giovedì 31 maggio 2018

GABRIELLA MONTALI: Sobre a importância de aprender uma nova língua para envelhecer de maneira feliz

Agradecemos à nossa aluna de 3º nível GABRIELLA MONTALI o belíssimo texto que nos enviou e cuja publicação autorizou - inspirado no tema da nossa última aula: "A tua avó é estudante?!”.
Boa leitura!



Portugal está a povoar-se a cada ano de um número maior de aposentados italianos que no País do imenso navegador Vasco da Gama, assomado ao oceano, com um clima ameno (e também com un fisco mais propício), têm arranjado uma segunda juventude, e também muitos novos amigos que tocam o fado, comem o bacalhau cozinhado de 360 diferentes maneiras (quase uma para cada dia do ano) e falam una língua amavelmente musical.

De resto, aprender uma nova língua, mas não só o inglês do costume (antes o português, diria eu, por exemplo!) representa um dos 15 pontos duma receita para envelhecer de maneira feliz, e redigida pelo jornal online de Psicologia “Fuoritestata”. “Aprendam enfim bem uma língua estrangeira, mas não só o útil inglês", li no ponto 9 dessa receita, “mas também o japonês, o árabe, o latim, o grego antigo, o sânscrito…”. E ainda um conselho psicológico para os aposentados: “Todas as vossas atividades têm de ser empreendidas com muita seriedade e com zelo constante, e não com frequência caprichosa: pelo contrário, os vossos passatempos têm de ser vividos da mesma maneira dum verdadeiro trabalho, mas um trabalho satisfatório". Numa palavra: durante a aposentação, enfim, pode-se fazer o trabalho dos nossos sonhos!

Aliás, durante a juventude e também na idade madura, todos fazemos todas as coisas à pressa, sem discernimento bastante, como se isso fosse para sempre, ou simplesmente porque temos de cumprir o nosso dever. Pelo contrário, no fim da vida, podemos gozar duma criatividade completamente livre e também podemos fazer tudo devagar, saboreando cada instante dos nossos dias. Uma criatividade, também aquela dos reformados italianos, que frequentemente têm arranjado inspiração à beira do Atlântico, num País pequeno, às vezes esquecido, no limite mais ocidental da Europa. Ali muitos nossos reformados que durante a vida de trabalho foram tristes “travèt", agora dançam, cantam, fazem canoagem no Tejo… Desta maneira, em Portugal, também a crise económica parece de qualquer maneira mitigada, pelas ondas altas e compridas do oceano. E também graças à gente portuguesa, tradicionalmente muito generosa, tolerante e hospitaleira.

GABRIELLA MONTALI

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