinfonia em branco (Sinfonia in bianco) da escritora brasileira Adriana Lisboa.

Intervirá o Professor Gorgio de Marchis, docente de Literatura Portoguesa e Brasileiro na Universidade de Salerno e colaborador da Professora Giulia Lanciani na Universidade de Roma Tre.

Neste evento estarão presentes, para além da jovem escritora, a tradutora - Sara Favilla - e representantes da casa Angelica Editore, sob a chancela da qual esta obra é publicada em Itália.

Recordamos que a autora recebeu em Portugal o prémio literário juvenil “José Saramago”, instituído pelo Círculo de Leitores, em 2003.
(http://www.circuloleitores.pt/cl/artigofree.asp?cod_artigo=93670)




IN:
http://www.adrianalisboa.com.br/biografia/index.html


A escritora brasileira Adriana Lisboa nasceu em 25 de abril de 1970 no Rio de Janeiro, onde passou a maior parte da vida. Morou também na França e vive desde fins de 2006 nos Estados Unidos. Publicou os romances Os fios da memória, Sinfonia em branco, Um beijo de colombina e Rakushisha, os minicontos de Caligrafias (todos pela Rocco) e dois livros para crianças e jovens: Língua de trapos (Rocco) e O coração às vezes pára de bater (PubliFolha). Integrou diversas antologias de contos no Brasil e no exterior.
Recebeu o Prêmio José Saramago, em Portugal, e, no Brasil, o prêmio de autor revelação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e o prêmio Fundação Bunge (antigo Moinho Santista). Recebeu ainda bolsas de criação e tradução da Fundação Biblioteca Nacional, do Centre National du Livre (França) e da Fundação Japão. Foi selecionada pelo projeto Bogotá 39, que apontou os 39 mais importantes autores latino-americanos até 39 anos na ocasião da eleição da cidade como capital mundial do livro pela UNESCO, em 2007. Formada em música, mestre em literatura brasileira e doutora em literatura comparada, foi flautista, cantora e professora durante alguns anos. Hoje, além de escrever, traduz. Entre outros autores, traduziu para o português Cormac McCarthy, Anne Tyler, Amy Bloom, Robert Louis Stevenson e Émile Faguet. Foi co-autora do roteiro original do filme Bodas de papel, de André Sturm. É atualmente pesquisadora visitante junto à Universidade do Texas em Austin, mesma posição que manteve em 2007 junto à Universidade do Novo México.

Seus livros foram publicados também em Portugal, na Itália e na Suécia, e estão sendo traduzidos na França e no México. Adriana Lisboa é representada pela Agência Literária Mertin, fundada por Ray-Güde Mertin e atualmente sob direção de Nicole Witt.


MAIS sobre Adriana Lisboa:
http://www.adrianalisboa.com.br/index.html

MAIS sobre a Angelica Editore:
http://www.angelicaeditore.it/

Eleições italianas comentadas no DN


Na edição de hoje do jornal lisboeta "Diário de Notícias", o jornalista Miguel Queirós, no artigo de opinião AS ANIMADAS ELEIÇÕES ITALIANAS comenta a situação política do momento, em Itália.

in:



AS ANIMADAS ELEIÇÕES ITALIANAS

A campanha eleitoral para as legislativas em Itália, que decorrerão no próximo fim-de-semana, continuam muito animadas. Um dos grandes temas é a venda da Alitalia ao grupo Air France-KLM; há dias foi o boicote ao comício do partido de Giuliano Ferrara, um jornalista próximo de Berlusconi, que defende a revisão das condições do aborto; agora é o problema dos boletins de voto.

Ontem, os jornais dedicavam a este caso todas as manchetes: "Eleições, divergências sobre os boletins", titula o La Stampa; "Caos nos boletins de voto", é a capa do La Repubblica; "Boletins eleitorais, divergências", diz o Il Messaggero. Quem levantou o problema publicamente foi Silvio Berlusconi, candidato da direita e favorito para as eleições, segundo as sondagens. "Berlusca" diz que os boletins devem ser reimpressos por causa de os símbolos dos partidos estarem de tal forma dispostos "que não se sabe quem vai sozinho e quem vai em coligação". Disse também o ex-primeiro- -ministro que quem levantou o problema foi a esquerda, o que é verdade, num contacto telefónico com um dirigente do partido de Berlusconi. Mas pelos vistos a lei obriga àquele desenho do boletim. Sebastiano Messina, na primeira página do La Repubblica, comenta: "A grande promessa eleitoral foi feita por Veltroni (líder do Partido Democrático, o maior da esquerda): tornar a Itália um país simples. De facto, este Estado não consegue fazer nada sem se complicar a vida. A mais clara demonstração disso é este boletim de voto."

Mas o grande problema da actualidade é a Alitalia, companhia aérea de bandeira que perde um milhão de euros por dia e que a Air France pretendia comprar depois de proposta do Governo actualmente em gestão, dirigido por Prodi. No final da semana, os franceses abandonaram as negociações por problemas com os sindicatos, mas é possível que hoje voltem à mesa, enquanto Berlusconi tenta arranjar amigos italianos para não deixar cair a empresa em mãos estrangeiras.

mercoledì 2 aprile 2008

Inicio dos documentários sobre Portugal na Roma Tre

António Barreto

Sob a orientação da Professora Giulia Lanciani, e inserido nos trabalhos do leitorado de Português, terá início no próximo dia 5 de Abril, sábado, pelas 10 horas, o ciclo de sete documentários intitulado


“Portugal, um retrato social”



Este é um retrato do nosso país. Um retrato da sociedade contemporânea. É um retrato de grupo: dos portugueses e dos estrangeiros que vivem connosco. É um retrato de Portugal e dos Portugueses de hoje, que melhor se compreendem se olharmos para o passado, para os últimos trinta ou quarenta anos.

Da autoria de António Barreto e realizada por Joana Pontes, esta série é um retrato da sociedade portuguesa contemporânea. Tenta responder às perguntas mais simples.
Quem somos?
Onde vivemos?
Como trabalhamos?
Que saúde, que educação e que justiça temos?
Para isso, o autor recorre à comparação com o que éramos há três ou quatro décadas e sublinha especialmente as grandes mudanças ocorridas desde então. É o mesmo país, mas os portugueses já não são os mesmos.


Mudámos muito, em pouco tempo. Podemos viver melhor ou não, mas vivemos de modo diferente.



1º EPISÓDIO

SÁBADO
5 ABRIL
10HOO

AULA 21

Gente diferente: Quem somos, quantos somos e onde vivemos



Os portugueses são hoje muito diferentes do que eram há trinta anos. Vivem e trabalham de outro modo. Mas sentem pertencer ao mesmo país dos nossos avós. É o resultado da história e da memória que cria um património comum. Nascem em melhores condições, mas nascem menos. Vivem mais tempo. Têm famílias mais pequenas. Os idosos vivem cada vez mais sós.







MAIS sobre António Barreto:

http://pt.wikipedia.org/wiki/António_Miguel_Morais_Barreto

https://www.ics.ul.pt/rd/person/ppgeral.do?idpessoa=15

Música e Arte em Santo António dos Portugueses


“Concerto de amadores”, 1882
COLUMBANO Bordalo Pinheiro (1857 - 1929)
Museu do Chiado - Lisboa

Em baixo,
Estudo para o óleo “Concerto de amadores”

Sabato 5 Aprile, ore 21:00 - Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi
CONCERTO
Johannes Brahms, Tre Intermezzi op. 117 per pianoforte
Andante Moderato - Andante non troppo e con molta espressione - Andante con moto
Vier Gesange op. 43 per voce e pianoforte
Von ewiger Liebe - Die Mainacht - Ich schell mein Horn ins Jammertal - Das Lied vom Herrn von Falkenstein
Intermezzo op. 118 numero 2 per pianoforte
Capriccio op. 116 numero 7 per pianoforte
Zwei Gesange op. 91 per voce, viola e pianoforte
Gestillte Sehnsucht - Gesttliches Wiegenlied
Jee Hee Han, mezzosoprano - Teresa Ceccato, viola - David Simonacci, pianoforte




Mercoledì 9 Aprile, ore 21:00 - Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi
CONCERTO
Programma:
A. Vivaldi, Sonata F XIV n 5 (revisione di L. Dallapiccola)
Largo - Allegro (con spirito) - Largo (tranquillo, alla siciliana) - Allegro
L. van Beethoven, Sonata op. 5 n 2
Adagio sostenuto ed espressivo - Allegro molto piuttosto presto - Rondo (Allegro)
A. Webern, Op. 11 (Mäßige - Sehr bewegt - Äußerst ruhig)
D. Shostakovic, Sonata op. 40 in re min. (Allegro non troppo – Allegro – Largo - Allegro)
LUCA FIORENTINI, Violoncellista - ALESSANDRO DRAGO, Pianista





Domenica 13 Aprile, ore 19:30 - Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi
CONCERTO
Johannes Skudlik, Cembalo
Programma:
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
- Fantasia cromatica e fuga in re min. BWV 903
- 4 Duetti BWV 802-805
- Suite francese in mi magg. BWV 817 (Allemande – Courante – Sarabande – Gavotte – Polonaise – Menuet – Bourrée - Gigue)
- Concerto italiano in fa magg. BWV 971 (Senza indicazione – Andante - Presto)





Mercoledì 16 Aprile, ore 19:00 - Galleria dell’Istituto, in Via dei Portoghesi, 6
Inaugurazione della Mostra: "Arts Materials"
Ideata ed organizzata da Graziano Menolascina, rappresentata da nuove figure del panorama artistico contemporaneo:
Luca Guatelli, Maurizio Savini, Giorgio Galotti, Francesco Grillo, Tarshito, Simone Racheli, Gualtiero Redivo,
Giampietro Preziosa, David Reimondo, Craking art, Michele Giangrande.
Presiederà S. E. l ’Ambasciatore del Portogallo presso la Santa Sede, Dott. João da Rocha Páris.
Orario di apertura: 16 Aprile 2008 – 16 Maggio 2008; da Mercoledì a Domenica, dalle ore 16:00 alle ore 20:00





Mercoledì 30 Aprile, ore 21:00 - Chiesa di Sant’Antonio dei Portoghesi
CONCERTO
Programma:
G.F.Handel: Cantata HWV 97 "Crudel tiranno Amor" per soprano, 2 violini,alto e b.c.
J.S. Bach: V Concerto Brandeburghese
G.F.Handel: Sonata in Sol Maggiore per 2 violini, viola e b.c. HWV 399
J.S. Bach: Cantata BWV 212 "Non sa che sia dolore" per soprano, flauto, archi e b.c.
Raffaella Milanesi, Soprano
ACCADEMIA OTTOBONI
Manuel Granatiero, Laura Colucci, flauto - Giorgio Sasso, Gabriele Politi, violino - Teresa Ceccato, viola
Marco Ceccato violoncello - Riccardo Coelati Rama, violone - Yu Yashima, clavicembalo

Fado em Roma: Mafalda Arnauth


Mafalda Arnauth actuou ontem à noite na Sala Estúdio do Auditorium, perante uma plateia cheia de lusófonos e de lusófilos entusiasmados, que participaram com palmas e com a voz nos temas mais conhecidos, incitados pela jovem artista.


Recordamos a presença de Mafalda Arnauth no dia 4 de Junho de 2003, no palco do Teatro Ghione de Roma, no concerto que assinalou o fecho da Escola Portuguesa de Roma. De há cinco anos a esta parte, a artista fez uma longa estrada onde maturou muitos aspectos da sua interpretação, sem perder a frescura original da voz e da presença cénica.


Aliás, Mafalda Arnauth, voz virtuosa de temas sérios - como as sempre arriscadas reinterpretações de Amália Rodrigues (Triste Sina, Foi Deus, etc) e alguns outros temas da sua própria autoria - sente-se sem dúvida mais à-vontade nas marchas e nos temas festivos populares, com os quais acabou o espectáculo. Ela própria disse, num Italiano quase perfeito, que queria que o seu público regressasse a casa feliz.


Já de pé, depois do bis e do tris, o público pôs-se a dançar as marchas de Lisboa, com a alegria e o calor de quem, como quase sempre acontece entre italianos, tem uma relação afectiva com Portugal. Há o fascínio por um certo exotismo, mas há ainda mais um sentimento de ternura de Itália em relação a Portugal, como se Roma (desde os tempos do Império) fosse ainda um pouco a "Mãe" de uma distante Lusitânia.


Regressando a Mafalda Arnauth, importa referir que ela brindou o público com dois "fados" muito especiais: um era de Charles Aznavour, e o outro de Sergio Endrigo: Io che amo solo te. Continuando a lição de Amália, mais uma vez se provou que a linguagem do fado é profundamente plástica e internacional; assim como Amália, desafiando rigor que ainda então vigorava, ousou cantar em Italiano, Francês, Espanhol e Inglês (V. http://209.85.129.104/search?q=cache:v-Qe0Oa_yIIJ:www.geocities.com/cecskater/discE1980A.html+%22am%C3%A1lia+internacional%22&hl=it&ct=clnk&cd=2&gl=it) também Mafalda Arnauth soube estabelecer a ponte entre as sensibilidades de dois povos irmãos.



Arnauth no Auditorium:


Arnauth no Youtube:





Sbarca in Italia Mafalda Arnauth, nuova voce del fado portoghese


Tre le date nel Belpaese per la cantante 33enne: il 30 marzo per il festival Jazz Groove di Mestre, il 31 a Firenze, 1° aprile a Roma. In uscita anche il suo quinto album, 'Diario', con brani dedicati alla società e alla vita quotidiana



All'immancabile domanda che tutti gli artisti stranieri si sentono rivolgere alla fine di un'intervista, è molto dolce ascoltare Mafalda Arnauth, voce nuova del fado tra quelle che si cominciano a conoscere di più fuori dai confini del Portogallo, rispondere canticchiando “Non ho l'età”. Lei, trentatreenne, non era neppure nata, ma la sua famiglia le ha tramandato con Amalia e Marceneiro un po' di musica italiana, quella più popolare che la radio trasmetteva a più non posso, e le ha fatto ascoltare proprio la Cinquetti, di cui ricorda anche – cosa che non tutti gli italiani sanno - che ha pure vinto l'Eurofestival. E per completare il quadro di alcune conoscenze un po' strane, ecco quella di Claudio Mattone, un musicista straordinario, ma non certo conosciutissimo, che lei ha avuto l'onore di incontrare, così come Lucio Dalla, che ammira molto (e qui la scelta è un poco più logica). Per concludere questa introduzione venata di italianità, un doveroso ringraziamento di Mafalda va Zizi Possi, cantante brasiliana di origini italiane – un po' partenopee e un po' toscane – che ha inciso più di un cd con musiche della sua patria di origine e che canta la musica napoletana come chi è sempre stato sotto il Vesuvio.

Ma veniamo al motivo che porta Mafalda alle cronache di casa nostra: la cantante – nata a Lisbona il 4 ottobre 1974 – sarà in Italia per tre concerti: il 30 marzo, domenica, per il festival Jazz Groove all'auditorium del Centro culturale Candiani a Mestre (ore 21); lunedì 31 marzo al teatro Puccini di Firenze (ore 21,15); martedì 1° aprile al teatro Studio dell'Auditorium Parco della Musica di Roma (ore 21). Tre concerti attesi durante i quali la Arnauth presenterà il suo quinto album che finalmente esce anche in Italia: “Diario”, un percorso attraverso le radici di questa musica, ma attualizzato dai testi che sono quasi tutti della stessa Mafalda nel solco di una tradizione del “nuovo fado” che vede i protagonisti attualizzare i temi delle liriche. Non più solo amore disperato o famiglie distrutte dalle morti in mare, ma temi attuali, di vita quotidiana, di società, di amore “buono”.

E poi, cosa che i nuovi artisti del fado cercano con sempre maggiore insistenza, la voglia di allargare i propri confini, le proprie conoscenze, le proprie relazioni artistiche: viene facile per i lusitani col Brasile (e Mafalda adora Chico Buarque e Caetano Veloso e omaggia in questo cd Maria Bethania, Vinicius de Moraes e Tom Jobim), ma anche con l'Argentina di Piazzolla o la Francia di Aznavour. E ovviamente con le proprie stesse origini, con la grande Amalia Rodrigues e l'omaggio attraverso lo straordinario brano di Alberto Janes “Foi Deus”. Un disco bello, indubbiamente, che può essere un testimonial importante per un genere musicale, il fado, che resiste ed esiste al di là di ogni moda perché è vivo e vero.

“E io mi sento naturalmente fadista – racconta Mafalda -, anche se avrei dovuto fare tutta un'altra cosa nella mia vita. Studiavo veterinaria, ma a una festa accademica decisero di farmi provare a cantare. Io ci stetti e mi preparai per un fado. In casa sentivo quello, fa parte della nostra vita, cresciamo, a Lisbona, col fado. Studiai bene la canzone e, visto che sono comunque intonata e che in casa mi divertivo a canticchiare, la prova andò bene. Quella festa è stata la svolta della mia vita, da allora il fado è cresciuto in me. E io l'ho voluto vestire della mia sincerità, della mia storia, della mia umiltà. Non ho voluto copiare le altre cantanti, anche se, ovviamente, da loro qualcosa ho preso”.

Quando racconta la sua crescita artistica Mafalda si carica, l'adrenalina sale in lei, ma è molto modesta, non si vende per quello che non vuole essere. E non ama fare la replicante del passato. Per questo scrive spesso i testi che poi musica o fa musicare. “Ma non chiamatemi poetessa – si schermisce -, sono le mie emozioni. Con me voglio essere severa, onesta, trasparente: in una parola reale. Anche quando vado a cercare altre influenze, ma cerco sempre di non dimenticare la mia radice portoghese, magari facendola vestire un poco dei luoghi e delle musiche che amo. Ma senza mai tradire il fado, che per me è una vera e propria terapia”.

Non solo la lezione di Amalia, anzi: non quella. “Chi canta fado ha sempre davanti a sé l'immagine della divina, e non può essere altrimenti – spiega la Arnauth -. Ma il mio desiderio è quello di resistere e di non diventare una delle 'nuove' Amalia. Non mi interessa. Ho sempre cercato di non incidere canzoni che Amalia aveva reso note e che non si possono cantare meglio di quanto abbia fatto lei. Ma con 'Foi Deus' non ho resistito, è un brano che mi è entrato nella pelle e che ho dovuto raccontare nel mio 'Diario'. Ma mi sono guardata bene dall'assomigliare ad Amalia. Certo, come lei non c'era nessuna, ma a me piace anche confrontarmi con la lezione di altre grandi fadiste: Herminia Silva, Lucilla Do Carmo, Maria Teresa de Noronha, fino ad Argentina Santos, che è rimasta con Celeste Rodrigues l'ultima protagonista della vecchia generazione nelle case di fado. Io ci metto il mio perché questa tradizione non muoia, ma anzi si rinnovi”.

E proprio questo è un dato molto significativo: il fado, la cui tradizione nasce nella prima metà del diciannovesimo secolo, dato molte volte per morto e sepolto, confinato per anni in taverne nelle parti più decadenti della città di Lisbona, mai come adesso è in voga e richiama non solo turisti nei luoghi deputati al mito, ma appassionati da ogniddove per questa musica “etnica” che racconta bene la storia di un paese che è stato molto chiuso in se stesso, ma che ha affrontato il mare come nessun altro popolo ha fatto dominando per secoli oltre gli Oceani. Nella musica di Mafalda questo a volte si sente, ma lei ha una visione più moderna per quel che riguarda i testi, romantica e appassionata com’è, con una voce melodiosa e che sta via via impressionando un po’ tutti, puristi e no. “Il fado ‘acontece’ – dice, calcando su quella parola, ‘accade’, che è un po’ il leit motiv di chi si avvicina al fado -. Sono fadista dentro, abbiamo grande senso delle nostre radici e penso anche che la nostra lingua ci aiuti in questo. E’ una lingua musicale che si accompagna bene alla voce, agli strumenti. E’ una lingua molto speciale: sembra fatta apposta per raccontare le cose dell’anima”.

Mafalda, come detto, torna a parlarci di sé e di Lisbona e delle sue influenze artistiche e del suo fado come terapia in queste serate italiane. Venne la prima volta grazie alla benemerita associazione Sete Sois Sete Luas, poi è tornata e sta facendosi apprezzare. Mentre in Italia esce “Diario”, fra maggio e settembre uscirà in Portogallo il suo nuovo cd, “Flor de Fado”, che si intitola come la tournée in corso, anche questo un atto d’amore verso la “sua” musica. Ad accompagnarla in questi concerti ci sono Paulo Perreira alla guitarra portuguesa, Luis Pontes alla viola da fado, Fernando Costa al basso. In alcuni brani del prossimo album, ci sarà anche il violoncello del nostro Davide Zaccaria, il quarantenne musicista milanese trasferitosi da sette anni a Lisbona e ormai abituato ad accompagnare i grandi artisti portoghesi, da Dulce Pontes a Paulo De Carvalho a Mariza a Jorge Fernando e Custodio Castelo. “Ho scelto il violoncello perché è uno strumento molto complice della mia voce, si sposano molto bene – spiega Mafalda -, lo ritengo dolce e appassionato com’è la musica che amo”. Provare per credere.