lunedì 8 novembre 2010

Ivana Bartolini: "VIAGEM AO LONGO DA COSTA VICENTINA"


A nossa aluna e amiga Ivana Bartolini fez, este Verão, uma maravilhosa viagem por Portugal, que gentilmente quis partilhar com os leitores da Via dei Portoghesi... Aqui fica este relato sensível e inteligente, com os nossos agradecimentos e os votos de que a Ivana regresse muitas e muitas vezes a Portugal, e que se continue sempre a sentir ali como em sua casa.


A MINHA VIAGEM AO LONGO DA COSTA VICENTINA


Parti numa bela madrugada de Setembro a volta da costa vicentina. Apanhei o autocarro para Setúbal e dali fui até Tróia com o barco. Era um dia esplêndido, uma praia branca e cheia de gaivotas.
Vi a Serra da Arrábida em cima. Tudo era perfeito. Fiquei lá dois dias. Não tinha muito tempo à disposição e portanto tive de deixar Tróia, com saudade. A segunda etapa foi Sines, onde dormi numa pensão muito linda e confortável no centro histórico da vila.
O meu desejo era o de ver o mais possível das praias de Portugal. E foi assim que a minha viagem continuou até Porto Covo. A aldeia é toda ali: tem as suas maravilhosas praias e uma praça muito pequena mas que parecia muito grande. E foi amor à primeira vista.
A gente é cordial. Encontrei lá uma peruana que fazia brincos e colares há já 5 anos. Disse-me que ali se sentia feliz, ainda que o seu País permanecesse sempre na sua cabeça. Provavelmente um dia vai voltar...
Em frente a Porto Covo há a Ilha do Pessegueiro. Estando ali a observar o pôr-do-sol pensei: “Meu Deus, obrigada por tudo isto!”
Continuei a minha viagem e cheguei a Zambujeira do Mar onde o recife me ofereceu um panorama extraordinário.
Mas onde deixei o meu coração foi sem dúvida na praia da pequena aldeia de Odeceixe. O autocarro não chega até lá e por isso fiz 3 km a pé para lá chegar. Dois dias de paraíso na terra de Portugal. O rio (de que não me lembro o nome) chega até ao Atlântico, na praia de Odeceixe.
Ali vi muitos surfistas abraçar as suas pranchas e cavalgar as ondas. A maré é muito rápida e no primeiro dia, enquanto estava a apanhar o sol, a água banhou os meus pés de repente.
Depois desta maravilha da natureza continuei a viajar, mas então pelo interior di Alentejo, até Estremoz.
Estremoz é conhecida desde a época romana como a cidade branca porque há pedreiras de mármore branco. O taxista que me levou para a Pousada da Rainha Santa Isabel disse-me que muitos italianos de Carrara chegam para comprar o mármore de Estremoz, que depois trabalham em Carrara como se fosse o próprio... O homem ria e eu com ele. Disse-lhe que não podia ser, mas a dúvida não me deixou imediatamente...
Em Estremoz visitei o Museu Municipal, porque há peças de artesanato em barro, madeira e cortiça. De entre todos as colecções, destaca-se uma de excepcional valor artístico: os bonecos de Estremoz feitos com o barro. Comi o borrego assado no forno e ainda hoje, pensando nisso, sinto água na boca.
A minha viagem estava a terminar e depois de Estremoz apanhei o autocarro para Lisboa. A cidade da luz acolheu-me como sempre. Sentia-me em casa mais uma vez...


IVANA BARTOLINI

1 commento:

Vilma ha detto...

Querida Ivana, conheço bem a sensação de sentir Portugal como a própria casa. Lendo da tua viagem, a saudade é tal, no meu coração, que me inunda. Obrigada por ter-me dado a possibilidade de partilhar as tuas emoções, também esta vez.
Vilma