martedì 1 settembre 2015

Igeam ricerca un infermiere madrelingua portoghese



Igeam ricerca un infermiere madrelingua portoghese che sappia parlare anche italiano almeno a livello C1 (CEFR).
L’infermiere sarà inserito in un gruppo di progetto che ha lo scopo di formare infermieri madrelingua portoghese nell’arco di sei mesi. Sarà coordinato dal direttore didattico di progetto ed avrà i seguenti compiti:
·         Tradurre il materiale didattico dall’italiano al portoghese
·         Tradurre in aula le lezioni di Medici e infermieri esperti
·         Essere tutor d’aula
·         Fornire supporto agli infermieri stranieri che sosterranno il percorso formativo

Completano il profilo: capacità relazionali, dinamismo, capacità di lavorare in maniera autonoma nel rispetto delle scadenze definite.
Se interessati, Inviare la candidatura utilizzando l’apposito form al link http://www.igeam.it/contatti/contatti-2/10-contatti/60-invia-cv indicando nel campo “Riferimento annuncio” il seguente codice: 2015-08/IGA/SMIH.
L’annuncio è  rivolto ad ambo i sessi.


Igeam Academy S.r.l.
Via Francesco Benaglia, 13 - 00153 Roma
tel. 06 66991321 - fax 06 66991310

Musica portoghese nei Concerti del Tempietto - 17 Settembre, ore 20.30






Concerti del Tempietto
FESTIVAL MUSICALE DELLE NAZIONI
Chiostro di Campitelli al Teatro di Marcello
Piazza Campitelli, 9 - Roma

Giovedì 17 Settembre 2015 ore 20.30

in collaborazione con l’Ambasciata del Portogallo

Tiago Neto (violino)
Olivia Funnell (violoncello)
João Aboim (pianoforte)

Programma
B. Britten (Sonata per violoncello e pianoforte in Do Maggiore Op. 65)
Ó. da Silva (Romanza)
D. de Souza (Vision passé)
L. Barbosa (Romanza)
A. Fragoso (Sonata per violino in Re Maggiore)
H. do Nascimento (Romanza)
L. van Beethoven (Trio in Re Maggiore Op. 70 n. 1 "Gli Spettri"


La Mangani, sui palchi romani, all'inizio di Settembre



"Venti garofani rossi" nell'ambito della rassegna annuale "La città dadisé"

https://www.facebook.com/events/1106849162676129/

Mercoledì 2 settembrealle ore 21:30 
Parco di Tor Sapienza, Via di Tor Sapienza 108 (Roma)

"Di una periferia “a rischio” è anche possibile cambiare la narrazione: proponendo una cultura buona e fruibile, lasciando libera l'espressione delle diverse culture".

Il nostro spettacolo dedicato al romanzo "Sostiene Pereira" di Antonio Tabucchi fa tappa a Tor Sapienza per la rassegna "La Città Dadisé - La Roma dei segni differenti".

Le parole di Antonio Tabucchi saranno come sempre animate dalla lettura di Simona Baldelli, mentre la musica sarà a cura di Isabella Mangani (voce), Stefano Donegà (chitarra classica) e Felice Zaccheo (guitarra portuguesa e bandolim).

Ingresso gratuito e osteria sul luogo.



Duo mareiro per Windows from Gaza,  piccolo omaggio musicale a conclusione di una mostra di pittura contemporanea faticosamente fatta arrivare da Gaza.

https://www.facebook.com/events/688111194656410/

Martedì 8 settembrealle ore 20:00 in UTC+02
Sala Santa Rita
via Montanara 8, 00186 Roma

A chiusura della mostra di pittura contemporanea "Windows from Gaza - Pittori palestinesi a Roma", Stefano Donegà e io offriremo al pubblico un estratto dello spettacolo "Questo mare è pieno di voci".

Il nostro intento è onorare le opere di Majed Shala, Basel El-Maqousi e Shareef Sarhan perché "in un contesto di guerra, afflizione umana, povertà e disgregazione sociale, la loro arte rappresenta un atto primario di resistenza e di affermazione di un afflato di libertà".

Scarpe portoghesi a Milano

MICAM 2015 – Partecipazione Record per il Portogallo, 93 espositori hanno preso parte alla Fiera della Calzatura di Milano

in https://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/noticias/669-micam-2015-pertecipazione-record-per-il-portogallo-93-espositori-hanno-preso-parte-alla-fiera-della-calzatura-di-milano

Il Portogallo rappresenta la seconda delegazione straniera con il più elevato indice di partecipazione alla più importante Fiera della Calzatura del Mondo.

L'evento avrà luogo dal 1 al 4 settembre 2015 a Milano.

mercoledì 26 agosto 2015

Maria Helena Portugal Barchiesi (09.08.1923 - 21.08.2015)


(testo pubblicato sul sito dell'Ambasciata del Portogallo, https://www.roma.embaixadaportugal.mne.pt/it/)

La Professoressa  Maria Helena Portugal è scomparsa venerdì scorso a Roma, sua città d’adozione dopo il matrimonio con il Professor Roberto Barchiesi, primo studente italiano a laurearsi in Portoghese e uno dei pionieri degli studi lusofoni in Italia, con una illustre carriera all’Università di Napoli l'Orientale.

Nata a Lisbona da una importante famiglia, laureata in Lingua e Letteratura Tedesca alla Facoltà di Lettere dell’Università di Lisbona, aveva successivamente conseguito una seconda Laurea in Letteratura Inglese, all’Università degli Studi di Roma la Sapienza, ottenendo  l’abilitazione all’insegnamento dell’Inglese e del Portoghese in Italia.

A Roma, dagli anni Sessanta, ha insegnato Portoghese all'Università degli Studi La Sapienza e all’Istituto Portoghese di Sant'Antonio fino a pochi anni fa, formando molte centinaia di allievi, con la sua grandissima competenza e la sua grande umanità.

La scomparsa della Professoressa Maria Helena Portugal costituisce una grande perdita per la Comunità portoghese e lusofila italiana, che questa Ambasciata segnala con rammarico, trasmettendo alla famiglia le sue condoglianze.

lunedì 24 agosto 2015

Maria Helena Liberdade





in memoriam di Maria Helena Portugal Barchiesi
(09.08.1923 - 21.08.2015)

A casa de Maria Helena Portugal na colina de San Saba parece uma torre de um conto de fadas, no alto desse Aventino verde e destacado da cidade, como que adormecido, como que sonhando uma realidade diferente da realidade. Nessa torre quis Maria Helena passar os últimos anos da sua vida, mantendo vivo o seu interesse pelo mundo externo, mas apartada dele. Na minha ideia mistura-se essa imagem de fidalga antiga, de torre, à de uma diva do cinema que não quis mostrar aos seus admiradores a injúria que o tempo operou na sua beleza; é que, Maria Helena era além de tudo mais uma belíssima senhora.

Paradoxalmente, é a ela – auto-exilada na sua torre, humanidade que foi conquistando o mito ainda em vida – a quem eu devo a melhor definição de liberdade, a quem mais limpidamente ouvi o som dessa palavra. Nela, liberdade era mais que modernidade (e se bom exemplo há, na sua geração, de mulher moderna e emancipada pela força da sua personalidade e inteligência, é sem dúvida Maria Helena). Nela, a liberdade era sabedoria adquirida nos anos, era terreno conquistado com esforço quotidiano, tanto em gestos e atitudes de independência, quanto nos momentos em que as circunstâncias a privaram dessa liberdade, “coisa” que me garantiu ser, de todas, a mais preciosa.

Parece-me perfeita a associação entre ela e este quadrissílabo de ascendência latina, acentuado naturalmente na penúltima, como de regra – quase a revelar o verbo dar escondido em si, numa terceira do singular do presente do indicativo: li.ber.da.de. Palavra feminina, no italiano como no português, palavra à qual sem dúvida o seu amor filológico pelas coisas deste mundo regressou muitas e muitas vezes.

Penso que se se pedisse a Maria Helena Portugal para se identificar com um “livro da sua vida” – como naqueles ingénuos jogos que se faziam à mesa, depois das refeições, no fim do século XIX – ela não hesitaria um instante em dar resposta redonda: DICIONÁRIO. A tia Lena coleccionava-os, manuseava-os, estudava-os, punha-os numa estante baixa que tinha ao pé de si, na saleta em que recebia, e estabelecia com eles uma relação de íntima amizade, que, como sabemos, implica compreensão profunda, entreajuda, respeito e, justamente, liberdade.

Outra palavra que associo à tia Lena, que determinou, a certo ponto, que a nossa imediata simpatia se tornasse verdadeira amizade (e a familiaridade com que me autorizou a chamá-la “tia”) é um nome de mulher: Cesária. A Zazá, como lhes chamávamos os dois, era a costureira de casa da tia Lena e por coincidência, era-o também em casa dos meus avós paternos. E tão íntima era a relação de ambas as famílias com a Zazá, que foi ela a vestir o corpo da mãe da tia Lena, prematuramente desaparecida, como foi ela também, anos mais tarde, a vestir a tia Lena de noiva. A Zazá, que era tão nossa também, que repousa junto aos caixões dos meus avós, no jazigo de São Pedro do Sul. Pela Zazá – e por mim, entre muitos outros – rezava a tia Lena todos os dias e eu passei a seu “sobrinho” por parte da Zazá. Dela e de uma afinidade imensa que nos unia, para além de todas as palavras.

Liberdade e Cesária, dois femininos singulares, como absolutamente feminina e singularíssima foi Maria Helena Portugal. Feminina, no que de mais forte há no termo, nessa grandeza discreta com que soube estar ao lado de um grande homem, o Professor Roberto Barchiesi, um dos pioneiros e figura maior da lusofilia em Itália, a partir da prestigiada Orientale de Nápoles. Feminina, como filha e irmã, sobretudo como mãe firme e amorosa do Paolo, do Alessandro e da Daniela, como avó da Valentina e do Riccardo. Feminina, enfim, como mulher de uma beleza e de uma elegância que pareciam contraponto perfeito da agudeza do seu espírito, da profundidade da sua inteligência, da sua generosidade. Cristã no sentido completo do termo, identificada nessas sabedoria e bondade, mas também no sofrimento, que suportou sempre com uma dignidade de rainha.

Ocorreria fazer um estudo completo sobre a sua actividade académica, através da qual ao longo de quase sessenta anos contactou com centenas de alunos, definitivamente marcados pela sua personalidade. Maria Helena Portugal é daqueles raros exemplos a quem não se ouve nunca, a ninguém, falar senão com entusiasmo e reconhecimento. Talvez também porque a ela mesma nunca ouvi senão dizer bem de todas as pessoas de quem falava, embora talvez não falasse de todas as pessoas que conheceu. No Portugal da sua juventude e depois em Roma, na Sapienza e no Instituto Português de Santo António – onde, com o marido, estruturou e dirigiu durante mais de 40 anos os cursos de língua e cultura portuguesas – ela era, realmente, uma Mestre. Começava a ensinar português aos estrangeiros com as primeiras estâncias d’Os Lusíadas; explicou-me: “estão ali concentradas as sonoridades fundamentais da nossa fonética”.

Não me apetece imaginar este mundo sem Maria Helena Portugal. O meu mundo fica irreparavelmente mutilado, sem o nosso telefonema semanal em que se falava das mais diversas coisas, se diziam poesias e anedotas e se cantava e se acabava sempre a rir (o seu humor era bem digno da sua inteligência). Maria Helena sem este mundo, ficará sem dúvida aliviada das dores e das preocupações que a tolhiam, e encontrará enfim aquela leveza ampla e luminosa que tanto condizia consigo e que me apetece chamar – rimando com eternidade – de LIBERDADE.



Francisco de Almeida Dias

domenica 23 agosto 2015

È scomparsa Maria Helena Portugal Barchiesi



La lusitanista Professoressa Donna Maria Helena Portugal, vedova del Professor Roberto Barchiesi, è deceduta serenamente lo scorso venerdì, 21 sera.

Il rito funebre verrà celebrato lunedì 24 - domani - alle 10:30 nella basilica di San Saba.