lunedì 16 giugno 2008

13 de Junho: Santo António de Lisboa




Santo António de Lisboa, OFM (Lisboa, 15 de Agosto de 1195 — Pádua, 13 de Junho de 1231), baptizado Fernando Martim de Bulhões e Taveira Azevedo. É também conhecido como Santo António de Pádua, por ter vivido e falecido nessa cidade italiana.



Em Portugal, Santo António é muito venerado na cidade de Lisboa e o seu dia, 13 de Junho, é feriado municipal.

As festas em honra de Santo António começam na noite do dia 12. Todos os anos a cidade organiza as marchas populares, grande desfile alegórico que desce a Avenida da Liberdade (principal artéria da cidade), no qual competem os diferentes bairros.

Um grande fogo de artifício costuma encerrar o desfile. Os rapazes compram um manjerico (planta aromática) num pequeno vaso, para oferecer à namorada, o qual traz uma bandeirinha com uma quadra popular, por vezes brejeira ou jocosa.

A festa dura toda a noite e, um pouco por toda a cidade, há arraiais populares, locais de animação engalanados onde se comem sardinhas assadas na brasa, febras de porco, come-se também o "caldo verde" e bebe-se vinho tinto. Ouve-se música e dança-se até de madrugada.

Santo António é o santo casamenteiro, por isso a Câmara Municipal de Lisboa costuma organizar, na Sé Patriarcal de Lisboa, o casamento de jovens noivos de origem modesta, todos os anos no dia 13 de Junho. São conhecidos por "noivos de Santo António".

IN
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Ant%C3%B3nio_de_Lisboa#Portugal

10 de Junho: dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas


http://www.secomunidades.pt/web/guest/PostosConsulares

Prova cabal da actualidade do nosso universalismo são as comunidades de emigrantes portugueses, ou de origem portuguesa, frequentemente apresentadas como exemplo de seriedade por aqueles mesmos com quem trabalham e em toda a parte elogiados pela sua capacidade empreendedora.

A facilidade com que se adaptam a meios por vezes bem diferentes, mantendo ao mesmo tempo uma forte ligação às suas origens, não é, por certo, indiferente ao sucesso de muitos emigrantes

Se o dia de hoje, Dia de Portugal e de Camões, se chama também o Dia das Comunidades, é porque se reconhece que elas são, de pleno direito, parte integrante da Pátria comum.

As comunidades portuguesas de emigrantes são a mais estável representação da nossa gente e da nossa cultura além fronteiras, uma cultura que se distingue e afirma a sua identidade dialogando com a diferença.


Excerto do discurso do Presidente da República, 10 de Junho de 2008

10 de Junho: dia de Camões




Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas



Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões (1517 / 1524 — 10 de Junho de 1580) é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopéia Os Lusíadas é a mais significativa.



Os Lusíadas

Os Lusíadas é considerada a principal epopeia da época moderna pela sua grandeza e universalidade.

As realizações de Portugal desde o Infante D. Henrique até à união dinástica com Espanha em 1580 marcam a transição da Idade Média para a Época Moderna.

A epopeia narra a história de Vasco da Gama e dos heróis portugueses que ultrapassaram o Cabo da Boa Esperança e descobriram o caminho marítimo para a Índia.

É uma epopeia humanista, mesmo nas suas contradições, na associação da mitologia pagã à visão cristã, nos sentimentos opostos sobre a guerra e o império, no gosto do repouso e no desejo de aventura, na apreciação do prazer e nas exigências de uma visão heróica.

IN
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Vaz_de_Cam%C3%B5es#Os_Lus.C3.ADadas_e_a_obra_l.C3.ADrica


Ver também:
http://it.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_de_Cam%C3%B5es

Discurso do Presidente da República no 10 de Junho


Excertos do discurso do Presidente da República:


O 10 de Junho é o dia em que Portugal comemora a sua identidade e se revê naquilo que tem de melhor: no seu poeta, Luís de Camões, e na língua em que desde há séculos pensamos e comunicamos; nos seus heróis e naqueles que todos os dias, com mais ou menos notoriedade, fazem com que sintamos orgulho em continuar a ser uma nação independente.


Prova cabal da actualidade do nosso universalismo são as comunidades de emigrantes portugueses, ou de origem portuguesa, frequentemente apresentadas como exemplo de seriedade por aqueles mesmos com quem trabalham e em toda a parte elogiados pela sua capacidade empreendedora.


Na sua História do Futuro, Vieira clamava pelas “cousas grandes e raras que haverá que ver nesse novo descobrimento”. Assim nós saibamos, os portugueses de hoje, honrar a sua memória e acreditar, como ele acreditou, nessa História do Futuro, a História que desejamos para os nossos filhos.



DISCURSO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Na Sessão Solene Comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que se realizou em Viana do Castelo, o Presidente da República proferiu uma intervenção alusiva e procedeu à imposição de condecorações a um conjunto de personalidades e instituições.

http://www.presidencia.pt/diadeportugal2008/?idc=518&idi=17350

venerdì 6 giugno 2008

Fim do ciclo de documentários sobre Portugal




Foram sete os episódios, tantos quantas as manhãs de sábado em que alunos de Português da Università degli Stdi di Roma Tre e do Instituto Português de Santo António em Roma se reuniram na sede da Faculdade de Letras daquela Universidade para assistir e debater o "Retrato Social" que Portugal fez António Barreto.

A todos os participantes, cujos nomes apresentamos em baixo, agradecemos a disponibilidade e o interesse:

- AMICONE, Valentina
- ANTONUCCI, Andrea
- CALVANIE, Laure
- CAPANNA, Simona
- CAPPARUCCI, Elisa
- CIRELLI; Cleo
- CLEMENTI, Alessia
- COSTANTINO, Rocco
- CRUCIANI, Alessandra
- INDELISANO, Veronica
- LARDONE, Germana
- LOLLINI, Augusta
- MANTEGAZZA, Marta
- MANTI, Emilia
- MANUPPELLI, Cristiana
- PALAZZETTI, Elisa
- PEDICONI, Costanza
- ROTUNDO, Ughetta
- SANTIA, Gloria Claudia
- VERILE, Fabrizio Riccardo

Noite de Fado



Com alguns dias de atraso, aqui vimos dar notícia do grande sucesso que foi a "Noite de Fado 2008", no pátio de Santo Anónio dos Portugueses.

Os 260 lugares foram escassos para o enorme número de pessoas que acorreu à Via dei Portoghesi.

Conhecida na cidade como uma ocasião única no ano, a noite de Fado realiza-se desde 1999, data que coincide com as grandes obras que recuperaram os prédios do Instituto Português de Santo António.

Espaço romântico e escondido no centro histórico da cidade de Roma, o pátio enche-se de cadeiras, e sob a benção de um Santo António de Leopoldo de Almeida, que por aqui passou nos anos 20 como bolseiro do Estado Português, dá-se início ao grande momento.

Como vem acontecendo nos últimos anos, a noite contou com a presença de dois virtuosos músicos de Lisboa: Paulo Valentim à guitarra portuguesa e João Veiga à guitarra clássica. E, mantendo-se a tradição de a cada ano se apresentar uma jovem promessa da canção nacional, chegou este ano a Roma a voz de Ana Marta.

Ana Marta é uma muito jovem fadista, nascida e criada em Alfama, filha e neta de "alfacinhas" desse bairro antigo e popular, onde o fado lhe foi, por assim dizer, natural. Em Lisboa começa a afirmar-se, actuando na importante casa de fados "Faia".

A noite foi muito animada, e a actuação, registada pela Academia Brunelli, em breve estará disponível em CD.



Entretanto, aqui fica a lista dos temas da noite:

Variações em Mi menor
Sempre que Lisboa canta
Maldição
Marcha de Alfama
Porque teimas nesta dor
Não chamem nomes ao Fado
Foi longa a noite passada
Findar em teus braços
Não chames pela Saudade
O fado mora em Lisboa
Cheira bem, cheira a Lisboa
Eu vi minha Mãe rezando
Chitarra suona più piano
Havemos de ir a Viana
Uma casa portuguesa
Careca
Lisboa Antiga


PARABÉNS AOS ARTISTAS!

Cimeira romana da FAO no Diário de Notícias


de ABEL COELHO DE MORAIS


FAO quer reduzir fome no mundo para metade



Cimeira. Reunião de Roma defende mais investimentos na agricultura

Prometidos mais de 6,5 mil milhões de dólares para lutar contra a fome

A cimeira da FAO terminou ontem numa nota de optimismo mitigado, com os representantes dos 193 países presentes em Roma a comprometerem-se a reduzir para metade o número de pessoas com fome no mundo até 2015, e a abolirem as restrições aduaneiras que dificultam o comércio de produtos agrícolas .

O director-geral da FAO (organismo da ONU para a alimentação e agricultura), Jacques Diouf, anunciou ter garantido a promessa de fundos na ordem de 6,5 mil milhões de dólares para o combate à fome e pobreza.

A declaração final defende o aumento da produção de bens alimentares e a redução dos mecanismos proteccionistas, para permitir trocas "mais equitativas" dos bens agrícolas. O objectivo é a concretização de "mais investimentos no sector para intensificar a produção e a produtividade", explicou um responsável da FAO, a coberto do anonimato.

Em 1979, explicou ontem um elemento do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, o investimento nesta área "representava 18% do total da ajuda internacional; hoje, é de 3%, o que é ridículo".

O documento contempla igualmente a questão dos biocombustíveis, apontados como um dos factores que contribuíram para a subida dos preços alimentares. Mas a referência é genérica; limita-se a sugerir a criação de um sistema de avaliação para "determinar o impacto das bioenergias na segurança alimentar".

A questão da liberalização do comércio agrícola é um dos vectores centrais da ronda de Doha, que permanece por resolver.

Para o citado responsável da FAO, o obtido em Roma não é assim insignificante: "a agricultura vai deixar de ser subalternizada e tornar-se-à uma prioridade". Estimativas da ONU indicam que 850 milhões de pessoas vivem em estado de subnutrição crónica e mais cem milhões foram afectadas pela actual crise.

A divulgação do documento foi atrasada por divergências sobre o texto. A delegação da UE - cujo comissário para o Desenvolvimento Louis Michel chamou a atenção para a importância "de não ceder ao pânico e a soluções de curto prazo" - emitiu várias reservas sobre o conteúdo da declaração. Também a Argentina - um dos grandes produtores mundiais de cereais e carne bovina - se opunha às críticas "a medidas restritivas", o que podia ser tomado como a condenação da sua política fiscal para certos bens agrícolas.

Verificaram-se ainda pressões de Cuba, que - à semelhança de anteriores reuniões da FAO - pretendia inserir referência a condenar o uso dos bens alimentares "como arma de pressão unilateral". Mas o documento acabou por conter uma menção crítica à sua utilização "como meio de pressão política".